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O CEC - Centro de Estudos Cinematográficos - promove a “Sétima Arte” organizando ciclos, programando palestras ou editando cadernos, e divulga autores e filmografias que, apesar da sua qualidade, são marginais à política das distribuidoras nacionais. Além de Cineclube Universitário tem também uma vertente de formação na área dos audiovisuais, bem como uma vertente técnica que lhe permite fazer a cobertura em vídeo dos eventos mais importantes da Associação e da vida universitária em geral. Promove ainda a produção e realização de curtas e medias metragens no formato vídeo.

$9.99 de Tatia Rosenthal

No dia 19 de Dezem­bro às 22:00, serão pro­je­ta­do o fil­me, inte­gra­do no Ciclo Fusões no Cine­ma, “$9.99” Uma ani­ma­ção sobre um gru­po de pes­so­as que vive num apar­ta­men­to em Sid­ney em bus­ca um sen­ti­do para as suas vidas.

É exi­bi­do no Mini-Audi­tó­rio Sal­ga­do Zenha com Entra­da Livre.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dave Peck, um desem­pre­ga­do de 28 anos, cir­cu­la pelo pré­dio onde mora, cap­tu­ran­do frag­men­tos das vidas de seus estra­nhos vizi­nhos. Um anún­cio intri­gan­te que ofe­re­ce o sen­ti­do da vida muda seu modo de enca­rar as coi­sas.

$9.99”, que uti­li­za a téc­ni­ca de figu­ras de plas­ti­ci­na e mol­dá­veis, é um fil­me sobre o sen­ti­do da vida e baseia-se em con­tos do escri­tor isra­e­li­ta Etgar Keret.

$9.99 — Trailer

Ficha técnica 

Títu­lo $9.99 (Ori­gi­nal)
Ano pro­du­ção 2008
Diri­gi­do por Tatia Rosenthal
Estreia
2010
Dura­ção 78 minu­tos
País de Ori­gem  Aus­trá­lia
GÉNERO
Ani­ma­ção Dra­ma

O Jardim das Aflições de Josias Teófilo

Mar­can­do o iní­cio da últi­ma sema­na de pro­jec­ções cine­ma­to­grá­fi­cas, o pro­jec­to Fusões no Cine­ma vem des­ta vez pro­jec­tar na tela a car­ga filo­só­fi­ca que pode estar impres­sa na pelí­cu­la. Este docu­men­tá­rio rea­li­za­do por Josi­as Teó­fi­lo vai ao encon­tro do uni­ver­so de Ola­vo de Car­va­lho e da cons­tru­ção dos seus argu­men­tos filo­só­fi­cos. A entra­da no Mini-Audi­tó­rio Sal­ga­do Zenha é livre.

O Jar­dim das Afli­ções
(THE GARDEN OF AFFLICTIONS)
BRASIL , 2017 , 81 MIN.

Géne­ro: Docu­men­tá­rio
Estréia: 01/06/2017

Dire­ção: Josi­as Teó­fi­lo
Elen­co: Ola­vo de Car­va­lho
O pen­sa­men­to de Ola­vo de Car­va­lho per­so­ni­fi­ca­do pela sua pre­sen­ça, roti­na de tra­ba­lho e con­ví­vio fami­li­ar na Vir­gí­nia (EUA), onde mora atu­al­men­te. O fil­me par­te dos temas do livro homô­ni­mo que ele publi­cou em 1995, tais como o sim­bo­lis­mo dos jar­dins na tra­di­ção filo­só­fi­ca, liber­da­de indi­vi­du­al e opres­são do cole­ti­vo, o pen­sa­men­to aris­to­té­li­co, e che­ga a um dos temas cen­trais do seu pen­sa­men­to: a mor­te e a filo­so­fia – aque­las idei­as que con­ti­nu­am sen­do impor­tan­tes para nós em face da mor­te – ten­do como mote a per­gun­ta: “O que você vai fazer com a sua vida enquan­to é tem­po?”.

O fil­me mos­tra um filó­so­fo que tal­vez sur­pre­en­da os que só o conhe­cem pelos posts nas redes soci­ais e arti­gos polê­mi­cos. O docu­men­tá­rio é reple­to de refle­xões e ensi­na­men­tos sobre vida inte­lec­tu­al, cul­tu­ra e reli­gião, sur­gi­dos à medi­da que Ola­vo de Car­va­lho res­pon­de às per­gun­tas ela­bo­ra­das pelo jor­na­lis­ta Wag­ner Carel­li (cri­a­dor das revis­tas Bra­vo! e Repú­bli­ca). Aos pou­cos, reve­la- se um homem que dedi­cou sua vida à bus­ca de conhe­ci­men­to, não pelo sim­ples dese­jo de eru­di­ção, mas para encon­trar res­pos­tas às ques­tões que o pre­o­cu­pa­vam. Ao fim, tem-se um fil­me do qual o espec­ta­dor, seja qual for sua opção polí­ti­ca, pode extrair lições para sua pró­pria vida.

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Loving Vincent

No dia 15 de Dezem­bro às 22:00, inte­gra­do no Ciclo Fusões no Cine­ma, será pro­je­ta­do o fil­me; “Loving Vin­cent”  a pri­mei­ra ani­ma­ção sobre Vin­cent Van Gogh intei­ra­men­te fei­ta com pin­tu­ras a óleo. A rea­li­za­do­ra Doro­ta Kobi­e­la e o rea­li­za­dor Hugh Wel­ch­man deci­di­ram fazer uma lon­ga pes­qui­sa sobre o pin­tor holan­dês Vin­cent Wil­lem van Gogh e trans­for­mar as car­tasqua­dros e depoi­men­tos sobre o artis­ta numa ani­ma­ção.

