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(Per)Curso ‘da Ideia ao Filme’

O desejo de criar deve estar sempre associado a uma estrutura de conhecimentos basilares, essenciais para a edificação de qualquer obra cinematográfica. A falta de referentes, a falta da história que se quer marcar, leva a problemas de índole artística com destaque para a originalidade. Ser original na área do cinema é querer pautar a história da arte com a novidade (e não apenas a continuidade) e para isso torna-se essencial uma concepção geral daquilo que já foi feito, das regras criadas comumente pelos outros para que hoje as possamos quebrar se assim o desejarmos.
O curso “Cinemalogia 6” é responsável pela instrução de alunos na área do cinema, sendo aberto a qualquer interessado ou ambicioso cinematográfico. Uma oportunidade de aprender fazendo, com as principais caras contemporâneas do cinema nacional.

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Ciclo “Fusões no Cinema”

 

O Ciclo “Fusões no Cinema” retoma a programação num conjunto de temáticas que apresentam várias fusões artísticas, culturais e sociais na imagem em movimento. Com especial destaque para obras cinematográficas nacionais e este mês, à música, percorremos por entre tradições, rock conimbricense e viagens pelas estradas portuguesas, perspectivas e mundos de alguns artistas nacionais que procuram o seu rumo.

O ciclo começa já hoje e irá prolongar-se até dia 15 de Dezembro no Mini- Auditório Salgado Zenha na Associação Académica de Coimbra com sessões às Terças e Quintas.

Entrada é gratuita.

 

6 de Dezembro

Terça-Feira

18h30

Carrotrope de Paulo d’Alva

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Carrotrope é um novo brinquedo óptico. Aglutina o carrossel e o thraumatrope, dois objectos que representam os movimentos cíclicos da vida. Entretanto, um homem bebe e o tempo passa ao ritmo dos 24 frames por segundo.

 

 

 

A Glória de Fazer Cinema em Portugal  de Manuel Mozos

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A 18 de Setembro de 1929, José Régio escreveu uma carta a Alberto Serpa onde manifestou a vontade de fundar uma produtora para começar a fazer cinema. Para isso, pediu-lhe que contactasse um amigo seu, que teria uma câmara de filmar.

 

 

 

Outubro Acabou de Karen Akerman e Miguel Seabra Lopes

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“Outubro Acabou” é um filme resgatado: a infância que pega no cinema pelas suas mãos para nos devolver as suas origens.

 

 

 

 

22h00

Os Filhos do Tédio  de Rodrigo Fernandes e Rita Alcaire

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A atitude é um pormenor que faz a diferença. Eis o tempo de falar sobre outro lado de Coimbra, cidade universitária portuguesa.

 

 

 

 

 

8 de Dezembro

Quinta-Feira

18h30

Embargo de António Ferreiraembargo

A partir da obra homónima de José Saramago

Nuno é um homem que trabalha numa roulotte de bifanas, mas que inventou uma máquina que promete revolucionar a indústria do calçado – um digitalizador de pés. No meio de um embargo petrolífero e deparando-se com uma estranha dificuldade, Nuno tenta obstinadamente vender a máquina, obcecado por um sucesso que o fará descurar algumas das coisas essenciais da sua vida. Quando Nuno fica estranhamente enclausurado no seu próprio carro e perde uma oportunidade única de finalmente produzir o seu invento, vê subitamente a sua vida embargada…

22h00

The Last Analogue Tree de  Jorge Pelicano

last-analogue-treeUma árvore, última árvore. Ambas em analógico.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pára-me de Repente o Pensamento de Jorge Pelicano

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Cafezinho, cigarrinho. Moedinha, outro cafezinho. Utentes vagueiam pelos corredores. Circulam sós. Esperam. Mais uma passa, um cigarro que morre em beata. Terapias que apelam aos sentidos. Rotinas que os puxam para a realidade.

