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Loving Vincent

No dia 15 de Dezem­bro às 22:00, inte­gra­do no Ciclo Fusões no Cine­ma, será pro­je­ta­do o fil­me; “Loving Vin­cent”  a pri­mei­ra ani­ma­ção sobre Vin­cent Van Gogh intei­ra­men­te fei­ta com pin­tu­ras a óleo. A rea­li­za­do­ra Doro­ta Kobi­e­la e o rea­li­za­dor Hugh Wel­ch­man deci­di­ram fazer uma lon­ga pes­qui­sa sobre o pin­tor holan­dês Vin­cent Wil­lem van Gogh e trans­for­mar as car­tasqua­dros e depoi­men­tos sobre o artis­ta numa ani­ma­ção.

É exi­bi­do no Mini-Audi­tó­rio Sal­ga­do Zenha com Entra­da Livre.

Loving Vincent‘: Animação sobre Van Gogh, feita inteiramente com pinturas a óleo

A curi­o­sa his­tó­ria da mor­te do pin­tor holan­dês Vin­cent Van Gogh (que tipo de pes­soa se sui­ci­da alve­jan­do-se no estô­ma­go, e cami­nhan­do para a cida­de após o fazer?) é inves­ti­ga­da pelo filho do car­tei­ro – numa pri­mei­ra fase, de manei­ra relu­tan­te – que cos­tu­ma­va lidar com a cor­res­pon­dên­cia do pin­tor, no fil­me Loving Vin­cent.

Com cer­te­za, nun­ca o públi­co, por mais ver­sa­do que seja na indús­tria da ani­ma­ção, ou do cine­ma no geral, viu algo sequer seme­lhan­te a Loving Vin­cent, que está a ser pro­mo­vi­do como o pri­mei­ro fil­me intei­ra­men­te pin­ta­do à mão na his­tó­ria do cine­ma. É um fil­me ani­ma­do, mas isso não é des­cri­ção sufi­ci­en­te: para con­tar a his­tó­ria por detrás da mor­te do pin­tor em 1890, os rea­li­za­do­res Doro­ta Kobi­e­la e Hugh Wel­ch­man (que mar­ca­ram pre­sen­ça na antes­treia do fil­me, ontem, nos cine­mas UCI do El Cor­te Inglés) reu­ni­ram um elen­co, encon­tra­ram guar­da-rou­pa e cená­ri­os apro­pri­a­dos à épo­ca, e gra­va­ram o fil­me. E depois o ver­da­dei­ro tra­ba­lho come­çou.

Ao todo 150 artis­tas de todo o mun­do dedi­ca­rem-se, duran­te dois anos, à cri­a­ção de mais de 62450 telas-fra­me, que resul­ta­ram em 95 minu­tos de fil­me. A lógi­ca da obra é repro­du­zir o esti­lo de Van Gogh e reflec­tir sobre a sua vida e as cir­cuns­tân­ci­as con­tro­ver­sas da sua mor­te. O pro­jec­to foi caro, e foi finan­ci­a­do pelos fãs atra­vés de pla­ta­for­mas na Inter­net.

É de relem­brar ain­da que no tão aguar­da­do fil­me de ani­ma­ção entra­ram alguns acto­res para inter­pre­ta­rem pes­so­as pró­xi­mas do pin­tor: Helen McCrorySaoir­se Ronan e Aidan Tur­ner. Já a direc­ção de foto­gra­fia ficou a car­go deTris­tan Oli­ver, o mes­mo deFan­tas­tic Mr. FoxChic­ken Runou Para­Nor­man, eLukasz Zal que assu­miu a direc­ção de foto­gra­fia do osca­ri­za­doIda, do rea­li­za­dorPawel Pawli­kows­ki. Outro nome a ter em con­ta é Clint Man­sell que compôs a ban­da sono­ra do fil­me e que já fez o mes­mo tra­ba­lho paraBlack Swan,Requi­em for a Dre­am ouThe Wres­tler.

