Acerca

O Cen­tro de Estu­dos Cine­ma­to­grá­fi­cos da Asso­ci­a­ção Aca­dé­mi­ca de Coim­bra tor­nou-se inde­pen­den­te no ano de 1958 como resul­ta­do de uma “ori­en­ta­ção geral de alar­ga­men­to e con­so­li­da­ção das acti­vi­da­des cul­tu­rais”. Cons­ti­tui-se, assim, aque­la que é hoje a mais anti­ga sec­ção cul­tu­ral da Asso­ci­a­ção Aca­dé­mi­ca de Coim­bra. Exis­tem dados que con­fir­mam a exis­tên­cia de um pelou­ro de cine­ma jun­to da Direc­ção Geral da Asso­ci­a­ção Aca­dé­mi­ca de Coim­bra cor­ria o ano de 1948.

O Cen­tro de Estu­dos Cine­ma­to­grá­fi­cos da Asso­ci­a­ção Aca­dé­mi­ca de Coim­bra ini­ci­ou a sua acti­vi­da­de com um Ciclo Uni­ver­si­tá­rio de Cine­ma e teve, ao lon­go dos anos, como objec­ti­vos pro­por­ci­o­nar e incen­ti­var uma abor­da­gem dos estu­dan­tes ao mun­do cine­ma­to­grá­fi­co. Não se quis cri­ar um cen­tro de vas­ta pro­du­ção fíl­mi­ca mas sim uma Esco­la Cine­ma­to­grá­fi­ca onde saber argu­men­tar, pla­ni­fi­car, rea­li­zar, pro­du­zir, cons­ti­tu­em as pre­o­cu­pa­ções prin­ci­pais.

A impor­tân­cia do Cen­tro na for­ma­ção cine­ma­to­grá­fi­ca estu­dan­til e a sua con­se­quen­te reper­cus­são no pró­prio cine­ma naci­o­nal são, hoje, cor­ro­bo­ra­das por algu­mas figu­ras de rele­vo na pro­du­ção fíl­mi­ca naci­o­nal e que foram mem­bros des­ta sec­ção. De refe­rir, entre outros, Antó­nio-Pedro Vas­con­ce­los, João Mário Gri­lo, Alfre­do Tro­pa e Luís de Pina.

Até 1983 rea­li­zou seis edi­ções do Fes­ti­val Inter­na­ci­o­nal do Fil­me Ama­dor de Coim­bra, altu­ra em que foi inter­rom­pi­do por razões finan­cei­ras, e por pres­sões da Fede­ra­ção Por­tu­gue­sa de Cine­ma e Audi­o­vi­su­ais, resul­ta­do da então difí­cil con­jun­tu­ra naci­o­nal. Em 1988 rea­li­zou-se pela pri­mei­ra vez a Mos­tra de Cine­ma Por­tu­guês, cri­a­da a par­tir do cur­so de Cami­nhos do Cine­ma Por­tu­guês da Facul­da­de de Letras da Uni­ver­si­da­de de Coim­bra e com o objec­ti­vo de ser com­ple­men­tar ao cur­so.

Esta mos­tra refun­dou-se em 1997, pas­san­do des­de então a ser um Fes­ti­val. Com a rea­li­za­ção da IV Edi­ção dos Cami­nhos do Cine­ma Por­tu­guês ini­ci­ou-se o per­cur­so até aos dias de hoje. Ao lon­go das vári­as edi­ções, foram intro­du­zi­das novas acti­vi­da­des para além da sec­ção dos fil­mes a con­cur­so, como a mos­tra de fil­mes euro­peus – Cami­nhos do Cine­ma Euro­peu – cada ano dedi­ca­dos a um país dife­ren­te; a sec­ção “fil­mes das esco­las”, ini­ci­al­men­te inti­tu­la­dos “Con­tra­cor­ren­te”, actu­al­men­te “Ensai­os Visu­ais”, em que são exi­bi­dos tra­ba­lhos de alu­nos que fre­quen­tam esco­las vol­ta­das para os audi­o­vi­su­ais; os “Cami­nhos Juni­o­res”, a Fei­ra do Livro e do Fil­me Por­tu­gue­ses, entre outras.

O Cen­tro de Estu­dos Cine­ma­to­grá­fi­cos orga­ni­zou em 2008 a XV edi­ção do Fes­ti­val. Ao lon­go da sua já lon­ga his­tó­ria, a dis­cus­são e a pro­mo­ção do cine­ma sem­pre esti­ve­ram paten­tes na sua acção, não des­cu­ran­do os ciclos, os coló­qui­os e os deba­tes sobre os mais diver­sos temas.

O Cen­tro orga­ni­zou a nível naci­o­nal o Con­cur­so Euro­peu de Argu­men­to para Cur­tas-Metra­gens Nisi Masa – Euro­pe I, II e III, que decor­reu entre Abril e Junho de 2002, Abril e Setem­bro de 2003 e Abril e Outu­bro de 2004 res­pec­ti­va­men­te.

