Entre a paixão e a cooperação cria-se o cinema Português

Na voz de qua­tro con­vi­da­dos deba­teu-se a impor­tân­cia de ir além da nar­ra­ti­va cine­ma­to­grá­fi­ca. O modo como os Conim­bri­cen­ses vivem a ofer­ta cul­tu­ral da cida­de deu o rumo final à con­ver­sa.

Dis­cu­tir as mudan­ças na pro­du­ção de cine­ma em Por­tu­gal foi a pro­pos­ta apre­sen­ta­da por Sér­gio Dias Bran­co, mode­ra­dor da últi­ma Mas­ter­Ses­si­on da XXIV edi­ção dos Cami­nhos do Cine­ma Por­tu­guês com o tema “O valor de uma mar­ca do/no Cine­ma Por­tu­guês” . O finan­ci­a­men­to, o mar­ke­ting e a cul­tu­ra foram as temá­ti­cas abor­da­das ao lon­go da ses­são do dia 30 de novem­bro.

Edson Athay­de, CEO e Dire­tor Cri­a­ti­vo Exe­cu­ti­va da FCB Lis­boa, refle­tiu sobre o cru­za­men­to entre o mer­ca­do e o cine­ma. Ques­ti­o­na­do de que for­ma o mar­ke­ting pode aju­dar a indús­tria do cine­ma, Edson Athay­de, expli­cou que o fac­to de Por­tu­gal ser um país peque­no, deve con­du­zir o “foco para o networ­king”.

Jor­ge Peli­ca­no, rea­li­za­dor con­vi­da­do a estar pre­sen­te na ses­são, deu vári­os con­se­lhos aos pre­sen­tes. Des­de a impor­tân­cia de como se escre­ve uma his­tó­ria e se apre­sen­ta peran­te um con­jun­to de inves­ti­ga­do­res, até à pai­xão como fator de suces­so. O rea­li­za­dor citou Alfred Hit­ch­cock ao dizer “que se não con­se­guem fil­mar a car­ro­ça, fil­mem a roda”.

Inse­ri­do na temá­ti­ca do deba­te sobre a valo­ri­za­ção do cine­ma Por­tu­guês e do pró­prio país, sur­giu a ques­tão da copro­du­ção. Jor­ge Peli­ca­no expli­cou que, “como rea­li­za­dor, tem de se ir para além da nar­ra­ti­va”. No que toca à orga­ni­za­ção de toda uma pro­du­ção cine­ma­to­grá­fi­ca, des­de des­pe­sas com refei­ções a dor­mi­das, todos estes apoi­os são idei­as que o rea­li­za­dor sali­en­ta como impor­tan­tes para a rea­li­za­ção.

Sai­ba mais na seguin­te liga­ção: Entre a pai­xão e a coo­pe­ra­ção cria-se o cine­ma Por­tu­guês.