Arquivo da Categoria: Notícias

Montagem de Som e Imagem com Tomás Baltazar

No pró­xi­mo fim de sema­na, res­pe­ti­va­men­te nos dias 9 e 10 de dezem­bro, tem iní­cio a for­ma­ção para mais um módu­lo da 7ª edi­ção do cur­so de cine­ma — “Cine­ma­lo­gia”, nes­te caso o Módu­lo de Mon­ta­gem de Som e Ima­gem, a decor­rer no Depar­ta­men­to de Enge­nha­ria Infor­má­ti­ca da Uni­ver­si­da­de de Coim­bra. Com vis­ta a pre­pa­ra­ção para a mon­ta­gem de lon­gas e cur­tas metra­gens, serão abor­da­dos vári­os con­cei­tos fun­da­men­tais, des­de a pers­pe­ti­va his­tó­ri­ca de refe­rên­ci­as e evo­ca­ções na his­tó­ria da mon­ta­gem ao rac­cord — noção da con­ti­nui­da­de no espa­ço e no tem­po -, à defi­ni­ção de estru­tu­ra nar­ra­ti­va, e ain­da das dife­ren­tes com­po­nen­tes sono­ras.

+ em: Mon­ta­gem de Som e Ima­gem com Tomás Bal­ta­zar

Crónica do Festival – VII

E eis-nos che­ga­dos ao últi­mo dia da XXIII edi­ção do fes­ti­val “Cami­nhos do Cine­ma Por­tu­guês”, o úni­co fes­ti­val em Por­tu­gal exclu­si­va­men­te dedi­ca­do ao cine­ma de pro­du­ção naci­o­nal. Foi para este dia que ficou reser­va­da a exi­bi­ção de A Fábri­ca de Nada, de Pedro Pinho, na ses­são das 15.00h da Sele­ção Cami­nhos, na sala prin­ci­pal do TAGV. Este exer­cí­cio que atra­ves­sa esti­los e cata­lo­ga­ções para refle­tir sobre aspe­tos da con­jun­tu­ra recen­te da nos­sa soci­e­da­de e eco­no­mia era um dos fil­mes mais aguar­da­dos do fes­ti­val, como se ave­ri­guou pelo públi­co com­pu­nha a pla­teia e que, ape­sar das bai­xas tem­pe­ra­tu­ras daque­la tar­de géli­da de domin­go e de o fil­me ter pas­sa­do recen­te­men­te no cir­cui­to comer­ci­al, não quis per­der a opor­tu­ni­da­de de (re)ver esta que é uma das obras mais mar­can­tes de pro­du­ção por­tu­gue­sa dos tem­pos mais recen­tes. Depois, às 19.45h, foi no Mini­au­di­tó­rio Sal­ga­do Zenha que decor­reu a últi­ma ses­são de cine­ma des­ta edi­ção do fes­ti­val, nes­te caso dos Cami­nhos Mun­di­ais, com­pos­ta por qua­tro fil­mes de dife­ren­tes lati­tu­des. 
Esta­vam, então, assim con­cluí­das as ses­sões de cine­ma des­te ano. Os dife­ren­tes júris ter­mi­na­vam as suas ava­li­a­ções e fazi­am as neces­sá­ri­as reu­niões de deli­be­ra­ção para darem os seus vere­di­tos finais sobre os fil­mes a con­cur­so. Entre­tan­to, a sala prin­ci­pal do TAGV com­pu­nha-se para rece­ber os rea­li­za­do­res, ato­res, pro­du­to­res, ele­men­tos do júri, etc., na Gala de Encer­ra­men­to do Fes­ti­val e Entre­ga dos Pré­mi­os, que teve iní­cio às 22.00h. 
Con­tan­do com a apre­sen­ta­ção agra­dá­vel e com­pe­ten­te de Gon­ça­lo Melo Ribei­ro e de Tere­sa Roxo e com a atu­a­ção da Big Band Rags da Tuna Aca­dé­mi­ca da Uni­ver­si­da­de de Coim­bra, foi entre­gue, na Sele­ção Ensai­os, o Pré­mio de Melhor Ensaio Naci­o­nal a 78.4 FM, de Tia­go Amo­rim, pela ​ “for­ma inte­li­gen­te de con­tar uma his­tó­ria de amor e de per­da, de sonho e de suces­so”, e o de Melhor Ensaio Inter­na­ci­o­nal Fnac a Wai­ting Time, de Cla­ra Stern, da Film Aca­demy Vien­na, “pela per­ti­nên­cia do tema abor­da­do”. Foram ain­da atri­buí­das duas Men­ções Hon­ro­sas, para os fil­mes ​Art of Moving, de Lili­a­na Mari­nho de Sou­sa (Ensaio Naci­o­nal) e Pla­ce to Be, de Ido Chen e Ilan Bar, da Minshar Scho­ol of Art, Isra­el (Ensaio Inter­na­ci­o­nal).

