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O CEC - Centro de Estudos Cinematográficos - promove a “Sétima Arte” organizando ciclos, programando palestras ou editando cadernos, e divulga autores e filmografias que, apesar da sua qualidade, são marginais à política das distribuidoras nacionais. Além de Cineclube Universitário tem também uma vertente de formação na área dos audiovisuais, bem como uma vertente técnica que lhe permite fazer a cobertura em vídeo dos eventos mais importantes da Associação e da vida universitária em geral. Promove ainda a produção e realização de curtas e medias metragens no formato vídeo.

Ao quarto dia …

A 23º edi­ção do Fes­ti­val Cami­nhos do Cine­ma Por­tu­guês já vai a meio, mas ain­da há mui­tos fil­mes a ser exi­bi­dos. No quar­to dia do fes­ti­val, temos de novo um total de oito ses­sões.
O dia 30 de novem­bro mar­ca a últi­ma ses­são dos Cami­nhos Juni­o­res. Pelas 10 horas, no Tea­tro Aca­dé­mi­co de Gil Vicen­te, os mais novos pode­rão assis­tir a ani­ma­ções como “#LINGO” de Vicen­te Niro, “Senhor Jai­me” de Cláu­dio Sá, “O Gigan­te” de Júlio Van­ze­ler e “Sara­pa­te­a­do” de Cari­na Cae­ta­no.

Pelas 14h30, no Mini-Audi­tó­rio Sal­ga­do Zenha, é exi­bi­do o epi­só­dio “Ango­la”, da série “No Tri­lho dos Naturalistas”,realizado por André Godi­nho, que faz che­gar até nós a his­tó­ria de qua­tro dos mais impor­tan­tes ecos­sis­te­mas encon­tra­dos em ter­ri­tó­rio moçam­bi­ca­no: os man­gais, as pra­da­ri­as de ervas.

A Sele­ção Cami­nhos retor­na ao TAGV pelas 15 horas com mais uma ses­são dedi­ca­da aos seni­o­res, com des­ta­que para “O Tur­no da Noi­te”, um dra­ma rea­li­za­do por Hugo Pedro, e para o docu­men­tá­rio de Cata­ri­na Bote­lho, “Notas de Cam­po”, que pro­cu­ra per­ce­ber a for­ma como os anos de aus­te­ri­da­de foram vivi­dos e sen­ti­dos atra­vés do diá­lo­go entre duas por­tu­gue­sas. Nes­ta ses­são pode ain­da assis­tir-se à cur­ta metra­gem “Ao Tele­fo­ne Com Deus” de Vera Casa­ca , com a pre­sen­ça da rea­li­za­do­ra e do pro­du­tor David Bada­lo, e à cur­ta fic­ci­o­nal “Semen­te Exter­mi­na­do­ra” de Pedro Neves Mar­ques.

De vol­ta ao Mini-Audi­tó­rio Sal­ga­do Zenha, a Sele­ção Ensai­os tem pro­gra­ma­da duas ses­sões nos horá­ri­os das 16h30 e das 18 horas. Na pri­mei­ra ses­são, des­ti­na­da ape­nas aos Ensai­os Inter­na­ci­o­nais, pode­rá assis­tir-se ao dra­ma “The Visi­tor” de Ali Bahar­lou, “678” de Eun­Jin Park, “Let Me In” de Max Dawic­zews­ki e “Ica­rus” de Tom Tel­ler, entre outros. A ses­são das 18 horas é dedi­ca­da aos Ensai­os Naci­o­nais, ini­ci­an­do com o docu­men­tá­rio “Palin­gé­nese” de Nuno Brau­mann e Pedro Koch e ter­mi­nan­do com a fic­ção “Ivan” de Ber­nar­do Lopes, com des­ta­que para “We Are Des­pe­ra­te”, uma fic­ção de Joa­na Maria Sou­sa.

Nova ses­são da Sele­ção Cami­nhos pelas 17h30 no TAGV, com des­ta­que para a estreia de “Fre­e­lan­cer”, uma cur­ta fic­ci­o­nal rea­li­za­da pelos aço­ri­a­nos Fran­cis­co Lacer­da e Afon­so Lopes, poden­do tam­bém assis­tir-se aos fil­mes “A Sono­len­ta” de Mar­ta Mon­tei­ro, adap­ta­ção da obra de Anton Chekhov, e “Delí­rio em Las Vedras” de Edgar Pêra, base­a­do no car­na­val da cida­de de Tor­res Vedras e o últi­mo fil­me de Nuno Melo.

