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O CEC - Centro de Estudos Cinematográficos - promove a “Sétima Arte” organizando ciclos, programando palestras ou editando cadernos, e divulga autores e filmografias que, apesar da sua qualidade, são marginais à política das distribuidoras nacionais. Além de Cineclube Universitário tem também uma vertente de formação na área dos audiovisuais, bem como uma vertente técnica que lhe permite fazer a cobertura em vídeo dos eventos mais importantes da Associação e da vida universitária em geral. Promove ainda a produção e realização de curtas e medias metragens no formato vídeo.

LONGE DOS HOMENS de David Oelhoffen

Argélia, 1954. Enquanto a revolta ribomba no vale, dois homens muito diferentes, reunidos por um mundo em convulsão, são obrigados a fugir em conjunto pelas montanhas do Atlas. A meio de
um inverno gelado, Daru, o professor solitário, tem de escoltar Mohamed, um aldeão acusado de homicídio. Perseguidos por homens a cavalo que procuram justiça sumária e colonos vingativos,
os dois homens decidem enfrentar o desconhecido. Juntos, lutam para obter a sua liberdade.
  É exibido no Mini-Auditório Salgado Zenha no próximo dia 19 de Outubro às 22:00. Entrada Livre

Daru (Viggo Mortensen) é um professor idealista que apenas deseja ajudar os seus jovens alunos a crescer e ter uma vida melhor. Um dia é obrigado a escoltar Mohamed (Reda Kateb), um aldeão acusado de homicídio, até à cidade de Tinguit, onde terá de ser entregue à polícia para julgamento. Apesar da recusa inicial, Daru aceita a missão. Porém, perseguidos por homens que procuram fazer justiça pelas suas próprias mãos, os dois vêem-se perdidos no deserto. Sem escolha, eles sabem que têm de continuar o caminho, mesmo cientes das poucas hipóteses de sobreviver aos perigos da jornada…

LONGE DOS HOMENS, do realizador francês David Oelhoffen, uma adaptação de um conto, L’hôte, do filósofo franco-argelino Albert Camus – é um western inteligente e de combustão lenta,
com uma banda sonora atmosférica de Nick Cave e Warren Ellis e uma interpretação excepcional de Viggo Mortensen. (…) Mortensen faz o papel de Daru, um professor santo que trabalha na Argélia, em 1954, no começo da sua luta pela independência dos franceses. Daru ensina miúdos numa escola minúscula, no alto das montanhas do Atlas, mas este homem tem claramente mais qualquer coisa. O seu rosto curtido parece retirado das montanhas por trás da escola e
sabe manejar uma arma quando soldados franceses lhe trazem um argelino local, Mohamed (Reda Kateb), que confessou ter morto um primo, numa discussão sobre trigo roubado. Sem mãos a medir com a luta contra os combatentes da liberdade argelinos, os soldados pedem a Daru para entregar Mohamed ao tribunal, que fica a um dia de viagem. Daru recusa, argumentando que estaria a levar o prisioneiro para a sua morte. Mas quando os soldados partem e Mohamed se recusa a fugir, ele não tem muita escolha.

O REALIZADOR

David Oelhoffen nasceu em França. Realizou as curtas-metragens LE MUR (1996), BIG BANG (1997), EN MON ABSENCE (2001), ECHAFAUDAGES (2004) e SOUS LE BLEU (2004) e a longa-metragem NOS RETROUVAILLES (2007). LOIN DES HOMMES / LONGE DOS HOMENS (2014) é o seu último filme.

DECLARAÇÃO DO REALIZADOR

Desde a primeira leitura do conto de Camus, L’hôte, visualizei um western. Um western não convencional, é certo, impregnado de história europeia e tendo como fundo as terras altas do norte de África, mas ainda assim um western. Fiel aos códigos, há colonizadores e colonizados, um prisioneiro a escoltar e uma trama que desagua em violência. No centro da história e dos seus personagens encontra-se uma colisão entre dois sistemas jurídicos. Testemunhamos duas culturas e duas morais forçadas a coexistir pela história. Tinha sonhado com ir buscar o Viggo Mortensen.
A sua singularidade encaixava perfeitamente no papel. Reda Kateb – misterioso, opaco e com os pés no chão – funcionava como contraponto perfeito. A paisagem desértica assume o papel de personagem, na história. Sob a luz radiante do norte de África, constituía uma companhia bela mas imprevisível para o filme.

Adaptar esta história ao cinema implicava dotar os personagens de mais substância e tornar a narrativa mais densa. Uma das formas de o fazer foi incluir o contexto argelino e o começo da guerra. Mas a maior mudança foi alterar a natureza da relação entre Daru e o jovem argelino, que resultou num fnal claramente diferente para a história de Camus.
Sempre com a ideia de conservar o espírito de , cujas preocupações me parecem muito actuais: preocupações acerca da humanidade, a denúncia da injustiça e, acima de tudo, a difculdade do compromisso moral.
A trajectória de Daru é também a de um homem que quer salvar outro, apesar de ele ser um criminoso, mas eu queria intensificar a energia que Daru despende a convencer o prisioneiro a não obedecer à lei da sua comunidade, nem a entregar-se à igualmente injusta lei dos colonizadores.

Também imaginei um personagem mais atormentado e maltratado do que no original, um homem que tinha vivido a guerra e que queria fugir à violência, um homem carregado de pesar, que o impele a abrigar-se da vida. E, por último, um homem com uma identidade dolorosa: filho de espanhóis, é um europeu e visto como tal pelos aldeões, mas não se esqueceu de que, uma geração antes, os seus pais andaluzes eram considerados “árabes”.

No caso de Mohamed, eu sobretudo não queria que o personagem fosse a figura do árabe perturbante, tão misterioso e opaco como na história original, mas antes um homem com as suas razões, a sua própria moral e que se abre gradualmente ao que Daru propõe – a possibilidade de agir por si, enquanto indivíduo.