Podes ver aqui o trai­ler ofi­ci­al do fil­me:

Ficha Técnica

Data de lan­ça­men­to: 30 de novem­bro de 2017 (1h 35min)
Dire­ção: Doro­ta Kobi­e­la, Hugh Wel­ch­man
Elen­co: Dou­glas Booth, Chris O’Dowd, Saoir­se Ronan
Géne­ro: Ani­ma­ção, Dra­ma, Bio­gra­fia
Naci­o­na­li­da­de: Rei­no Uni­do, Poló­nia
Orça­men­to: 5 000 000€

Pronto, Era Assim + Persepolis

A 12 de Dezem­bro às 22:00, inte­gra­do no Ciclo Fusões no Cine­ma, são pro­jec­ta­das duas ani­ma­ções; Pron­to, Era Assim, de Joa­na Noguei­ra e Patrí­cia Rodri­gues, e “Per­se­po­lis” de Mar­ja­ne Satra­pi e Vin­cent Paron­naud, uma cur­ta e uma lon­ga metra­gem de ani­ma­ção, res­pe­ti­va­men­te. O pri­mei­ro é um fil­me de ani­ma­ção com carác­ter docu­men­tal, em modo de entre­vis­ta e onde, de for­ma des­con­traí­da, os pro­ta­go­nis­tas con­tam epi­só­di­os da sua vida: como foi cres­cer, namo­rar, casar, tra­ba­lhar e até emi­grar, num tem­po em que a manei­ra de viver era dife­ren­te. Já a ani­ma­ção fran­ce­sa “Per­se­po­lis” con­ta a his­tó­ria de uma jovem ira­ni­a­na que sonha em ser viden­te, acom­pa­nhan­do de per­to a que­da do Xá e do seu regi­me bru­tal. No entan­to, ela aca­ba por se revol­tar con­tra as impo­si­ções fun­da­men­ta­lis­tas dos rebel­des, espe­ci­al­men­te con­tra as mulhe­res.

A entra­da é livre.

Pronto Era Assim

Pron­to, Era Assim (2016)
That’s How it Was

Pro­du­ção 2015
N/C
13 min
Docu­men­tá­rio   Ani­ma­ção
Rea­li­za­ção:  ·  Joa­na Noguei­ra  ·  Patrí­cia Rodri­gues
Argu­men­to:  ·  Joa­na Noguei­ra  ·  Patrí­cia Rodri­gues

Por uma jane­la entre­a­ber­ta, duas mos­cas des­co­brem um sótão empo­ei­ra­do, onde são sur­pre­en­di­das pelos obje­tos que nele habi­tam – Balan­ça, Cai­xa de Músi­ca, Cafe­tei­ra, Jar­ra e Micro­fo­ne. Em modo de entre­vis­ta e de for­ma des­con­traí­da os pro­ta­go­nis­tas con­tam epi­só­di­os da sua vida: como foi cres­cer, namo­rar, casar, tra­ba­lhar e até emi­grar, num tem­po em que a manei­ra de viver era dife­ren­te.

Ani­ma­ção:   ·  Patrí­cia Rodri­gues  ·  Veró­ni­ca Mar­tins  ·  Luís San­tos  ·  Raquel Fer­rei­ra  ·  Joa­na Noguei­ra  ·  Pedro Oli­vei­ra  ·  Vítor Gomes

Argu­men­to:   ·  Patrí­cia Rodri­gues  ·  Joa­na Noguei­ra

Dese­nho de Som:   ·  Pedro Pes­ta­na

Edi­ção:   ·  Patrí­cia Rodri­gues

Foto­gra­fia:   ·  Mil­ton Pache­co

Músi­ca:   ·  Miguel Pic­ci­o­chi

Pro­du­tor:   ·  Patrí­cia Rodri­gues  ·  Mil­ton Pache­co

Rea­li­za­ção:   ·  Patrí­cia Rodri­gues  ·  Joa­na Noguei­ra

Voz:   ·  Ado­zin­da Mar­ques  ·  Estre­la Pin­to  ·  Fáti­ma Viei­ra  ·  Bea­triz Liber­ta  ·  Adão Viei­ra