13 de Dezembro

Terça-Feira

18h30

Rosso Papavero de Martin Smatana

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Uma vez sob um céu estrelado, um pequeno rapaz com a cabeça cheia de fantasia é testemunha dum desempenho de circo de sonho.

 

 

 

 

 

LUX de Bernardo Lopes

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Pedro, um escritor solitário, resolve embarcar num desnorteio imaginário para conseguir chegar à ideia para o seu novo romance.

 

 

 

 

 

 

 

A Casa Azul  de Cláudia Clemente

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Tu não és dono da casa. Passas através dela pelo tempo que te toca viver. A casa permanecerá, mesmo quando de ti nada restar senão cinzas e pó. Tu não és importante, só a casa importa.

 

 

 

 

Quarto em Lisboa de Francisco Carvalho

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Maria sempre viveu sozinha. Um dia vê-se obrigada a arrendar o seu próprio quarto a Joana, uma estudante que vem viver para Lisboa.

 

 

 

 

 

22h00

Porque não sou o Giacometti do Séc. XXI de Tiago Pereira

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Desde 2011 que gravo de forma frenética e comprometida enquanto autor, manifestações musicais e coreográficas de vários géneros, perdidas nos montes e nos vales, nas cidades e nas aldeias pelo país todo, continental e insular.

 

 

15 de Dezembro

Quinta-Feira

18h30

Pov Inventod – Ecos Di Cap Verd de Juan Mesenguer Navarro

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Em 1984, um grupo de jovens cabo-verdianos, influenciados pelo espírito do festival de Woodstock, decidiram criar o festival “Baia das Gatas” na ilha de San Vicente, Cabo Verde. Não podiam imaginar que 30 anos depois este festival seria uma referência para a ilha e um dos mais importantes eventos anuais do país.

 

 

22h00

Auto Rádio de Gonçalo Pôla

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Verão de 2015. Quatro amigos partem na mais longa digressão de datas consecutivas de que há memória na história da música portuguesa. 5670 kms a bordo de uma carrinha Volkswagen Golf de 1996. Benjamim viajou do coreto de Alvito até à Gafanha da Nazaré, com etapa especial no Festival Bons Sons, na aldeia de Cem Soldos. A acompanhá-lo na estrada, António Vasconcelos Dias, músico da banda, Manuel San Payo, técnico de som e Gonçalo Pôla, realizador-documentarista.

Premiados 22ª edição

Os vencedores da XXII edição dos Caminhos Film Festival, já foram anunciados e os filmes Zeus de Paulo Filipe Monteiro e Cartas de Guerra de Ivo M. Ferreira são os que arrecadam mais prémios. O Grande Prémio do Festival Portugal Sou Eu, foi atribuído a Chatear-me ia morrer tão joveeem…, de Filipe Abranches. A cerimónia de entrega de prémios aconteceu no dia 26 de novembro às 21h45 no Teatro Académico de Gil Vicente.
O júri da Selecção Caminhos, constituído por Rita Salema, Paulo Peralta, João Tordo, Luís Gaspar, Teresa Tavares e Margarida Leitão já decidiram por unanimidade os vencedores da principal secção do festival. O Grande Prémio do Festival, Portugal Sou Eu, foi atribuído a Filipe Abranches por Chatear-me-ia Morrer tão Joveeeeeeem…que o júri premiou pela actualidade e pertinência do tema e originalidade do traço do seu autor.

O filme Cartas de Guerra recebeu o galardão de Melhor Longa-Metragem pela recriação poética, literária e humana do avassalador passado colonial português, o Melhor Argumento Adaptado para Ivo Ferreira e Edgar Medina, pela corajosa interpretação do universo pessoal de um dos maiores escritores portugueses. O filme foi ainda premiado com prémio Melhor Som (Tiago Matos e Ricardo Leal), pela complexidade das texturas na recriação de um ambiente de guerra na África Portuguesa, a Melhor Montagem (Sandro Aguillar), pelo minucioso trabalho de coerência e construção narrativa e ainda o galardão para Melhor Fotografia para João Ribeiro pela poderosa criação de uma identidade visual de Portugal e das colónias durante a Guerra do Ultramar.

