ENCONTRO LUSO-ALEMÃO DE PRODUTORES

p.p1 {mar­gin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px ‘Hel­ve­ti­ca Neue’; color: #454545}p.p2 {mar­gin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px ‘Hel­ve­ti­ca Neue’; color: #454545; min-height: 14.0px}span.s1 {text-deco­ra­ti­on: under­li­ne ; color: #e4af0a}O 1º encon­tro luso-ale­mão de pro­du­to­res de cine­ma acon­te­ce na cida­de de Lis­boa, onde esta­rão pre­sen­tes mais de 30 pro­du­to­res para apre­sen­tar e dis­cu­tir opor­tu­ni­da­des de coo­pe­ra­ção entre Por­tu­gal e Ale­ma­nha, no âmbi­to de pro­je­tos cine­ma­to­grá­fi­cos.

No pri­mei­ro dia do Encon­tro, os pro­du­to­res ale­mães são con­vi­da­dos a assis­tir à ses­são de aber­tu­ra do fes­ti­val Doclis­boa, com a exi­bi­ção de RAMIRO, de Manu­el Mozos.

No dia 20 de outu­bro, no Palá­cio Gal­vei­as, em Lis­boa, é apre­sen­ta­do o atu­al enqua­dra­men­to legal para a rea­li­za­ção de copro­du­ções cine­ma­to­grá­fi­cas entre Por­tu­gal e Ale­ma­nha, bem como as fon­tes de finan­ci­a­men­to exis­ten­tes nos dois paí­ses e a que os cine­as­tas podem recor­rer para apoi­ar o desen­vol­vi­men­to

LONGE DOS HOMENS de David Oelhoffen

Argé­lia, 1954. Enquan­to a revol­ta ribom­ba no vale, dois homens mui­to dife­ren­tes, reu­ni­dos por um mun­do em con­vul­são, são obri­ga­dos a fugir em con­jun­to pelas mon­ta­nhas do Atlas. A meio de
um inver­no gela­do, Daru, o pro­fes­sor soli­tá­rio, tem de escol­tar Moha­med, um aldeão acu­sa­do de homi­cí­dio. Per­se­gui­dos por homens a cava­lo que pro­cu­ram jus­ti­ça sumá­ria e colo­nos vin­ga­ti­vos,
os dois homens deci­dem enfren­tar o des­co­nhe­ci­do. Jun­tos, lutam para obter a sua liber­da­de.  É exi­bi­do no Mini-Audi­tó­rio Sal­ga­do Zenha no pró­xi­mo dia 19 de Outu­bro às 22:00. A entra­da é livre.

Loop Detec­ted
Daru (Vig­go Mor­ten­sen) é um pro­fes­sor ide­a­lis­ta que ape­nas dese­ja aju­dar os seus jovens alu­nos a cres­cer e ter uma vida melhor. Um dia é obri­ga­do a escol­tar Moha­med (Reda Kateb), um aldeão acu­sa­do de homi­cí­dio, até à cida­de de Tin­guit, onde terá de ser entre­gue à polí­cia para jul­ga­men­to. Ape­sar da recu­sa ini­ci­al, Daru acei­ta a mis­são. Porém, per­se­gui­dos por homens que pro­cu­ram fazer jus­ti­ça pelas suas pró­pri­as mãos, os dois vêem-se per­di­dos no deser­to. Sem esco­lha, eles sabem que têm de con­ti­nu­ar o cami­nho, mes­mo cien­tes das pou­cas hipó­te­ses de sobre­vi­ver aos peri­gos da jor­na­da…