Notas da Crítica

“LONGE DOS HOMENS descarna a narrativa, fica-lhe só com o osso, e esse “osso” é universal: um território não dominado, quase selvagem.” – Público

“Fiel, não à letra, mas ao espírito de Albert Camus, do qual adapta um conto, L’hôte, o cineasta dirige os actores com uma delicadeza rara.” – Télérama

“É, simplesmente, um grande western tradicional: a língua e os detalhes culturais podem ser diferentes, mas a elegância esparsa e os dilemas morais são familiares e tão sugestivos como sempre (…). LONGE DOS HOMENS é, de forma discreta, um filme grandioso e belo.” – Indiewire

“O que faz com que funcione é a eficiência solene com que o realizador David Oelhoffen conta a história e a intensidade silenciosa dos dois protagonistas: a ternura rude do olhar de Mortensen contrapõe-se bem ao comportamento conflituante de Kateb.” – New York Magazine

Camus estabelece o rumo inicial do filme, mas Oelhoffen leva-o firmemente a bom porto com contexto político, análise histórica retrospectiva, um imperativo moral inequívoco e um par de interpretações bem emparelhadas. Dito de outra forma, apropria-se da história. – New York Times

Ficha Técnica

Título original
Loin des Hommes (França, 2014, 101 min.)
Realização
David Oelhoffen
Interpretação
Viggo Mortensen, Reda Kateb, Djemel Barek
Argumento
David Oelhoffen, a partir da obra O Hóspede de Albert Camus
Fotografia
Guillaume Deffontaines
Montagem
Juliette Welfling
Musica
Nick Cave e Warren Ellis
Produção
Marc du Pontavice, Matthew Gledhill
Classificação
M/12
Estreia em Portugal
6 de Agosto de 2015
Distribuição
Alambique

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“Comboio de Sal e Açúcar” de Licínio Azevedo

Comboio de Sal e Açúcar é um western africano que chega às salas portuguesas a 28 de setembro. Rodado em Moçambique numa co-produção internacional liderada por Portugal, o filme já passou por mais de 20 festivais, tendo estreado em Locarno e arrecadado prémios em Joanesburgo e Cairo, nas categorias de Melhor Filme e Melhor Realizador. Vai estrear ainda este ano nos Estados Unidos, Suíça e França. É exibido no Mini-Auditório Salgado Zenha no próximo dia 12 de Outubro às 22:00. A entrada é livre.

Um Western Africano

Um comboio. 400 quilómetros em linhas sabotadas. Dois capitães lutam pelo amor de Rosa. Entre feitiçaria e ataques constantes, um comboio com centenas de pessoas é obrigado a inúmeras paragens até chegar ao seu destino. Uma viagem que decorre a 5km/h através de luxuriantes paisagens africanas, onde o perigo espreita antes da próxima estação.

Introdução Histórica

1964, em Moçambique, então uma colónia portuguesa, as forças da guerrilha da FRELIMO – Frente de Libertação de Moçambique – iniciam uma guerra pela autodeterminação do país. Dez anos depois, a FRELIMO assumiu o governo do país. O novo governo, sob a presidência de Samora Machel, estabeleceu um Estado unipartidário baseado em princípios marxistas. Começa pouco depois uma longa guerra civil, sustentada pela Rodésia e pela África do Sul, países vizinhos com governos de minorias brancas, que na altura não queriam que o governo revolucionário moçambicano servisse de exemplo na região. As forças oposicionistas ao Governo intitulam-se Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO). Esta guerra leva o país à ruina com a quase total destruição da agricultura e das infra-estruturas terrestres. É só no início dos anos 90 que o país inicia reformas estruturais e volta a ter paz. Actualmente, Moçambique volta a ser assolado pela violência, tendo havido vários confrontos armados no centro e no norte do país.

Estive em Lichinga, capital da Província do Niassa, último ponto onde os comboios paravam antes da fronteira com o Malawi, seu destino final.

A cidade estava isolada do resto do país por via rodoviária. A chegada dos comboios era cada vez mais espaçada e uma enorme multidão reunia-se na estação para os receber.

Tive a oportunidade de ver uma dessas chegadas e o estado terrível daqueles que desembarcavam, semanas depois do início da viagem em que arriscavam as suas vidas.

— Licínio Azevedo

ENTREVISTA COM LICÍNIO AZEVEDO

O Comboio de Sal e Açúcar existiu realmente?

Durante a guerra civil em Moçambique, que acabou em ‘92, eu ouvia muitas histórias sobre este comboio, no norte do país, histórias maravilhosas. Não havia nada no país, nem mesmo açúcar para o chá, sendo que antes Moçambique era um grande produtor de açúcar. Nessa época, chegavas a um café, pedias um chá, e diziam-te: “Há chá… Mas não há açúcar.” Então as mulheres, no norte do país, descobriram uma maneira astuta para sustentar as suas famílias. Compravam sal no litoral moçambicano e depois viajavam 700 km até ao Malawi, no interior do continente. Uma viagem que hoje leva menos de um dia, na época podia levar até três meses. Levavam sal para vender no Malawi e com o resultado compravam açúcar, depois regressavam e vendiam o açúcar, e com isso sustentavam a família por vários meses. Depois, toca de viajar outra vez.

Este comboio levava passageiros?

Durante a guerra não era suposto, mas as pessoas viajavam voluntariamente, sem pagar bilhete, em vagões abertos, com uma antiaérea e com uma escolta militar. Era um comboio que partia uma vez de três em três meses, quando as condições permitiam. Depois há uma parte de ficção, a existência de um barco de pesca gigante…

Se a acção se passa no norte do país, porque não filmar lá?

O norte do país está totalmente modificado, modernizado e, actualmente, em guerra. Por isso optámos pelo sul de Moçambique, onde as linhas férreas e estações ainda correspondem ao período da história, tal como as locomotivas que nelas circu

lam… Filmámos na linha que vai de Maputo para a Suazilândia e para a África do Sul mas tivemos um grande trabalho de decoração para dar outros tons às estações tal como recuperar as máquinas e vagões de escolta que já estavam desactivados.

Porque não fizeste um documentário?

Na época ainda tentei mas os produtores diziam “Você é maluco! Quem é que vai colocar dinheiro para equipamento e tudo mais, para fazer uma viagem de três meses? Ainda morrem, e depois não há filme.” Logo que a guerra acabou, a primeira coisa que fiz foi apanhar esse comboio. Fiz a viagem várias vezes, entrevistando os trabalhadores dos Caminhos-de-Ferro, as mulheres que trocavam o sal pelo açúcar, os militares… E escrevi um livro – Comboio de Sal e Açúcar. Para mim, tudo o que não é feito no momento, em cinema, deixa de ser documentário. Não gosto de fazer documentários sobre o passado, gosto de fazer sobre o que está a acontecer. Para mim, tudo o que já aconteceu, passa a ser ficção.

O teu livro começa com uma frase: “Aqueles que nos atacavam eram terríveis, mas aqueles que nos protegiam por vezes eram piores”. Qual é o significado simbólico do comboio?

É como um microcosmos onde coexistem muçulmanos, cristãos e animistas, numa atmosfera de traições, ataques e morte, mas também de esperança renovada. “Quando o sol nasce todas as esperanças se renovam”, já dizia o meu velho Hemingway. E assim se vai mantendo o equilíbrio, porque dentro do comboio todos os passageiros arriscam as suas vidas. Durante a guerra temos tendência a diferenciar os bons dos maus, mas isso nem sempre é fácil. Aqueles que atacam o comboio são terríveis mas por vezes, aqueles que o deveriam proteger, são muito piores. No filme a Rosa testemunha a dura realidade da guerra e por isso ouvimo-la dizer essa frase…

Estes personagens são reais?

