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Loving Vincent

No dia 15 de Dezem­bro às 22:00, inte­gra­do no Ciclo Fusões no Cine­ma, será pro­je­ta­do o fil­me; “Loving Vin­cent”  a pri­mei­ra ani­ma­ção sobre Vin­cent Van Gogh intei­ra­men­te fei­ta com pin­tu­ras a óleo. A rea­li­za­do­ra Doro­ta Kobi­e­la e o rea­li­za­dor Hugh Wel­ch­man deci­di­ram fazer uma lon­ga pes­qui­sa sobre o pin­tor holan­dês Vin­cent Wil­lem van Gogh e trans­for­mar as car­tasqua­dros e depoi­men­tos sobre o artis­ta numa ani­ma­ção.

É exi­bi­do no Mini-Audi­tó­rio Sal­ga­do Zenha com Entra­da Livre.

Loving Vincent‘: Animação sobre Van Gogh, feita inteiramente com pinturas a óleo

A curi­o­sa his­tó­ria da mor­te do pin­tor holan­dês Vin­cent Van Gogh (que tipo de pes­soa se sui­ci­da alve­jan­do-se no estô­ma­go, e cami­nhan­do para a cida­de após o fazer?) é inves­ti­ga­da pelo filho do car­tei­ro – numa pri­mei­ra fase, de manei­ra relu­tan­te – que cos­tu­ma­va lidar com a cor­res­pon­dên­cia do pin­tor, no fil­me Loving Vin­cent.

Com cer­te­za, nun­ca o públi­co, por mais ver­sa­do que seja na indús­tria da ani­ma­ção, ou do cine­ma no geral, viu algo sequer seme­lhan­te a Loving Vin­cent, que está a ser pro­mo­vi­do como o pri­mei­ro fil­me intei­ra­men­te pin­ta­do à mão na his­tó­ria do cine­ma. É um fil­me ani­ma­do, mas isso não é des­cri­ção sufi­ci­en­te: para con­tar a his­tó­ria por detrás da mor­te do pin­tor em 1890, os rea­li­za­do­res Doro­ta Kobi­e­la e Hugh Wel­ch­man (que mar­ca­ram pre­sen­ça na antes­treia do fil­me, ontem, nos cine­mas UCI do El Cor­te Inglés) reu­ni­ram um elen­co, encon­tra­ram guar­da-rou­pa e cená­ri­os apro­pri­a­dos à épo­ca, e gra­va­ram o fil­me. E depois o ver­da­dei­ro tra­ba­lho come­çou.

Ao todo 150 artis­tas de todo o mun­do dedi­ca­rem-se, duran­te dois anos, à cri­a­ção de mais de 62450 telas-fra­me, que resul­ta­ram em 95 minu­tos de fil­me. A lógi­ca da obra é repro­du­zir o esti­lo de Van Gogh e reflec­tir sobre a sua vida e as cir­cuns­tân­ci­as con­tro­ver­sas da sua mor­te. O pro­jec­to foi caro, e foi finan­ci­a­do pelos fãs atra­vés de pla­ta­for­mas na Inter­net.

É de relem­brar ain­da que no tão aguar­da­do fil­me de ani­ma­ção entra­ram alguns acto­res para inter­pre­ta­rem pes­so­as pró­xi­mas do pin­tor: Helen McCrorySaoir­se Ronan e Aidan Tur­ner. Já a direc­ção de foto­gra­fia ficou a car­go deTris­tan Oli­ver, o mes­mo deFan­tas­tic Mr. FoxChic­ken Runou Para­Nor­man, eLukasz Zal que assu­miu a direc­ção de foto­gra­fia do osca­ri­za­doIda, do rea­li­za­dorPawel Pawli­kows­ki. Outro nome a ter em con­ta é Clint Man­sell que compôs a ban­da sono­ra do fil­me e que já fez o mes­mo tra­ba­lho paraBlack Swan,Requi­em for a Dre­am ouThe Wres­tler.