O Pré­mio do Júri de Impren­sa CISION foi atri­buí­do a Antó­nio Um Dois Três, de Leo­nar­do Mou­ra­ma­teus, pela ​ “arqui­te­tu­ra nar­ra­ti­va ori­gi­nal; a rela­ção orgâ­ni­ca entre per­so­na­gens e nar­ra­ti­va; e o fac­to de o fil­me não seguir um mode­lo ou refe­rên­cia óbvi­os”.

Mar­co Mar­tins, por sua vez, ganhou o Pré­mio Don Qui­jo­te /​Júri IFSS /​FICC, com o seu São Jor­ge, ​ “pelo modo artís­ti­co de mos­trar o pro­ble­ma soci­al euro­peu”. 

Na Sele­ção Cami­nhos, o Pré­mio Reve­la­ção foi para Mau­ro Soa­res, ​ “pela inten­si­da­de da per­so­na­gem” a que deu vida no fil­me ​ Antó­nio Um Dois Três.

Rela­ti­va­men­te aos pré­mi­os téc­ni­cos, o de Melhor Comu­ni­ca­ção IVITY Brand Corp foi atri­buí­do a ​Tudo o que ima­gi­no, de Leo­nor Noi­vo, o de Melhor Ban­da Sono­ra a João Lucas, pelo seu tra­ba­lho em A Gru­ta de Darwin, de Joa­na Tos­te. O galar­dão de Melhor Argu­men­to Adap­ta­do foi entre­gue a O Dia em que as Car­tas Para­ram, de Cláu­dia Cle­men­te, e o de Melhor Argu­men­to Ori­gi­nal foi para Tudo o que Ima­gi­no, de André Simões e Leo­nor Noi­vo, ten­do ain­da sido atri­buí­da uma Men­ção Hon­ro­sa ao fil­me ​Sur­pre­sa, de Pau­lo Patrí­cio. O pré­mio de Melhor Som foi entre­gue a Arman­da de Car­va­lho, Antó­nio de Sou­sa Dias, João Ganho e Tia­go Matos pelo seu tra­ba­lho em Luz Obs­cu­ra, de Susa­na Sou­sa Dias. A Melhor Mon­ta­gem foi para Hele­na Inver­no em Notas de Cam­po, de Cata­ri­na Bote­lho. Os pré­mi­os de Melhor Carac­te­ri­za­ção, Melhor Rea­li­za­ção, Melhor Guar­da-Rou­pa e Melhor Foto­gra­fia, foram entre­gues res­pe­ti­va­men­te a Már­cia Lou­ren­ço, em ​Coe­lho Mau, de Car­los Con­cei­ção; Sebas­tião Sal­ga­do, em Já Pas­sou; Susa­na Abreu e Tici­a­na Pas­sos, em ​His­tó­ri­as de Ali­ce, de Oswal­do Cal­dei­ra; e João Ribei­ro (AIP), em ​Rosas de Erme­ra, de Luís Fili­pe Rocha. Já a Melhor Dire­ção de Arte foi para João C. Mar­tins (JONI), em ​His­tó­ri­as de Ali­ce, de Oswal­do Cal­dei­ra, ​ “pela rique­za e rigor que con­fe­re con­tex­to e cre­di­bi­li­da­de à his­tó­ria”. Nas cate­go­ri­as de inter­pre­ta­ção, Joa­na Pais de Bri­to foi galar­do­a­da com o Pré­mio de Melhor Atriz Secun­dá­ria em ​A Mãe é que Sabe, de Nuno Rocha, José Rapo­so o de Melhor Ator Secun­dá­rio pelo seu papel em São Jor­ge, de Mar­co Mar­tins, Ana Bus­torff o de Melhor Atriz por O Dia em Que as Car­tas Para­ram, e Nuno Lopes foi o Melhor Ator pelo fil­me São Jor­ge, de Mar­co Mar­tins.

