Arquivo da Categoria: Notícias

Comboio de Sal e Açúcar” de Licínio Azevedo

Com­boio de Sal e Açú­car é um wes­tern afri­ca­no que che­ga às salas por­tu­gue­sas a 28 de setem­bro. Roda­do em Moçam­bi­que numa co-pro­du­ção inter­na­ci­o­nal lide­ra­da por Por­tu­gal, o fil­me já pas­sou por mais de 20 fes­ti­vais, ten­do estre­a­do em Locar­no e arre­ca­da­do pré­mi­os em Joa­nes­bur­go e Cai­ro, nas cate­go­ri­as de Melhor Fil­me e Melhor Rea­li­za­dor. Vai estre­ar ain­da este ano nos Esta­dos Uni­dos, Suí­ça e Fran­ça. É exi­bi­do no Mini-Audi­tó­rio Sal­ga­do Zenha no pró­xi­mo dia 12 de Outu­bro às 22:00. A entra­da é livre.

Um Wes­tern Afri­ca­no

Um com­boio. 400 qui­ló­me­tros em linhas sabo­ta­das. Dois capi­tães lutam pelo amor de Rosa. Entre fei­ti­ça­ria e ata­ques cons­tan­tes, um com­boio com cen­te­nas de pes­so­as é obri­ga­do a inú­me­ras para­gens até che­gar ao seu des­ti­no. Uma via­gem que decor­re a 5km/h atra­vés de luxu­ri­an­tes pai­sa­gens afri­ca­nas, onde o peri­go esprei­ta antes da pró­xi­ma esta­ção.

Introdução Histórica

1964, em Moçam­bi­que, então uma coló­nia por­tu­gue­sa, as for­ças da guer­ri­lha da FRELIMO — Fren­te de Liber­ta­ção de Moçam­bi­que — ini­ci­am uma guer­ra pela auto­de­ter­mi­na­ção do país. Dez anos depois, a FRELIMO assu­miu o gover­no do país. O novo gover­no, sob a pre­si­dên­cia de Samo­ra Machel, esta­be­le­ceu um Esta­do uni­par­ti­dá­rio base­a­do em prin­cí­pi­os mar­xis­tas. Come­ça pou­co depois uma lon­ga guer­ra civil, sus­ten­ta­da pela Rodé­sia e pela Áfri­ca do Sul, paí­ses vizi­nhos com gover­nos de mino­ri­as bran­cas, que na altu­ra não que­ri­am que o gover­no revo­lu­ci­o­ná­rio moçam­bi­ca­no ser­vis­se de exem­plo na região. As for­ças opo­si­ci­o­nis­tas ao Gover­no inti­tu­lam-se Resis­tên­cia Naci­o­nal Moçam­bi­ca­na (RENAMO). Esta guer­ra leva o país à rui­na com a qua­se total des­trui­ção da agri­cul­tu­ra e das infra-estru­tu­ras ter­res­tres. É só no iní­cio dos anos 90 que o país ini­cia refor­mas estru­tu­rais e vol­ta a ter paz. Actu­al­men­te, Moçam­bi­que vol­ta a ser asso­la­do pela vio­lên­cia, ten­do havi­do vári­os con­fron­tos arma­dos no cen­tro e no nor­te do país.

Esti­ve em Lichin­ga, capi­tal da Pro­vín­cia do Nias­sa, últi­mo pon­to onde os com­boi­os para­vam antes da fron­tei­ra com o Malawi, seu des­ti­no final.

A cida­de esta­va iso­la­da do res­to do país por via rodo­viá­ria. A che­ga­da dos com­boi­os era cada vez mais espa­ça­da e uma enor­me mul­ti­dão reu­nia-se na esta­ção para os rece­ber.

Tive a opor­tu­ni­da­de de ver uma des­sas che­ga­das e o esta­do ter­rí­vel daque­les que desem­bar­ca­vam, sema­nas depois do iní­cio da via­gem em que arris­ca­vam as suas vidas.

— Licí­nio Aze­ve­do

ENTREVISTA COM LICÍNIO AZEVEDO

O Com­boio de Sal e Açú­car exis­tiu real­men­te?

Duran­te a guer­ra civil em Moçam­bi­que, que aca­bou em ‘92, eu ouvia mui­tas his­tó­ri­as sobre este com­boio, no nor­te do país, his­tó­ri­as mara­vi­lho­sas. Não havia nada no país, nem mes­mo açú­car para o chá, sen­do que antes Moçam­bi­que era um gran­de pro­du­tor de açú­car. Nes­sa épo­ca, che­ga­vas a um café, pedi­as um chá, e dizi­am-te: “Há chá… Mas não há açú­car.” Então as mulhe­res, no nor­te do país, des­co­bri­ram uma manei­ra astu­ta para sus­ten­tar as suas famí­li­as. Com­pra­vam sal no lito­ral moçam­bi­ca­no e depois via­ja­vam 700 km até ao Malawi, no inte­ri­or do con­ti­nen­te. Uma via­gem que hoje leva menos de um dia, na épo­ca podia levar até três meses. Leva­vam sal para ven­der no Malawi e com o resul­ta­do com­pra­vam açú­car, depois regres­sa­vam e ven­di­am o açú­car, e com isso sus­ten­ta­vam a famí­lia por vári­os meses. Depois, toca de via­jar outra vez.

Este com­boio leva­va pas­sa­gei­ros?

Duran­te a guer­ra não era supos­to, mas as pes­so­as via­ja­vam volun­ta­ri­a­men­te, sem pagar bilhe­te, em vagões aber­tos, com uma anti­aé­rea e com uma escol­ta mili­tar. Era um com­boio que par­tia uma vez de três em três meses, quan­do as con­di­ções per­mi­ti­am. Depois há uma par­te de fic­ção, a exis­tên­cia de um bar­co de pes­ca gigan­te…

Se a acção se pas­sa no nor­te do país, por­que não fil­mar lá?

O nor­te do país está total­men­te modi­fi­ca­do, moder­ni­za­do e, actu­al­men­te, em guer­ra. Por isso optá­mos pelo sul de Moçam­bi­que, onde as linhas fér­re­as e esta­ções ain­da cor­res­pon­dem ao perío­do da his­tó­ria, tal como as loco­mo­ti­vas que nelas cir­cu

lam… Fil­má­mos na linha que vai de Mapu­to para a Sua­zi­lân­dia e para a Áfri­ca do Sul mas tive­mos um gran­de tra­ba­lho de deco­ra­ção para dar outros tons às esta­ções tal como recu­pe­rar as máqui­nas e vagões de escol­ta que já esta­vam desac­ti­va­dos.

Por­que não fizes­te um docu­men­tá­rio?

Na épo­ca ain­da ten­tei mas os pro­du­to­res dizi­am “Você é malu­co! Quem é que vai colo­car dinhei­ro para equi­pa­men­to e tudo mais, para fazer uma via­gem de três meses? Ain­da mor­rem, e depois não há fil­me.” Logo que a guer­ra aca­bou, a pri­mei­ra coi­sa que fiz foi apa­nhar esse com­boio. Fiz a via­gem vári­as vezes, entre­vis­tan­do os tra­ba­lha­do­res dos Cami­nhos-de-Fer­ro, as mulhe­res que tro­ca­vam o sal pelo açú­car, os mili­ta­res… E escre­vi um livro — Com­boio de Sal e Açú­car. Para mim, tudo o que não é fei­to no momen­to, em cine­ma, dei­xa de ser docu­men­tá­rio. Não gos­to de fazer docu­men­tá­ri­os sobre o pas­sa­do, gos­to de fazer sobre o que está a acon­te­cer. Para mim, tudo o que já acon­te­ceu, pas­sa a ser fic­ção.