 

Persepolis

PERSÉPOLIS
MARJANE SATRAPI, VINCENT PARONNAUD
Estreia: 21-02-2008

É a his­tó­ria como­ven­te de uma meni­na que cres­ce no Irão duran­te a Revo­lu­ção Islâ­mi­ca. É atra­vés dos olhos da pre­co­ce e extro­ver­ti­da Mar­ja­ne, de 9 anos, que vemos a espe­ran­ça de um povo ser des­truí­da quan­do os fun­da­men­ta­lis­tas tomam o poder, for­çan­do as mulhe­res a usar o véu e man­dan­do para a pri­são milha­res de pes­so­as.

Inte­li­gen­te e des­te­mi­da, Mar­ja­ne con­se­gue fin­tar os “guar­das soci­ais” e des­co­bre o punk, os Abba e os Iron Mai­den. Mas, quan­do o seu tio é cru­el­men­te exe­cu­ta­do e as bom­bas come­çam a cair sobre Tee­rão duran­te a guer­ra Irão/ Ira­que, o medo diá­rio que inva­de o quo­ti­di­a­no do Irão tor­na-se pal­pá­vel.

À medi­da que vai cres­cen­do, a ousa­dia de Mar­ja­ne tor­na-se uma cons­tan­te fon­te de pre­o­cu­pa­ção para os seus pais que temem pela sua segu­ran­ça. Assim, aos 14 anos, tomam a difí­cil deci­são de a envi­ar para uma esco­la na Áus­tria. Vul­ne­rá­vel e sozi­nha numa ter­ra estra­nha, tem que enfren­tar as típi­cas con­tra­ri­e­da­des dos ado­les­cen­tes. Além do mais, Mar­ja­ne é con­fun­di­da com o fun­da­men­ta­lis­mo reli­gi­o­so e extre­mis­mo, exac­ta­men­te as coi­sas de que fugiu no seu país. Com o tem­po, aca­ba por ser acei­te e até conhe­ce o amor, mas com o fim do liceu come­ça a sen­tir-se sozi­nha e cheia de sau­da­des de casa.

Ape­sar de isso sig­ni­fi­car ter que pôr o véu e viver numa soci­e­da­de tirâ­ni­ca, Mar­ja­ne deci­de regres­sar ao Irão para estar mais per­to da sua famí­lia. Após um difí­cil perío­do de ajus­ta­men­to, entra para uma esco­la de artes e casa-se, embo­ra con­ti­nue a levan­tar a sua voz con­tra a hipo­cri­sia a que assis­te. Aos 24 anos, per­ce­be que, ape­sar de ser pro­fun­da­men­te ira­ni­a­na, não pode con­ti­nu­ar a viver no Irão. É então que toma a dila­ce­ran­te deci­são de tro­car a sua ter­ra natal pela Fran­ça, cheia de opti­mis­mo em rela­ção ao futu­ro, mol­da­da inde­le­vel­men­te pelo seu pas­sa­do.

COM
as vozes de Chi­a­ra Mas­troi­an­ni, Cathe­ri­ne Deneu­ve, Dani­el­le Dar­ri­eux, Simon Abka­ri­an, Gabri­el­le Lopes, Fran­çois Jeros­me

FICHA TÉCNICA
argu­men­to e rea­li­za­ção Mar­ja­ne Satra­pi & Vin­cent Paron­naud
base­a­do na BD Ori­gi­nal de Mar­ja­ne Satra­pi
pro­du­zi­do por Marc-Antoi­ne Robert & Xavi­er Rigault
pro­du­tor asso­ci­a­do Kath­le­en Ken­nedy
músi­ca ori­gi­nal Oli­vi­er Ber­net
direc­tor artís­ti­co Marc Jous­set
mon­ta­gem Stépha­ne Roche
coor­de­na­dor de ani­ma­ção Chris­ti­an Des­ma­res
assis­ten­te de rea­li­za­ção Denis Wal­genwitz
design de pro­du­ção Mari­sa Musy
som Thi­er­ry Lebon