É exi­bi­do no Mini-Audi­tó­rio Sal­ga­do Zenha com Entra­da Livre.

Loving Vincent‘: Animação sobre Van Gogh, feita inteiramente com pinturas a óleo

A curi­o­sa his­tó­ria da mor­te do pin­tor holan­dês Vin­cent Van Gogh (que tipo de pes­soa se sui­ci­da alve­jan­do-se no estô­ma­go, e cami­nhan­do para a cida­de após o fazer?) é inves­ti­ga­da pelo filho do car­tei­ro – numa pri­mei­ra fase, de manei­ra relu­tan­te – que cos­tu­ma­va lidar com a cor­res­pon­dên­cia do pin­tor, no fil­me Loving Vin­cent.

Com cer­te­za, nun­ca o públi­co, por mais ver­sa­do que seja na indús­tria da ani­ma­ção, ou do cine­ma no geral, viu algo sequer seme­lhan­te a Loving Vin­cent, que está a ser pro­mo­vi­do como o pri­mei­ro fil­me intei­ra­men­te pin­ta­do à mão na his­tó­ria do cine­ma. É um fil­me ani­ma­do, mas isso não é des­cri­ção sufi­ci­en­te: para con­tar a his­tó­ria por detrás da mor­te do pin­tor em 1890, os rea­li­za­do­res Doro­ta Kobi­e­la e Hugh Wel­ch­man (que mar­ca­ram pre­sen­ça na antes­treia do fil­me, ontem, nos cine­mas UCI do El Cor­te Inglés) reu­ni­ram um elen­co, encon­tra­ram guar­da-rou­pa e cená­ri­os apro­pri­a­dos à épo­ca, e gra­va­ram o fil­me. E depois o ver­da­dei­ro tra­ba­lho come­çou.

Ao todo 150 artis­tas de todo o mun­do dedi­ca­rem-se, duran­te dois anos, à cri­a­ção de mais de 62450 telas-fra­me, que resul­ta­ram em 95 minu­tos de fil­me. A lógi­ca da obra é repro­du­zir o esti­lo de Van Gogh e reflec­tir sobre a sua vida e as cir­cuns­tân­ci­as con­tro­ver­sas da sua mor­te. O pro­jec­to foi caro, e foi finan­ci­a­do pelos fãs atra­vés de pla­ta­for­mas na Inter­net.

É de relem­brar ain­da que no tão aguar­da­do fil­me de ani­ma­ção entra­ram alguns acto­res para inter­pre­ta­rem pes­so­as pró­xi­mas do pin­tor: Helen McCrorySaoir­se Ronan e Aidan Tur­ner. Já a direc­ção de foto­gra­fia ficou a car­go deTris­tan Oli­ver, o mes­mo deFan­tas­tic Mr. FoxChic­ken Runou Para­Nor­man, eLukasz Zal que assu­miu a direc­ção de foto­gra­fia do osca­ri­za­doIda, do rea­li­za­dorPawel Pawli­kows­ki. Outro nome a ter em con­ta é Clint Man­sell que compôs a ban­da sono­ra do fil­me e que já fez o mes­mo tra­ba­lho paraBlack Swan,Requi­em for a Dre­am ouThe Wres­tler.

Podes ver aqui o trai­ler ofi­ci­al do fil­me:

Ficha Técnica

Data de lan­ça­men­to: 30 de novem­bro de 2017 (1h 35min)
Dire­ção: Doro­ta Kobi­e­la, Hugh Wel­ch­man
Elen­co: Dou­glas Booth, Chris O’Dowd, Saoir­se Ronan
Géne­ro: Ani­ma­ção, Dra­ma, Bio­gra­fia
Naci­o­na­li­da­de: Rei­no Uni­do, Poló­nia
Orça­men­to: 5 000 000€

JASMINE

No dia 14 de Dezem­bro às 22:00, inte­gra­do no Ciclo Fusões no Cine­ma, será pro­je­ta­do o fil­me; “Jas­mi­ne” Base­a­do em rela­tos pes­so­ais, o fil­me con­ta uma impro­vá­vel his­tó­ria de amor e revo­lu­ção. O ani­ma­dor e docu­men­ta­ris­ta Alain recon­ta a sua his­tó­ria com a ira­ni­a­na Jas­mi­ne, que mudou a sua vida para sem­pre.

É exibido no Mini-Auditório Salgado Zenha com Entrada Livre.

Ven­ce­dor do César de Melhor Cur­ta-Metra­gem de Ani­ma­ção, Alain Ughet­to rea­li­zou a ani­ma­ção ​Jas­mine” em 2013, fil­me que aca­bou indi­ca­do ao Pré­mio do Cine­ma Euro­peu de Melhor Ani­ma­ção.

Ficha Técnica

Data de lan­ça­men­to: 2013 (1h 10min)
Direc­ção: Alain Ughet­to
Elen­co: Jean-Pier­re Dar­rous­sin, Fan­za­neh Ram­zi
Géne­ro: Ani­ma­ção
Naci­o­na­li­da­de: Fran­ce­sa

JASMINE de Alain Ughetto