O teu livro come­ça com uma fra­se: “Aque­les que nos ata­ca­vam eram ter­rí­veis, mas aque­les que nos pro­te­gi­am por vezes eram pio­res”. Qual é o sig­ni­fi­ca­do sim­bó­li­co do com­boio?

É como um micro­cos­mos onde coe­xis­tem muçul­ma­nos, cris­tãos e ani­mis­tas, numa atmos­fe­ra de trai­ções, ata­ques e mor­te, mas tam­bém de espe­ran­ça reno­va­da. “Quan­do o sol nas­ce todas as espe­ran­ças se reno­vam”, já dizia o meu velho Hemingway. E assim se vai man­ten­do o equi­lí­brio, por­que den­tro do com­boio todos os pas­sa­gei­ros arris­cam as suas vidas. Duran­te a guer­ra temos ten­dên­cia a dife­ren­ci­ar os bons dos maus, mas isso nem sem­pre é fácil. Aque­les que ata­cam o com­boio são ter­rí­veis mas por vezes, aque­les que o deve­ri­am pro­te­ger, são mui­to pio­res. No fil­me a Rosa tes­te­mu­nha a dura rea­li­da­de da guer­ra e por isso ouvi­mo-la dizer essa fra­se…

Estes per­so­na­gens são reais?

Alguns são leve­men­te base­a­dos em per­so­na­gens reais, outros são com­ple­ta­men­te fic­ci­o­nais, como o per­so­na­gem prin­ci­pal, Tai­ar. Nes­te fil­me há três gru­pos de per­so­na­gens: os mili­ta­res que pro­te­gem e con­tro­lam o com­boio, entre os quais há os bons e os maus; os tra­ba­lha­do­res dos cami­nhos-de-fer­ro que per­mi­tem que o com­boio siga o seu cami­nho e que são a intel­li­gent­sia; e os civis, sobre­tu­do mulhe­res, que via­jam e que repre­sen­tam a luta huma­na mais bási­ca: a sobre­vi­vên­cia.

Como defi­nes a rela­ção entre Tai­ar e Salo­mão?

O Tai­ar é um tenen­te com uma men­ta­li­da­de moder­na, cien­tí­fi­ca, que estu­dou numa aca­de­mia mili­tar na Ucrâ­nia, ex-União Sovié­ti­ca e que tem um pen­sa­men­to dife­ren­te por ser jovem, tenen­te e ter rece­bi­do for­ma­ção fora do país. O seu anta­go­nis­ta é o alfe­res Salo­mão que ganhou a sua paten­te na guer­ra. É um gran­de com­ba­ten­te mas tem uma visão mais fecha­da. Sen­te-se dono do mun­do, dono das mulhe­res, do com­boio…

Exis­te um lado mági­co nes­ta guer­ra?

Exis­te na guer­ra como exis­te na pró­pria vida quo­ti­di­a­na dos moçam­bi­ca­nos. Não diria exac­ta­men­te magia mas uma rela­ção com os ante­pas­sa­dos, com os espí­ri­tos…. Em Moçam­bi­que, duran­te a guer­ra civil, hou­ve uma ter­cei­ra for­ça arma­da, que esta­va ao lado do gover­no da FRELIMO, que eram os Napa­ra­mas, um exér­ci­to de homens à pro­va de balas, invul­ne­rá­veis, que luta­vam nus e usa­vam armas tra­di­ci­o­nais, arco e fle­cha, cata­nas, não usa­vam armas de fogo. Bas­ta­va que o ini­mi­go sou­bes­se da apro­xi­ma­ção dos Napa­ra­mas e reti­ra­va. Até que um dia mata­ram Manu­el Antó­nio, o coman­dan­te dos Napa­ra­mas, com 150 tiros. E aí dis­se­ram: “Viram, não é à pro­va de bala.” Mas logo apa­re­ceu uma jus­ti­fi­ca­ção: o ini­mi­go havia envi­a­do uma fei­ti­cei­ra, uma mulher lin­dís­si­ma, que o sedu­ziu, levan­do-o a fazer amor com ela antes de com­ba­ter. Eles tinham de cum­prir um ritu­al, não podi­am comer comi­da com sal duran­te três dias antes de ir para com­ba­te, e não podi­am fazer amor. Ele fez amor e por isso foi mor­to. Esta foi a expli­ca­ção dada pela popu­la­ção. A magia faz assim par­te da vida quo­ti­di­a­na, e em Áfri­ca, não há guer­ra sem magia.

E algum per­so­na­gem encar­na essa magia?

Sete Manei­ras, o coman­dan­te res­pon­sá­vel pela pro­tec­ção do com­boio, é um fei­ti­cei­ro à pro­va de bala que na sua juven­tu­de teve a ini­ci­a­ção tra­di­ci­o­nal dos makon­des no nor­te de Moçam­bi­que. Para ser adul­to tem que se matar um leão com arco e fle­cha. Sete Manei­ras, como pas­sou por essa ini­ci­a­ção, con­se­gue falar com os pás­sa­ros, trans­for­man­do-se mes­mo num para fazer reco­nhe­ci­men­to. Já o coman­dan­te ini­mi­go, Xipo­co (“fan­tas­ma” em lín­gua xan­ga­na), tam­bém se trans­for­ma em maca­co para fazer o mes­mo.

Como foi rodar todos os dias com 13 vagões?

Fan­tás­ti­co e infer­nal. Impos­sí­vel sem o apoio incon­di­ci­o­nal dos Cami­nhos de Fer­ro de Moçam­bi­que. Duran­te a roda­gem, o enge­nhei­ro de som fez um tra­ba­lho extra­or­di­ná­rio com ele, com os sons das rodas a ran­ger, da loco­mo­ti­va a tra­ba­lhar… Naque­le tem­po nun­ca podi­am des­li­gar o motor da loco­mo­ti­va, por­que depois podia não pegar, então trans­por­tá­mos essa rea­li­da­de para o fil­me. O som do com­boio é um som per­ma­nen­te, uma ban­da sono­ra fun­da­men­tal que foi pon­tu­a­da pelo Schwal­ba­ch com ins­tru­men­tos tra­di­ci­o­nais afri­ca­nos, tam­bo­res e com a mbi­ra para pon­tu­ar as cenas de amor.

Por­que dizes que este fil­me é um wes­tern?