FRANÇA – 2007 —  95’, cor/p&b

M/ 12

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Filme do Desassossego de João Botelho

A acção decor­re em três dias e três noi­tes, num quar­to de uma casa na Rua dos Dou­ra­do­res, em Lis­boa. Ber­nar­do Soa­res, aju­dan­te de guar­da-livros, é um homem soli­tá­rio e ator­men­ta­do que vai ano­tan­do os seus pen­sa­men­tos e angús­ti­as num livro, que inti­tu­la de “Livro do desas­sos­se­go”…
Rea­li­za­do por João Bote­lho, uma adap­ta­ção cine­ma­to­grá­fi­ca da mais auto­bi­o­grá­fi­ca obra de Fer­nan­do Pes­soa, teve o apoio do Minis­té­rio da Cultura/Ica, Câma­ra Muni­ci­pal de Lis­boa, Fun­da­ção Calous­te Gul­ben­ki­an e Rádio e Tele­vi­são de Por­tu­gal.

É exi­bi­do no Mini-Audi­tó­rio Sal­ga­do Zenha no pró­xi­mo dia 2 de Novem­bro às 22:00. A entra­da é livre.

Introdução Histórica

João Bote­lho rodou em Lis­boa «O fil­me do desas­sos­se­go», a sua ver­são para cine­ma de «O livro do desas­sos­se­go», de Fer­nan­do Pes­soa, uma «teo­ria sobre os sonhos» que pri­vi­le­gia a pala­vra.

No Arqui­vo His­tó­ri­co do Exér­ci­to, em Lis­boa, por entre lon­gos e aper­ta­dos cor­re­do­res, João Bote­lho recria o escri­tó­rio de Ber­nar­do Soa­res, aju­dan­te de guar­da-livros, semi-hete­ró­ni­mo de Fer­nan­do Pes­soa e autor de «O livro do Desas­sos­se­go».

Sen­ta­do a uma mesa está o actor Cláu­dio da Sil­va, pro­ta­go­nis­ta nes­te fil­me intem­po­ral sobre um homem com­ple­xo, soli­tá­rio, que ano­tou os seus pen­sa­men­tos no frag­men­ta­do livro do desas­sos­se­go.

Dada a com­ple­xi­da­de do tex­to de Pes­soa, um livro em aber­to, dis­per­so, João Bote­lho sabia que tinha pela fren­te um pro­jec­to difí­cil.

«É demen­te, toda a gen­te diz que é impos­sí­vel adap­tar O Livro do Desassossego. É um dis­pa­ra­te lou­co, mas é sobre­tu­do uma coi­sa que ten­tei pre­ser­var: o tex­to é mais impor­tan­te que tudo», dis­se João Bote­lho.

Ape­sar da com­ple­xi­da­de, João Bote­lho encon­trou no tex­to algu­mas indi­ca­ções cine­ma­to­grá­fi­cas.

«Este tex­to só fun­ci­o­na lido em voz alta. Tem uma cama­da de músi­ca por cima da cama­da do sen­ti­do» e Pes­soa escre­veu ain­da que «devem ilu­mi­nar-se os sapa­tos das pes­so­as nor­mais com a mes­ma luz com que se ilu­mi­na a cara dos san­tos», refe­riu.

Meti­cu­lo­so com o jogo de luz e som­bra, João Bote­lho reve­lou que para «O fil­me do desas­sos­se­go» pro­cu­rou pin­to­res con­tem­po­râ­ne­os, como Ghe­rard Rich­ter e Luci­an Freud, e man­te­ve-se fiel ao con­tras­te claro/escuro.

«Acho que o cine­ma é luz e som­bras e as pes­so­as à ras­ca no meio delas, sem­pre», defen­deu.