Os Pré­mi­os Ofi­ci­ais da Sele­ção Cami­nhos foram entre­gues a Quem é Bár­ba­ra Vir­gí­nia?, de Luí­sa Sequei­ra (Melhor Docu­men­tá­rio Uni­ver­si­da­de de Coim­bra); ​Últi­ma Cha­ma­da, de Sara Bar­bas (Melhor Ani­ma­ção Fru­ti­bair­ra­da); ​Humo­res Arti­fi­ci­ais, de Gabri­el Abran­tes (Melhor Cur­ta Turis­mo do Cen­tro); ​Antó­nio Um Dois Três, de Leo­nar­do Mou­ra­ma­teus (Melhor Lon­ga-metra­gem); e ​Água Mole, de Ale­xan­dra Rami­res e Lau­ra Gon­çal­ves (Gran­de Pré­mio do Fes­ti­val Por­tu­gal Sou Eu). Foram ain­da atri­buí­das Men­ções Hon­ro­sas a Vou-me Des­pe­dir do Rio, de Pedro Cruz (Melhor Docu­men­tá­rio), a Coup de Grâ­ce, de Salo­mé Lamas (Melhor Cur­ta) e a A Toca­do­ra, de Joa­na Ima­gi­ná­rio (Melhor Ani­ma­ção). Quan­to ao Pré­mio do Públi­co Cha­ma Ama­re­la, foi atri­buí­do ao fil­me ​Cora­ção Negro, de Rosa Cou­ti­nho Cabral.

Foi boni­ta a fes­ta do cine­ma por­tu­guês. Para o ano está pro­me­ti­do que have­rá mais.  

Bru­no Fon­tes

2017

+ em: Cró­ni­ca do Fes­ti­val – VII

Encerra a 23ª edição dos Caminhos do Cinema Português

Nes­te últi­mo dia de fes­ti­val pode­mos con­tar com uma últi­ma ses­são da Sele­ção Cami­nhos e dos Cami­nhos Mun­di­ais, e com a tão aguar­da­da ceri­mó­nia de entre­ga dos pré­mi­os aos fil­mes ven­ce­do­res. Pelas 15 horas, no TAGV, pude­mos assis­tir ao dra­ma musi­cal “A Fábri­ca de Nada” de Pedro Pinho, fil­me ven­ce­dor de pré­mi­os nos fes­ti­vais de