Eu ado­ro wes­tern, é o meu géne­ro pre­fe­ri­do, e o fil­me tem um pou­co essa estru­tu­ra. Nos fil­mes de cow­boy o ban­di­do sem­pre anda em qua­dri­lha, então Salo­mão tem os seus segui­do­res, e Tai­ar tam­bém tem os seus. É como o Zor­ro e o Ton­to, tem o Tai­ar que é o Zor­ro e tem o Ton­to que é o índio de lado, que é o adjun­to dele e que no final assu­me o papel do Tai­ar. O Ton­to pas­sa a ser o Zor­ro. Sem­pre com­pa­ro os dois com o meu wes­tern pre­fe­ri­do, Sha­ne, fil­me do Geor­ge Ste­vens, de 1951. Tam­bém há o fac­to de ter­mos roda­do nas pai­sa­gens do sul de Moçam­bi­que, que são mag­ní­fi­cas e que nes­ta épo­ca do ano cor­res­pon­dem tam­bém aos fil­mes como os de John Ford, em que o cow­boy apa­re­ce naque­la pla­ní­cie com o capim alto, ama­re­lo… e que na pós-pro­du­ção ain­da lhe con­fe­ri­mos uma tem­pe­ra­tu­ra de cor mais quen­te. É o pri­mei­ro wes­tern afri­ca­no moder­no. Quem gos­ta de fil­mes wes­tern vai-se encon­trar nes­te fil­me.

LICÍNIO AZEVEDO

Licí­nio Aze­ve­do é cine­as­ta e escri­tor moçam­bi­ca­no. Faz par­te da gera­ção de cine­as­tas for­ma­da no Ins­ti­tu­to Naci­o­nal de Cine­ma de Moçam­bi­que, nos anos que se segui­ram à Inde­pen­dên­cia, com a inter­ven­ção de dife­ren­tes rea­li­za­do­res, entre eles Ruy Guer­ra, Godard e Jean Rou­ch. Como escri­tor e como cine­as­ta, a sua obra é estrei­ta­men­te liga­da à rea­li­da­de do país e aos diver­sos momen­tos da sua con­tur­ba­da evo­lu­ção. Entre o docu­men­tá­rio e a fic­ção, Licí­nio mis­tu­ra ambos os géne­ros, ins­pi­ran­do-se sem­pre em acon­te­ci­men­tos nar­ra­ti­vos e per­so­na­gens cati­van­tes.

Filmografia Seleccionada

2016
COMBOIO DE SAL E AÇÚCAR
93’, Fic­ção

2012
VIRGEM MARGARIDA
90’, Fic­ção

2010
A ILHA DOS ESPÍRITOS
63’, Docu­men­tá­rio

2007
HÓSPEDES DA NOITE
53’, Docu­men­tá­rio

2006
O GRANDE BAZAR
56’, Fic­ção

2005
ACAMPAMENTO DE DESMINAGEM
60’, Docu­men­tá­rio

2003
MÃOS DE BARRO52’,
Docu­men­tá­rio

2002
DESOBEDIÊNCIA
92’, Ficção/Documentário

2001
A PONTE
52’, Docu­men­tá­rio

ELENCO

Tai­ar
Matam­ba Joa­quim

Rosa
Mela­nie de Vales Rafa­el

Salo­mão
Thi­a­go Jus­ti­no

Sete Manei­ras
Antó­nio Nipi­ta

Mari­a­mu
Sabi­na Fon­se­ca

Jose­fi­no
Horá­cio Gui­am­ba

Pure­za
Celes­te Baloi

Amé­lia
Her­me­lin­da Sime­la

Adri­a­no Gil
Mário Mab­jaia

Celes­te Cara­ve­la
Vic­tor Rapo­so

Omar Ima­ni
Abdil Juma

Ascên­cio
Absa­lão Nar­du­e­la

Her­cu­la­no
Tune­cas Xavi­er

Dan­ger Man
Mário Valen­te

Bai­o­ne­ta
Absa­lão Maci­el

Cani­ve­te
Car­los Nove­la

Calis­to Con­fi­an­ça
Abdul Satar

Coman­dan­te Xipo­co
Alvim Cos­sa

 

EQUIPA

Direc­tor de Foto­gra­fia
Fré­dé­ric Ser­ve

Enge­nhei­ro de Som
Phi­lip­pe Fab­bri

Sound Design & Mis­tu­ras
Matthew James
Kiko Fer­raz

Mon­ta­gem
Wil­lem Dias

Direc­ção de Arte
Andrée du Pre­ez

Figu­ri­nis­ta
Isa­bel Peres

Ban­da Sono­ra Ori­gi­nal de
Joni Schwal­ba­ch

Adap­ta­do do livro homó­ni­mo por
Luis Car­los Patra­quim

Argu­men­to de
Licí­nio Aze­ve­do
Tere­sa Perei­ra

Um fil­me de
Licí­nio Aze­ve­do

Pro­du­zi­do por
Pan­do­ra da Cunha Tel­les & Pablo Ira­o­la

Co-pro­du­zi­do por
Licí­nio Aze­ve­do , Phi­lip­pe Avril , Beto Rodri­gues, Tati­a­na Sager , Eli­as Ribei­ro & John Tren­go­ve

Ciclo “Fusões no Cinema” dedicado à Literatura

O Ciclo de Cine­ma — Fusões no Cine­ma — orga­ni­za­do pelo Cen­tro de Estu­dos Cine­ma­to­grá­fi­cos e os Cami­nhos do Cine­ma Por­tu­guês irá reto­mar na pró­xi­ma sema­na e será dedi­ca­do ago­ra à Lite­ra­tu­ra.

Come­ça quin­ta-fei­ra dia 12 de Outu­bro às 22h00 no Mini-Audi­tó­rio Sal­ga­do Zenha da AAC, com a estreia em Coim­bra do fil­me Com­boio de Sal e Açú­car de Licí­nio Aze­ve­do, rea­li­za­dor e escri­tor que adap­ta a sua pró­pria obra lite­rá­ria ao cine­ma. Depois ire­mos via­jar até à lite­ra­tu­ra fran­ce­sa com Albert Camus, autor que alguns clas­si­fi­cam como um apai­xo­na­do pela exis­tên­cia, cuja obra adap­ta­da Lon­ge dos homens tem ban­da sono­ra ori­gi­nal com­pos­ta por Nick Cave e War­ren Ellis.

O Ciclo que terá lugar todas as quin­tas-fei­ras de 12 de Outu­bro a 9 de Novem­bro, inclui­rá tam­bém obras adap­ta­das ao cine­ma de Luiz Ruf­fa­to, Fer­nan­do Pes­soa e José Sara­ma­go. Além dis­so, terá uma ses­são espe­ci­al para o dia das bru­xas, dia 31 de Outu­bro à 00h00, com A Ins­ta­la­ção do Medo de Ricar­do Lei­te e o fil­me pro­ta­go­ni­za­do por Nuno Melo, O Barão de Edgar Pêra que explo­ra a obra de Bran­qui­nho da Fon­se­ca num regis­to que res­sus­ci­ta o expres­si­o­nis­mo ale­mão dos anos 1920.

Programação

12 de Outu­bro — 22h00
Com­boio de Sal e Açú­car de Licí­nio Aze­ve­do

19 de Outu­bro — 22h00
Lon­ge dos homens de David Oelhof­fen

26 de Outu­bro — 22h00
Esti­ve em Lis­boa e Lem­brei de Você de José Baraho­na

31 de Outu­bro — 00h00
A Ins­ta­la­ção do Medo de Ricar­do Lei­te
O Barão de Edgar Pêra

 

2 de Novem­bro — 22h00
Fil­me do Desas­sos­se­go de João Bote­lho
Ses­são comen­ta­da por Manu­el Por­te­la (FLUC)

9 de Novem­bro — 22h00
Ensaio sobre a Ceguei­ra de Fer­nan­do Mei­rel­les

Entra­da Livre

A Literatura no Cinema

Vir­gí­lio Fer­rei­ra, ao con­trá­rio daqui­lo que era defen­di­do por Ing­mar Berg­man, con­si­de­ra­va que o Fil­me pode­ria ser um meio de pro­jec­ção das idei­as lite­rá­ri­as de um escri­tor. Do livro ao fil­me, pou­co se per­de quan­to ao con­cei­to que fun­da­men­ta a Obra, mudan­do ape­nas o seu for­ma­to e meio para apre­en­são do lei­tor-espec­ta­dor.