 

Fil­me sobre a pala­vra, que João Bote­lho man­tém pra­ti­ca­men­te inal­te­ra­da a par­tir do tex­to ori­gi­nal, «O fil­me do desas­sos­se­go» é tam­bém sobre um homem, Ber­nar­do Soa­res.

«Não tem data de nas­ci­men­to nem de mor­te, tinha a mes­ma pro­fis­são do Fer­nan­do Pes­soa, aju­dan­te de guar­da-livros, vivia num quar­to modes­to, podia ter escri­to tudo sem sair do quar­to».

O fil­me, que con­ta com as par­ti­ci­pa­ções de Cláu­dio Sil­va, Rita Blan­co, Ale­xan­dra Len­cas­tre, Miguel Gui­lher­me, Cata­ri­na Wal­lens­tein, Cae­ta­no Velo­so, Lula Pena e a fadis­ta Car­mi­nho; não será exi­bi­do, por exi­gên­cia do rea­li­za­dor, em qual­quer sala de cine­ma nos cen­tros comer­ci­ais.

Sessões comentadas por António M. Batista, Rui Pedro Lamy, Raúl Losada e Pedro C. Carvalho

O ciclo “Arque­o­lo­gia pela Ima­gem em Movi­men­to” rece­be hoje, 22 de Mar­ço, e ama­nhã, 23 de Mar­ço, os pro­ta­go­nis­tas das obras cine­ma­to­grá­fi­cas exi­bi­das.

Hoje rece­be­mos Antó­nio M. Batis­ta, Dire­tor do Museu do Côa, que irá comen­tar o fil­me de João Bote­lho “A Arte da Luz tem 20 000 anos”. Antó­nio M. Batis­ta é um “Pré-his­to­ri­a­dor de arte” que irá cer­ta­men­te dar um con­tri­bu­to impor­tan­te sobre a heran­ça patri­mo­ni­al que hoje encon­tra­mos do vale do Côa.

Ama­nhã, por oca­sião da exi­bi­ção dos fil­mes “Fun­de­a­dou­ro Roma­no em Oli­si­po” e “O Ouro de Tres­mi­nas”, rece­be­mos a visi­ta dos rea­li­za­do­res Rui Pedro Lamy e Raúl Losa­da, bem como do pro­fes­sor e inves­ti­ga­dor Pedro Car­va­lho.

Con­vi­da­mos-vos a esta­rem pre­sen­tes num momen­to úni­co da região, em que pro­por­ci­o­na­mos um even­to onde o cine­ma e a ciên­cia se cru­zam e nos abrem novas pers­pec­ti­vas sobre o nos­so mun­do con­tem­po­râ­neo.

Toda a infor­ma­ção está dis­po­ní­vel em: http://caminhos.info/wp-content/uploads/mmc-2017-fichas-de-sala-light.pdf

Este ciclo de cine­ma é uma par­ce­ria do Museu Mono­grá­fico de Conim­briga com os Cami­nhos do Cine­ma Por­tu­guês e o Cen­tro de Estu­dos Cine­ma­to­grá­fi­cos, estru­tu­ra­do a par­tir do pen­sa­mento de Jor­ge de Alar­cão:

se o ani­mal dei­xa no chão tra­ços da sua pas­sa­gem, mai­o­res são os ves­tí­gios que o homem dei­xa de si nos luga­res onde este­ve”

Pro­­cu­ra-se com este ciclo de cine­ma des­ve­lar cir­cuns­tân­cias his­tó­ri­cas da pas­sa­gem do homem pelo tem­po. Num ape­lo à dimen­são ima­gé­tica reve­­lar-se-á uma arque­o­lo­gia que con­ta his­tó­rias. Tra­ços de épo­cas. Com ação, roman­ce e sus­pense.