Para além do fes­ti­val pro­pri­a­men­te dito, o Cen­tro de Estu­dos Cine­ma­to­grá­fi­cos rea­li­za com a cola­bo­ra­ção dos sóci­os vári­os ciclos de cine­ma ao lon­go do ano, vira­dos para as mais diver­sas temá­ti­cas.

Dos con­tac­tos desen­vol­vi­dos, em gran­de par­te devi­do ao fes­ti­val, este­ve como enti­da­de con­vi­da­da na 10ème. Semai­ne de Ciné­ma du Mon­de de Lan­gue Por­tu­gai­se, que decor­reu entre 16 e 23 Outu­bro de 2007, na Uni­ver­si­da­de de Nan­tes (Fran­ça) como co-res­pon­sá­vel pela pro­gra­ma­ção na ver­ten­te do cine­ma por­tu­guês.

É ain­da de real­çar que a direc­ção do Cen­tro de Estu­dos Cine­ma­to­grá­fi­cos da Asso­ci­a­ção Aca­dé­mi­ca é exclu­si­va­men­te cons­ti­tuí­da por estu­dan­tes da Uni­ver­si­da­de de Coim­bra. Jovens de dife­ren­tes áre­as de
for­ma­ção, reu­ni­dos por um fac­tor comum, o Cine­ma Naci­o­nal, que mui­tas vezes abdi­cam dos seus cur­sos
e futu­ro pro­fis­si­o­nal em prol da pro­jec­ção do cine­ma por­tu­guês.

O Cen­tro de Estu­dos Cine­ma­to­grá­fi­cos pro­cu­ra pro­mo­ver a séti­ma arte tan­to na Asso­ci­a­ção Aca­dé­mi­ca de Coim­bra como na cida­de de Coim­bra. A divul­ga­ção e estu­do dos clás­si­cos, bem como de auto­res e fil­mo­gra­fi­as mar­gi­nais são algu­mas das acti­vi­da­des a que se dedi­ca.
Além de Cine­clu­be Uni­ver­si­tá­rio, o Cen­tro de Estu­dos Cine­ma­to­grá­fi­cos tem ain­da uma com­po­nen­te téc­ni­ca, que visa fazer a cober­tu­ra em for­ma­to digi­tal de alguns dos even­tos mais impor­tan­tes da Asso­ci­a­ção e da vida uni­ver­si­tá­ria em geral. Regis­tan­do estes momen­tos para a pos­te­ri­da­de fican­do des­ta manei­ra regis­ta­dos para a his­tó­ria futu­ra da Aca­de­mia, da Uni­ver­si­da­de e da
cida­de de Coim­bra.

A cri­a­ção do Cine­clu­be Uni­ver­si­tá­rio mos­trou-se de extre­ma impor­tân­cia para o desen­vol­vi­men­to do movi­men­to cine­clu­bis­ta naci­o­nal uma vez que somos dos pri­mei­ros Cine­clu­bes em Por­tu­gal e que até nos perío­dos mais con­tur­ba­dos da his­tó­ria naci­o­nal con­ti­nu­a­mos a nos­sa acti­vi­da­de inin­ter­rup­ta­men­te.

Ali­a­do a este desen­vol­vi­men­to está sem dúvi­da o movi­men­to de luta estu­dan­til con­tra o Esta­do Novo,
que para além das for­mas de inter­ven­ção a que nos habi­tu­ou, ser­viu-se tam­bém des­ta estru­tu­ra para ten­tar alcan­çar as suas rei­vin­di­ca­ções.

Já na déca­da de 90, o Cen­tro de Estu­dos Cine­ma­to­grá­fi­cos como par­te inte­gran­te da Asso­ci­a­ção
Aca­dé­mi­ca de Coim­bra, fez a cober­tu­ra docu­men­tal de vári­os pro­tes­tos estu­dan­tis decor­ren­tes da luta con­tra as pro­pi­nas.
Uma déca­da vol­vi­da, o Cen­tro de Estu­dos Cine­ma­to­grá­fi­cos alar­gou a sua acti­vi­da­de docu­men­tal,
pas­san­do tam­bém a regis­tar even­tos tais como a Quei­ma das Fitas e a Fes­ta das Latas, para além de, como é óbvio, o nos­so Fes­ti­val. Nes­ta pers­pec­ti­va pas­sa­mos tam­bém a efec­tu­ar tra­ba­lhos de mon­ta­gem, edi­ção, a pedi­do de vári­as enti­da­des, alu­nos uni­ver­si­tá­ri­os e sóci­os da nos­sa sec­ção, entre outros.

Todo o desen­vol­vi­men­to do Cen­tro de Estu­dos Cine­ma­to­grá­fi­cos da Asso­ci­a­ção Aca­dé­mi­ca de Coim­bra só foi pos­sí­vel atra­vés do afin­co de todos os que por aqui pas­sa­ram ao lon­go dos anos e que por vezes num esfor­ço sobre huma­no tudo fize­ram para levar a cabo os objec­ti­vos des­te Cine­clu­be Uni­ver­si­tá­rio divul­gan­do e pro­mo­ven­do a 7ª Arte.

Cineclube Universitário de Coimbra