Filme do desassossego, novo filme de João Botelho

O cine­as­ta por­tu­guês João Bote­lho estreia no pró­xi­mo dia 29 de Setem­bro, no Cen­tro Cul­tu­ral de Belém (CCB), o seu novo e mui­to aguar­da­do «Fil­me do Desas­sos­se­go», uma lei­tu­ra da obra de Ber­nar­do Soares.
Dadas as carac­te­rís­ti­cas intrín­se­cas da geni­al obra, é opi­nião cor­ren­te que se tra­ta de algo intrans­po­ní­vel para o cine­ma. João Bote­lho, num lon­go e mui­to pes­so­al pro­jec­to, ousou de for­ma pou­co con­ven­ci­o­nal apre­sen­tar ao públi­co por­tu­guês a sua visão.
O fil­me, que con­ta com as par­ti­ci­pa­ções de Cláu­dio Sil­va, Rita Blan­co, Ale­xan­dra Len­cas­tre, Miguel Gui­lher­me, Cata­ri­na Wal­lens­tein, Cae­ta­no Velo­so, Lula Pena e a fadis­ta Car­mi­nho; não será exi­bi­do, por exi­gên­cia do rea­li­za­dor, em qual­quer sala de cine­ma nos cen­tros comer­ci­ais. A estreia no Bra­sil ocor­re­rá na 34ª Mos­tra Inter­na­ci­o­nal de Cine­ma de São Pau­lo (Bra­sil) que ocor­re­rá entre 22 de Outu­bro e 4 de Novembro.

Fon­te

Brothers — Entre Irmãos — 2009

Tommy, Gra­ce, Sam. Brothers apre­sen­ta-nos três per­so­na­gens de uma tra­di­ci­o­nal famí­lia ame­ri­ca­na de for­tes con­tras­tes. Sam (Jake Gyl­le­nhall) é um mili­tar lou­va­do que está pres­tes a par­tir para o Afe­ga­nis­tão. Gra­ce (Nata­lie Port­man) é a espo­sa de Sam, com as suas duas filhas, Isa­bel­le e Gra­ce, vê par­tir o seu mari­do para uma mis­são mili­tar, ao pas­so que nos é apre­sen­ta­do Tommy (Tobey Magui­re, nome­a­do para um glo­bo de ouro). Tommy é o irmão de Sam aca­ba­do de sair em liber­da­de con­di­ci­o­nal, sol­tei­rão e irres­pon­sá­vel. É uma famí­lia de con­tras­tes, mol­da­da pela guer­ra do Viet­nam, onde o pai de ambos lutou pelos inte­res­ses ame­ri­ca­nos, com as reper­cus­sões clás­si­cas dos trau­mas de guer­ra des­car­re­ga­dos em ambi­en­te fami­li­ar desen­vol­ven­do-se as dife­ren­ças que exis­tem entre Sam e Tommy. Este é o mote de Brothers, os lados e os con­tras­tes de cada famí­lia e a capa­ci­da­de de nos des­cons­truir­mos e renascermos.

