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XVIII Caminhos do Cinema Português

De 9 a 17 Novembro 2011, o Centro de Estudos Cinematográficos, em parceria com a Associação de Artes Cinematográficas de Coimbra, apresenta a XVIII.ª Edição do Festival Caminhos do Cinema Português.

Toda a produção anual portuguesa terá uma retrospectiva, onde serão premiados os melhores intervenientes da sétima arte nacional na Secção Competitiva.

As escolas de cinema terão o seu próprio espaço de exibição dentro da secção ensaios visuais.

Os caminhos juniores darão a conhecer o que de melhor se faz em cinema juvenil a mais de 4000 crianças do concelho de Coimbra.

Haverá ainda espaço para as secções formativas com um curso completo de cinema – CINEMALOGIA – onde todos os passos para a realização de um filme serão abordados pelos especialistas nacionais da sétima arte.

Não percas pitada em www.caminhos.info. De 9 a 17 Novembro, Coimbra é a capital do cinema português.

Balanço de 2010 \ O Ano da Secção.

Findando o ano é tempo de efectuar balanços. O Centro de Estudos Cinematográficos está neste momento a meio do mandado que nos últimos anos mais actividades realizou paralelamente ao grande evento cultural da Academia Coimbrã que é o Festival Caminhos do Cinema Português.

Pode não parecer, mas toda a preparação de um evento com tal envergadura necessita de um ano inteiro de trabalho, em que são definidas as parcerias, as actividades, as identidades gráficas, os colaborados, …, enfim todo o caminho que permitiu que este ano cerca de 9100 espectadores tivessem direito a todo o cinema Português ao longo de dez dias no Teatro Académico de Gil Vicente. Da Animação à Longa Metragem, pequenos e graúdos ajudaram a fazer a maior festa de Cinema Português de sempre.

Muitos foram os caminhos que permitiram que a secção não fosse do ano, mas sim que fosse o ano da secção se afirmar novamente como centro produtor de audiovisual, quer ao longo do actual mandato, que o relatório de actividades é aqui anexado, como no final do anterior mandato que em auto-gestão, produziu um episódio piloto do programa de cinema “Os Suspeitos do Costume”, realizou a pós-produção da média metragem de Rodrigo Seco Lopes e José Fernandes.

Além da re-activação da produção além caminhos, foi também um ano em que se reactivou a formação interna e feita de forma mais contínua e menos intensiva. Nesta formação em técnica e produção de vídeo foram abordadas temáticas técnicas, assim como exercícios prácticos de montagem e produção de vídeo.

Filme do desassossego, novo filme de João Botelho

O cineasta português João Botelho estreia no próximo dia 29 de Setembro, no Centro Cultural de Belém (CCB), o seu novo e muito aguardado «Filme do Desassossego», uma leitura da obra de Bernardo Soares.
Dadas as características intrínsecas da genial obra, é opinião corrente que se trata de algo intransponível para o cinema. João Botelho, num longo e muito pessoal projecto, ousou de forma pouco convencional apresentar ao público português a sua visão.
O filme, que conta com as participações de Cláudio Silva, Rita Blanco, Alexandra Lencastre, Miguel Guilherme, Catarina Wallenstein, Caetano Veloso, Lula Pena e a fadista Carminho; não será exibido, por exigência do realizador, em qualquer sala de cinema nos centros comerciais. A estreia no Brasil ocorrerá na 34ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (Brasil) que ocorrerá entre 22 de Outubro e 4 de Novembro.

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Cineasta português ganha mostra no Rio de Janeiro

Pedro CostaO Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) realiza, entre os dias 11 e 23 de setembro, a mostra O Cinema de Pedro Costa, uma retrospectiva sobre o maior nome do novo cinema português.

A mostra apresentará os dez filmes – 7 longas e 3 curtas – de Pedro Costa e outros quatro filmes escolhidos pelo diretor por terem influenciado sua obra, entre eles Gente da Sicília, de Jean-Marie Straub e Danièle Huillet, e Beauty #2, de Andy Warhol.