Alguns são levemente baseados em personagens reais, outros são completamente ficcionais, como o personagem principal, Taiar. Neste filme há três grupos de personagens: os militares que protegem e controlam o comboio, entre os quais há os bons e os maus; os trabalhadores dos caminhos-de-ferro que permitem que o comboio siga o seu caminho e que são a intelligentsia; e os civis, sobretudo mulheres, que viajam e que representam a luta humana mais básica: a sobrevivência.

Como defines a relação entre Taiar e Salomão?

O Taiar é um tenente com uma mentalidade moderna, científica, que estudou numa academia militar na Ucrânia, ex-União Soviética e que tem um pensamento diferente por ser jovem, tenente e ter recebido formação fora do país. O seu antagonista é o alferes Salomão que ganhou a sua patente na guerra. É um grande combatente mas tem uma visão mais fechada. Sente-se dono do mundo, dono das mulheres, do comboio…

Existe um lado mágico nesta guerra?

Existe na guerra como existe na própria vida quotidiana dos moçambicanos. Não diria exactamente magia mas uma relação com os antepassados, com os espíritos…. Em Moçambique, durante a guerra civil, houve uma terceira força armada, que estava ao lado do governo da FRELIMO, que eram os Naparamas, um exército de homens à prova de balas, invulneráveis, que lutavam nus e usavam armas tradicionais, arco e flecha, catanas, não usavam armas de fogo. Bastava que o inimigo soubesse da aproximação dos Naparamas e retirava. Até que um dia mataram Manuel António, o comandante dos Naparamas, com 150 tiros. E aí disseram: “Viram, não é à prova de bala.” Mas logo apareceu uma justificação: o inimigo havia enviado uma feiticeira, uma mulher lindíssima, que o seduziu, levando-o a fazer amor com ela antes de combater. Eles tinham de cumprir um ritual, não podiam comer comida com sal durante três dias antes de ir para combate, e não podiam fazer amor. Ele fez amor e por isso foi morto. Esta foi a explicação dada pela população. A magia faz assim parte da vida quotidiana, e em África, não há guerra sem magia.

E algum personagem encarna essa magia?

Sete Maneiras, o comandante responsável pela protecção do comboio, é um feiticeiro à prova de bala que na sua juventude teve a iniciação tradicional dos makondes no norte de Moçambique. Para ser adulto tem que se matar um leão com arco e flecha. Sete Maneiras, como passou por essa iniciação, consegue falar com os pássaros, transformando-se mesmo num para fazer reconhecimento. Já o comandante inimigo, Xipoco (“fantasma” em língua xangana), também se transforma em macaco para fazer o mesmo.

Como foi rodar todos os dias com 13 vagões?

Fantástico e infernal. Impossível sem o apoio incondicional dos Caminhos de Ferro de Moçambique. Durante a rodagem, o engenheiro de som fez um trabalho extraordinário com ele, com os sons das rodas a ranger, da locomotiva a trabalhar… Naquele tempo nunca podiam desligar o motor da locomotiva, porque depois podia não pegar, então transportámos essa realidade para o filme. O som do comboio é um som permanente, uma banda sonora fundamental que foi pontuada pelo Schwalbach com instrumentos tradicionais africanos, tambores e com a mbira para pontuar as cenas de amor.

Porque dizes que este filme é um western?

Eu adoro western, é o meu género preferido, e o filme tem um pouco essa estrutura. Nos filmes de cowboy o bandido sempre anda em quadrilha, então Salomão tem os seus seguidores, e Taiar também tem os seus. É como o Zorro e o Tonto, tem o Taiar que é o Zorro e tem o Tonto que é o índio de lado, que é o adjunto dele e que no final assume o papel do Taiar. O Tonto passa a ser o Zorro. Sempre comparo os dois com o meu western preferido, Shane, filme do George Stevens, de 1951. Também há o facto de termos rodado nas paisagens do sul de Moçambique, que são magníficas e que nesta época do ano correspondem também aos filmes como os de John Ford, em que o cowboy aparece naquela planície com o capim alto, amarelo… e que na pós-produção ainda lhe conferimos uma temperatura de cor mais quente. É o primeiro western africano moderno. Quem gosta de filmes western vai-se encontrar neste filme.

LICÍNIO AZEVEDO

Licínio Azevedo é cineasta e escritor moçambicano. Faz parte da geração de cineastas formada no Instituto Nacional de Cinema de Moçambique, nos anos que se seguiram à Independência, com a intervenção de diferentes realizadores, entre eles Ruy Guerra, Godard e Jean Rouch. Como escritor e como cineasta, a sua obra é estreitamente ligada à realidade do país e aos diversos momentos da sua conturbada evolução. Entre o documentário e a ficção, Licínio mistura ambos os géneros, inspirando-se sempre em acontecimentos narrativos e personagens cativantes.

Filmografia Seleccionada

2016
COMBOIO DE SAL E AÇÚCAR
93’, Ficção

2012
VIRGEM MARGARIDA
90’, Ficção

2010
A ILHA DOS ESPÍRITOS
63’, Documentário

2007
HÓSPEDES DA NOITE
53’, Documentário

2006
O GRANDE BAZAR
56’, Ficção

2005
ACAMPAMENTO DE DESMINAGEM
60’, Documentário

2003
MÃOS DE BARRO52’,
Documentário

2002
DESOBEDIÊNCIA
92’, Ficção/Documentário

2001
A PONTE
52’, Documentário

ELENCO

Taiar
Matamba Joaquim

Rosa
Melanie de Vales Rafael

Salomão
Thiago Justino

Sete Maneiras
António Nipita

Mariamu
Sabina Fonseca

Josefino
Horácio Guiamba

Pureza
Celeste Baloi

Amélia
Hermelinda Simela

Adriano Gil
Mário Mabjaia

Celeste Caravela
Victor Raposo

Omar Imani
Abdil Juma

Ascêncio
Absalão Narduela

Herculano
Tunecas Xavier

Danger Man
Mário Valente

Baioneta
Absalão Maciel

Canivete
Carlos Novela

Calisto Confiança
Abdul Satar

Comandante Xipoco
Alvim Cossa

 

EQUIPA

Director de Fotografia
Frédéric Serve

Engenheiro de Som
Philippe Fabbri

Sound Design & Misturas
Matthew James
Kiko Ferraz

Montagem
Willem Dias

Direcção de Arte
Andrée du Preez

Figurinista
Isabel Peres

Banda Sonora Original de
Joni Schwalbach

Adaptado do livro homónimo por
Luis Carlos Patraquim

Argumento de
Licínio Azevedo
Teresa Pereira

Um filme de
Licínio Azevedo

Produzido por
Pandora da Cunha Telles Pablo Iraola

Co-produzido por
Licínio Azevedo , Philippe Avril , Beto Rodrigues, Tatiana Sager , Elias Ribeiro & John Trengove

Ciclo “Fusões no Cinema” dedicado à Literatura

O Ciclo de Cinema – Fusões no Cinema – organizado pelo Centro de Estudos Cinematográficos e os Caminhos do Cinema Português irá retomar na próxima semana e será dedicado agora à Literatura.