Intro­du­zin­do um pou­co nar­ra­ti­va des­te fil­me, Sam par­te para o Afe­ga­nis­tão em mis­são mili­tar pou­co após o regres­so de Tommy à soci­e­da­de. Tommy é vis­to como um boé­mio que nada lhe inte­res­sa, até que suce­de uma tra­gé­dia que afec­ta toda a famí­lia, a que­da do heli­cóp­te­ro de Sam, onde todos os “mari­nes” são dados como mor­tos. Toda a famí­lia sofre com a per­ca de Sam, mas esta é a dei­xa de Tommy para res­sus­ci­tar e se mos­trar como ele­men­to cen­tral e reu­ni­fi­ca­dor de uma famí­lia des­tro­ça­da por tama­nha efe­mé­ri­de. Tommy aju­da a sua cunha­da, a supe­rar as difi­cul­da­des em casa, remo­de­lan­do a cozi­nha e simul­ta­ne­a­men­te apro­xi­man­do-se de Gra­ce, até ao momen­to que se bei­jam. Tommy pas­sa a ser o ele­men­to que intro­duz ale­gria e vida à nar­ra­ti­va nes­ta altu­ra, ao con­trá­rio do que suce­dia no ini­cio des­ta lon­ga-metra­gem ain­da que não seja a expres­si­vi­da­de des­te que muda, mas sim todas as reac­ções das per­so­na­gens peran­te ele. Sam por outro lado, é nova­men­te intro­du­zi­do como um pri­si­o­nei­ro de guer­ra jun­ta­men­te com o seu con­ter­râ­neo Joe Wil­lis (Patrick Flu­e­ger) onde sofrem as repre­sá­li­as de um gru­po tali­bã até que Sam é for­ça­do a trair o seu país e a si mes­mo. As cenas no Afe­ga­nis­tão con­tem uma for­te car­ga dra­má­ti­ca mui­to pre­sen­te na foto­gra­fia do fil­me, tor­nan­do-o den­so, tal e qual o espí­ri­to da per­so­na­gem. Esta trai­ção leva Sam a cons­tan­te­men­te pro­cu­rar a trai­ção em todos os ele­men­tos da sua famí­lia, que em ciú­mes do seu irmão, não supor­ta toda a dinâ­mi­ca que ele con­se­guiu cri­ar numa famí­lia onde ele já não se encon­tra inse­ri­do psicologicamente.

Nata­lie Port­man e Jake Gyl­le­nhall em Brothers (2009)

Do pon­to de vis­ta téc­ni­co, Jim She­ri­dan apre­sen­ta-nos um rema­ke de Brø­dre (Susa­ne Bier, 2004), um fil­me dina­marquês, um fil­me sobre os trau­mas psi­co­ló­gi­cos e as con­sequên­ci­as que os con­fli­tos mili­ta­res têm sobre os sol­da­dos e suas famí­li­as. Não con­se­guin­do supe­rar a cri­a­ti­vi­da­de do fil­me ori­gi­nal, tam­bém não se apre­sen­ta como um mau rema­ke, sen­do notó­ria a sen­si­bi­li­da­de visu­al ao lon­go do fil­me. A foto­gra­fia de Fre­de­rick Elmes é con­gru­en­te com os esta­dos de espí­ri­to das per­so­na­gens, sen­do tra­ba­lha­da ao deta­lhe. Exem­plos dis­so são as cenas em que a rela­ção de Tommy e Gra­ce é fru­tu­o­sa, esta­be­le­cen­do-se uma ima­gem vibran­te e sua­ve e tam­bém as cenas no Afe­ga­nis­tão, em que o deta­lhe de uma ima­gem áspe­ra, pou­co satu­ra­da nos rele­ga para a fri­e­za do con­fli­to arma­do e dos ins­tin­tos bási­cos do ser huma­no enquan­to ani­mal. A exce­len­te ban­da sono­ra de Tho­mas New­man esta­be­le­ce um exce­len­te para­le­lo com o visu­al ao lon­go des­ta nar­ra­ti­va, acom­pa­nhan­do todo o dra­ma­tis­mo exis­ten­te de for­ma con­gru­en­te, colo­can­do a tri­lha com­pos­ta com a cola­bo­ra­ção de Bono (Win­ter), como a cere­ja em cima de um bolo. Toda a soma dos actos de Sam após o seu regres­so aca­ba num gran­de ecran pre­to musi­ca­do, dei­xan­do o espec­ta­dor reflec­tir sobre a obra cinematográfica.