Intro­du­ção His­tó­ri­ca

LONGE DOS HOMENS, do rea­li­za­dor fran­cês David Oelhof­fen, uma adap­ta­ção de um con­to, L’hôte, do filó­so­fo fran­co-arge­li­no Albert Camus – é um wes­tern inte­li­gen­te e de com­bus­tão len­ta,
com uma ban­da sono­ra atmos­fé­ri­ca de Nick Cave e War­ren Ellis e uma inter­pre­ta­ção excep­ci­o­nal de Vig­go Mor­ten­sen. (…) Mor­ten­sen faz o papel de Daru, um pro­fes­sor san­to que tra­ba­lha na Argé­lia, em 1954, no come­ço da sua luta pela inde­pen­dên­cia dos fran­ce­ses. Daru ensi­na miú­dos numa esco­la minús­cu­la, no alto das mon­ta­nhas do Atlas, mas este homem tem cla­ra­men­te mais qual­quer coi­sa. O seu ros­to cur­ti­do pare­ce reti­ra­do das mon­ta­nhas por trás da esco­la e
sabe mane­jar uma arma quan­do sol­da­dos fran­ce­ses lhe tra­zem um arge­li­no local, Moha­med (Reda Kateb), que con­fes­sou ter mor­to um pri­mo, numa dis­cus­são sobre tri­go rou­ba­do. Sem mãos a medir com a luta con­tra os com­ba­ten­tes da liber­da­de arge­li­nos, os sol­da­dos pedem a Daru para entre­gar Moha­med ao tri­bu­nal, que fica a um dia de via­gem. Daru recu­sa, argu­men­tan­do que esta­ria a levar o pri­si­o­nei­ro para a sua mor­te. Mas quan­do os sol­da­dos par­tem e Moha­med se recu­sa a fugir, ele não tem mui­ta esco­lha.

O REALIZADOR

David Oelhof­fen nas­ceu em Fran­ça. Rea­li­zou as cur­tas-metra­gens LE MUR (1996), BIG BANG (1997), EN MON ABSENCE (2001), ECHAFAUDAGES (2004) e SOUS LE BLEU (2004) e a lon­ga-metra­gem NOS RETROUVAILLES (2007). LOIN DES HOMMES / LONGE DOS HOMENS (2014) é o seu últi­mo fil­me.

DECLARAÇÃO DO REALIZADOR

Des­de a pri­mei­ra lei­tu­ra do con­to de Camus, L’hôte, visu­a­li­zei um wes­tern. Um wes­tern não con­ven­ci­o­nal, é cer­to, impreg­na­do de his­tó­ria euro­peia e ten­do como fun­do as ter­ras altas do nor­te de Áfri­ca, mas ain­da assim um wes­tern. Fiel aos códi­gos, há colo­ni­za­do­res e colo­ni­za­dos, um pri­si­o­nei­ro a escol­tar e uma tra­ma que desa­gua em vio­lên­cia. No cen­tro da his­tó­ria e dos seus per­so­na­gens encon­tra-se uma coli­são entre dois sis­te­mas jurí­di­cos. Tes­te­mu­nha­mos duas cul­tu­ras e duas morais for­ça­das a coe­xis­tir pela his­tó­ria. Tinha sonha­do com ir bus­car o Vig­go Mor­ten­sen.
A sua sin­gu­la­ri­da­de encai­xa­va per­fei­ta­men­te no papel. Reda Kateb – mis­te­ri­o­so, opa­co e com os pés no chão – fun­ci­o­na­va como con­tra­pon­to per­fei­to. A pai­sa­gem desér­ti­ca assu­me o papel de
per­so­na­gem, na his­tó­ria. Sob a luz radi­an­te do nor­te de Áfri­ca, cons­ti­tuía uma com­pa­nhia bela mas impre­vi­sí­vel para o fil­me.
Adap­tar esta his­tó­ria ao cine­ma impli­ca­va dotar os per­so­na­gens de mais subs­tân­cia e tor­nar a nar­ra­ti­va mais den­sa. Uma das for­mas de o fazer foi incluir o con­tex­to arge­li­no e o come­ço da guer­ra. Mas a mai­or mudan­ça foi alte­rar a natu­re­za da rela­ção entre Daru e o jovem arge­li­no, que resul­tou num fnal cla­ra­men­te dife­ren­te para a his­tó­ria de Camus.
Sem­pre com a ideia de con­ser­var o espí­ri­to de , cujas pre­o­cu­pa­ções me pare­cem mui­to actu­ais: pre­o­cu­pa­ções acer­ca da huma­ni­da­de, a denún­cia
da injus­ti­ça e, aci­ma de tudo, a dif­cul­da­de do com­pro­mis­so moral.
A tra­jec­tó­ria de Daru é tam­bém a de um homem que quer sal­var outro, ape­sar de ele ser um cri­mi­no­so, mas eu que­ria inten­si­fi­car a ener­gia que Daru des­pen­de a con­ven­cer o pri­si­o­nei­ro a não
obe­de­cer à lei da sua comu­ni­da­de, nem a entre­gar-se à igual­men­te injus­ta lei dos colo­ni­za­do­res.