+ em: Encer­ra a 23ª edi­ção dos Cami­nhos do Cine­ma Por­tu­guês

Crónica do Festival – VI

O dia 2 de dezem­bro foi o sex­to do fes­ti­val “Cami­nhos do Cine­ma Por­tu­guês”. Pas­sa­das que eram já incon­tá­veis horas de visu­a­li­za­ção de novís­si­mas obras cine­ma­to­grá­fi­cas de pro­du­ção naci­o­nal, feliz­men­te fal­ta­vam ain­da algu­mas mais, pois se há uma pala­vra que pode defi­nir este sex­to dia, essa pala­vra é “pode­ro­so”.
Às 14.30 foi pos­sí­vel assis­tir, no Mini-Audi­tó­rio Sal­ga­do Zenha, ao quar­to e últi­mo seg­men­to de “No Tri­lho dos Natu­ra­lis­tas”, que exi­biu o fil­me São Tomé e Prín­ci­pe, de Luí­sa Homem. Enquan­to a ses­são decor­ria, come­ça­va às 15.00h, na sala prin­ci­pal do TAGV, a pri­mei­ra do dia da Sele­ção Cami­nhos, com­pos­ta pela cur­ta-metra­gem Nyo Weta Naf­ta, de Ico Cos­ta, e pela lon­ga-metra­gem mais recen­te de Luís Fili­pe Rocha, Rosas de Erme­ra, que cons­ti­tuiu uma vali­o­sa opor­tu­ni­da­de para rever este fil­me bas­tan­te rele­van­te e que é assi­na­do por um dos mais impor­tan­tes cine­as­tas por­tu­gue­ses das últi­mas déca­das.

Os Cami­nhos não se inter­rom­pem, e às 16.30h, outra vez no Mini-Audi­tó­rio Sal­ga­do Zenha, tinham iní­cio as pro­je­ções dos cin­co fil­mes do dia da Sele­ção Ensai­os Inter­na­ci­o­nais, mas, uma hora depois, o segun­do gon­go da sala prin­ci­pal do TAGV lem­bra­va que esta­va pres­tes a come­çar a segun­da ses­são da Sele­ção Cami­nhos. É um fac­to que as sobre­po­si­ções dos horá­ri­os das ses­sões podem ser um cons­tran­gi­men­to, mas, ten­do em con­ta que exis­tem mais de ses­sen­ta horas de cine­ma para mos­trar em menos de uma sema­na, é real­men­te neces­sá­rio que seja des­te modo. Por isso, como em tudo o res­to na vida, veja-se o lado posi­ti­vo: Luis Buñu­el, no seu livro de memó­ri­as, evo­ca as noi­tes pas­sa­das com Bre­ton e com outros com­pag­nons de rou­te sur­re­a­lis­tas a nave­gar de sala de cine­ma em sala de cine­ma, de for­ma a que, obten­do a sua pró­pria expe­ri­ên­cia de mon­ta­gem fíl­mi­ca, pudes­sem encon­trar novos sen­ti­dos nos seg­men­tos dos fil­mes que viram, em vez de ade­ri­rem pas­si­va­men­te à visão do rea­li­za­dor. E quem esco­lheu sair a meio da ses­são das 16.30h para se diri­gir ao TAGV cer­ta­men­te que não ficou arre­pen­di­do, já que, depois das cur­tas-metra­gens Qual­quer Coi­sa de Belo, de Pedro Sena Nunes, e Vou-me des­pe­dir do rio, de David Gomes, pôde assis­tir a outro “mur­ro no estô­ma­go” des­ta XXIII edi­ção do fes­ti­val: a lon­ga-metra­gem Luz Obs­cu­ra, de Susa­na Sou­sa Dias.

O dia ter­mi­nou com a últi­ma ses­são da noi­te da Sele­ção Cami­nhos des­ta edi­ção, que con­te­ve mais qua­tro fil­mes assi­na­lá­veis: A Gru­ta de Darwin, de Joa­na Tos­te, Cou­pe de Grâ­ce, de Salo­mé Lamas, Altas Cida­des de Ossa­das, de João Sala­vi­za, e Tar­ra­fal, de João Para­de­la. Foi um dia cheio de cine­ma por­tu­guês e de emo­ções for­tes. E fal­ta ain­da mais um.

Bru­no Fon­tes
2017

+ em: Cró­ni­ca do Fes­ti­val – VI