7.6/10

Cineasta francês Claude Chabrol faleceu aos 80 anos

O cine­as­ta fran­cês Clau­de Cha­brol, fale­ceu hoje, em Paris, aos 80 anos. Em decla­ra­ções à Lusa a actriz e rea­li­za­do­ra Inês de Medei­ros lem­bra um homem que “tinha um amor abso­lu­to pela vida e pelo cinema”.
“Para mim ele repre­sen­ta sobre­tu­do o amor abso­lu­to pelo cine­ma. Tinha uma neces­si­da­de abso­lu­ta de fil­mar, de retra­tar uma cer­ta soci­e­da­de”, apon­tou, a pro­pó­si­to do desa­pa­re­ci­men­to des­ta impor­tan­te figu­ra da Nou­vel­le Vague fran­ce­sa, a par de rea­li­za­do­res como Fran­çois Truf­faut e Jean-Luc Godard.Inês de Medei­ros des­ta­cou a “vas­ta obra” dei­xa­da por Clau­de Cha­brol e tam­bém o fac­to do cine­as­ta se ter espe­ci­a­li­za­do em temá­ti­cas mui­to pró­pri­as, como a da cru­el­da­de no seio fami­li­ar, e nos mei­os soci­ais mais fechados”.

Ele era tam­bém um bon vivant, gos­ta­va de comer bem e de beber bem. Ama­va tan­to a vida como o cine­ma”, des­cre­veu a auto­ra do docu­men­tá­rio “Car­tas a uma dita­du­ra” (2006).

Inês de Medei­ros real­çou igual­men­te o “tra­ba­lho extra­or­di­ná­rio” de Clau­de Cha­brol com algu­mas actri­zes, dan­do o exem­plo de Isa­bel­le Hup­pert, com quem tra­ba­lhou mui­to no final da vida, em fil­mes como “La Cére­mo­nie”, onde con­tra­ce­na com a actriz fran­ce­sa San­dri­ne Bonnaire.

Des­ta­cou ain­da a impor­tân­cia do rea­li­za­dor nas­ci­do em Paris, a 24 de Julho de 1930, no qua­dro do movi­men­to da Nou­vel­le Vague, “mas com um tra­ba­lho numa ver­ten­te mais romanesca”.

Sobre as influên­ci­as de Cha­brol no cine­ma por­tu­guês, Inês de Medei­ros ava­li­ou que “é per­cep­tí­vel” em rea­li­za­do­res como Fer­nan­do Lopes, “num cer­to olhar sobre a média e alta bur­gue­sia e até os segre­dos familiares”.

Clau­de Cha­brol rea­li­zou, entre outros, no iní­cio da car­rei­ra, nos anos 1950, “Le Beau Ser­ge”, “Les Cou­sins”, “À Dou­ble Tour”, e na últi­ma déca­da “A Dama de Hon­ra”, “A Comé­dia do Poder” e “A Rapa­ri­ga cor­ta­da em dois”.

Sati­ris­ta incansável

Apre­ci­a­dor da boa cozi­nha, de per­so­na­gens “mons­tru­o­sos” e de lite­ra­tu­ra, Cha­brol sim­bo­li­za “o cine­ma à fran­ce­sa”, ao mes­mo tem­po psi­co­ló­gi­co e soci­al, qua­se sem­pre com uma mar­ca sarcástica.

A sua vas­ta obra, cheia de iro­nia, dis­se­ca sem con­ces­sões, por vezes com cru­e­za e fero­ci­da­de, as zonas mais obs­cu­ras e abjec­tas da alma huma­na, mas tam­bém o deses­pe­ro dos seres huma­nos apa­nha­dos pela fata­li­da­de e apri­si­o­na­dos nos jogos de poder”, dis­se sobre ele Véro­ni­que Cay­la, pre­si­den­te do Cen­tro Naci­o­nal do Cine­ma, em Paris.

Em mui­tos dos seus fil­mes, fez incur­sões pela pro­vín­cia, usan­do uma cru­e­za iró­ni­ca para des­cre­ver os escân­da­los e segre­dos de famí­lia, denun­ci­an­do a hipo­cri­sia des­ti­na­da a pre­ser­var a res­pei­ta­bi­li­da­de de fachada.