Tam­bém ima­gi­nei um per­so­na­gem mais ator­men­ta­do e mal­tra­ta­do do que no ori­gi­nal, um homem que tinha vivi­do a guer­ra e que que­ria fugir à vio­lên­cia, um homem car­re­ga­do de pesar, que o impe­le a abri­gar-se da vida. E, por últi­mo, um homem com uma iden­ti­da­de dolo­ro­sa: filho de espa­nhóis, é um euro­peu e vis­to como tal pelos aldeões, mas não se esque­ceu de que, uma gera­ção antes, os seus pais anda­lu­zes eram con­si­de­ra­dos “ára­bes”.
No caso de Moha­med, eu sobre­tu­do não que­ria que o per­so­na­gem fos­se a figu­ra do ára­be per­tur­ban­te, tão mis­te­ri­o­so e opa­co como na his­tó­ria ori­gi­nal, mas antes um homem com as suas razões, a sua pró­pria moral e que se abre gra­du­al­men­te ao que Daru pro­põe – a pos­si­bi­li­da­de de agir por si, enquan­to indi­ví­duo.

Notas da Crí­ti­ca

LONGE DOS HOMENS des­car­na a nar­ra­ti­va, fica-lhe só com o osso, e esse “osso” é uni­ver­sal: um ter­ri­tó­rio não domi­na­do, qua­se sel­va­gem.” — Públi­co

Fiel, não à letra, mas ao espí­ri­to de Albert Camus, do qual adap­ta um con­to, L’hôte, o cine­as­ta diri­ge os acto­res com uma deli­ca­de­za rara.” — Télé­ra­ma

É, sim­ples­men­te, um gran­de wes­tern tra­di­ci­o­nal: a lín­gua e os deta­lhes cul­tu­rais podem ser dife­ren­tes, mas a ele­gân­cia espar­sa e os dile­mas morais são fami­li­a­res e tão suges­ti­vos como sem­pre (…). LONGE DOS HOMENS é, de for­ma dis­cre­ta, um fil­me gran­di­o­so e belo.” — Indi­ewi­re

O que faz com que fun­ci­o­ne é a efi­ci­ên­cia sole­ne com que o rea­li­za­dor David Oelhof­fen con­ta a his­tó­ria e a inten­si­da­de silen­ci­o­sa dos dois pro­ta­go­nis­tas: a ter­nu­ra rude do olhar de Mor­ten­sen con­tra­põe-se bem ao com­por­ta­men­to con­fli­tu­an­te de Kateb.” — New York Maga­zi­ne

Camus esta­be­le­ce o rumo ini­ci­al do fil­me, mas Oelhof­fen leva-o fir­me­men­te a bom por­to com con­tex­to polí­ti­co, aná­li­se his­tó­ri­ca retros­pec­ti­va, um impe­ra­ti­vo moral inequí­vo­co e um par de inter­pre­ta­ções bem empa­re­lha­das. Dito de outra for­ma, apro­pria-se da his­tó­ria. — New York Times

Ficha Téc­ni­ca

Títu­lo ori­gi­nal
Loin des Hom­mes (Fran­ça, 2014, 101 min.)
 
Rea­li­za­ção
David Oelhof­fen
 
Inter­pre­ta­ção
Vig­go Mor­ten­sen, Reda Kateb, Dje­mel Barek
 
Argu­men­to
David Oelhof­fen, a par­tir da obra O Hós­pe­de de Albert Camus
 
Foto­gra­fia
Guil­lau­me Def­fon­tai­nes
 
Mon­ta­gem
Juli­et­te Wel­fling
 
Musi­ca
Nick Cave e War­ren Ellis
 
Pro­du­ção
Marc du Pon­ta­vi­ce, Matthew Gledhill
 
Clas­si­fi­ca­ção
M/12
 
Estreia em Por­tu­gal
6 de Agos­to de 2015
 
Dis­tri­bui­ção
Alam­bi­que
 

NEW YORK PORTUGUESE SHORT FILM FESTIVAL NO CANADÁ E EM MACAU

p.p1 {mar­gin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px ‘Hel­ve­ti­ca Neue’; color: #454545}p.p2 {mar­gin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px ‘Hel­ve­ti­ca Neue’; color: #454545; min-height: 14.0px}span.s1 {text-deco­ra­ti­on: under­li­ne ; color: #e4af0a}O Fes­ti­val de cur­tas por­tu­gue­sas NYPSFF, que pro­mo­ve as mais recen­tes obras do cine­ma por­tu­guês, já visi­tou diver­sos paí­ses, um pou­co por todo o mun­do. No total, são 21 os paí­ses e 44 as cida­des que já rece­be­ram o fes­ti­val des­de a sua cri­a­ção, em 2011.

