Arquivo da Categoria: Festivais de Cinema

Júris irão atribuir 25 prémios

 

Os ​Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês” regres­sam no final do pró­ximo mês de Novem­bro para a sua 23.ª edi­ção. Desde 1988 que em Coim­bra é orga­ni­zado o único fes­ti­val dedi­cado ao cinema naci­o­nal, pro­mo­vendo todos os géne­ros e metra­gens de auto­res aspi­ran­tes ou con­sa­gra­dos. Os Cami­nhos são plu­rais e neles se encon­tra a diver­si­dade de regis­tos, olha­res e rea­li­da­des pro­mo­vi­das pelo Cinema Por­tu­guês. De 27 de Novem­bro a 3 de Dezem­bro o fes­ti­val ini­ci­ará a única com­pe­ti­ção cine­ma­to­grá­fica do país que além dos fil­mes, irá tam­bém pro­mo­ver e pre­miar a inter­ven­ção téc­nica e artís­tica que con­ju­ga­das trans­for­ma­ram o cinema na sétima arte. Este fes­ti­val conta com duas sec­ções com­pe­ti­ti­vas; a Sele­ção Cami­nhos, aberta a todas as obras pro­du­zi­das desde a edi­ção tran­sata do fes­ti­val; e a Sele­ção Ensaios, sec­ção inter­na­ci­o­nal dedi­cada ao cinema pro­du­zido em con­texto aca­dé­mico ou de for­ma­ção profissional.Os pré­mios que se apre­sen­tam em regu­la­mento pode­rão pare­cer vas­tos, mas são a res­posta clara de um fes­ti­val, que na sua 23.ª edi­ção, almeja pre­miar mais uma vez ​todo o cinema por­tu­guês”. Assim, os fil­mes inte­gran­tes da Selec­ção Cami­nhos pro­põem-se ao Pré­mio do Júri de Imprensa, ao Pré­mio D. Qui­jote da Fede­ra­ção Inter­na­ci­o­nal de Cine­clu­bes, bem como, à ava­li­a­ção do Júri Selec­ção Cami­nhos que atri­buirá quinze pré­mios téc­ni­cos, qua­tro pré­mios ofi­ci­ais para os três géne­ros, ani­ma­ção, docu­men­tá­rio e fic­ção, em com­pe­ti­ção e por fim o Grande Pré­mio do Fes­ti­val.

Ver, clas­si­fi­car e pre­miar esta diver­si­dade de cate­go­rias será o resul­tado da con­ju­ga­ção de um leque alar­gado de sabe­res espe­ci­a­li­za­dos que , de forma aná­loga à pro­du­ção cine­ma­to­grá­fica, fun­ci­o­nam como um todo. Pro­cu­rá­mos na cons­ti­tui­ção dos vários júris res­pon­der ao desa­fio de ver e com­pre­en­der a ima­gem em movi­mento, atra­vés de múl­ti­plos pris­mas, ora intrin­se­ca­mente cine­ma­to­grá­fi­cos, como aná­lo­gos à pre­sença dos fil­mes nas nos­sas vidas enquanto mar­cas vivas, ora pela forma como os meios e con­tex­tos em que são pro­du­zi­dos são tam­bém parte inte­grante das narrativas.

Assim, o Júri do Pré­mio de Imprensa é cons­ti­tuído pelos jor­na­lis­tas Cláu­dia Mar­ques San­tos Fer­nando Moura e pelo crí­tico de cinema Luís Miguel de Oli­veira. Este júri terá o objeto de dar uma maior visi­bi­li­dade e reco­nhe­ci­mento público da cine­ma­to­gra­fia naci­o­nal, pre­mi­ando o rigor e a ousa­dia esté­tica, tanto no plano nar­ra­tivo, como a nível da ima­gem cine­ma­to­grá­fica. Pre­tende-se, assim, valo­ri­zar a pro­du­ção naci­o­nal numa pers­pec­tiva artís­tica, que é uma das suas valên­cias mais expressivas.