Para o minis­tro da cul­tu­ra fran­cês, Fré­dé­ric Mit­ter­rand, Cha­brol era “um ana­lis­ta sub­til e feroz”, dota­do de um “olhar ao mes­mo tem­po mali­ci­o­so e ful­mi­nan­te”. “Era um incon­for­mis­ta por exce­lên­cia, um mes­tre da iro­nia”, disse.

Um seu pre­de­ces­sor no gover­no fran­cês, Jack Lang, des­cre­veu-o assim: “Nin­guém melhor do que ele sou­be ence­nar a hipo­cri­sia de uma cer­ta burguesia”.

Ape­sar de os fil­mes de Clau­de Cha­brol terem conhe­ci­do um gran­de suces­so entre o públi­co, não foi mui­to recom­pen­sa­do ao lon­go da car­rei­ra, excep­to por um Urso de Ouro atri­buí­do em Ber­lim em 1959 pelo fil­me “Les Cou­sins”, o pré­mio Jean Vigo, e o Gran­de Pré­mio do Fes­ti­val de Locar­no, por “Le Beau Ser­ge” (1957).

Esta últi­ma pelí­cu­la foi a pri­mei­ra que assi­nou e a que teve algu­ma impor­tân­cia para o sur­gi­men­to da Nou­vel­le Vague.

Cineasta português ganha mostra no Rio de Janeiro

Pedro CostaO Cen­tro Cul­tu­ral Ban­co do Bra­sil (CCBB) rea­li­za, entre os dias 11 e 23 de setem­bro, a mos­tra O Cine­ma de Pedro Cos­ta, uma retros­pec­ti­va sobre o mai­or nome do novo cine­ma português.

A mos­tra apre­sen­ta­rá os dez fil­mes – 7 lon­gas e 3 cur­tas – de Pedro Cos­ta e outros qua­tro fil­mes esco­lhi­dos pelo dire­tor por terem influ­en­ci­a­do sua obra, entre eles Gen­te da Sicí­lia, de Jean-Marie Straub e Daniè­le Huil­let, e Beauty #2, de Andy Warhol.

Serão exi­bi­dos os fil­mes: O San­gue, Casa de Lava, Ossos, No Quar­to de Van­da, Onde Jaz o teu Sor­ri­so?, 6 Baga­te­las, Juven­tu­de em Mar­cha, A Caça ao Coe­lho com Pau, Ne Chan­ge Rien, O Esta­do do Mun­do e Roflo­re­cer.

O dire­tor virá ao Rio de Janei­ro para a retros­pec­ti­va de sua obra e con­ver­sa­rá com o públi­co na sex­ta-fei­ra, 17 de setem­bros, às 20h, após a ses­são de Juven­tu­de em Mar­cha.

O Cine­ma de Pedro Cos­ta, que tem apoio do Ins­ti­tu­to Camões e cura­do­ria de Dani­el Ribei­ro Duar­te, tam­bém acon­te­ce­rá em São Pau­lo (de 1º a 12 de setem­bro) e Bra­sí­lia (14 a 26 de setembro).
Fon­te: Ado­ro Cine­ma — Assessoria

Meu Querido Mês de Agosto” exibido em Nova Iorque

O fil­me «Aque­le Que­ri­do Mês de Agos­to», do cine­as­ta por­tu­guês Miguel Gomes, estre­ou este mês em Nova Ior­que, depois de ter rece­bi­do vári­os elo­gi­os na impren­sa nova-ior­qui­na que o con­si­de­rou um ino­va­dor “pós-docu­men­tá­rio”. A 17 de Setem­bro será exi­bi­do em Bos­ton, no Har­vard Film Archi­ves, jun­ta­men­te com outros fil­mes de Miguel Gomes.