Começa quinta-feira dia 12 de Outubro às 22h00 no Mini-Auditório Salgado Zenha da AAC, com a estreia em Coimbra do filme Comboio de Sal e Açúcar de Licínio Azevedo, realizador e escritor que adapta a sua própria obra literária ao cinema. Depois iremos viajar até à literatura francesa com Albert Camus, autor que alguns classificam como um apaixonado pela existência, cuja obra adaptada Longe dos homens tem banda sonora original composta por Nick Cave e Warren Ellis.

O Ciclo que terá lugar todas as quintas-feiras de 12 de Outubro a 9 de Novembro, incluirá também obras adaptadas ao cinema de Luiz Ruffato, Fernando Pessoa e José Saramago. Além disso, terá uma sessão especial para o dia das bruxas, dia 31 de Outubro à 00h00, com A Instalação do Medo de Ricardo Leite e o filme protagonizado por Nuno Melo, O Barão de Edgar Pêra que explora a obra de Branquinho da Fonseca num registo que ressuscita o expressionismo alemão dos anos 1920.

Programação

12 de Outubro – 22h00
Comboio de Sal e Açúcar de Licínio Azevedo

19 de Outubro – 22h00
Longe dos homens de David Oelhoffen

26 de Outubro – 22h00
Estive em Lisboa e Lembrei de Você de José Barahona

31 de Outubro – 00h00
A Instalação do Medo de Ricardo Leite
O Barão de Edgar Pêra

 

2 de Novembro – 22h00
Filme do Desassossego de João Botelho
Sessão comentada por Manuel Portela (FLUC)

9 de Novembro – 22h00
Ensaio sobre a Cegueira de Fernando Meirelles

Entrada Livre

A Literatura no Cinema

Virgílio Ferreira, ao contrário daquilo que era defendido por Ingmar Bergman, considerava que o Filme poderia ser um meio de projecção das ideias literárias de um escritor. Do livro ao filme, pouco se perde quanto ao conceito que fundamenta a Obra, mudando apenas o seu formato e meio para apreensão do leitor-espectador.

Consideramos que o que une a Literatura ao Cinema é a participação activa daquele que lê e que assiste ao filme. Seja transformar palavras em quadros imagético-imaginários pela mente do leitor, ou a transformação de imagem fixa em movimento pelo cérebro do espectador, há uma necessidade premente da mente daquele que se submete à recepção da Obra.

Mais que um meio de comunicação de texto, através do argumento por exemplo, o Filme que se baseia no Livro é uma oportunidade de mudança de perspectiva. O que o Filme consegue fornecer, é a capacidade de ver com olhos abertos a forma como o Realizador montou mentalmente o texto que leu e assim o explorou. Na prática, o que o Realizador faz é desviar o olhar do leitor convencional, que olha para baixo, levando-o a erguer os olhos para a tela, ouvindo e vendo o esqueleto narrativo deixado pelo Escritor, enriquecido com elementos técnicos e estéticos cinematográficos para uma apreensão do cerne argumentativo.

Neste ciclo, pretende-se que o típico espectador seja arrastado para o mundo da Literatura, deixando-lhe a semente da curiosidade literária, ao mesmo tempo que aproximamos os apaixonados pelos clássicos a uma nova forma de ver o texto em movimento. Viajando pelo mundo criativo de diversos autores, o espectador terá a oportunidade de ver o Texto e o Escritor em tela, deixando-se marcar pela capacidade criativa num sentido duplo: da Escrita e da Realização. É a oportunidade de juntar leitores e cinéfilos, ambos com o desejo de assimilação da arte pela sua contribuição activa: sem leitor, o escrito não ganha vida; sem espectador, a tela apresenta meras imagens sem movimento.

O Ciclo “Fusões no Cinema”  será comentado por Manuel Portela.

https://apps.uc.pt/mypage/faculty/mportela/

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Júris irão atribuir 25 prémios

 

Os ​Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês” regres­sam no final do pró­ximo mês de Novem­bro para a sua 23.ª edi­ção. Desde 1988 que em Coim­bra é orga­ni­zado o único fes­ti­val dedi­cado ao cinema naci­o­nal, pro­mo­vendo todos os géne­ros e metra­gens de auto­res aspi­ran­tes ou con­sa­gra­dos. Os Cami­nhos são plu­rais e neles se encon­tra a diver­si­dade de regis­tos, olha­res e rea­li­da­des pro­mo­vi­das pelo Cinema Por­tu­guês. De 27 de Novem­bro a 3 de Dezem­bro o fes­ti­val ini­ci­ará a única com­pe­ti­ção cine­ma­to­grá­fica do país que além dos fil­mes, irá tam­bém pro­mo­ver e pre­miar a inter­ven­ção téc­nica e artís­tica que con­ju­ga­das trans­for­ma­ram o cinema na sétima arte. Este fes­ti­val conta com duas sec­ções com­pe­ti­ti­vas; a Sele­ção Cami­nhos, aberta a todas as obras pro­du­zi­das desde a edi­ção tran­sata do fes­ti­val; e a Sele­ção Ensaios, sec­ção inter­na­ci­o­nal dedi­cada ao cinema pro­du­zido em con­texto aca­dé­mico ou de for­ma­ção profissional.Os pré­mios que se apre­sen­tam em regu­la­mento pode­rão pare­cer vas­tos, mas são a res­posta clara de um fes­ti­val, que na sua 23.ª edi­ção, almeja pre­miar mais uma vez ​todo o cinema por­tu­guês”. Assim, os fil­mes inte­gran­tes da Selec­ção Cami­nhos pro­põem-se ao Pré­mio do Júri de Imprensa, ao Pré­mio D. Qui­jote da Fede­ra­ção Inter­na­ci­o­nal de Cine­clu­bes, bem como, à ava­li­a­ção do Júri Selec­ção Cami­nhos que atri­buirá quinze pré­mios téc­ni­cos, qua­tro pré­mios ofi­ci­ais para os três géne­ros, ani­ma­ção, docu­men­tá­rio e fic­ção, em com­pe­ti­ção e por fim o Grande Pré­mio do Fes­ti­val.