A edi­ção de 2017 do NYPSFF arran­cou em simul­tâ­neo nas cida­de de Nova Ior­que e Cas­cais, em maio, e já pas­sou depois por oito cida­des, nome­a­da­men­te:

Win­ni­peg, Cana­dá — 15 de junho.
Lon­dres, Ingla­ter­ra — 23 junho.
Mapu­to, Moçam­bi­que — 20 de julho.
São Pau­lo, Bra­sil — 24 e 27 de agos­to.
Ban­gue­co­que, Tai­lân­dia — 16 e 17 de setem­bro.
Min­de­lo, Cabo Ver­de — 21 e 22 de setem­bro.
Fall River, Esta­dos Uni­dos — 28 de setem­bro.
Mon­tre­al,

DOCUMENTÁRIO SOBRE VENTURA TERRA EM ANTESTREIA NA CINEMATECA

p.p1 {mar­gin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px ‘Hel­ve­ti­ca Neue’; color: #454545}p.p2 {mar­gin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px ‘Hel­ve­ti­ca Neue’; color: #454545; min-height: 14.0px}span.s1 {text-deco­ra­ti­on: under­li­ne ; color: #e4af0a}VENTURA TERRAPROJETAR A MODERNIDADE é o novo fil­me de Fer­nan­do Car­ri­lho, que dá a conhe­cer a his­tó­ria e tra­ba­lho de Miguel Ven­tu­ra Ter­ra, um dos mais impor­tan­tes arqui­te­tos do séc.XX e tam­bém anti­go vere­a­dor da Câma­ra Muni­ci­pal de Lis­boa, fale­ci­do em 1919. Foi ain­da o pri­mei­ro pre­si­den­te e um dos fun­da­do­res da Asso­ci­a­ção dos Arqui­tec­tos Por­tu­gue­ses.. Ao lon­go da sua car­rei­ra, o arqui­te­to ven­ceu por qua­tro vezes o Pré­mio Val­mor de Arqui­tec­tu­ra (1903, 1906, 1909 e 1911) e rece­beu ain­da uma Men­ção Hon­ro­sa (1913).

Fer­nan­do Car­ri­lho rea­li­zou vári­os docu­men­tá­ri­os, tais como OPHIUSSAUMA CIDADE DE FERNANDO PESSOA (2012), BAIRRO ALTO

OBRAS PORTUGUESAS NOMEADAS PARA PRÉMIOS FÉNIX

p.p1 {mar­gin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px ‘Hel­ve­ti­ca Neue’; color: #454545}p.p2 {mar­gin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px ‘Hel­ve­ti­ca Neue’; color: #454545; min-height: 14.0px}span.s1 {text-deco­ra­ti­on: under­li­ne ; color: #e4af0a}Os pré­mi­os de cine­ma ibe­ro-ame­ri­ca­no Fénix foram cri­a­dos pela asso­ci­a­ção Cinema23 e têm como obje­ti­vo pre­mi­ar as obras cine­ma­to­grá­fi­cas ori­gi­ná­ri­as da Amé­ri­ca Lati­na, Espa­nha e Por­tu­gal.

No total, esti­ve­ram pré-sele­ci­o­na­das 818 lon­gas-metra­gens, nome­a­da­men­te 506 de fic­ção e 312 docu­men­tá­ri­os, ten­do sido nome­a­das para o Pré­mio 20 obras de fic­ção e 9 docu­men­tá­ri­os.

O pro­ces­so de esco­lha dos ven­ce­do­res do Pré­mio exi­ge uma sele­ção ini­ci­al e pos­te­ri­or nome­a­ção. No que se refe­re à deci­são final, a mes­ma está sujei­ta à vota­ção de um Comi­té que reú­ne pro­fis­si­o­nais da área cor­res­pon­den­te.

Veja os fil­mes por­tu­gue­ses nome­a­dos e as diver­sas cate­go­ri­as em que se