JÚRI DO PRÉMIO DE IMPRENSA

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    Cláudia Marques Santos

    CLÁUDIA MARQUES SANTOSJORNALISTA

    Licen­ci­ada em Ciên­cias da Comu­ni­ca­ção e Mes­tre em Cul­tura con­tem­po­râ­nea e Novas Tec­no­lo­gias pela FCSH/​Uni­ver­si­dade Nova de Lis­boa, Cláu­dia Mar­ques San­tos é uma jor­na­lista fre­e­lan­cer que tra­ba­lha na área da cul­tura. Tem arti­gos publi­ca­dos em imprensa – come­çou a car­reira no sema­ná­rio O Inde­pen­dente, pas­sou pela Notí­cias Maga­zine (DN/​JN) e Vogue Por­tu­gal, cola­bora actu­al­mente com as revis­tas Máxima, UP Inflight Mag, Visão – e tem um vasto know how edi­to­rial em maga­zi­nes de cul­tura para tele­vi­são (Pop Up/​RTP 2, Blitz TV/​SIC Notí­cias, Fuzz/​SIC Radi­cal, Lis­boa Mis­tura TV/​SIC Notí­cias) e em docu­men­tá­rios (‘Não Me Obri­guem a Vir Para a Rua Gri­tar’, sobre Zeca Afonso, RTP). Tem tam­bém um pro­jecto de entre­vis­tas online cha­mado If You Walk the Gala­xies (.com).

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    Fernando Moura

    FERNANDO MOURAJORNALISTA

    Exerce a sua acti­vi­dade pro­fis­si­o­nal nas áreas da comu­ni­ca­ção social, publi­ci­dade e redes soci­ais. Foi res­pon­sá­vel pela cri­a­ção e desen­vol­vi­mento de vários órgãos de comu­ni­ca­ção social, sobre­tudo nas áreas da imprensa e radi­o­di­fu­são, tendo alguns des­tes sido adqui­ri­dos por mul­ti­na­ci­o­nais. Tem ainda uma vasta expe­ri­ên­cia no sec­tor da comu­ni­ca­ção empre­sa­rial e ins­ti­tu­ci­o­nal, publi­ci­dade e social media, tendo fun­dado e diri­gido vários pro­jec­tos nes­tes sec­to­res. É direc­tor de Notí­cias de Coim­bra e Diá­rio da Saúde. 

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    Luís Miguel Oliveira

    LUÍS MIGUEL OLIVEIRACRÍTICO

    Nas­ceu em Setem­bro de 1970, em Tomar. Licen­ciou-se em Comu­ni­ca­ção Social pela Facul­dade de Ciên­cias Soci­ais e Huma­nas da Uni­ver­si­dade Nova de Lis­boa. Inte­gra o depar­ta­mento de pro­gra­ma­ção da Cine­ma­teca desde 1993, tendo sido seu direc­tor entre 20092015. É crí­tico de cinema do Público desde 1994. Cola­bo­rou com várias publi­ca­ções espe­ci­a­li­za­das, naci­o­nais e inter­na­ci­o­nais, e cum­priu o papel de jurado em diver­sos fes­ti­vais de cinema (Indi­e­Lis­boa, Fes­ti­val de Cinema Luso-Bra­si­leiro, Play­Doc, entre outros).

A cons­ti­tui­ção do Júri da Selec­ção Cami­nhos pro­cu­rou res­pon­der aos desa­fios inter­dis­ci­pli­na­res que cons­ti­tuem a pro­du­ção cine­ma­to­grá­fica pro­mo­vendo-se o diá­logo de dife­ren­tes olha­res do que é o Cinema Por­tu­guês. Este júri é cons­ti­tuído pela actriz Ana Padrão, pelo peda­gogo Antó­nio Dias Figuei­redo, pelo Espe­ci­a­lista em Cri­a­ção e Ges­tão de Mar­cas Car­los Coe­lho, pelo Direc­tor de Arte João C. Tor­res, pela pro­du­tora Maria João Mayer, pelo escri­tor Pedro Cha­gas Frei­tas, pelo escul­tor Pedro Figuei­redo, pela rea­li­za­dora Rita Aze­vedo Gomese pela Sty­list Susana Jaco­betty.