Ver, clas­si­fi­car e pre­miar esta diver­si­dade de cate­go­rias será o resul­tado da con­ju­ga­ção de um leque alar­gado de sabe­res espe­ci­a­li­za­dos que , de forma aná­loga à pro­du­ção cine­ma­to­grá­fica, fun­ci­o­nam como um todo. Pro­cu­rá­mos na cons­ti­tui­ção dos vários júris res­pon­der ao desa­fio de ver e com­pre­en­der a ima­gem em movi­mento, atra­vés de múl­ti­plos pris­mas, ora intrin­se­ca­mente cine­ma­to­grá­fi­cos, como aná­lo­gos à pre­sença dos fil­mes nas nos­sas vidas enquanto mar­cas vivas, ora pela forma como os meios e con­tex­tos em que são pro­du­zi­dos são tam­bém parte inte­grante das narrativas.

Assim, o Júri do Pré­mio de Imprensa é cons­ti­tuído pelos jor­na­lis­tas Cláu­dia Mar­ques San­tos Fer­nando Moura e pelo crí­tico de cinema Luís Miguel de Oli­veira. Este júri terá o objeto de dar uma maior visi­bi­li­dade e reco­nhe­ci­mento público da cine­ma­to­gra­fia naci­o­nal, pre­mi­ando o rigor e a ousa­dia esté­tica, tanto no plano nar­ra­tivo, como a nível da ima­gem cine­ma­to­grá­fica. Pre­tende-se, assim, valo­ri­zar a pro­du­ção naci­o­nal numa pers­pec­tiva artís­tica, que é uma das suas valên­cias mais expressivas.

JÚRI DO PRÉMIO DE IMPRENSA

  •  
    Cláudia Marques Santos

    CLÁUDIA MARQUES SANTOSJORNALISTA

    Licen­ci­ada em Ciên­cias da Comu­ni­ca­ção e Mes­tre em Cul­tura con­tem­po­râ­nea e Novas Tec­no­lo­gias pela FCSH/​Uni­ver­si­dade Nova de Lis­boa, Cláu­dia Mar­ques San­tos é uma jor­na­lista fre­e­lan­cer que tra­ba­lha na área da cul­tura. Tem arti­gos publi­ca­dos em imprensa – come­çou a car­reira no sema­ná­rio O Inde­pen­dente, pas­sou pela Notí­cias Maga­zine (DN/​JN) e Vogue Por­tu­gal, cola­bora actu­al­mente com as revis­tas Máxima, UP Inflight Mag, Visão – e tem um vasto know how edi­to­rial em maga­zi­nes de cul­tura para tele­vi­são (Pop Up/​RTP 2, Blitz TV/​SIC Notí­cias, Fuzz/​SIC Radi­cal, Lis­boa Mis­tura TV/​SIC Notí­cias) e em docu­men­tá­rios (‘Não Me Obri­guem a Vir Para a Rua Gri­tar’, sobre Zeca Afonso, RTP). Tem tam­bém um pro­jecto de entre­vis­tas online cha­mado If You Walk the Gala­xies (.com).

  •  
    Fernando Moura

    FERNANDO MOURAJORNALISTA

    Exerce a sua acti­vi­dade pro­fis­si­o­nal nas áreas da comu­ni­ca­ção social, publi­ci­dade e redes soci­ais. Foi res­pon­sá­vel pela cri­a­ção e desen­vol­vi­mento de vários órgãos de comu­ni­ca­ção social, sobre­tudo nas áreas da imprensa e radi­o­di­fu­são, tendo alguns des­tes sido adqui­ri­dos por mul­ti­na­ci­o­nais. Tem ainda uma vasta expe­ri­ên­cia no sec­tor da comu­ni­ca­ção empre­sa­rial e ins­ti­tu­ci­o­nal, publi­ci­dade e social media, tendo fun­dado e diri­gido vários pro­jec­tos nes­tes sec­to­res. É direc­tor de Notí­cias de Coim­bra e Diá­rio da Saúde. 

  •  
    Luís Miguel Oliveira

    LUÍS MIGUEL OLIVEIRACRÍTICO

    Nas­ceu em Setem­bro de 1970, em Tomar. Licen­ciou-se em Comu­ni­ca­ção Social pela Facul­dade de Ciên­cias Soci­ais e Huma­nas da Uni­ver­si­dade Nova de Lis­boa. Inte­gra o depar­ta­mento de pro­gra­ma­ção da Cine­ma­teca desde 1993, tendo sido seu direc­tor entre 20092015. É crí­tico de cinema do Público desde 1994. Cola­bo­rou com várias publi­ca­ções espe­ci­a­li­za­das, naci­o­nais e inter­na­ci­o­nais, e cum­priu o papel de jurado em diver­sos fes­ti­vais de cinema (Indi­e­Lis­boa, Fes­ti­val de Cinema Luso-Bra­si­leiro, Play­Doc, entre outros).

A cons­ti­tui­ção do Júri da Selec­ção Cami­nhos pro­cu­rou res­pon­der aos desa­fios inter­dis­ci­pli­na­res que cons­ti­tuem a pro­du­ção cine­ma­to­grá­fica pro­mo­vendo-se o diá­logo de dife­ren­tes olha­res do que é o Cinema Por­tu­guês. Este júri é cons­ti­tuído pela actriz Ana Padrão, pelo peda­gogo Antó­nio Dias Figuei­redo, pelo Espe­ci­a­lista em Cri­a­ção e Ges­tão de Mar­cas Car­los Coe­lho, pelo Direc­tor de Arte João C. Tor­res, pela pro­du­tora Maria João Mayer, pelo escri­tor Pedro Cha­gas Frei­tas, pelo escul­tor Pedro Figuei­redo, pela rea­li­za­dora Rita Aze­vedo Gomese pela Sty­list Susana Jaco­betty.

JÚRI SELEÇÃO CAMINHOS

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    Ana Padrão

    ANA PADRÃOATRIZ

    Actriz com uma invul­gar beleza, é um dos ros­tos refe­rên­cia no pano­rama da cul­tura e do cinema por­tu­guês. For­mada na Escola Supe­rior de Tea­tro e Cinema, depressa se afir­mou como actriz, flu­ente em vários idi­o­mas em 1993 teve o pri­vi­lé­gio de fazer parte do elenco do filme Der Blier Fami­lien de Susanne Biera pri­meira mulher rea­li­za­dora que mais tarde vem a rece­ber o Oscar para melhor filme estran­geiro. Par­ti­cipa em mui­tos outros fil­mes com elen­cos de diver­sas naci­o­na­li­da­des, trabalhando​com rea­li­za­do­res como George Slui­zer Joa­quim Lei­tão, Jorge Silva Melo, João César Mon­teiro, José Fon­seca e Costa, Fer­nando d´Almeida e Silva, Antó­nio-Pedro Vas­con­ce­los, Fer­nando Lopes, Raoul Ruiz, Car­los Coe­lho da Silva, Mário Bar­roso, Car­los Saboga, Cristèle Alves Meira, Patrí­cia Sequeira e Bruno de Almeida, entre mui­tos outros. Em simul­tâ­neo, é uma pre­sença cons­tante no elenco de vários canais naci­o­nais e inter­na­ci­o­nais, par­ti­ci­pando em séries, mini-séries, nove­las e tele­fil­mes. Com o sucesso do tele­filme da SIC Amo-te Teresa (2000), no qual foi pro­ta­go­nista, segui­ram-se mui­tos outros pro­jec­tos na TV, como se pode cons­ta­tar no seu vasto currículo. 