Podes ver aqui o trai­ler ofi­ci­al do fil­me:

Ficha Técnica

Data de lan­ça­men­to: 30 de novem­bro de 2017 (1h 35min)
Dire­ção: Doro­ta Kobi­e­la, Hugh Wel­ch­man
Elen­co: Dou­glas Booth, Chris O’Dowd, Saoir­se Ronan
Géne­ro: Ani­ma­ção, Dra­ma, Bio­gra­fia
Naci­o­na­li­da­de: Rei­no Uni­do, Poló­nia
Orça­men­to: 5 000 000€

JASMINE

No dia 14 de Dezem­bro às 22:00, inte­gra­do no Ciclo Fusões no Cine­ma, será pro­je­ta­do o fil­me; “Jas­mi­ne” Base­a­do em rela­tos pes­so­ais, o fil­me con­ta uma impro­vá­vel his­tó­ria de amor e revo­lu­ção. O ani­ma­dor e docu­men­ta­ris­ta Alain recon­ta a sua his­tó­ria com a ira­ni­a­na Jas­mi­ne, que mudou a sua vida para sem­pre.

É exibido no Mini-Auditório Salgado Zenha com Entrada Livre.

Ven­ce­dor do César de Melhor Cur­ta-Metra­gem de Ani­ma­ção, Alain Ughet­to rea­li­zou a ani­ma­ção ​Jas­mine” em 2013, fil­me que aca­bou indi­ca­do ao Pré­mio do Cine­ma Euro­peu de Melhor Ani­ma­ção.

Ficha Técnica

Data de lan­ça­men­to: 2013 (1h 10min)
Direc­ção: Alain Ughet­to
Elen­co: Jean-Pier­re Dar­rous­sin, Fan­za­neh Ram­zi
Géne­ro: Ani­ma­ção
Naci­o­na­li­da­de: Fran­ce­sa

JASMINE de Alain Ughetto

 

Pronto, Era Assim + Persepolis

A 12 de Dezem­bro às 22:00, inte­gra­do no Ciclo Fusões no Cine­ma, são pro­jec­ta­das duas ani­ma­ções; Pron­to, Era Assim, de Joa­na Noguei­ra e Patrí­cia Rodri­gues, e “Per­se­po­lis” de Mar­ja­ne Satra­pi e Vin­cent Paron­naud, uma cur­ta e uma lon­ga metra­gem de ani­ma­ção, res­pe­ti­va­men­te. O pri­mei­ro é um fil­me de ani­ma­ção com carác­ter docu­men­tal, em modo de entre­vis­ta e onde, de for­ma des­con­traí­da, os pro­ta­go­nis­tas con­tam epi­só­di­os da sua vida: como foi cres­cer, namo­rar, casar, tra­ba­lhar e até emi­grar, num tem­po em que a manei­ra de viver era dife­ren­te. Já a ani­ma­ção fran­ce­sa “Per­se­po­lis” con­ta a his­tó­ria de uma jovem ira­ni­a­na que sonha em ser viden­te, acom­pa­nhan­do de per­to a que­da do Xá e do seu regi­me bru­tal. No entan­to, ela aca­ba por se revol­tar con­tra as impo­si­ções fun­da­men­ta­lis­tas dos rebel­des, espe­ci­al­men­te con­tra as mulhe­res.

A entra­da é livre.

Pronto Era Assim

Pron­to, Era Assim (2016)
That’s How it Was

Pro­du­ção 2015
N/C
13 min
Docu­men­tá­rio   Ani­ma­ção
Rea­li­za­ção:  ·  Joa­na Noguei­ra  ·  Patrí­cia Rodri­gues
Argu­men­to:  ·  Joa­na Noguei­ra  ·  Patrí­cia Rodri­gues

Por uma jane­la entre­a­ber­ta, duas mos­cas des­co­brem um sótão empo­ei­ra­do, onde são sur­pre­en­di­das pelos obje­tos que nele habi­tam – Balan­ça, Cai­xa de Músi­ca, Cafe­tei­ra, Jar­ra e Micro­fo­ne. Em modo de entre­vis­ta e de for­ma des­con­traí­da os pro­ta­go­nis­tas con­tam epi­só­di­os da sua vida: como foi cres­cer, namo­rar, casar, tra­ba­lhar e até emi­grar, num tem­po em que a manei­ra de viver era dife­ren­te.