Con­si­de­ra­mos que o que une a Lite­ra­tu­ra ao Cine­ma é a par­ti­ci­pa­ção acti­va daque­le que lê e que assis­te ao fil­me. Seja trans­for­mar pala­vras em qua­dros ima­gé­ti­co-ima­gi­ná­ri­os pela men­te do lei­tor, ou a trans­for­ma­ção de ima­gem fixa em movi­men­to pelo cére­bro do espec­ta­dor, há uma neces­si­da­de pre­men­te da men­te daque­le que se sub­me­te à recep­ção da Obra.

Mais que um meio de comu­ni­ca­ção de tex­to, atra­vés do argu­men­to por exem­plo, o Fil­me que se baseia no Livro é uma opor­tu­ni­da­de de mudan­ça de pers­pec­ti­va. O que o Fil­me con­se­gue for­ne­cer, é a capa­ci­da­de de ver com olhos aber­tos a for­ma como o Rea­li­za­dor mon­tou men­tal­men­te o tex­to que leu e assim o explo­rou. Na prá­ti­ca, o que o Rea­li­za­dor faz é des­vi­ar o olhar do lei­tor con­ven­ci­o­nal, que olha para bai­xo, levan­do-o a erguer os olhos para a tela, ouvin­do e ven­do o esque­le­to nar­ra­ti­vo dei­xa­do pelo Escri­tor, enri­que­ci­do com ele­men­tos téc­ni­cos e esté­ti­cos cine­ma­to­grá­fi­cos para uma apre­en­são do cer­ne argu­men­ta­ti­vo.

Nes­te ciclo, pre­ten­de-se que o típi­co espec­ta­dor seja arras­ta­do para o mun­do da Lite­ra­tu­ra, dei­xan­do-lhe a semen­te da curi­o­si­da­de lite­rá­ria, ao mes­mo tem­po que apro­xi­ma­mos os apai­xo­na­dos pelos clás­si­cos a uma nova for­ma de ver o tex­to em movi­men­to. Via­jan­do pelo mun­do cri­a­ti­vo de diver­sos auto­res, o espec­ta­dor terá a opor­tu­ni­da­de de ver o Tex­to e o Escri­tor em tela, dei­xan­do-se mar­car pela capa­ci­da­de cri­a­ti­va num sen­ti­do duplo: da Escri­ta e da Rea­li­za­ção. É a opor­tu­ni­da­de de jun­tar lei­to­res e ciné­fi­los, ambos com o dese­jo de assi­mi­la­ção da arte pela sua con­tri­bui­ção acti­va: sem lei­tor, o escri­to não ganha vida; sem espec­ta­dor, a tela apre­sen­ta meras ima­gens sem movi­men­to.

O Ciclo “Fusões no Cine­ma”  será comen­ta­do por Manu­el Por­te­la.

https://apps.uc.pt/mypage/faculty/mportela/

SaveSave

Júris irão atribuir 25 prémios

 

Os ​Cami­nhos do Cine­ma Por­tu­guês” regres­sam no final do pró­ximo mês de Novem­bro para a sua 23.ª edi­ção. Des­de 1988 que em Coim­bra é orga­ni­zado o úni­co fes­ti­val dedi­cado ao cine­ma naci­o­nal, pro­mo­vendo todos os géne­ros e metra­gens de auto­res aspi­ran­tes ou con­sa­gra­dos. Os Cami­nhos são plu­rais e neles se encon­tra a diver­si­dade de regis­tos, olha­res e rea­li­da­des pro­mo­vi­das pelo Cine­ma Por­tu­guês. De 27 de Novem­bro a 3 de Dezem­bro o fes­ti­val ini­ci­ará a úni­ca com­pe­ti­ção cine­ma­to­grá­fica do país que além dos fil­mes, irá tam­bém pro­mo­ver e pre­miar a inter­ven­ção téc­nica e artís­tica que con­ju­ga­das trans­for­ma­ram o cine­ma na séti­ma arte. Este fes­ti­val con­ta com duas sec­ções com­pe­ti­ti­vas; a Sele­ção Cami­nhos, aber­ta a todas as obras pro­du­zi­das des­de a edi­ção tran­sata do fes­ti­val; e a Sele­ção Ensai­os, sec­ção inter­na­ci­o­nal dedi­cada ao cine­ma pro­du­zido em con­texto aca­dé­mico ou de for­ma­ção profissional.Os pré­mios que se apre­sen­tam em regu­la­mento pode­rão pare­cer vas­tos, mas são a res­posta cla­ra de um fes­ti­val, que na sua 23.ª edi­ção, alme­ja pre­miar mais uma vez ​todo o cine­ma por­tu­guês”. Assim, os fil­mes inte­gran­tes da Selec­ção Cami­nhos pro­­põem-se ao Pré­mio do Júri de Impren­sa, ao Pré­mio D. Qui­jote da Fede­ra­ção Inter­na­ci­o­nal de Cine­clu­bes, bem como, à ava­li­a­ção do Júri Selec­ção Cami­nhos que atri­buirá quin­ze pré­mios téc­ni­cos, qua­tro pré­mios ofi­ci­ais para os três géne­ros, ani­ma­ção, docu­men­tá­rio e fic­ção, em com­pe­ti­ção e por fim o Gran­de Pré­mio do Fes­ti­val.

Ver, clas­si­fi­car e pre­miar esta diver­si­dade de cate­go­rias será o resul­tado da con­ju­ga­ção de um leque alar­gado de sabe­res espe­ci­a­li­za­dos que , de for­ma aná­loga à pro­du­ção cine­ma­to­grá­fica, fun­ci­o­nam como um todo. Pro­cu­rá­mos na cons­ti­tui­ção dos vári­os júris res­pon­der ao desa­fio de ver e com­pre­en­der a ima­gem em movi­mento, atra­vés de múl­ti­plos pris­mas, ora intrin­se­ca­mente cine­ma­to­grá­fi­cos, como aná­lo­gos à pre­sença dos fil­mes nas nos­sas vidas enquan­to mar­cas vivas, ora pela for­ma como os mei­os e con­tex­tos em que são pro­du­zi­dos são tam­bém par­te inte­grante das nar­ra­ti­vas.

Assim, o Júri do Pré­mio de Impren­sa é cons­ti­tuído pelos jor­na­lis­tas Cláu­dia Mar­ques San­tos Fer­nando Mou­ra e pelo crí­tico de cine­ma Luís Miguel de Oli­veira. Este júri terá o obje­to de dar uma mai­or visi­bi­li­dade e reco­nhe­ci­mento públi­co da cine­ma­to­gra­fia naci­o­nal, pre­mi­ando o rigor e a ousa­dia esté­tica, tan­to no pla­no nar­ra­tivo, como a nível da ima­gem cine­ma­to­grá­fica. Pre­­ten­de-se, assim, valo­ri­zar a pro­du­ção naci­o­nal numa pers­pec­tiva artís­tica, que é uma das suas valên­cias mais expres­si­vas.