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    António Dias Figueiredo

    ANTÓNIO DIAS FIGUEIREDOPEDAGOGO

    Antó­nio Dias de Figuei­redo é pro­fes­sor cate­drá­tico apo­sen­tado de Enge­nha­ria Infor­má­tica e inves­ti­ga­dor do Cen­tro de Infor­má­tica e Sis­te­mas da Uni­ver­si­dade de Coim­bra. Foi vice-pre­si­dente do Pro­grama Inter­go­ver­na­men­tal de Infor­má­tica da UNESCO, Paris, e mem­bro do NATO Spe­cial Pro­gram Panel on Advan­ced Edu­ca­ti­o­nal Tech­no­logy, Bru­xe­las. Par­ti­ci­pou em vários pro­jec­tos euro­peus e atuou em várias oca­siões como con­sul­tor da Comis­são Euro­peia para ques­tões de edu­ca­ção. Rece­beu o grau de Dou­tor Hono­ris Causa pela Uni­ver­si­dade Aberta e o Sigil­lum Mag­num da Uni­ver­si­dade de Bolo­nha. É autor e coau­tor de cerca de três cen­te­nas de arti­gos e capí­tu­los de livros publi­ca­dos no país e no estran­geiro e mem­bro dos con­se­lhos edi­to­ri­ais de várias revis­tas naci­o­nais e estran­gei­ras. Tem em curso pro­je­tos do âmbito das rela­ções mutu­a­mente gene­ra­ti­vas entre tec­no­lo­gias e soci­e­dade, com des­ta­que para as peda­go­gias, retó­ri­cas e epis­te­mo­lo­gias de nova geração.

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    Carlos Coelho

    CARLOS COELHOESPECIALISTA EM CRIAÇÃO E GESTÃO DE MARCAS

    Car­los Coe­lho, uma das gran­des refe­rên­cias por­tu­gue­sas no domí­nio da cons­tru­ção e ges­tão de mar­cas, , ao longo de 32anos, con­du­ziu cen­te­nas de pro­jec­tos de algu­mas das mar­cas mais rele­van­tes em Por­tu­gal, como o Mul­ti­banco, Telecel/​Vodafone, Yorn, Galp Ener­gia, RTP, Tv Cabo, CTT Cor­reios, Sumol, TAP Por­tu­gal, Sata , Leya, Sonae, Delta, Fide­li­dade, Sogrape, The Navi­ga­tor Com­pany, Por­tu­gal Sou Eu, entre mui­tas outras. É autor de diver­sos estu­dos sobre ten­dên­cias e mode­los teó­ri­cos de mar­cas. É acti­vista sobre as cau­sas e as mar­cas de Por­tu­gal e autor do livro ​Por­tu­gal Genial’’. É co-autor do livro ​Brand Taboos” e tem par­ti­ci­pado com ensaios em diver­sos livros tais como: ​Ges­tão sus­ten­tada”, ​Por­tu­gal Vale a Pena”, “TAP, a ima­gem de um povo.” É pro­fes­sor, colu­nista, comen­ta­dor de tele­vi­são , foi autor e apre­sen­ta­dor do pro­grama de TV Imagi-Nação e cola­bo­ra­dor de inú­me­ras publi­ca­ções naci­o­nais e estran­gei­ras, sendo reco­nhe­cido pelas suas múl­ti­plas abor­da­gens ino­va­do­ras e desa­fi­an­tes sobre estas maté­rias. Como con­fe­ren­cista pro­fe­riu nos últi­mos cinco anos mais de 200 pales­tras, a con­vite de diver­sas ins­ti­tui­ções: Gover­nos, Uni­ver­si­da­des, Asso­ci­a­ções empre­sa­ri­ais e Empre­sas, em diver­sos Países.

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    João Torres

    JOÃO TORRESDIRECTOR DE ARTE

    Licen­ci­ado em Enge­nha­ria Civil na F.C.T. da Uni­ver­si­dade de Coim­bra, João Tor­res desen­vol­veu acti­vi­dade nos domí­nios das artes plás­ti­cas, tea­tro, per­for­mance, poe­sia visual, foto­gra­fia e cinema. A sua acti­vi­dade pro­fis­si­o­nal tem inci­dido pre­fe­ren­ci­al­mente nas áreas de con­cep­ção e pro­du­ção de cená­rios para cinema e audi­o­vi­su­ais. Como Direc­tor de Arte tra­ba­lhou na pro­du­ção de fil­mes, tele­fil­mes e fil­mes publi­ci­tá­rios de diver­sos paí­ses. Desen­vol­veu pro­jec­tos com rea­li­za­do­res como Alain Tan­ner, Raoul Ruiz, Ric­cardo Freda, Ber­trand Taver­nier, Jean Louis Ber­tou­celli, Jean Claude Mis­sien, Serge Moati, Denys Gra­nier-Deferre, Micha­ela Wat­te­aux, Serge Kor­ber, Paolo Mari­nou Blanco, Joa­quim Lei­tão, Rai­ner Eur­ler, Billy August, Antó­nio Pedro Vas­con­ce­los, Patrick Tim­sit, Ima­nol Arias, Zezé Gam­boa, Tom Cairns, Tom Don­nely, Bruno de Almeida, entre mui­tos outros. Foi Sub­di­rec­tor do Tea­tro Naci­o­nal S. João e Direc­tor Exe­cu­tivo do fes­ti­val inter­na­ci­o­nal de tea­tro Po.N.T.I., (ed.1997/1999/2001). Tem cola­bo­rado com diver­sas estru­tu­ras de pro­du­ção artís­tica no desen­vol­vi­mento de pro­jec­tos e espo­ra­di­ca­mente em jor­nais e revis­tas sobre temas da actualidade. 