JÚRI SELEÇÃO CAMINHOS

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    Ana Padrão

    ANA PADRÃOATRIZ

    Actriz com uma invul­gar beleza, é um dos ros­tos refe­rên­cia no pano­rama da cul­tura e do cinema por­tu­guês. For­mada na Escola Supe­rior de Tea­tro e Cinema, depressa se afir­mou como actriz, flu­ente em vários idi­o­mas em 1993 teve o pri­vi­lé­gio de fazer parte do elenco do filme Der Blier Fami­lien de Susanne Biera pri­meira mulher rea­li­za­dora que mais tarde vem a rece­ber o Oscar para melhor filme estran­geiro. Par­ti­cipa em mui­tos outros fil­mes com elen­cos de diver­sas naci­o­na­li­da­des, trabalhando​com rea­li­za­do­res como George Slui­zer Joa­quim Lei­tão, Jorge Silva Melo, João César Mon­teiro, José Fon­seca e Costa, Fer­nando d´Almeida e Silva, Antó­nio-Pedro Vas­con­ce­los, Fer­nando Lopes, Raoul Ruiz, Car­los Coe­lho da Silva, Mário Bar­roso, Car­los Saboga, Cristèle Alves Meira, Patrí­cia Sequeira e Bruno de Almeida, entre mui­tos outros. Em simul­tâ­neo, é uma pre­sença cons­tante no elenco de vários canais naci­o­nais e inter­na­ci­o­nais, par­ti­ci­pando em séries, mini-séries, nove­las e tele­fil­mes. Com o sucesso do tele­filme da SIC Amo-te Teresa (2000), no qual foi pro­ta­go­nista, segui­ram-se mui­tos outros pro­jec­tos na TV, como se pode cons­ta­tar no seu vasto currículo. 

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    António Dias Figueiredo

    ANTÓNIO DIAS FIGUEIREDOPEDAGOGO

    Antó­nio Dias de Figuei­redo é pro­fes­sor cate­drá­tico apo­sen­tado de Enge­nha­ria Infor­má­tica e inves­ti­ga­dor do Cen­tro de Infor­má­tica e Sis­te­mas da Uni­ver­si­dade de Coim­bra. Foi vice-pre­si­dente do Pro­grama Inter­go­ver­na­men­tal de Infor­má­tica da UNESCO, Paris, e mem­bro do NATO Spe­cial Pro­gram Panel on Advan­ced Edu­ca­ti­o­nal Tech­no­logy, Bru­xe­las. Par­ti­ci­pou em vários pro­jec­tos euro­peus e atuou em várias oca­siões como con­sul­tor da Comis­são Euro­peia para ques­tões de edu­ca­ção. Rece­beu o grau de Dou­tor Hono­ris Causa pela Uni­ver­si­dade Aberta e o Sigil­lum Mag­num da Uni­ver­si­dade de Bolo­nha. É autor e coau­tor de cerca de três cen­te­nas de arti­gos e capí­tu­los de livros publi­ca­dos no país e no estran­geiro e mem­bro dos con­se­lhos edi­to­ri­ais de várias revis­tas naci­o­nais e estran­gei­ras. Tem em curso pro­je­tos do âmbito das rela­ções mutu­a­mente gene­ra­ti­vas entre tec­no­lo­gias e soci­e­dade, com des­ta­que para as peda­go­gias, retó­ri­cas e epis­te­mo­lo­gias de nova geração.

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    Carlos Coelho

    CARLOS COELHOESPECIALISTA EM CRIAÇÃO E GESTÃO DE MARCAS

    Car­los Coe­lho, uma das gran­des refe­rên­cias por­tu­gue­sas no domí­nio da cons­tru­ção e ges­tão de mar­cas, , ao longo de 32anos, con­du­ziu cen­te­nas de pro­jec­tos de algu­mas das mar­cas mais rele­van­tes em Por­tu­gal, como o Mul­ti­banco, Telecel/​Vodafone, Yorn, Galp Ener­gia, RTP, Tv Cabo, CTT Cor­reios, Sumol, TAP Por­tu­gal, Sata , Leya, Sonae, Delta, Fide­li­dade, Sogrape, The Navi­ga­tor Com­pany, Por­tu­gal Sou Eu, entre mui­tas outras. É autor de diver­sos estu­dos sobre ten­dên­cias e mode­los teó­ri­cos de mar­cas. É acti­vista sobre as cau­sas e as mar­cas de Por­tu­gal e autor do livro ​Por­tu­gal Genial’’. É co-autor do livro ​Brand Taboos” e tem par­ti­ci­pado com ensaios em diver­sos livros tais como: ​Ges­tão sus­ten­tada”, ​Por­tu­gal Vale a Pena”, “TAP, a ima­gem de um povo.” É pro­fes­sor, colu­nista, comen­ta­dor de tele­vi­são , foi autor e apre­sen­ta­dor do pro­grama de TV Imagi-Nação e cola­bo­ra­dor de inú­me­ras publi­ca­ções naci­o­nais e estran­gei­ras, sendo reco­nhe­cido pelas suas múl­ti­plas abor­da­gens ino­va­do­ras e desa­fi­an­tes sobre estas maté­rias. Como con­fe­ren­cista pro­fe­riu nos últi­mos cinco anos mais de 200 pales­tras, a con­vite de diver­sas ins­ti­tui­ções: Gover­nos, Uni­ver­si­da­des, Asso­ci­a­ções empre­sa­ri­ais e Empre­sas, em diver­sos Países.