Tro­pi­cal Pre­vla”, cur­ta metra­gem de Manu­e­la Sobral, “Dry­land” de Liv Pri­or Col­li­an­der e o docu­men­tá­rio “The Sun­ri­se Story­tel­ler” de Kasha Slav­ner, são os fil­mes que com­põem mais uma ses­são dos Cami­nhos Mun­di­ais, que será exi­bi­da no Mini-Audi­tó­rio Sal­ga­do Zenha, pelas 19h45.

A últi­ma ses­são do dia, a car­go da Sele­ção Cami­nhos, está reser­va­da para as 21h30, no TAGV. O públi­co vai ter a opor­tu­ni­da­de de assis­tir à ani­ma­ção “Sete” de Gus­ta­vo Sá e às cur­tas-fic­ci­o­nais “Ter­rain Vague” de Lati­fa Said, “A Lín­gua” de Adri­a­na Mar­tins da Sil­va e “Coe­lho Mau” de Car­los Con­cei­ção.

O quar­to dia de fes­ti­val encer­ra com mais uma Mas­ter Ses­si­on, des­ta vez com o tema “A dis­tri­bui­ção do cine­ma por­tu­guês”, com a par­ti­ci­pa­ção de Nuno Gon­çal­ves da Cine­Mun­do, de Ste­fa­no Savio da Fil­min, de Car­los Gaio do Cina­ni­ma, de Elsa Men­des do Pla­no Naci­o­nal de Cine­ma, com a mode­ra­ção de João Via­na, em repre­sen­ta­ção da Asso­ci­a­ção de Pro­du­to­res de Cine­ma e Audi­o­vi­su­al.

+ em: Ao quar­to dia …

Crónica do Festival – II

A ses­são das 21.45h, a segun­da da Sele­ção Cami­nhos, con­te­ve qua­tro exer­cí­ci­os que em mui­tos aspe­tos podem ser des­cri­tos como “meta-fíl­mi­cos”: a Sur­pre­sa que nos trou­xe Pau­lo Patrí­cio, uma ani­ma­ção sobre o modo como uma cri­an­ça refle­te sobre a sua doen­ça, Sou­ve­nirs, de Pau­lo Mar­ti­nho, que mos­tra como as cica­tri­zes do nos­so cor­po ins­cre­vem nele infor­ma­ções sobre as nos­sas vidas, O Homem Eter­no, de Luís Cos­ta, onde o rea­li­za­dor recu­pe­ra fil­mes Super 8 do seu avô e dis­ser­ta sobre o per­cur­so de ambos no, e com, o cine­ma, e His­tó­ri­as de Ali­ce, de Oswal­do Car­rei­ra, que explo­ra a for­ma como pode­mos (re)construir o nos­so pas­sa­do atra­vés das memó­ri­as fal­sas das outras pes­so­as. Foi, por­tan­to, a melhor for­ma de ter­mi­nar o dia: com pen­sa­men­tos sobre a for­ma como o cine­ma moti­va novas for­mas de pen­sar sobre si mes­mo e tam­bém sobre nós pró­pri­os.

+ em: Cró­ni­ca do Fes­ti­val – II

Al Berto” e “A Mãe É Que Sabe” são destaques no terceiro dia dos Caminhos do Cinema Português

São oito o núme­ro de ses­sões do ter­cei­ro dia do Cami­nhos Film Fes­ti­val, que inclu­em a série-docu­men­tal “No Tri­lho dos Natu­ra­lis­tas”.
O perío­do da manhã reser­va o pro­ta­go­nis­mo aos mais jovens. Será mais uma ses­são dos Cami­nhos Juni­o­res, pelas 10 horas, no Tea­tro Aca­dé­mi­co de Gil Vicen­te, ini­ci­an­do o ter­cei­ro dia de fes­ti­val.

Às 15 horas, no TAGV, pode­mos con­tar com mais uma ses­são da Sele­ção Cami­nhos, dedi­ca­da exclu­si­va­men­te aos Seni­o­res, com “A Mãe É Que Sabe”, ses­são que con­ta­rá com a pre­sen­ça do rea­li­za­dor Nuno Rocha e da pro­du­to­ra San­dra Pau­lo.

De vol­ta ao Mini-Audi­tó­rio Sal­ga­do Zenha, pelas 16h30, terá iní­cio mais uma ses­são da Sele­ção Ensai­os Inter­na­ci­o­nais, onde pode assis­tir-se à ani­ma­ção “Ys”, ao dra­ma fic­ci­o­nal “Dre­am” de Kang Shin Gyu, à cur­ta “Wai­ting Time” de Cla­ra Stern, “Dragon´s Wing” da búl­ga­ra Anto­nia Mil­che­va e “Mathi­as”, nova­men­te de Cla­ra Stern, pro­du­zi­do pela Film Aca­demy Vien­na.