JÚRI DO PRÉMIO DE IMPRENSA

  •  
    Cláudia Marques Santos

    CLÁUDIA MARQUES SANTOSJORNALISTA

    Licen­ci­ada em Ciên­cias da Comu­ni­ca­ção e Mes­tre em Cul­tura con­tem­po­râ­nea e Novas Tec­no­lo­gias pela FCSH/​Uni­ver­si­dade Nova de Lis­boa, Cláu­dia Mar­ques San­tos é uma jor­na­lista fre­e­lan­cer que tra­ba­lha na área da cul­tura. Tem arti­gos publi­ca­dos em impren­sa – come­çou a car­reira no sema­ná­rio O Inde­pen­dente, pas­sou pela Notí­cias Maga­zine (DN/​JN) e Vogue Por­tu­gal, cola­bora actu­al­mente com as revis­tas Máxi­ma, UP Inflight Mag, Visão – e tem um vas­to know how edi­to­rial em maga­zi­nes de cul­tura para tele­vi­são (Pop Up/​RTP 2, Blitz TV/​SIC Notí­cias, Fuzz/​SIC Radi­cal, Lis­boa Mis­tura TV/​SIC Notí­cias) e em docu­men­tá­rios (‘Não Me Obri­guem a Vir Para a Rua Gri­tar’, sobre Zeca Afon­so, RTP). Tem tam­bém um pro­jecto de entre­vis­tas onli­ne cha­mado If You Walk the Gala­xies (.com).

  •  
    Fernando Moura

    FERNANDO MOURAJORNALISTA

    Exer­ce a sua acti­vi­dade pro­fis­si­o­nal nas áre­as da comu­ni­ca­ção soci­al, publi­ci­dade e redes soci­ais. Foi res­pon­sá­vel pela cri­a­ção e desen­vol­vi­mento de vári­os órgãos de comu­ni­ca­ção soci­al, sobre­tudo nas áre­as da impren­sa e radi­o­di­fu­são, ten­do alguns des­tes sido adqui­ri­dos por mul­ti­na­ci­o­nais. Tem ain­da uma vas­ta expe­ri­ên­cia no sec­tor da comu­ni­ca­ção empre­sa­rial e ins­ti­tu­ci­o­nal, publi­ci­dade e soci­al media, ten­do fun­dado e diri­gido vári­os pro­jec­tos nes­tes sec­to­res. É direc­tor de Notí­cias de Coim­bra e Diá­rio da Saú­de. 

  •  
    Luís Miguel Oliveira

    LUÍS MIGUEL OLIVEIRACRÍTICO

    Nas­ceu em Setem­bro de 1970, em Tomar. Licen­­ci­ou-se em Comu­ni­ca­ção Soci­al pela Facul­dade de Ciên­cias Soci­ais e Huma­nas da Uni­ver­si­dade Nova de Lis­boa. Inte­gra o depar­ta­mento de pro­gra­ma­ção da Cine­ma­teca des­de 1993, ten­do sido seu direc­tor entre 20092015. É crí­tico de cine­ma do Públi­co des­de 1994. Cola­bo­rou com vári­as publi­ca­ções espe­ci­a­li­za­das, naci­o­nais e inter­na­ci­o­nais, e cum­priu o papel de jura­do em diver­sos fes­ti­vais de cine­ma (Indi­e­Lis­boa, Fes­ti­val de Cine­ma Luso-Bra­­si­­lei­ro, Play­Doc, entre outros).

A cons­ti­tui­ção do Júri da Selec­ção Cami­nhos pro­cu­rou res­pon­der aos desa­fios inter­dis­ci­pli­na­res que cons­ti­tuem a pro­du­ção cine­ma­to­grá­fica pro­­mo­­ven­do-se o diá­logo de dife­ren­tes olha­res do que é o Cine­ma Por­tu­guês. Este júri é cons­ti­tuído pela actriz Ana Padrão, pelo peda­gogo Antó­nio Dias Figuei­redo, pelo Espe­ci­a­lista em Cri­a­ção e Ges­tão de Mar­cas Car­los Coe­lho, pelo Direc­tor de Arte João C. Tor­res, pela pro­du­tora Maria João Mayer, pelo escri­tor Pedro Cha­gas Frei­tas, pelo escul­tor Pedro Figuei­redo, pela rea­li­za­dora Rita Aze­vedo Gomese pela Sty­list Susa­na Jaco­betty.

JÚRI SELEÇÃO CAMINHOS

  •  
    Ana Padrão

    ANA PADRÃOATRIZ

    Actriz com uma invul­gar bele­za, é um dos ros­tos refe­rên­cia no pano­rama da cul­tura e do cine­ma por­tu­guês. For­mada na Esco­la Supe­rior de Tea­tro e Cine­ma, depres­sa se afir­mou como actriz, flu­ente em vári­os idi­o­mas em 1993 teve o pri­vi­lé­gio de fazer par­te do elen­co do fil­me Der Bli­er Fami­lien de Susan­ne Biera pri­meira mulher rea­li­za­dora que mais tar­de vem a rece­ber o Oscar para melhor fil­me estran­geiro. Par­ti­cipa em mui­tos outros fil­mes com elen­cos de diver­sas naci­o­na­li­da­des, trabalhando​com rea­li­za­do­res como Geor­ge Slui­zer Joa­quim Lei­tão, Jor­ge Sil­va Melo, João César Mon­teiro, José Fon­seca e Cos­ta, Fer­nando d´Almeida e Sil­va, Antó­­nio-Pedro Vas­con­ce­los, Fer­nando Lopes, Raoul Ruiz, Car­los Coe­lho da Sil­va, Mário Bar­roso, Car­los Sabo­ga, Cristè­le Alves Mei­ra, Patrí­cia Sequei­ra e Bru­no de Almei­da, entre mui­tos outros. Em simul­tâ­neo, é uma pre­sença cons­tante no elen­co de vári­os canais naci­o­nais e inter­na­ci­o­nais, par­ti­ci­pando em séri­es, mini-séri­es, nove­las e tele­fil­mes. Com o suces­so do tele­filme da SIC Amo-te Tere­sa (2000), no qual foi pro­ta­go­nista, segui­­ram-se mui­tos outros pro­jec­tos na TV, como se pode cons­ta­tar no seu vas­to cur­rí­cu­lo. 

