São Jorge” vence prémios Sophia 2018

O fil­me de Mar­co Mar­tins ven­ceu em sete cate­go­ri­as.

Cinema Portugus

O filme de Marco Martins venceu em sete categorias.

O drama “São Jorge”, de Marco Martins, dominou a noite da entrega dos Prémios Sophia ao triunfar em sete categorias, incluindo melhor filme, melhor realização e melhor ator, Nuno Lopes.

Entre os res­tan­tes dis­tin­gui­dos, Rita Blan­co ven­ceu na cate­go­ria de melhor atriz prin­ci­pal pelo papel no fil­me “Fáti­ma”. Isa­bel Abreu (Uma Vida à Espe­ra) e José Rapo­so (São Jor­ge) ganha­ram nos secun­dá­ri­os.

A sex­ta edi­ção dos galar­dões da Aca­de­mia Por­tu­gue­sa de Cine­ma, decor­reu domin­go à noi­te, no Salão Pre­to e Pra­ta do Casi­no Esto­ril, com Manu­el Mar­ques a estre­ar-se no papel de anfi­trião.

Numa ceri­mó­nia que decor­reu de for­ma dig­na e escor­rei­ta, mas roti­nei­ra, des­ta­cou-se o dis­cur­so de Nuno Lopes que, ao rece­ber o pré­mio de melhor ator, assu­miu a res­pon­sa­bi­li­da­de de cha­mar a aten­ção para o que con­si­de­ra serem “os atra­sos” e “a pou­ca trans­pa­rên­cia” na atri­bui­ção nos sub­sí­di­os para a cul­tu­ra. Lem­brou que o setor con­ti­nua a mere­cer menos de 0,2% do orça­men­to do esta­do e acres­cen­tou, refe­rin­do-se à situ­a­ção atu­al do cine­ma por­tu­guês: “Gos­ta­ria de rece­ber este pré­mio e de o par­ti­lhar com toda a equi­pa que fez o fil­me, com a ale­gria de quem ama o que faz e é res­pei­ta­do por isso, mas infe­liz­men­te não o pos­so fazer, por­que é dema­si­a­do tris­te, senho­res”. “Um país sem cul­tu­ra, não é um país. É uma área mal ocu­pa­da”, con­cluiu o ator.

A úni­ca outra oca­sião em que a ceri­mó­nia se afas­tou do tom mor­no geral cou­be à exu­be­rân­cia de Miguel Bor­ges que subiu ao pal­co para trans­for­mar a apre­sen­ta­ção do Sophia de melhor atriz numa rábu­la que, por momen­tos, trou­xe algum âni­mo à sala.

Abai­xo, a lis­ta com­ple­ta de ven­ce­do­res da edi­ção 2018 dos Pré­mi­os Sophia.

Melhor Fil­me: “São Jor­ge”

Melhor Rea­li­za­dor: Mar­co Mar­tins — “São Jor­ge”

Melhor Atriz Prin­ci­pal: Rita Blan­co — “Fáti­ma”

Melhor Ator Prin­ci­pal: Nuno Lopes — “São Jor­ge”

Melhor Atriz Secun­dá­ria: Isa­bel Abreu — “Uma Vida à Espe­ra”

Melhor Ator Secun­dá­rio: José Rapo­so — “São Jor­ge”

Melhor Docu­men­tá­rio em Lon­ga-Metra­gem: “Nos Inters­tí­ci­os da Rea­li­da­de ou o Cine­ma de Antó­nio de Mace­do”

Melhor Argu­men­to Ori­gi­nal: Ricar­do Adol­fo e Mar­co Mar­tins — “São Jor­ge”

Melhor Ban­da Sono­ra Ori­gi­nal: Rita Redsho­es & The Legen­dary Tiger­man — “Orna­men­to e Cri­me”

Melhor Can­ção Ori­gi­nal: Fim — com­po­si­ção e inter­pre­ta­ção Lúcia Moniz — “Uma Vida à Espe­ra”

Melhor Foto­gra­fia: Car­los Lopes — “São Jor­ge”

Melhor Efei­tos Especiais/Caracterização: Nuno Este­ves “Blue” — “Pere­gri­na­ção”

Melhor Série / Tele­fil­me: “Madre Pau­la”

Melhor Dire­ção Artís­ti­ca: Way­ne dos San­tos — “São Jor­ge”

Melhor Som: Pedro Melo, Elsa Fer­rei­ra e Bran­ko Nes­kov — “Al Ber­to”

Melhor Guar­da Rou­pa: Síl­via Gra­bows­ki — “Zeus”

Melhor Maqui­lha­gem e Cabe­los: Rita Cas­tro, Feli­pe Mui­ron — “Pere­gri­na­ção”

Melhor Mon­ta­gem: Cláu­dia Oli­vei­ra, Edgar Feld­man, Luí­sa Homem — “A Fábri­ca de Nada”

Melhor Argu­men­to Adap­ta­do: Pedro Pinho, Lui­sa Homem, Leo­nor Noi­vo, Tia­go Hes­pa­nha base­a­do na peça ori­gi­nal “The Nothing Fac­tory” de Judith Herz­berg — “A Fábri­ca de Nada”

Melhor Docu­men­tá­rio em Cur­ta-Metra­gem: “O Homem Eter­no” de Luís Cos­ta

Melhor Cur­ta-Metra­gem de Fic­ção: “Coe­lho Mau” de Car­los Con­cei­ção

Cur­ta-Metra­gem de Ani­ma­ção: “A Gru­ta De Darwin” de Joa­na Tos­te

Pré­mio Sophia Estu­dan­te: “Sno­o­ze” de Dinis Leal Macha­do — ESMAD

por Ant­nio Quin­tas
publi­ca­do 01:15 — 26 mar­ço ’18

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