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    Maria João Mayer

    MARIA JOÃO MAYERPRODUTORA

    Maria João Mayer é pro­du­tora cine­ma­to­grá­fica há mais de 10 anos e já tra­ba­lhou com alguns dos cine­as­tas mais reco­nhe­ci­dos em Por­tu­gal — casos de Manoel de Oli­veira, Fer­nando Lopes, Mar­ga­rida Car­doso, entre mui­tos outros. Em rela­ção às obras mais recen­tes, des­ta­cam-se Mon­ta­nha e Rafa, de João Sala­viza, Yvone Kane, de Mar­ga­rida Car­doso, e Um Dia Frio, de Cláu­dia Vare­jão. Em 2015 foi uma de cinco mulhe­res dis­tin­gui­das nos Pré­mios ​Mulhe­res Cri­a­do­res de Cul­tura” pro­mo­vido pelo Gabi­nete de Estra­té­gia, Pla­ne­a­mento e Ava­li­a­ção Cul­tu­rais do Minis­té­rio da Cultura. 

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    Pedro Chagas Freitas

    PEDRO CHAGAS FREITASESCRITOR

    Pedro Cha­gas Frei­tas escreve cenas vari­a­das. Roman­ces, nove­las, con­tos, cró­ni­cas, guiões, letras de música, tex­tos publi­ci­tá­rios e outras imbe­ci­li­da­des. Publi­cou mais de duas deze­nas de obras. Está na lista dos mais ven­di­dos de 2014 em Por­tu­gal. Estu­dou lin­guís­tica e criou jogos didác­ti­cos para esti­mu­lar a pro­du­ção escrita. Foi nada­dor-sal­va­dor, bar­man, ope­rá­rio fabril, por­teiro de dis­co­teca, joga­dor de fute­bol. Acre­dita que o país per­feito é a Lame­cha­lân­dia. E vive por lá todos os dias.

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    Pedro Figueiredo

    PEDRO FIGUEIREDOESCULTOR

    Pedro Figuei­redo nas­ceu a 22 de Outu­bro do ano de 1974, na cidade da Guarda. Con­cluiu o curso pro­fis­si­o­nal de Cerâ­mica na Escola Artís­tica de Coim­bra – ARCA – E.A.C., a licen­ci­a­tura em Escul­tura, a pós-gra­du­a­ção em Comu­ni­ca­ção Esté­tica e o Mes­trado em Artes Plás­ti­cas na Escola Uni­ver­si­tá­ria das Artes de Coim­bra – ARCA – E.U.A.C.

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    Rita Azevedo Gomes

    RITA AZEVEDO GOMESREALIZADORS

    Nas­cida em Lis­boa, em 1952, Rita Aze­vedo Gomes tem um per­curso vari­ado, ligado às artes visu­ais. Come­çou por estu­dar Belas Artes, ligando-se ao cinema a pouco e pouco. Esteve envol­vida, ao longo dos anos, em inú­me­ros pro­je­tos em tea­tro, ópera, artes plás­ti­cas e cinema, tendo ainda desen­vol­vido, com grande reco­nhe­ci­mento, tra­ba­lhos grá­fi­cos em diver­sas edi­ções de cinema da Cine­ma­teca e da Fun­da­ção Calouste Gul­ben­kian. Em 1990, rea­li­zou o seu pri­meiro filme: ​O Som da Terra a Tre­mer”, após o qual escre­veu e rea­li­zou várias cur­tas e lon­gas metra­gens inter­na­ci­o­nal­mente reco­nhe­ci­das em fes­ti­vais de todo o mundo. Tra­ba­lha atu­al­mente na Cine­ma­teca Por­tu­guesa como pro­gra­ma­dora onde está tam­bém a cargo das exposições. 

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    Susana Jacobetty

    SUSANA JACOBETTYSTYLIST

    Susana Jaco­betty tra­ba­lha em Comu­ni­ca­ção e na indús­tria da Moda há mais de 15anos.Ganhou o Pré­mio de Melhor Guarda Roupa na XVII edi­ção do Fes­ti­val ​Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês” com o filme Kino­tel. Cos­tu­mi­zou uma peça para a expo­si­ção Boomshirt no Esto­ril Fashion Art Fes­ti­val em con­junto com as Artis­tas Joana Vas­con­ce­los e Cata­rina Pes­tana. Foi Res­pon­sá­vel pela Comu­ni­ca­ção da 1ª visita do Dalai Lama a Por­tu­gal. Cola­bo­rou nas obras da Expo­si­ção no Palá­cio Naci­o­nal de Mafra, do artista João Bace­lar e na Cam­pa­nha ​O teu bairro é a tua cara” no MUDE. Foi Comen­ta­dora dos Pré­mios Aquila, Ceri­mó­nia de Tele­vi­são e Cinema Por­tu­guês, tra­ba­lhou como Comen­ta­dora tele­vi­siva e teve várias rubri­cas de Moda e Beleza em diver­sos pro­gra­mas de Tele­vi­são. Foi Edi­tora de Moda e Beleza da revista de cul­tura Urbana, DIF e Res­pon­sá­vel de Moda na revista Cos­mo­po­li­tan, para além de cola­bo­rar com várias publi­ca­ções naci­o­nais e inter­na­ci­o­nais. Há vários anos que cola­bora com o curso de Cine­ma­lo­gia, do Fes­ti­val dos Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês, onde leci­o­nou o módulo de Guarda Roupa e Carac­te­ri­za­ção para Cinema.

A segunda cate­go­ria com­pe­ti­tiva do fes­ti­val é a Selec­ção Ensaios. Nesta com­pe­ti­ção inter­na­ci­o­nal as aca­de­mias naci­o­nais e estran­gei­ras com­pe­tem pelos pré­mios de Melhor Ensaio Naci­o­nal e Melhor Ensaio Inter­na­ci­o­nal. Por aqui pas­sa­ram hoje nomes mais ou menos con­sa­gra­dos como Leo­nor Teles, Vasco Men­des, André Gui­o­mar ou Vicente Nirō (Daniel Vicente Roque). Colo­cando em com­pe­ti­ção o cinema de escola, esta sec­ção per­mite a mui­tos dos jovens cine­as­tas a pro­jec­ção pública dos seus fil­mes fora do ambi­ente aca­dé­mico e de onde se pode­rão reti­rar ila­ções direc­tas sobre as reais con­di­ções de ensino e pro­du­ção de cinema em Por­tu­gal e no mundo. Sob a mesma filo­so­fia com que cons­ti­tuí­mos o Júri da Selec­ção Cami­nhos, o Júri da Sele­ção Ensaios terá a mis­são de atri­buir os pré­mios desta cate­go­ria. Este é inte­grado por várias per­so­na­li­da­des de reco­nhe­cido mérito cul­tu­ral e artís­tico. Desta forma o Júri da Sele­ção Ensaios é cons­ti­tuído pela dire­tora de pro­du­ção Ângela Cer­veira, a atriz Carla Cham­bel, o músico David San­tos (tam­bém conhe­cido por Noi­serv), o rea­li­za­dor e pro­du­tor Jeró­nimo Rocha e a atriz Sara Bar­ros Lei­tão.