+ em: “Al Ber­to” e “A Mãe É Que Sabe” são des­ta­ques no ter­cei­ro dia dos Cami­nhos do Cine­ma Por­tu­guês

No trilho dos Naturalistas

A série docu­men­tal “No tri­lho dos natu­ra­lis­tas” é com­pos­ta por qua­tro epi­só­di­os, pro­du­zi­dos no âmbi­to de um pro­jec­to de inves­ti­ga­ção co-finan­ci­a­do pelo Ciên­cia Viva/ QREN, nos quais se apre­sen­tam os tri­lhos per­cor­ri­dos por inves­ti­ga­do­res da Uni­ver­si­da­de de Coim­bra nas suas expe­di­ções botâ­ni­cas a S. Tomé e Prin­cí­pe, Ango­la e Moçam­bi­que, e se docu­men­tam as “Via­gens Filo­só­fi­cas” rea­li­za­das por cien­tis­tas por­tu­gue­ses no sécu­lo XVIII, em incur­sões nas anti­gas coló­ni­as por­tu­gue­sas.
Apro­vei­tan­do como pon­to de par­ti­da as expe­di­ções a Áfri­ca rea­li­za­das por inves­ti­ga­do­res por­tu­gue­ses na actu­a­li­da­de, esta série de docu­men­tá­ri­os fala-nos sobre a diver­si­da­de de plan­tas e a eco­lo­gia, sobre o fun­ci­o­na­men­to dos ecos­sis­te­mas e sobre a rela­ção entre a acção huma­na e o ambi­en­te. Em cada docu­men­tá­rio, vai-nos sen­do for­ne­ci­da infor­ma­ção cien­tí­fi­ca sobre o objec­to de estu­do da expe­di­ção em cau­sa, inter­ca­lan­do-se a demons­tra­ção das des­co­ber­tas cien­tí­fi­cas mais recen­tes com refe­rên­ci­as ao pas­sa­do da inves­ti­ga­ção cien­tí­fi­ca em tor­no dos ecos­sis­te­mas das regiões afri­ca­nas no perío­do do domí­nio colo­ni­a­lis­ta.
A for­ma como a infor­ma­ção cien­tí­fi­ca é tra­ba­lha­da cine­ma­to­gra­fi­ca­men­te nes­ta série tor­na-a mais ape­la­ti­va, con­tri­buin­do para pro­mo­ver o inte­res­se pela his­tó­ria da ciên­cia jun­to do públi­co em geral.
Com a série “No tri­lho dos natu­ra­lis­tas”, inte­gra­da por qua­tro fil­mes-docu­men­tá­rio, o Cami­nhos cum­pre uma mis­são peda­gó­gi­ca no âmbi­to das ciên­ci­as natu­rais, da soci­o­lo­gia e antro­po­lo­gia, diri­gin­do-se essen­ci­al­men­te a alu­nos e pro­fes­so­res, inte­res­sa­dos nes­tas áre­as, quer do ensi­no bási­co e secun­dá­rio, quer do ensi­no supe­ri­or.

+ em: No tri­lho dos Natu­ra­lis­tas

Mastersessions da 23.ª edição

As mas­ter­ses­si­ons são espa­ços de deba­te pro­mo­vi­dos pelo fes­ti­val que res­pon­dem a um con­jun­to de temá­ti­cas defi­ni­das em tor­no dos eixos cura­to­ri­ais pre­sen­tes na pro­gra­ma­ção de cada edi­ção, pro­mo­ven­do-se assim um espa­ço de refle­xão em inte­rac­ção com os dife­ren­tes públi­cos.
Pro­mo­ver e pre­mi­ar o cine­ma por­tu­guês tem sido a nos­sa mis­são des­de 1988, mas a sen­si­bi­li­za­ção dos públi­cos para o nos­so cine­ma não se pode fazer ape­nas pela pro­jec­ção no gran­de ecrã. Des­ta for­ma os Cami­nhos carac­te­ri­zam-se não só pela hete­ro­ge­nei­da­de da sua pro­gra­ma­ção, mas tam­bém do leque de acti­vi­da­des que pro­põe anu­al­men­te. A for­ma­ção de públi­cos, pas­sa tan­to pelo ensi­no, pelo con­su­mo, bem como pela dis­cus­são daqui­lo que é o nos­so cine­ma.

Nes­ta 23.ª edi­ção estão pro­gra­ma­das três ses­sões mas­ter ses­si­on; “Pri­mei­ros Pla­nos — Da Esco­la até ao Pri­mei­ro Fil­me; “A dis­tri­bui­ção do Cine­ma Por­tu­guês”; e “O Outro Eu”.

+ em: Mas­ter­ses­si­ons da 23.ª edi­ção