Ani­ma­ção:   ·  Patrí­cia Rodri­gues  ·  Veró­ni­ca Mar­tins  ·  Luís San­tos  ·  Raquel Fer­rei­ra  ·  Joa­na Noguei­ra  ·  Pedro Oli­vei­ra  ·  Vítor Gomes

Argu­men­to:   ·  Patrí­cia Rodri­gues  ·  Joa­na Noguei­ra

Dese­nho de Som:   ·  Pedro Pes­ta­na

Edi­ção:   ·  Patrí­cia Rodri­gues

Foto­gra­fia:   ·  Mil­ton Pache­co

Músi­ca:   ·  Miguel Pic­ci­o­chi

Pro­du­tor:   ·  Patrí­cia Rodri­gues  ·  Mil­ton Pache­co

Rea­li­za­ção:   ·  Patrí­cia Rodri­gues  ·  Joa­na Noguei­ra

Voz:   ·  Ado­zin­da Mar­ques  ·  Estre­la Pin­to  ·  Fáti­ma Viei­ra  ·  Bea­triz Liber­ta  ·  Adão Viei­ra

 

Persepolis

PERSÉPOLIS
MARJANE SATRAPI, VINCENT PARONNAUD
Estreia: 21-02-2008

É a his­tó­ria como­ven­te de uma meni­na que cres­ce no Irão duran­te a Revo­lu­ção Islâ­mi­ca. É atra­vés dos olhos da pre­co­ce e extro­ver­ti­da Mar­ja­ne, de 9 anos, que vemos a espe­ran­ça de um povo ser des­truí­da quan­do os fun­da­men­ta­lis­tas tomam o poder, for­çan­do as mulhe­res a usar o véu e man­dan­do para a pri­são milha­res de pes­so­as.

Inte­li­gen­te e des­te­mi­da, Mar­ja­ne con­se­gue fin­tar os “guar­das soci­ais” e des­co­bre o punk, os Abba e os Iron Mai­den. Mas, quan­do o seu tio é cru­el­men­te exe­cu­ta­do e as bom­bas come­çam a cair sobre Tee­rão duran­te a guer­ra Irão/ Ira­que, o medo diá­rio que inva­de o quo­ti­di­a­no do Irão tor­na-se pal­pá­vel.

À medi­da que vai cres­cen­do, a ousa­dia de Mar­ja­ne tor­na-se uma cons­tan­te fon­te de pre­o­cu­pa­ção para os seus pais que temem pela sua segu­ran­ça. Assim, aos 14 anos, tomam a difí­cil deci­são de a envi­ar para uma esco­la na Áus­tria. Vul­ne­rá­vel e sozi­nha numa ter­ra estra­nha, tem que enfren­tar as típi­cas con­tra­ri­e­da­des dos ado­les­cen­tes. Além do mais, Mar­ja­ne é con­fun­di­da com o fun­da­men­ta­lis­mo reli­gi­o­so e extre­mis­mo, exac­ta­men­te as coi­sas de que fugiu no seu país. Com o tem­po, aca­ba por ser acei­te e até conhe­ce o amor, mas com o fim do liceu come­ça a sen­tir-se sozi­nha e cheia de sau­da­des de casa.

Ape­sar de isso sig­ni­fi­car ter que pôr o véu e viver numa soci­e­da­de tirâ­ni­ca, Mar­ja­ne deci­de regres­sar ao Irão para estar mais per­to da sua famí­lia. Após um difí­cil perío­do de ajus­ta­men­to, entra para uma esco­la de artes e casa-se, embo­ra con­ti­nue a levan­tar a sua voz con­tra a hipo­cri­sia a que assis­te. Aos 24 anos, per­ce­be que, ape­sar de ser pro­fun­da­men­te ira­ni­a­na, não pode con­ti­nu­ar a viver no Irão. É então que toma a dila­ce­ran­te deci­são de tro­car a sua ter­ra natal pela Fran­ça, cheia de opti­mis­mo em rela­ção ao futu­ro, mol­da­da inde­le­vel­men­te pelo seu pas­sa­do.

COM
as vozes de Chi­a­ra Mas­troi­an­ni, Cathe­ri­ne Deneu­ve, Dani­el­le Dar­ri­eux, Simon Abka­ri­an, Gabri­el­le Lopes, Fran­çois Jeros­me

FICHA TÉCNICA
argu­men­to e rea­li­za­ção Mar­ja­ne Satra­pi & Vin­cent Paron­naud
base­a­do na BD Ori­gi­nal de Mar­ja­ne Satra­pi
pro­du­zi­do por Marc-Antoi­ne Robert & Xavi­er Rigault
pro­du­tor asso­ci­a­do Kath­le­en Ken­nedy
músi­ca ori­gi­nal Oli­vi­er Ber­net
direc­tor artís­ti­co Marc Jous­set
mon­ta­gem Stépha­ne Roche
coor­de­na­dor de ani­ma­ção Chris­ti­an Des­ma­res
assis­ten­te de rea­li­za­ção Denis Wal­genwitz
design de pro­du­ção Mari­sa Musy
som Thi­er­ry Lebon

FRANÇA – 2007 —  95’, cor/p&b

M/ 12

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Banda Sonora com Jorri

Módu­lo de Ban­da Sono­ra

O músi­co João Sil­va (Jor­ri) é o for­ma­dor do módu­lo de Ban­da Sono­ra, o últi­mo módu­lo do Cine­ma­lo­gia 7’xpress.