Serão exibidos os filmes: O Sangue, Casa de Lava, Ossos, No Quarto de Vanda, Onde Jaz o teu Sorriso?, 6 Bagatelas, Juventude em Marcha, A Caça ao Coelho com Pau, Ne Change Rien, O Estado do Mundo e Roflorecer.

O diretor virá ao Rio de Janeiro para a retrospectiva de sua obra e conversará com o público na sexta-feira, 17 de setembros, às 20h, após a sessão de Juventude em Marcha.

O Cinema de Pedro Costa, que tem apoio do Instituto Camões e curadoria de Daniel Ribeiro Duarte, também acontecerá em São Paulo (de 1º a 12 de setembro) e Brasília (14 a 26 de setembro).
Fonte: Adoro Cinema – Assessoria

“Meu Querido Mês de Agosto” exibido em Nova Iorque

O filme «Aquele Querido Mês de Agosto», do cineasta português Miguel Gomes, estreou este mês em Nova Iorque, depois de ter recebido vários elogios na imprensa nova-iorquina que o considerou um inovador “pós-documentário”. A 17 de Setembro será exibido em Boston, no Harvard Film Archives, juntamente com outros filmes de Miguel Gomes.

Na edição da semana passada da revista «The New Yorker», o crítico Richard Brody descreve a segunda longa-metragem de Miguel Gomes como “distintamente moderna, com um populismo sincero e clarividente”. “A sua paciência e atenção terna aos hábitos, tradições e saber misturam-se com uma sociologia da migração e da xenofobia e um olhar de gravurista para a paisagem circundante”, escreveu a «New Yorker».
Também o suplemento de artes do jornal «New York Times» dedicou uma página aos “pós-documentários” de Gomes e outros realizadores dentro do mesmo género, como C.W. Winter. “Aquele Querido Mês de Agosto é ao mesmo tempo um musical, um diário de bordo, um melodrama familiar quase incestuoso, um retrato etnográfico das tradições populares portuguesas e das suas próprias sua própria produção caótica”, refere o artigo de Dennis Lim.
A 17 de Setembro o filme será exibido mais a norte, em Boston, no Harvard Film Archives, juntamente com outros filmes de Miguel Gomes, como «A Cara Que Mereces» e «Entretanto». Para este ciclo na cinemateca de Harvard, chamado “A Imaginação Musical de Miguel Gomes”, está anunciada a presença do jovem realizador, nascido em 1972, que irá dar uma “master class”.
O director da cinemateca, Haden Guest, afirma que Gomes é “um dos realizadores mais brilhantemente inovadores dentro do género pós-documentário”.
“Nos últimos anos, Portugal reapareceu como um estimulante novo destino no cambiante e sempre imprevisível mapa do cinema mundial, um importante centro de algumas das correntes mais inovadoras dentro da realização contemporânea”, refere. Juntamente com Pedro Costa e João Pedro Rodrigues, adianta, estão a explorar a tradição portuguesa de “cinema radical”, como antes o fizeram Paulo Rocha ou João César Monteiro, que recentemente foi alvo de um ciclo em Boston em Nova Iorque.
Gomes foi crítico de cinema, antes de dirigir uma série de curtas-metragens. «Aquele Querido Mês de Agosto», rodado na aldeia de Arganil, combina a história ficcionada de uma família de músicos com um documentário sobre os festivais de verão de música popular e outros hábitos da região, e ainda com um relato das dificuldades de produção do filme.
“No coração de Portugal, serrano, o mês de Agosto multiplica os populares e as actividades. Regressam à terra, lançam foguetes, controlam fogos, cantam karaoke, atiram-se da ponte, caçam javalis, bebem cerveja, fazem filhos. Se o realizador e a equipa do filme tivessem ido directamente ao assunto, resistindo aos bailaricos, reduzir-se-ia a sinopse: «Aquele Querido Mês de Agosto acompanha as relações sentimentais entre pai, filha e o primo desta, músicos numa banda de baile»”, lê-se na sinopse do filme.

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