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    João Torres

    JOÃO TORRESDIRECTOR DE ARTE

    Licen­ci­ado em Enge­nha­ria Civil na F.C.T. da Uni­ver­si­dade de Coim­bra, João Tor­res desen­vol­veu acti­vi­dade nos domí­nios das artes plás­ti­cas, tea­tro, per­for­mance, poe­sia visual, foto­gra­fia e cinema. A sua acti­vi­dade pro­fis­si­o­nal tem inci­dido pre­fe­ren­ci­al­mente nas áreas de con­cep­ção e pro­du­ção de cená­rios para cinema e audi­o­vi­su­ais. Como Direc­tor de Arte tra­ba­lhou na pro­du­ção de fil­mes, tele­fil­mes e fil­mes publi­ci­tá­rios de diver­sos paí­ses. Desen­vol­veu pro­jec­tos com rea­li­za­do­res como Alain Tan­ner, Raoul Ruiz, Ric­cardo Freda, Ber­trand Taver­nier, Jean Louis Ber­tou­celli, Jean Claude Mis­sien, Serge Moati, Denys Gra­nier-Deferre, Micha­ela Wat­te­aux, Serge Kor­ber, Paolo Mari­nou Blanco, Joa­quim Lei­tão, Rai­ner Eur­ler, Billy August, Antó­nio Pedro Vas­con­ce­los, Patrick Tim­sit, Ima­nol Arias, Zezé Gam­boa, Tom Cairns, Tom Don­nely, Bruno de Almeida, entre mui­tos outros. Foi Sub­di­rec­tor do Tea­tro Naci­o­nal S. João e Direc­tor Exe­cu­tivo do fes­ti­val inter­na­ci­o­nal de tea­tro Po.N.T.I., (ed.1997/1999/2001). Tem cola­bo­rado com diver­sas estru­tu­ras de pro­du­ção artís­tica no desen­vol­vi­mento de pro­jec­tos e espo­ra­di­ca­mente em jor­nais e revis­tas sobre temas da actualidade. 

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    Maria João Mayer

    MARIA JOÃO MAYERPRODUTORA

    Maria João Mayer é pro­du­tora cine­ma­to­grá­fica há mais de 10 anos e já tra­ba­lhou com alguns dos cine­as­tas mais reco­nhe­ci­dos em Por­tu­gal — casos de Manoel de Oli­veira, Fer­nando Lopes, Mar­ga­rida Car­doso, entre mui­tos outros. Em rela­ção às obras mais recen­tes, des­ta­cam-se Mon­ta­nha e Rafa, de João Sala­viza, Yvone Kane, de Mar­ga­rida Car­doso, e Um Dia Frio, de Cláu­dia Vare­jão. Em 2015 foi uma de cinco mulhe­res dis­tin­gui­das nos Pré­mios ​Mulhe­res Cri­a­do­res de Cul­tura” pro­mo­vido pelo Gabi­nete de Estra­té­gia, Pla­ne­a­mento e Ava­li­a­ção Cul­tu­rais do Minis­té­rio da Cultura. 