  •  
    António Dias Figueiredo

    ANTÓNIO DIAS FIGUEIREDOPEDAGOGO

    Antó­nio Dias de Figuei­redo é pro­fes­sor cate­drá­tico apo­sen­tado de Enge­nha­ria Infor­má­tica e inves­ti­ga­dor do Cen­tro de Infor­má­tica e Sis­te­mas da Uni­ver­si­dade de Coim­bra. Foi vice-pre­­si­­den­te do Pro­grama Inter­go­ver­na­men­tal de Infor­má­tica da UNESCO, Paris, e mem­bro do NATO Spe­cial Pro­gram Panel on Advan­ced Edu­ca­ti­o­nal Tech­no­logy, Bru­xe­las. Par­ti­ci­pou em vári­os pro­jec­tos euro­peus e atu­ou em vári­as oca­siões como con­sul­tor da Comis­são Euro­peia para ques­tões de edu­ca­ção. Rece­beu o grau de Dou­tor Hono­ris Cau­sa pela Uni­ver­si­dade Aber­ta e o Sigil­lum Mag­num da Uni­ver­si­dade de Bolo­nha. É autor e coau­tor de cer­ca de três cen­te­nas de arti­gos e capí­tu­los de livros publi­ca­dos no país e no estran­geiro e mem­bro dos con­se­lhos edi­to­ri­ais de vári­as revis­tas naci­o­nais e estran­gei­ras. Tem em cur­so pro­je­tos do âmbi­to das rela­ções mutu­a­mente gene­ra­ti­vas entre tec­no­lo­gias e soci­e­dade, com des­ta­que para as peda­go­gias, retó­ri­cas e epis­te­mo­lo­gias de nova gera­ção.

  •  
    Carlos Coelho

    CARLOS COELHOESPECIALISTA EM CRIAÇÃOGESTÃO DE MARCAS

    Car­los Coe­lho, uma das gran­des refe­rên­cias por­tu­gue­sas no domí­nio da cons­tru­ção e ges­tão de mar­cas, , ao lon­go de 32anos, con­du­ziu cen­te­nas de pro­jec­tos de algu­mas das mar­cas mais rele­van­tes em Por­tu­gal, como o Mul­ti­banco, Telecel/​Vodafone, Yorn, Galp Ener­gia, RTP, Tv Cabo, CTT Cor­reios, Sumol, TAP Por­tu­gal, Sata , Leya, Sonae, Del­ta, Fide­li­dade, Sogra­pe, The Navi­ga­tor Com­pany, Por­tu­gal Sou Eu, entre mui­tas outras. É autor de diver­sos estu­dos sobre ten­dên­cias e mode­los teó­ri­cos de mar­cas. É acti­vista sobre as cau­sas e as mar­cas de Por­tu­gal e autor do livro ​Por­tu­gal Geni­al’’. É co-autor do livro ​Brand Tabo­os” e tem par­ti­ci­pado com ensai­os em diver­sos livros tais como: ​Ges­tão sus­ten­tada”, ​Por­tu­gal Vale a Pena”, “TAP, a ima­gem de um povo.” É pro­fes­sor, colu­nista, comen­ta­dor de tele­vi­são , foi autor e apre­sen­ta­dor do pro­grama de TV Ima­gi-Nação e cola­bo­ra­dor de inú­me­ras publi­ca­ções naci­o­nais e estran­gei­ras, sen­do reco­nhe­cido pelas suas múl­ti­plas abor­da­gens ino­va­do­ras e desa­fi­an­tes sobre estas maté­rias. Como con­fe­ren­cista pro­fe­riu nos últi­mos cin­co anos mais de 200 pales­tras, a con­vite de diver­sas ins­ti­tui­ções: Gover­nos, Uni­ver­si­da­des, Asso­ci­a­ções empre­sa­ri­ais e Empre­sas, em diver­sos Paí­ses.

  •  
    João Torres

    JOÃO TORRESDIRECTOR DE ARTE

    Licen­ci­ado em Enge­nha­ria Civil na F.C.T. da Uni­ver­si­dade de Coim­bra, João Tor­res desen­vol­veu acti­vi­dade nos domí­nios das artes plás­ti­cas, tea­tro, per­for­mance, poe­sia visu­al, foto­gra­fia e cine­ma. A sua acti­vi­dade pro­fis­si­o­nal tem inci­dido pre­fe­ren­ci­al­mente nas áre­as de con­cep­ção e pro­du­ção de cená­rios para cine­ma e audi­o­vi­su­ais. Como Direc­tor de Arte tra­ba­lhou na pro­du­ção de fil­mes, tele­fil­mes e fil­mes publi­ci­tá­rios de diver­sos paí­ses. Desen­vol­veu pro­jec­tos com rea­li­za­do­res como Alain Tan­ner, Raoul Ruiz, Ric­cardo Fre­da, Ber­trand Taver­nier, Jean Louis Ber­tou­celli, Jean Clau­de Mis­sien, Ser­ge Moa­ti, Denys Gra­­ni­er-Defer­re, Micha­ela Wat­te­aux, Ser­ge Kor­ber, Pao­lo Mari­nou Blan­co, Joa­quim Lei­tão, Rai­ner Eur­ler, Billy August, Antó­nio Pedro Vas­con­ce­los, Patrick Tim­sit, Ima­nol Ari­as, Zezé Gam­boa, Tom Cairns, Tom Don­nely, Bru­no de Almei­da, entre mui­tos outros. Foi Sub­di­rec­tor do Tea­tro Naci­o­nal S. João e Direc­tor Exe­cu­tivo do fes­ti­val inter­na­ci­o­nal de tea­tro Po.N.T.I., (ed.1997/1999/2001). Tem cola­bo­rado com diver­sas estru­tu­ras de pro­du­ção artís­tica no desen­vol­vi­mento de pro­jec­tos e espo­ra­di­ca­mente em jor­nais e revis­tas sobre temas da actu­a­li­da­de. 

  •  
    Maria João Mayer

    MARIA JOÃO MAYERPRODUTORA

    Maria João Mayer é pro­du­tora cine­ma­to­grá­fica há mais de 10 anos e já tra­ba­lhou com alguns dos cine­as­tas mais reco­nhe­ci­dos em Por­tu­gal — casos de Mano­el de Oli­veira, Fer­nando Lopes, Mar­ga­rida Car­doso, entre mui­tos outros. Em rela­ção às obras mais recen­tes, des­­ta­­cam-se Mon­ta­nha e Rafa, de João Sala­viza, Yvo­ne Kane, de Mar­ga­rida Car­doso, e Um Dia Frio, de Cláu­dia Vare­jão. Em 2015 foi uma de cin­co mulhe­res dis­tin­gui­das nos Pré­mios ​Mulhe­res Cri­a­do­res de Cul­tura” pro­mo­vido pelo Gabi­nete de Estra­té­gia, Pla­ne­a­mento e Ava­li­a­ção Cul­tu­rais do Minis­té­rio da Cul­tu­ra. 

  •  
    Pedro Chagas Freitas

    PEDRO CHAGAS FREITASESCRITOR

    Pedro Cha­gas Frei­tas escre­ve cenas vari­a­das. Roman­ces, nove­las, con­tos, cró­ni­cas, guiões, letras de músi­ca, tex­tos publi­ci­tá­rios e outras imbe­ci­li­da­des. Publi­cou mais de duas deze­nas de obras. Está na lis­ta dos mais ven­di­dos de 2014 em Por­tu­gal. Estu­dou lin­guís­tica e cri­ou jogos didác­ti­cos para esti­mu­lar a pro­du­ção escri­ta. Foi nada­­dor-sal­­va­­dor, bar­man, ope­rá­rio fabril, por­teiro de dis­co­teca, joga­dor de fute­bol. Acre­dita que o país per­feito é a Lame­cha­lân­dia. E vive por lá todos os dias.