Já o filme ZEUS arrecadou 4 galardões nas categorias de Melhor Actor atribuído a Sinde Filipe pelo compromisso e seriedade na interpretação de uma importante personalidade da História de Portugal e Melhor Actor Secundário a Miguel Cunha pela complexa e inteligente composição com que desempenha um retrato fidedigno a uma época. O filme recebeu ainda os prémios para Melhor Caracterização, Sara Menitra, pela qualidade de reconstituição do estilo de uma época, e Melhor Guarda-Roupa para Sílvia Grabowski pelo rigor, a qualidade e a criatividade do guarda-roupa.

O Filme Refrigerantes e Canções de Amor arrecadou os prémios para Melhor Banda Sonora Original de Filipe Raposo, pela simbiose entre a música original e as canções que marcaram uma época e geração em Portugal e Melhor Direcção Artística de Artur Pinheiro pela construção de um divertido imaginário visual que dá cor à realidade.

A lista de galardões da Selecção Caminhos fica completa, com os prémios para Melhor Realizador, atribuído a Rita Azevedo Gomes por Correspondência, pela originalidade da abordagem ao universo da poesia portuguesa. O Melhor Argumento Original, para João Nicolau e Mariana Ricardo por John From, pelo potencial onírico e imaginário descoberto a partir do quotidiano. O Melhor Actriz, para Ana Padrão pelo seu desempenho no filme Campo de Víboras, pela composição intensa e brutal de uma mulher em situação limite. Melhor Actriz Secundária para Elizabete Piecho por O Pecado de Quem nos Ama, pelo retrato pungente, inesperado e transformador de uma mulher numa ruralidade opressiva. O Prémio Revelação atribuído a Leonor Teles por A Balada do Batráquio, pela coragem, aparente leveza e rebeldia com que aborda um dostemas mais preocupantes da actualidade. Melhor Animação para José Miguel Ribeiro por Estilhaços, memória das marcas profundas que são transmitidas geracionalmente.

O prémio Melhor Documentário para Rui Eduardo Abreu, Thierry Besseling e Loïc Tanson por Eldorado, uma viagem crua e despojada pela realidade da emigração e da saudade. Melhor Curta-Metragem foi para Cristele Alves Meira por Campo de Víboras, pela genialidade da abordagem ao universo rude dos inadaptados. Por fim, a Menção Honrosa Curta-Metragem, que foi atribuída a Menina de Simão Cayatte pela originalidade do ponto de vista e a surpreendente construção narrativa.

O Prémio do Público ‘Chama Amarela’ foi atribuído a ‘Refrigerantes e Canções de Amor’ de Luís Galvão Teles.

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SOBRE OLIVEIRA & BOTELHO

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Manoel de Oliveira tem sido considerado pelos seus pares como um dos grandes Mestres do cinema. Aos seus 73, como jeito de registo cinematográfico da dor, memoriza a sua casa, o abandono do material e a perda da estabilidade para um novo ponto de partida existencial. Apesar de parecer algo totalmente nefasto se olhado superficialmente, representou um marco na sua carreira, a influência da busca pelo real que pode ser ficcionado, a referência e amor pela arte de forma transversal (não são raras as referências a Agustina, por exemplo) expressa pela película. Continuar a lerSOBRE OLIVEIRA & BOTELHO

Cerimónia de Encerramento

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Os Caminhos estendem a passadeira vermelha no dia 26 pelas 21h45 no TAGV para conhecer os grandes vencedores da seleção caminhos e da seleção ensaios. Esta última sessão é o culminar de 8 dias de festival, onde o público fica a conhecer oficialmente todos os vencedores das mais diversas categorias apreciadas pelos diversos grupos de jurados desta edição. Continuar a lerCerimónia de Encerramento