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    Pedro Chagas Freitas

    PEDRO CHAGAS FREITASESCRITOR

    Pedro Cha­gas Frei­tas escreve cenas vari­a­das. Roman­ces, nove­las, con­tos, cró­ni­cas, guiões, letras de música, tex­tos publi­ci­tá­rios e outras imbe­ci­li­da­des. Publi­cou mais de duas deze­nas de obras. Está na lista dos mais ven­di­dos de 2014 em Por­tu­gal. Estu­dou lin­guís­tica e criou jogos didác­ti­cos para esti­mu­lar a pro­du­ção escrita. Foi nada­dor-sal­va­dor, bar­man, ope­rá­rio fabril, por­teiro de dis­co­teca, joga­dor de fute­bol. Acre­dita que o país per­feito é a Lame­cha­lân­dia. E vive por lá todos os dias.

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    Pedro Figueiredo

    PEDRO FIGUEIREDOESCULTOR

    Pedro Figuei­redo nas­ceu a 22 de Outu­bro do ano de 1974, na cidade da Guarda. Con­cluiu o curso pro­fis­si­o­nal de Cerâ­mica na Escola Artís­tica de Coim­bra – ARCA – E.A.C., a licen­ci­a­tura em Escul­tura, a pós-gra­du­a­ção em Comu­ni­ca­ção Esté­tica e o Mes­trado em Artes Plás­ti­cas na Escola Uni­ver­si­tá­ria das Artes de Coim­bra – ARCA – E.U.A.C.

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    Rita Azevedo Gomes

    RITA AZEVEDO GOMESREALIZADORS

    Nas­cida em Lis­boa, em 1952, Rita Aze­vedo Gomes tem um per­curso vari­ado, ligado às artes visu­ais. Come­çou por estu­dar Belas Artes, ligando-se ao cinema a pouco e pouco. Esteve envol­vida, ao longo dos anos, em inú­me­ros pro­je­tos em tea­tro, ópera, artes plás­ti­cas e cinema, tendo ainda desen­vol­vido, com grande reco­nhe­ci­mento, tra­ba­lhos grá­fi­cos em diver­sas edi­ções de cinema da Cine­ma­teca e da Fun­da­ção Calouste Gul­ben­kian. Em 1990, rea­li­zou o seu pri­meiro filme: ​O Som da Terra a Tre­mer”, após o qual escre­veu e rea­li­zou várias cur­tas e lon­gas metra­gens inter­na­ci­o­nal­mente reco­nhe­ci­das em fes­ti­vais de todo o mundo. Tra­ba­lha atu­al­mente na Cine­ma­teca Por­tu­guesa como pro­gra­ma­dora onde está tam­bém a cargo das exposições. 

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    Susana Jacobetty

    SUSANA JACOBETTYSTYLIST

    Susana Jaco­betty tra­ba­lha em Comu­ni­ca­ção e na indús­tria da Moda há mais de 15anos.Ganhou o Pré­mio de Melhor Guarda Roupa na XVII edi­ção do Fes­ti­val ​Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês” com o filme Kino­tel. Cos­tu­mi­zou uma peça para a expo­si­ção Boomshirt no Esto­ril Fashion Art Fes­ti­val em con­junto com as Artis­tas Joana Vas­con­ce­los e Cata­rina Pes­tana. Foi Res­pon­sá­vel pela Comu­ni­ca­ção da 1ª visita do Dalai Lama a Por­tu­gal. Cola­bo­rou nas obras da Expo­si­ção no Palá­cio Naci­o­nal de Mafra, do artista João Bace­lar e na Cam­pa­nha ​O teu bairro é a tua cara” no MUDE. Foi Comen­ta­dora dos Pré­mios Aquila, Ceri­mó­nia de Tele­vi­são e Cinema Por­tu­guês, tra­ba­lhou como Comen­ta­dora tele­vi­siva e teve várias rubri­cas de Moda e Beleza em diver­sos pro­gra­mas de Tele­vi­são. Foi Edi­tora de Moda e Beleza da revista de cul­tura Urbana, DIF e Res­pon­sá­vel de Moda na revista Cos­mo­po­li­tan, para além de cola­bo­rar com várias publi­ca­ções naci­o­nais e inter­na­ci­o­nais. Há vários anos que cola­bora com o curso de Cine­ma­lo­gia, do Fes­ti­val dos Cami­nhos do Cinema Por­tu­guês, onde leci­o­nou o módulo de Guarda Roupa e Carac­te­ri­za­ção para Cinema.