No pró­xi­mo domin­go, dia 17 de dezem­bro, tem iní­cio a for­ma­ção para o últi­mo módu­lo da 7ª edi­ção do cur­so de cine­ma — “Cine­ma­lo­gia”: o Módu­lo de Ban­da Sono­ra. Nes­ta for­ma­ção, os alu­nos deve­rão con­se­guir com­pre­en­der a rela­ção die­gé­ti­ca da músi­ca com a nar­ra­ti­va. Abor­da a for­ma como a músi­ca cria e modi­fi­ca o ambi­en­te nar­ra­ti­vo.

João Sil­va (Jor­ri) é músi­co, com­po­si­tor, pro­du­tor e ins­tru­men­tis­ta, nas­ci­do em Coim­bra a 20 de Abril de 1979, mas cres­ceu em Alco­ba­ça até ingres­sar na Facul­da­de de Ciên­ci­as e Tec­no­lo­gia da Uni­ver­si­da­de de Coim­bra. Em 1999, sur­ge em Coim­bra o pro­je­to “a Jig­saw”, sen­do um dos seus mem­bros fun­da­do­res. Ban­da essa que, além de músi­co e com­po­si­tor, assu­me tam­bém o papel de pro­du­tor. Embo­ra sem nun­ca ter fei­to uma ban­da sono­ra para um fil­me, com “a Jig­saw” musi­cou vári­os, um dos quais duran­te o Fes­ti­val Cami­nhos do Cine­ma Por­tu­guês.

A decor­rer, como habi­tu­al, no Depar­ta­men­to de Enge­nha­ria Infor­má­ti­ca da Uni­ver­si­da­de de Coim­bra, a for­ma­ção tem iní­cio pelas 9 horas e fim pre­vis­to para as 18 horas.

Correcção de Cor com Manuel Pinto Barros

Módu­lo de Cor­re­ção de Cor

O Dire­tor de Foto­gra­fia Manu­el Pin­to Bar­ros é o for­ma­dor do Módu­lo de Cor­re­ção de Cor, no qual se pre­ten­de apro­fun­dar os sabe­res essen­ci­al­men­te prá­ti­cos sobre a base de um pro­ces­so de cor­rec­ção de cor, bem como a impor­tân­cia da cor, da luz e da som­bra, como con­du­tor visu­al e sen­so­ri­al.

No pró­xi­mo sába­do, dia 16 de dezem­bro, tem iní­cio a for­ma­ção do módu­lo de cor­re­ção de cor da 7ª edi­ção do cur­so de cine­ma — “Cine­ma­lo­gia”, no Depar­ta­men­to de Enge­nha­ria Civil, ini­ci­an­do às 9 horas e com fim pre­vis­to para as 18 horas. Numa com­po­nen­te mai­o­ri­ta­ri­a­men­te prá­ti­ca, será pre­ten­di­do que os for­man­dos adqui­ram os conhe­ci­men­tos base de um pro­ces­so de color grad­ding, para que adqui­ram a sen­si­bi­li­da­de sobre a impor­tân­cia da cor, da luz e/ou da som­bra, como con­du­tor visu­al e sen­so­ri­al de uma his­tó­ria.

Manu­el Pin­to Bar­ros é licen­ci­a­do em Cine-Vídeo pela Esco­la Supe­ri­or Artís­ti­ca do Por­to (ESAP), em 2008. Após a con­clu­são dos seus estu­dos, inte­grou diver­sos pro­je­tos como Dire­tor de Foto­gra­fia, pas­san­do por publi­ci­da­des, cur­tas-metra­gens e vide­o­cli­pes. Em cada fil­me pro­cu­ra incu­tir um esti­lo esté­ti­co úni­co, uti­li­zan­do vari­a­das téc­ni­cas sem­pre em arti­cu­la­ção com as espe­ci­fi­ci­da­des de cada pro­du­ção, que o leva­ram a tra­ba­lhar algu­mas das mais impor­tan­tes mar­cas do mer­ca­do Por­tu­guês, entre as quais F.C.Porto, Sonae/Continente, McDonald’s ou TAP.