  •  
    Pedro Figueiredo

    PEDRO FIGUEIREDOESCULTOR

    Pedro Figuei­redo nas­ceu a 22 de Outu­bro do ano de 1974, na cida­de da Guar­da. Con­cluiu o cur­so pro­fis­si­o­nal de Cerâ­mica na Esco­la Artís­tica de Coim­bra – ARCA – E.A.C., a licen­ci­a­tura em Escul­tura, a pós-gra­­du­a­­ção em Comu­ni­ca­ção Esté­tica e o Mes­trado em Artes Plás­ti­cas na Esco­la Uni­ver­si­tá­ria das Artes de Coim­bra – ARCA – E.U.A.C.

  •  
    Rita Azevedo Gomes

    RITA AZEVEDO GOMESREALIZADORS

    Nas­cida em Lis­boa, em 1952, Rita Aze­vedo Gomes tem um per­curso vari­ado, liga­do às artes visu­ais. Come­çou por estu­dar Belas Artes, ligan­do-se ao cine­ma a pou­co e pou­co. Este­ve envol­vida, ao lon­go dos anos, em inú­me­ros pro­je­tos em tea­tro, ópe­ra, artes plás­ti­cas e cine­ma, ten­do ain­da desen­vol­vido, com gran­de reco­nhe­ci­mento, tra­ba­lhos grá­fi­cos em diver­sas edi­ções de cine­ma da Cine­ma­teca e da Fun­da­ção Calous­te Gul­ben­kian. Em 1990, rea­li­zou o seu pri­meiro fil­me: ​O Som da Ter­ra a Tre­mer”, após o qual escre­veu e rea­li­zou vári­as cur­tas e lon­gas metra­gens inter­na­ci­o­nal­mente reco­nhe­ci­das em fes­ti­vais de todo o mun­do. Tra­ba­lha atu­al­mente na Cine­ma­teca Por­tu­guesa como pro­gra­ma­dora onde está tam­bém a car­go das expo­si­ções. 

  •  
    Susana Jacobetty

    SUSANA JACOBETTYSTYLIST

    Susa­na Jaco­betty tra­ba­lha em Comu­ni­ca­ção e na indús­tria da Moda há mais de 15anos.Ganhou o Pré­mio de Melhor Guar­da Rou­pa na XVII edi­ção do Fes­ti­val ​Cami­nhos do Cine­ma Por­tu­guês” com o fil­me Kino­tel. Cos­tu­mi­zou uma peça para a expo­si­ção Boomshirt no Esto­ril Fashi­on Art Fes­ti­val em con­junto com as Artis­tas Joa­na Vas­con­ce­los e Cata­rina Pes­tana. Foi Res­pon­sá­vel pela Comu­ni­ca­ção da 1ª visi­ta do Dalai Lama a Por­tu­gal. Cola­bo­rou nas obras da Expo­si­ção no Palá­cio Naci­o­nal de Mafra, do artis­ta João Bace­lar e na Cam­pa­nha ​O teu bair­ro é a tua cara” no MUDE. Foi Comen­ta­dora dos Pré­mios Aqui­la, Ceri­mó­nia de Tele­vi­são e Cine­ma Por­tu­guês, tra­ba­lhou como Comen­ta­dora tele­vi­siva e teve vári­as rubri­cas de Moda e Bele­za em diver­sos pro­gra­mas de Tele­vi­são. Foi Edi­tora de Moda e Bele­za da revis­ta de cul­tura Urba­na, DIF e Res­pon­sá­vel de Moda na revis­ta Cos­mo­po­li­tan, para além de cola­bo­rar com vári­as publi­ca­ções naci­o­nais e inter­na­ci­o­nais. Há vári­os anos que cola­bora com o cur­so de Cine­ma­lo­gia, do Fes­ti­val dos Cami­nhos do Cine­ma Por­tu­guês, onde leci­o­nou o módu­lo de Guar­da Rou­pa e Carac­te­ri­za­ção para Cine­ma.

A segun­da cate­go­ria com­pe­ti­tiva do fes­ti­val é a Selec­ção Ensai­os. Nes­ta com­pe­ti­ção inter­na­ci­o­nal as aca­de­mias naci­o­nais e estran­gei­ras com­pe­tem pelos pré­mios de Melhor Ensaio Naci­o­nal e Melhor Ensaio Inter­na­ci­o­nal. Por aqui pas­sa­ram hoje nomes mais ou menos con­sa­gra­dos como Leo­nor Teles, Vas­co Men­des, André Gui­o­mar ou Vicen­te Nirō (Dani­el Vicen­te Roque). Colo­cando em com­pe­ti­ção o cine­ma de esco­la, esta sec­ção per­mite a mui­tos dos jovens cine­as­tas a pro­jec­ção públi­ca dos seus fil­mes fora do ambi­ente aca­dé­mico e de onde se pode­rão reti­rar ila­ções direc­tas sobre as reais con­di­ções de ensi­no e pro­du­ção de cine­ma em Por­tu­gal e no mun­do. Sob a mes­ma filo­so­fia com que cons­ti­tuí­mos o Júri da Selec­ção Cami­nhos, o Júri da Sele­ção Ensai­os terá a mis­são de atri­buir os pré­mios des­ta cate­go­ria. Este é inte­grado por vári­as per­so­na­li­da­des de reco­nhe­cido méri­to cul­tu­ral e artís­tico. Des­ta for­ma o Júri da Sele­ção Ensai­os é cons­ti­tuído pela dire­tora de pro­du­ção Ânge­la Cer­veira, a atriz Car­la Cham­bel, o músi­co David San­tos (tam­bém conhe­cido por Noi­serv), o rea­li­za­dor e pro­du­tor Jeró­nimo Rocha e a atriz Sara Bar­ros Lei­tão.

JÚRI SELEÇÃO ENSAIOS

  •  
    Ângela Cerveira

    ÂNGELA CERVEIRADIRECTORA DE PRODUÇÃO

    Ânge­la Cer­veira encon­­tra-se nes­te momen­to a tra­ba­lhar no novo pro­jecto de Joa­quim Pin­to e Nuno Leo­nel. Come­çou a tra­ba­lhar em cine­ma em 1986. Des­de 1990, como Direc­tora de Pro­du­ção tra­ba­lhou com rea­li­za­do­res como João César Mon­teiro, Manu­el Mozos, José Álva­ro Morais, Miguel Gomes, Jean­ne Waltz, Leão Lopes, Flo­ra Gomes, Jor­ge Sil­va Melo, João Cani­jo, Chris­tine Lau­rent, João Sala­viza entre outros. Pro­du­tora exe­cu­tiva da 9ª edi­ção do Fes­ti­val Inter­na­ci­o­nal de Cine­ma Inde­pen­dente de Lis­boa – Indi­e­lis­boa.
    Direc­tora de pro­du­ção dos con­teú­dos audi­o­vi­su­ais do Pavi­lhão de Por­tu­gal na EXPO98, e Direc­tora téc­nica de Monu­men­tal’95/Mistérios de Lis­boa. Foi ain­da direc­tora de pro­du­ção da sema­na de moda ​Moda­Lis­boa” entre 19972001.
  •  
    Carla Chambel