A segunda cate­go­ria com­pe­ti­tiva do fes­ti­val é a Selec­ção Ensaios. Nesta com­pe­ti­ção inter­na­ci­o­nal as aca­de­mias naci­o­nais e estran­gei­ras com­pe­tem pelos pré­mios de Melhor Ensaio Naci­o­nal e Melhor Ensaio Inter­na­ci­o­nal. Por aqui pas­sa­ram hoje nomes mais ou menos con­sa­gra­dos como Leo­nor Teles, Vasco Men­des, André Gui­o­mar ou Vicente Nirō (Daniel Vicente Roque). Colo­cando em com­pe­ti­ção o cinema de escola, esta sec­ção per­mite a mui­tos dos jovens cine­as­tas a pro­jec­ção pública dos seus fil­mes fora do ambi­ente aca­dé­mico e de onde se pode­rão reti­rar ila­ções direc­tas sobre as reais con­di­ções de ensino e pro­du­ção de cinema em Por­tu­gal e no mundo. Sob a mesma filo­so­fia com que cons­ti­tuí­mos o Júri da Selec­ção Cami­nhos, o Júri da Sele­ção Ensaios terá a mis­são de atri­buir os pré­mios desta cate­go­ria. Este é inte­grado por várias per­so­na­li­da­des de reco­nhe­cido mérito cul­tu­ral e artís­tico. Desta forma o Júri da Sele­ção Ensaios é cons­ti­tuído pela dire­tora de pro­du­ção Ângela Cer­veira, a atriz Carla Cham­bel, o músico David San­tos (tam­bém conhe­cido por Noi­serv), o rea­li­za­dor e pro­du­tor Jeró­nimo Rocha e a atriz Sara Bar­ros Lei­tão.

JÚRI SELEÇÃO ENSAIOS

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    Ângela Cerveira

    ÂNGELA CERVEIRADIRECTORA DE PRODUÇÃO

    Ângela Cer­veira encon­tra-se neste momento a tra­ba­lhar no novo pro­jecto de Joa­quim Pinto e Nuno Leo­nel. Come­çou a tra­ba­lhar em cinema em 1986. Desde 1990, como Direc­tora de Pro­du­ção tra­ba­lhou com rea­li­za­do­res como João César Mon­teiro, Manuel Mozos, José Álvaro Morais, Miguel Gomes, Jeanne Waltz, Leão Lopes, Flora Gomes, Jorge Silva Melo, João Canijo, Chris­tine Lau­rent, João Sala­viza entre outros. Pro­du­tora exe­cu­tiva da 9ª edi­ção do Fes­ti­val Inter­na­ci­o­nal de Cinema Inde­pen­dente de Lis­boa – Indielisboa.
    Direc­tora de pro­du­ção dos con­teú­dos audi­o­vi­su­ais do Pavi­lhão de Por­tu­gal na EXPO98, e Direc­tora téc­nica de Monumental’95/Mistérios de Lis­boa. Foi ainda direc­tora de pro­du­ção da semana de moda ​Moda­Lis­boa” entre 19972001.
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    Carla Chambel

    CARLA CHAMBELATRIZ

    Carla Cham­bel nas­ceu em 1976 na Ama­dora. Fez For­ma­ção de Ato­res na Escola Supe­rior de Tea­tro e Cinema. Estreou-se no tea­tro, em 1995, com A Dis­puta de Mari­vaux, ence­na­ção de João Perry, no Tea­tro da Trin­dade, em Lis­boa, e desde aí tem tra­ba­lhado com diver­sas com­pa­nhias e rea­li­za­do­res por­tu­gue­ses e estran­gei­ros. Des­ta­cam-se Amá­lia, o Filme de Car­los Coe­lho da Silva e Quarta Divi­são de Joa­quim Lei­tão. Rece­beu pré­mio Sophia de Melhor Atriz Secun­dá­ria pelo filme Se Eu Fosse Ladrão Rou­bava de Paulo Rocha. É locu­tora de publi­ci­dade, e tem pre­sença regu­lar na tele­vi­são, enquanto atriz. Pode­mos vê-la, atu­al­mente, em Espe­lho d’Água, na SIC. Fez dire­ção de ato­res na novela Laços de San­gue, da SIC, que ganhou o EMMY em 2011, e dá for­ma­ção de ato­res em diver­sas esco­las e workshops. É coo­pe­ra­dora e vogal da GDA . É vice-pre­si­dente da Aca­de­mia Por­tu­guesa de Cinema desde 2014, onde pro­duz anu­al­mente a par­ti­ci­pa­ção por­tu­guesa no EFA YOUNGAUDIENCE AWARD