As ses­sões do ciclo de cine­ma decor­re­rão no Audi­tó­rio do Museu Mono­grá­fico de Conim­briga de 20 25 de mar­ço, ini­­ci­an­do-se às 21h30, sen­do algu­mas das ses­sões comen­ta­das por alguns dos inter­ve­ni­en­tes das obras pro­gra­ma­das. A entra­da é livre e sujei­ta à lota­ção da sala.

+ em: http://caminhos.info/ciclo-arque­o­lo­gia-pela-ima­gem-movimento/

Ciclo “Fusões no Cinema”

 

O Ciclo “Fusões no Cine­ma” reto­ma a pro­gra­ma­ção num con­jun­to de temá­ti­cas que apre­sen­tam vári­as fusões artís­ti­cas, cul­tu­rais e soci­ais na ima­gem em movi­men­to. Com espe­ci­al des­ta­que para obras cine­ma­to­grá­fi­cas naci­o­nais e este mês, à músi­ca, per­cor­re­mos por entre tra­di­ções, rock conim­bri­cen­se e via­gens pelas estra­das por­tu­gue­sas, pers­pec­ti­vas e mun­dos de alguns artis­tas naci­o­nais que pro­cu­ram o seu rumo.

O ciclo come­ça já hoje e irá pro­lon­gar-se até dia 15 de Dezem­bro no Mini- Audi­tó­rio Sal­ga­do Zenha na Asso­ci­a­ção Aca­dé­mi­ca de Coim­bra com ses­sões às Ter­ças e Quin­tas.

Entra­da é gra­tui­ta.

 

6 de Dezembro

Ter­ça-Fei­ra

18h30

Carrotrope de Paulo d’Alva

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Car­ro­tro­pe é um novo brin­que­do ópti­co. Aglu­ti­na o car­ros­sel e o thrau­ma­tro­pe, dois objec­tos que repre­sen­tam os movi­men­tos cícli­cos da vida. Entre­tan­to, um homem bebe e o tem­po pas­sa ao rit­mo dos 24 fra­mes por segun­do.

 

 

 

A Glória de Fazer Cinema em Portugal  de Manuel Mozos

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A 18 de Setem­bro de 1929, José Régio escre­veu uma car­ta a Alber­to Ser­pa onde mani­fes­tou a von­ta­de de fun­dar uma pro­du­to­ra para come­çar a fazer cine­ma. Para isso, pediu-lhe que con­tac­tas­se um ami­go seu, que teria uma câma­ra de fil­mar.

 

 

 

Outubro Acabou de Karen Akerman e Miguel Seabra Lopes

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Outu­bro Aca­bou” é um fil­me res­ga­ta­do: a infân­cia que pega no cine­ma pelas suas mãos para nos devol­ver as suas ori­gens.

 

 

 

 

22h00

Os Filhos do Tédio  de Rodrigo Fernandes e Rita Alcaire

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A ati­tu­de é um por­me­nor que faz a dife­ren­ça. Eis o tem­po de falar sobre outro lado de Coim­bra, cida­de uni­ver­si­tá­ria por­tu­gue­sa.

 

 

 

 

 

8 de Dezembro

Quin­ta-Fei­ra

18h30

Embargo de António Ferreiraembargo

A par­tir da obra homó­ni­ma de José Sara­ma­go

Nuno é um homem que tra­ba­lha numa rou­lot­te de bifa­nas, mas que inven­tou uma máqui­na que pro­me­te revo­lu­ci­o­nar a indús­tria do cal­ça­do — um digi­ta­li­za­dor de pés. No meio de um embar­go petro­lí­fe­ro e depa­ran­do-se com uma estra­nha difi­cul­da­de, Nuno ten­ta obs­ti­na­da­men­te ven­der a máqui­na, obce­ca­do por um suces­so que o fará des­cu­rar algu­mas das coi­sas essen­ci­ais da sua vida. Quan­do Nuno fica estra­nha­men­te enclau­su­ra­do no seu pró­prio car­ro e per­de uma opor­tu­ni­da­de úni­ca de final­men­te pro­du­zir o seu inven­to, vê subi­ta­men­te a sua vida embar­ga­da…