JÚRI SELEÇÃO ENSAIOS

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    Ângela Cerveira

    ÂNGELA CERVEIRADIRECTORA DE PRODUÇÃO

    Ângela Cer­veira encon­tra-se neste momento a tra­ba­lhar no novo pro­jecto de Joa­quim Pinto e Nuno Leo­nel. Come­çou a tra­ba­lhar em cinema em 1986. Desde 1990, como Direc­tora de Pro­du­ção tra­ba­lhou com rea­li­za­do­res como João César Mon­teiro, Manuel Mozos, José Álvaro Morais, Miguel Gomes, Jeanne Waltz, Leão Lopes, Flora Gomes, Jorge Silva Melo, João Canijo, Chris­tine Lau­rent, João Sala­viza entre outros. Pro­du­tora exe­cu­tiva da 9ª edi­ção do Fes­ti­val Inter­na­ci­o­nal de Cinema Inde­pen­dente de Lis­boa – Indielisboa.
    Direc­tora de pro­du­ção dos con­teú­dos audi­o­vi­su­ais do Pavi­lhão de Por­tu­gal na EXPO98, e Direc­tora téc­nica de Monumental’95/Mistérios de Lis­boa. Foi ainda direc­tora de pro­du­ção da semana de moda ​Moda­Lis­boa” entre 19972001.
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    Carla Chambel

    CARLA CHAMBELATRIZ

    Carla Cham­bel nas­ceu em 1976 na Ama­dora. Fez For­ma­ção de Ato­res na Escola Supe­rior de Tea­tro e Cinema. Estreou-se no tea­tro, em 1995, com A Dis­puta de Mari­vaux, ence­na­ção de João Perry, no Tea­tro da Trin­dade, em Lis­boa, e desde aí tem tra­ba­lhado com diver­sas com­pa­nhias e rea­li­za­do­res por­tu­gue­ses e estran­gei­ros. Des­ta­cam-se Amá­lia, o Filme de Car­los Coe­lho da Silva e Quarta Divi­são de Joa­quim Lei­tão. Rece­beu pré­mio Sophia de Melhor Atriz Secun­dá­ria pelo filme Se Eu Fosse Ladrão Rou­bava de Paulo Rocha. É locu­tora de publi­ci­dade, e tem pre­sença regu­lar na tele­vi­são, enquanto atriz. Pode­mos vê-la, atu­al­mente, em Espe­lho d’Água, na SIC. Fez dire­ção de ato­res na novela Laços de San­gue, da SIC, que ganhou o EMMY em 2011, e dá for­ma­ção de ato­res em diver­sas esco­las e workshops. É coo­pe­ra­dora e vogal da GDA . É vice-pre­si­dente da Aca­de­mia Por­tu­guesa de Cinema desde 2014, onde pro­duz anu­al­mente a par­ti­ci­pa­ção por­tu­guesa no EFA YOUNGAUDIENCE AWARD

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    David Santos

    DAVID SANTOSCOMPOSITOR/​MÚSICO

    Noi­serv, a quem já cha­ma­ram ​o homem-orques­tra” ou ​banda de um homem só”, tem um per­curso mar­cado pela com­po­si­ção e inter­pre­ta­ção musi­cal de temas que via­jam entre a memó­ria, sonho e a rea­li­dade. Conta com o bem suce­dido disco de estreia ​One Hun­dred Miles from Though­tles­s­ness” em 2008, o EPA Day in the Day of the Days” em 2010 e em Outu­bro de 2013 edi­tou ​Almost Visi­ble Orches­tra”, dis­tin­guido em 2014 como ​Melhor Disco de 2013“pela Soci­e­dade Por­tu­guesa de Auto­res. Em 2016 edi­tou o seu disco mais recente de nome “00:00:00:00”. Com mais de 500 con­cer­tos em Por­tu­gal e no estran­geiro, inte­gra uma série de outras cola­bo­ra­ções musi­cais, nome­a­da­mente como os You Can’t win Char­lie Brown, dos quais é mem­bro fun­da­dor. Con­tri­bui tam­bém para o pano­rama do cinema e tea­tro naci­o­nal, a des­ta­car as cola­bo­ra­ções em tea­tro com Marco Mar­tins, Nuno M. Car­doso e Rui Horta, e em cinema com Miguel Gon­çal­ves Men­des e Paulo Branco, entre outros.

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    Jerónimo Rocha

    JERÓNIMO ROCHAREALIZADOR/​PRODUTOR

    Jeró­nimo Rocha nas­ceu no Porto em 81e desde miúdo, por não gos­tar de jogar fute­bol, arqui­teta estó­rias com quem o qui­ser acom­pa­nhar. Tra­ba­lha em Lis­boa na pro­du­tora de fil­mes TAKE IT EASYdesde 2005, onde rea­liza e dirige o labo­ra­tó­rio cri­a­tivo EASYLAB. Com mais de uma dezena de cur­tas metra­gens – entre as quais Breu (2010), Les Pay­sa­ges (2012), Dédalo (2013), Maca­bre (2015), Arcana (2015) – sele­ci­o­na­das e pre­mi­a­das nos mais diver­sos fes­ti­vais do pano­rama naci­o­nal e inter­na­ci­o­nal (Motelx, Cina­nima, Indie Lis­boa, Annecy, Gua­da­la­jara, Mor­bido, PiFan, Leeds, TIFF, entre outros), Jeró­nimo tem um par­ti­cu­lar fas­cí­nio pelo lado mais obs­curo daquilo que nos rodeia. Foi o direc­tor de ani­ma­ção e edi­tor da série da RTP, Odis­seia (2013). É o pri­meiro por­tu­guês a rece­ber o pré­mio Bri­ga­doon no Fes­ti­val Inter­na­ci­o­nal de Cinema de Sitges

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    Sara Barros Leitão

    SARA BARROS LEITÃOATRIZ

    Sara Bar­ros Lei­tão, nas­ceu no Porto em 1990 e for­mou-se em Inter­pre­ta­ção pela Aca­de­mia Con­tem­po­râ­nea do Espe­tá­culo. Tra­ba­lha regu­lar­mente em Tele­vi­são, e o seu tra­ba­lho na mini-série ​Mulhe­res de Abril” valeu-lhe, em 2014, a nome­a­ção para Melhor Atriz Secun­dá­ria nos Pré­mios Áquila e Pré­mios Fan­tas­tic Televisão.

O der­ra­deiro júri é o Público. A ele caberá a deci­são de esco­lher o melhor filme da Selec­ção Cami­nhos. Faça parte da deci­são do Pré­mio do PúblicoChama Ama­rela’ e venha conhe­cer todo o cinema por­tu­guês”.

 

+ em: Júris irão atribuir 25 prémios