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    David Santos

    DAVID SANTOSCOMPOSITOR/​MÚSICO

    Noi­serv, a quem já cha­ma­ram ​o homem-orques­tra” ou ​banda de um homem só”, tem um per­curso mar­cado pela com­po­si­ção e inter­pre­ta­ção musi­cal de temas que via­jam entre a memó­ria, sonho e a rea­li­dade. Conta com o bem suce­dido disco de estreia ​One Hun­dred Miles from Though­tles­s­ness” em 2008, o EPA Day in the Day of the Days” em 2010 e em Outu­bro de 2013 edi­tou ​Almost Visi­ble Orches­tra”, dis­tin­guido em 2014 como ​Melhor Disco de 2013“pela Soci­e­dade Por­tu­guesa de Auto­res. Em 2016 edi­tou o seu disco mais recente de nome “00:00:00:00”. Com mais de 500 con­cer­tos em Por­tu­gal e no estran­geiro, inte­gra uma série de outras cola­bo­ra­ções musi­cais, nome­a­da­mente como os You Can’t win Char­lie Brown, dos quais é mem­bro fun­da­dor. Con­tri­bui tam­bém para o pano­rama do cinema e tea­tro naci­o­nal, a des­ta­car as cola­bo­ra­ções em tea­tro com Marco Mar­tins, Nuno M. Car­doso e Rui Horta, e em cinema com Miguel Gon­çal­ves Men­des e Paulo Branco, entre outros.

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    Jerónimo Rocha

    JERÓNIMO ROCHAREALIZADOR/​PRODUTOR

    Jeró­nimo Rocha nas­ceu no Porto em 81e desde miúdo, por não gos­tar de jogar fute­bol, arqui­teta estó­rias com quem o qui­ser acom­pa­nhar. Tra­ba­lha em Lis­boa na pro­du­tora de fil­mes TAKE IT EASYdesde 2005, onde rea­liza e dirige o labo­ra­tó­rio cri­a­tivo EASYLAB. Com mais de uma dezena de cur­tas metra­gens – entre as quais Breu (2010), Les Pay­sa­ges (2012), Dédalo (2013), Maca­bre (2015), Arcana (2015) – sele­ci­o­na­das e pre­mi­a­das nos mais diver­sos fes­ti­vais do pano­rama naci­o­nal e inter­na­ci­o­nal (Motelx, Cina­nima, Indie Lis­boa, Annecy, Gua­da­la­jara, Mor­bido, PiFan, Leeds, TIFF, entre outros), Jeró­nimo tem um par­ti­cu­lar fas­cí­nio pelo lado mais obs­curo daquilo que nos rodeia. Foi o direc­tor de ani­ma­ção e edi­tor da série da RTP, Odis­seia (2013). É o pri­meiro por­tu­guês a rece­ber o pré­mio Bri­ga­doon no Fes­ti­val Inter­na­ci­o­nal de Cinema de Sitges

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    Sara Barros Leitão

    SARA BARROS LEITÃOATRIZ

    Sara Bar­ros Lei­tão, nas­ceu no Porto em 1990 e for­mou-se em Inter­pre­ta­ção pela Aca­de­mia Con­tem­po­râ­nea do Espe­tá­culo. Tra­ba­lha regu­lar­mente em Tele­vi­são, e o seu tra­ba­lho na mini-série ​Mulhe­res de Abril” valeu-lhe, em 2014, a nome­a­ção para Melhor Atriz Secun­dá­ria nos Pré­mios Áquila e Pré­mios Fan­tas­tic Televisão.

O der­ra­deiro júri é o Público. A ele caberá a deci­são de esco­lher o melhor filme da Selec­ção Cami­nhos. Faça parte da deci­são do Pré­mio do PúblicoChama Ama­rela’ e venha conhe­cer todo o cinema por­tu­guês”.