22h00

The Last Analogue Tree de  Jorge Pelicano

last-analogue-treeUma árvo­re, últi­ma árvo­re. Ambas em ana­ló­gi­co.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pára-me de Repente o Pensamento de Jorge Pelicano

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Cafe­zi­nho, cigar­ri­nho. Moe­di­nha, outro cafe­zi­nho. Uten­tes vaguei­am pelos cor­re­do­res. Cir­cu­lam sós. Espe­ram. Mais uma pas­sa, um cigar­ro que mor­re em bea­ta. Tera­pi­as que ape­lam aos sen­ti­dos. Roti­nas que os puxam para a rea­li­da­de.

13 de Dezembro

Ter­ça-Fei­ra

18h30

Rosso Papavero de Martin Smatana

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Uma vez sob um céu estre­la­do, um peque­no rapaz com a cabe­ça cheia de fan­ta­sia é tes­te­mu­nha dum desem­pe­nho de cir­co de sonho.

 

 

 

 

 

LUX de Bernardo Lopes

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Pedro, um escri­tor soli­tá­rio, resol­ve embar­car num des­nor­teio ima­gi­ná­rio para con­se­guir che­gar à ideia para o seu novo roman­ce.

 

 

 

 

 

 

 

A Casa Azul  de Cláudia Clemente

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Tu não és dono da casa. Pas­sas atra­vés dela pelo tem­po que te toca viver. A casa per­ma­ne­ce­rá, mes­mo quan­do de ti nada res­tar senão cin­zas e pó. Tu não és impor­tan­te, só a casa impor­ta.

 

 

 

 

Quarto em Lisboa de Francisco Carvalho

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Maria sem­pre viveu sozi­nha. Um dia vê-se obri­ga­da a arren­dar o seu pró­prio quar­to a Joa­na, uma estu­dan­te que vem viver para Lis­boa.

 

 

 

 

 

22h00

Porque não sou o Giacometti do Séc. XXI de Tiago Pereira

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Des­de 2011 que gra­vo de for­ma fre­né­ti­ca e com­pro­me­ti­da enquan­to autor, mani­fes­ta­ções musi­cais e core­o­grá­fi­cas de vári­os géne­ros, per­di­das nos mon­tes e nos vales, nas cida­des e nas aldei­as pelo país todo, con­ti­nen­tal e insu­lar.

 

 

15 de Dezembro

Quin­ta-Fei­ra

18h30

Pov Inventod — Ecos Di Cap Verd de Juan Mesenguer Navarro

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Em 1984, um gru­po de jovens cabo-ver­di­a­nos, influ­en­ci­a­dos pelo espí­ri­to do fes­ti­val de Woods­tock, deci­di­ram cri­ar o fes­ti­val “Baia das Gatas” na ilha de San Vicen­te, Cabo Ver­de. Não podi­am ima­gi­nar que 30 anos depois este fes­ti­val seria uma refe­rên­cia para a ilha e um dos mais impor­tan­tes even­tos anu­ais do país.

 

 

22h00

Auto Rádio de Gonçalo Pôla

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Verão de 2015. Qua­tro ami­gos par­tem na mais lon­ga digres­são de datas con­se­cu­ti­vas de que há memó­ria na his­tó­ria da músi­ca por­tu­gue­sa. 5670 kms a bor­do de uma car­ri­nha Volkswa­gen Golf de 1996. Ben­ja­mim via­jou do core­to de Alvi­to até à Gafa­nha da Naza­ré, com eta­pa espe­ci­al no Fes­ti­val Bons Sons, na aldeia de Cem Sol­dos. A acom­pa­nhá-lo na estra­da, Antó­nio Vas­con­ce­los Dias, músi­co da ban­da, Manu­el San Payo, téc­ni­co de som e Gon­ça­lo Pôla, rea­li­za­dor-docu­men­ta­ris­ta.