Na edi­ção da sema­na pas­sa­da da revis­ta «The New Yor­ker», o crí­ti­co Richard Brody des­cre­ve a segun­da lon­ga-metra­gem de Miguel Gomes como “dis­tin­ta­men­te moder­na, com um popu­lis­mo sin­ce­ro e cla­ri­vi­den­te”. “A sua paci­ên­cia e aten­ção ter­na aos hábi­tos, tra­di­ções e saber mis­tu­ram-se com uma soci­o­lo­gia da migra­ção e da xeno­fo­bia e um olhar de gra­vu­ris­ta para a pai­sa­gem cir­cun­dan­te”, escre­veu a «New Yorker».
Tam­bém o suple­men­to de artes do jor­nal «New York Times» dedi­cou uma pági­na aos “pós-docu­men­tá­ri­os” de Gomes e outros rea­li­za­do­res den­tro do mes­mo géne­ro, como C.W. Win­ter. “Aque­le Que­ri­do Mês de Agos­to é ao mes­mo tem­po um musi­cal, um diá­rio de bor­do, um melo­dra­ma fami­li­ar qua­se inces­tu­o­so, um retra­to etno­grá­fi­co das tra­di­ções popu­la­res por­tu­gue­sas e das suas pró­pri­as sua pró­pria pro­du­ção caó­ti­ca”, refe­re o arti­go de Den­nis Lim.
A 17 de Setem­bro o fil­me será exi­bi­do mais a nor­te, em Bos­ton, no Har­vard Film Archi­ves, jun­ta­men­te com outros fil­mes de Miguel Gomes, como «A Cara Que Mere­ces» e «Entre­tan­to». Para este ciclo na cine­ma­te­ca de Har­vard, cha­ma­do “A Ima­gi­na­ção Musi­cal de Miguel Gomes”, está anun­ci­a­da a pre­sen­ça do jovem rea­li­za­dor, nas­ci­do em 1972, que irá dar uma “mas­ter class”.
O direc­tor da cine­ma­te­ca, Haden Guest, afir­ma que Gomes é “um dos rea­li­za­do­res mais bri­lhan­te­men­te ino­va­do­res den­tro do géne­ro pós-documentário”.
“Nos últi­mos anos, Por­tu­gal rea­pa­re­ceu como um esti­mu­lan­te novo des­ti­no no cam­bi­an­te e sem­pre impre­vi­sí­vel mapa do cine­ma mun­di­al, um impor­tan­te cen­tro de algu­mas das cor­ren­tes mais ino­va­do­ras den­tro da rea­li­za­ção con­tem­po­râ­nea”, refe­re. Jun­ta­men­te com Pedro Cos­ta e João Pedro Rodri­gues, adi­an­ta, estão a explo­rar a tra­di­ção por­tu­gue­sa de “cine­ma radi­cal”, como antes o fize­ram Pau­lo Rocha ou João César Mon­tei­ro, que recen­te­men­te foi alvo de um ciclo em Bos­ton em Nova Iorque.
Gomes foi crí­ti­co de cine­ma, antes de diri­gir uma série de cur­tas-metra­gens. «Aque­le Que­ri­do Mês de Agos­to», roda­do na aldeia de Arga­nil, com­bi­na a his­tó­ria fic­ci­o­na­da de uma famí­lia de músi­cos com um docu­men­tá­rio sobre os fes­ti­vais de verão de músi­ca popu­lar e outros hábi­tos da região, e ain­da com um rela­to das difi­cul­da­des de pro­du­ção do filme.
“No cora­ção de Por­tu­gal, ser­ra­no, o mês de Agos­to mul­ti­pli­ca os popu­la­res e as acti­vi­da­des. Regres­sam à ter­ra, lan­çam fogue­tes, con­tro­lam fogos, can­tam kara­o­ke, ati­ram-se da pon­te, caçam java­lis, bebem cer­ve­ja, fazem filhos. Se o rea­li­za­dor e a equi­pa do fil­me tives­sem ido direc­ta­men­te ao assun­to, resis­tin­do aos bai­la­ri­cos, redu­zir-se-ia a sinop­se: «Aque­le Que­ri­do Mês de Agos­to acom­pa­nha as rela­ções sen­ti­men­tais entre pai, filha e o pri­mo des­ta, músi­cos numa ban­da de bai­le»”, lê-se na sinop­se do filme.

fon­te

Cineclube Universitário de Coimbra