 

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Call for Papers – IV Simpósio Internacional Fusões no Cinema

Está aberta a chamada de artigos para a O IV edição do Simpósio Internacional Fusões no Cinema irá decorrer de entre 17, 18 e 20 de novembro de 2017, em São João da Madeira. Esta 4.ª edição do Simpósio será co-organizada pelos Caminhos Film Festival e pela Unidade Móvel de Investigação em Estudos do Local (ELO) da Universidade Aberta, sendo que todas as propostas passarão por um processo de revisão por pares, realizado sob a forma de análise cega (blind-review), de modo a garantir a isenção e imparcialidade da avaliação. Os trabalhos submetidos e aceites para comunicação serão, posteriormente, publicados nas atas do simpósio em formato eletrónico.  Os melhores trabalhos serão publicados na Revista de Linguagem do Cinema e do Audiovisual do Latec-UFRJ. O prazo para a recepção de propostas de comunicações decorre até 15 de outubro.

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Cinemalogia em Pós-Produção

O Curso de Cinema – Cinemalogia – concluiu a sempre atribulada etapa de produção da curta-metragem que foi proposta pelos seus formandos. De 8 a 11 de abril, os formandos tiveram a oportunidade de colocar em prática os conhecimentos adquiridos nos módulos anteriores. Apresenta-se-lhes agora uma das etapas terminais do percurso de manufactura de um flme: a pós-produção. Logo após a rodagem da curta-metragem, intitulada “A Costureirinha”, chega agora a difícil missão de reunir todos os materiais produzidos durante as filmagens. A produção de uma obra cinematográfica não é possível sem parcerias, pelo que vimos deste meio agradecer todo o apoio demonstrado pela nossa cidade de Coimbra, formandos, formadores e às nossas atrizes, que possibilitaram mais uma produção cinematográfica na Lusa Atenas.

O conjunto de módulos formativos correspondentes à pós-produção cinematográfica inicia-se com a coordenação de João Braz em dose dupla nos módulos de Montagem de áudio e imagem, nos dias 22, 23, 29 e 30 de abril. João Braz é uma das principais referências nacionais na montagem cinematográfica com um vasto currículo em montagens de longas-metragens, documentários, assim como séries de ficção e publicidade, tais como “Os Maias”, ”Alice”, “Noite Escura”, “Sangue do meu Sangue”, “Linha Vermelha” e “Os filhos do Rock”. Nestes módulos, levar-se-á aos formandos os aspetos basilares da montagem de uma obra cinematográfica, insinando-lhes todo o processo de montagem de um filme, que por norma é invisível aos olhos do espetador.

Seguidamente a estes módulos, a formação terá como próximos módulos o de Edição de Som, a 6 e 7 de maio, com José Cardoso, e o módulo de Colour Grading, a 13 e 14 de maio, com o reconhecido Director de Fotografia Pedro Azevedo.

Conheça o restante programa do curso em www.caminhos.info/cinemalogia.
As inscrições ainda se encontram abertas e podem ser feitas em http://caminhos.info/cinemalogia/cinemalogia-inscricao

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Como acontece a rodagem de uma curta?

Chegados a Março, os formandos do curso de cinema “cinemalogia” vêem chegar a hora da verdade e têm de colocar em prática os seus conhecimentos. É a etapa fulcral onde a pré-produção se encontra com a produção efectiva da obra fílmica, sendo necessário responder a todas as necessidades estéticas e artísticas, sem menosprezar as condições técnicas e logísticas, possíveis de atingir num de âmbito formativo, atendendo à especificidade do guião desenvolvido pelos alunos.

Pintando as personagens além do guião

Aproximamos-nos cada vez mais da derradeira etapa de materialização do argumento de “A Costureirinha” num filme. Antes de entrarmos em rodagem desta curta metragem, produzida no âmbito da XIX Semana Cultural da Universidade de Coimbra, ainda há um largo campo de trabalho por definir. A 25 de fevereiro recebemos a visita de Helena Batista, sócia-gerente da Sincolour – Caracterização e Maquilhagem, Lda. Helena iniciou a sua carreira na caracterização e maquilhagem na área cinematográfica e audiovisual em 1989, tendo sido co-premiada em 2014 nos Caminhos do Cinema Português pelo seu trabalho em “Frágil Som do Meu Motor”. Ao longo da sua carreira colaborou com realizadores como Manoel de Oliveira, Teresa Villaverde, Valeria Sarmiento, Chano Piñero ou Jerónimo Rocha.

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