Terra Franca na competição internacional do Cinéma do Réel

TERRA FRANCA, com pro­du­ção da Uma Pedra no Sapa­to, é a pri­mei­ra lon­ga-metra­gem da rea­li­za­do­ra por­tu­gue­sa Leo­nor Teles. A obra retra­ta a vida de Alber­ti­no Lobo, pes­ca­dor de uma anti­ga comu­ni­da­de pis­ca­tó­ria à bei­ra Tejo, atra­ves­san­do as qua­tro esta­ções que reno­vam o ciclo da natu­re­za e acom­pa­nham as con­tin­gên­ci­as da vida des­te pes­ca­dor.

Festival Europeu de Documentário Científico

Ao todo serão exi­bi­dos 41 fil­mes, que reve­lam des­de as mais recen­tes des­co­ber­tas no mun­do ani­mal e medi­ci­nal, pas­san­do pelas últi­mas mis­sões espa­ci­ais e até inves­ti­ga­ções ciber­né­ti­cas. Todas as sec­ções do fes­ti­val são com­pe­ti­ti­vas, divi­din­do-se em oito cate­go­ri­as: Ambi­en­te, Ano da Físi­ca, Docu­men­tá­rio, Inves­ti­ga­ção Médi­ca, Mulhe­res na Ciên­cia, Novos Media ? Não Inte­ra­ti­vo, Pro­gra­mas de TV Gene­ra­lis­tas, TV Dra­ma e Docu­dra­ma.

Curso de Cinema Documental – Cinemalogia 8

O Cine­ma tem o poder de docu­men­tar. Docu­men­tar o real, o fic­tí­cio, o cru­zar de mun­dos e uni­ver­sos dis­tin­tos que sob a batu­ta do rea­li­za­dor nos imer­gem nou­tras pers­pec­ti­vas e expe­ri­ên­ci­as. Pode dizer-se que o cine­ma come­çou assim, pela via docu­men­tal. Nos pri­mór­di­os des­ta séti­ma arte cons­ta­ta­mos que os fil­mes pro­du­zi­dos pelos irmãos Lumiè­re, bem como  de Auré­lio Paz dos Reis, sur­gi­dos no tér­mi­no do Séc. XIX, e que repor­ta­vam situ­a­ções do quo­ti­di­a­no. “L’Arrivée d’un Train à la Cio­tat”, a “Che­ga­da de um com­boio ame­ri­ca­no a Cadou­ços”, “La Sor­tie Des Usi­nes Lumiè­re” ou “Saí­da do Pes­so­al Ope­rá­rio da Fábri­ca Con­fi­an­ça” seri­am naque­la altu­ra ima­gens tão revo­lu­ci­o­ná­ri­as quan­to o são hoje. Se então era pos­sí­vel via­jar no tem­po e rever aque­le momen­to para sem­pre fixo na pelí­cu­la vezes sem con­ta, hoje é lhes con­fe­rin­do um carác­ter antro­po­ló­gi­co, mas aci­ma de tudo mági­co trans­pon­do as bar­rei­ras do tem­po e do espa­ço, per­mi­tin­do-nos obser­var num glimp­se as soci­e­da­des de então.

Actu­al­men­te o docu­men­tá­rio assu­me um papel impor­tan­te numa soci­e­da­de pro­fun­da­men­te digi­ta­li­za­da que vive numa era de mudan­ças tec­nos­so­ci­ais ace­la­ra­das à esca­la glo­bal. A par­ti­lha e pro­du­ção de infor­ma­ção ocor­re a um rit­mo fre­né­ti­co uti­li­zan­do os mais diver­sos media. Docu­men­ta-se o real e o irre­al. Se na fic­ção se indu­zem ele­men­tos do real, na rea­li­da­de são intro­du­zi­dos ele­men­tos da fic­ção. As fron­tei­ras entre a esfe­ra pri­va­da e públi­ca esba­tem-se e con­fun­dem-se. Não é algo que o cine­ma não o tives­se pre­vis­to. Belar­mi­no tam­bém cor­ria na pelí­cu­la atrás dos seus com­ba­tes, enquan­to Leo­nard Zelig ape­nas dese­ja­va encon­trar o seu lugar na soci­e­da­de e ser ama­do. Não se deve dedu­zir que o docu­men­tá­rio repre­sen­te a rea­li­da­de «tal como ela é». Assim como o cine­ma de fic­ção, o docu­men­tá­rio é uma repre­sen­ta­ção par­ci­al e sub­je­ti­va da rea­li­da­de. Nes­te con­tex­to, é per­ti­nen­te olhar para o cine­ma como uma fer­ra­men­ta de regis­to e de expres­são.

Nes­ta oita­va edi­ção do Cur­so de Cine­ma – Cine­ma­lo­gia os Cami­nhos do Cine­ma Por­tu­guês pro­cu­ra­ram reno­var o seu pro­jec­to peda­gó­gi­co e explo­rar das fron­tei­ras entre o real e a fic­ção, entre o cine­ma docu­men­tal e o fic­ci­o­nal, isto é o cine­ma de docu­fic­ção. Os objec­ti­vos gerais do pro­jec­to vão para além da for­ma­ção de estu­dan­tes. Pre­ten­de-se, de for­ma simi­lar às edi­ções ante­ri­o­res, que o cur­so seja capaz de pro­du­zir uma obra fíl­mi­ca cuja qua­li­da­de lhe per­mi­ta a par­ti­ci­pa­ção em even­tos cine­ma­to­grá­fi­cos de rele­vo con­tri­buin­do para o enri­que­ci­men­to cur­ri­cu­lar e pro­fis­si­o­nal dos for­man­dos. Em cen­to e ses­sen­ta horas o cur­so pro­põe tre­ze módu­los essen­ci­ais para a com­pre­en­são do diá­lo­go cine­ma­to­grá­fi­co docu­men­tal.

As ins­cri­ções decor­rem em www.caminhos.info/cinemalogia com uma cam­pa­nha pro­mo­ci­o­nal até 1 de Mar­ço.

Cur­so Com­pleto Cam­pa­nha Pro­mo­ci­o­nal — até 1 de Mar­ço de 2018
Estu­dan­te — 400€ 300€
Públi­co Geral — 550€ 450€

O con­teú­do Cur­so de Cine­ma Docu­men­tal – Cine­ma­lo­gia 8 apa­re­ce pri­mei­ro em Cami­nhos Film Fes­ti­val.

Bolsas seniores para contratação de atores

As bol­sas, que pre­ten­dem pro­mo­ver o enve­lhe­ci­men­to ati­vo de atri­zes e de ato­res e aumen­tar os ren­di­men­tos dos que têm menos recur­so, des­ti­nam-se a artis­tas com mais de 65 anos, que não aufe­rem ren­di­men­tos men­sais supe­ri­o­res a 1,5 salá­ri­os míni­mos e que não rece­be­ram outros ren­di­men­tos do cine­ma ou da tele­vi­são nos 12 meses ante­ri­o­res.