    CARLA CHAMBELATRIZ

    Car­la Cham­bel nas­ceu em 1976 na Ama­dora. Fez For­ma­ção de Ato­res na Esco­la Supe­rior de Tea­tro e Cine­ma. Estre­ou-se no tea­tro, em 1995, com A Dis­puta de Mari­vaux, ence­na­ção de João Per­ry, no Tea­tro da Trin­dade, em Lis­boa, e des­de aí tem tra­ba­lhado com diver­sas com­pa­nhias e rea­li­za­do­res por­tu­gue­ses e estran­gei­ros. Des­­ta­­cam-se Amá­lia, o Fil­me de Car­los Coe­lho da Sil­va e Quar­ta Divi­são de Joa­quim Lei­tão. Rece­beu pré­mio Sophia de Melhor Atriz Secun­dá­ria pelo fil­me Se Eu Fos­se Ladrão Rou­bava de Pau­lo Rocha. É locu­tora de publi­ci­dade, e tem pre­sença regu­lar na tele­vi­são, enquan­to atriz. Pode­mos vê-la, atu­al­mente, em Espe­lho d’Água, na SIC. Fez dire­ção de ato­res na nove­la Laços de San­gue, da SIC, que ganhou o EMMY em 2011, e dá for­ma­ção de ato­res em diver­sas esco­las e workshops. É coo­pe­ra­dora e vogal da GDA . É vice-pre­­si­­den­te da Aca­de­mia Por­tu­guesa de Cine­ma des­de 2014, onde pro­duz anu­al­mente a par­ti­ci­pa­ção por­tu­guesa no EFA YOUNGAUDIENCE AWARD

  •  
    David Santos

    DAVID SANTOSCOMPOSITOR/​MÚSICO

    Noi­serv, a quem já cha­ma­ram ​o homem-orques­­tra” ou ​ban­da de um homem só”, tem um per­curso mar­cado pela com­po­si­ção e inter­pre­ta­ção musi­cal de temas que via­jam entre a memó­ria, sonho e a rea­li­dade. Con­ta com o bem suce­dido dis­co de estreia ​One Hun­dred Miles from Though­tles­s­ness” em 2008, o EPA Day in the Day of the Days” em 2010 e em Outu­bro de 2013 edi­tou ​Almost Visi­ble Orches­tra”, dis­tin­guido em 2014 como ​Melhor Dis­co de 2013“pela Soci­e­dade Por­tu­guesa de Auto­res. Em 2016 edi­tou o seu dis­co mais recen­te de nome “00:00:00:00”. Com mais de 500 con­cer­tos em Por­tu­gal e no estran­geiro, inte­gra uma série de outras cola­bo­ra­ções musi­cais, nome­a­da­mente como os You Can’t win Char­lie Brown, dos quais é mem­bro fun­da­dor. Con­tri­bui tam­bém para o pano­rama do cine­ma e tea­tro naci­o­nal, a des­ta­car as cola­bo­ra­ções em tea­tro com Mar­co Mar­tins, Nuno M. Car­doso e Rui Hor­ta, e em cine­ma com Miguel Gon­çal­ves Men­des e Pau­lo Bran­co, entre outros.

  •  
    Jerónimo Rocha

    JERÓNIMO ROCHAREALIZADOR/​PRODUTOR

    Jeró­nimo Rocha nas­ceu no Por­to em 81e des­de miú­do, por não gos­tar de jogar fute­bol, arqui­teta estó­rias com quem o qui­ser acom­pa­nhar. Tra­ba­lha em Lis­boa na pro­du­tora de fil­mes TAKE IT EASYdes­de 2005, onde rea­liza e diri­ge o labo­ra­tó­rio cri­a­tivo EASYLAB. Com mais de uma deze­na de cur­tas metra­gens – entre as quais Breu (2010), Les Pay­sa­ges (2012), Déda­lo (2013), Maca­bre (2015), Arca­na (2015) – sele­ci­o­na­das e pre­mi­a­das nos mais diver­sos fes­ti­vais do pano­rama naci­o­nal e inter­na­ci­o­nal (Motelx, Cina­nima, Indie Lis­boa, Annecy, Gua­da­la­jara, Mor­bido, PiFan, Leeds, TIFF, entre outros), Jeró­nimo tem um par­ti­cu­lar fas­cí­nio pelo lado mais obs­curo daqui­lo que nos rodeia. Foi o direc­tor de ani­ma­ção e edi­tor da série da RTP, Odis­seia (2013). É o pri­meiro por­tu­guês a rece­ber o pré­mio Bri­ga­doon no Fes­ti­val Inter­na­ci­o­nal de Cine­ma de Sit­ges

  •  
    Sara Barros Leitão

    SARA BARROS LEITÃOATRIZ

    Sara Bar­ros Lei­tão, nas­ceu no Por­to em 1990 e for­­mou-se em Inter­pre­ta­ção pela Aca­de­mia Con­tem­po­râ­nea do Espe­tá­culo. Tra­ba­lha regu­lar­mente em Tele­vi­são, e o seu tra­ba­lho na mini-série ​Mulhe­res de Abril” valeu-lhe, em 2014, a nome­a­ção para Melhor Atriz Secun­dá­ria nos Pré­mios Áqui­la e Pré­mios Fan­tas­tic Tele­vi­são.

O der­ra­deiro júri é o Públi­co. A ele cabe­rá a deci­são de esco­lher o melhor fil­me da Selec­ção Cami­nhos. Faça par­te da deci­são do Pré­mio do Públi­coCha­ma Ama­rela’ e venha conhe­cer todo o cine­ma por­tu­guês”.

 

+ em: Júris irão atri­buir 25 pré­mi­os

Cinanima · Pré-Festival em Coimbra

O Cen­tro de Estu­dos Cine­ma­to­grá­fi­cos e a Uni­ver­si­da­de de Coim­bra asso­ci­am-se, pelo segun­do ano con­se­cu­ti­vo, ao CINANIMA — Fes­ti­val Inter­na­ci­o­nal de Cine­ma de Ani­ma­ção de Espi­nho, que vai na sua 41ª Edi­ção, nes­ta ini­ci­a­ti­va do Pré-Fes­ti­val 2017.

O CINANIMA exi­be na cida­de de Coim­bra, nes­tas qua­tro datas, um olhar sobre a sua pro­gra­ma­ção extra-com­pe­ti­ção des­te ano. O Fes­ti­val decor­re­rá entre os dias 6 e 12 de novem­bro na cida­de de Espi­nho.

As ses­sões decor­re­rão às ter­ças-fei­ras às 21:30 com entra­da livre no Mini-Audi­tó­rio Sal­ga­do Zenha (Piso 0 da AAC).

A pro­gra­ma­ção para a exten­são do Cina­ni­ma na Aca­de­mia de Coim­bra é a seguin­te:

3 de Outu­bro
— Selec­ção Pre­mi­a­dos CINANIMA 2016

10 de Outu­bro
— “10 Anos do Estú­dio de Ani­ma­ção da Aca­de­mia de Belas Artes” — Áus­tria

17 de Outu­bro
— “CSC Ani­ma­zi­o­ne — Cen­tro Spe­ri­men­ta­le di Cine­ma­to­gra­fia Pie­mon­te — Nati­o­nal Scho­ol” — Itá­lia

24 de Outu­bro
— “Best of KAFF — Kecsk­mét Ani­ma­ti­on Film Fes­ti­val” — Hun­gria