Arquivo de etiquetas: caminhos

Banda Sonora com Jorri

Módu­lo de Ban­da Sono­ra

O músi­co João Sil­va (Jor­ri) é o for­ma­dor do módu­lo de Ban­da Sono­ra, o últi­mo módu­lo do Cine­ma­lo­gia 7’xpress.

No pró­xi­mo domin­go, dia 17 de dezem­bro, tem iní­cio a for­ma­ção para o últi­mo módu­lo da 7ª edi­ção do cur­so de cine­ma — “Cine­ma­lo­gia”: o Módu­lo de Ban­da Sono­ra. Nes­ta for­ma­ção, os alu­nos deve­rão con­se­guir com­pre­en­der a rela­ção die­gé­ti­ca da músi­ca com a nar­ra­ti­va. Abor­da a for­ma como a músi­ca cria e modi­fi­ca o ambi­en­te nar­ra­ti­vo.

João Sil­va (Jor­ri) é músi­co, com­po­si­tor, pro­du­tor e ins­tru­men­tis­ta, nas­ci­do em Coim­bra a 20 de Abril de 1979, mas cres­ceu em Alco­ba­ça até ingres­sar na Facul­da­de de Ciên­ci­as e Tec­no­lo­gia da Uni­ver­si­da­de de Coim­bra. Em 1999, sur­ge em Coim­bra o pro­je­to “a Jig­saw”, sen­do um dos seus mem­bros fun­da­do­res. Ban­da essa que, além de músi­co e com­po­si­tor, assu­me tam­bém o papel de pro­du­tor. Embo­ra sem nun­ca ter fei­to uma ban­da sono­ra para um fil­me, com “a Jig­saw” musi­cou vári­os, um dos quais duran­te o Fes­ti­val Cami­nhos do Cine­ma Por­tu­guês.

A decor­rer, como habi­tu­al, no Depar­ta­men­to de Enge­nha­ria Infor­má­ti­ca da Uni­ver­si­da­de de Coim­bra, a for­ma­ção tem iní­cio pelas 9 horas e fim pre­vis­to para as 18 horas.

Correcção de Cor com Manuel Pinto Barros

Módu­lo de Cor­re­ção de Cor

O Dire­tor de Foto­gra­fia Manu­el Pin­to Bar­ros é o for­ma­dor do Módu­lo de Cor­re­ção de Cor, no qual se pre­ten­de apro­fun­dar os sabe­res essen­ci­al­men­te prá­ti­cos sobre a base de um pro­ces­so de cor­rec­ção de cor, bem como a impor­tân­cia da cor, da luz e da som­bra, como con­du­tor visu­al e sen­so­ri­al.

No pró­xi­mo sába­do, dia 16 de dezem­bro, tem iní­cio a for­ma­ção do módu­lo de cor­re­ção de cor da 7ª edi­ção do cur­so de cine­ma — “Cine­ma­lo­gia”, no Depar­ta­men­to de Enge­nha­ria Civil, ini­ci­an­do às 9 horas e com fim pre­vis­to para as 18 horas. Numa com­po­nen­te mai­o­ri­ta­ri­a­men­te prá­ti­ca, será pre­ten­di­do que os for­man­dos adqui­ram os conhe­ci­men­tos base de um pro­ces­so de color grad­ding, para que adqui­ram a sen­si­bi­li­da­de sobre a impor­tân­cia da cor, da luz e/ou da som­bra, como con­du­tor visu­al e sen­so­ri­al de uma his­tó­ria.

Manu­el Pin­to Bar­ros é licen­ci­a­do em Cine-Vídeo pela Esco­la Supe­ri­or Artís­ti­ca do Por­to (ESAP), em 2008. Após a con­clu­são dos seus estu­dos, inte­grou diver­sos pro­je­tos como Dire­tor de Foto­gra­fia, pas­san­do por publi­ci­da­des, cur­tas-metra­gens e vide­o­cli­pes. Em cada fil­me pro­cu­ra incu­tir um esti­lo esté­ti­co úni­co, uti­li­zan­do vari­a­das téc­ni­cas sem­pre em arti­cu­la­ção com as espe­ci­fi­ci­da­des de cada pro­du­ção, que o leva­ram a tra­ba­lhar algu­mas das mais impor­tan­tes mar­cas do mer­ca­do Por­tu­guês, entre as quais F.C.Porto, Sonae/Continente, McDonald’s ou TAP.

Montagem de Som e Imagem com Tomás Baltazar

No pró­xi­mo fim de sema­na, res­pe­ti­va­men­te nos dias 9 e 10 de dezem­bro, tem iní­cio a for­ma­ção para mais um módu­lo da 7ª edi­ção do cur­so de cine­ma — “Cine­ma­lo­gia”, nes­te caso o Módu­lo de Mon­ta­gem de Som e Ima­gem, a decor­rer no Depar­ta­men­to de Enge­nha­ria Infor­má­ti­ca da Uni­ver­si­da­de de Coim­bra. Com vis­ta a pre­pa­ra­ção para a mon­ta­gem de lon­gas e cur­tas metra­gens, serão abor­da­dos vári­os con­cei­tos fun­da­men­tais, des­de a pers­pe­ti­va his­tó­ri­ca de refe­rên­ci­as e evo­ca­ções na his­tó­ria da mon­ta­gem ao rac­cord — noção da con­ti­nui­da­de no espa­ço e no tem­po -, à defi­ni­ção de estru­tu­ra nar­ra­ti­va, e ain­da das dife­ren­tes com­po­nen­tes sono­ras.

+ em: Mon­ta­gem de Som e Ima­gem com Tomás Bal­ta­zar

Crónica do Festival – VII

E eis-nos che­ga­dos ao últi­mo dia da XXIII edi­ção do fes­ti­val “Cami­nhos do Cine­ma Por­tu­guês”, o úni­co fes­ti­val em Por­tu­gal exclu­si­va­men­te dedi­ca­do ao cine­ma de pro­du­ção naci­o­nal. Foi para este dia que ficou reser­va­da a exi­bi­ção de A Fábri­ca de Nada, de Pedro Pinho, na ses­são das 15.00h da Sele­ção Cami­nhos, na sala prin­ci­pal do TAGV. Este exer­cí­cio que atra­ves­sa esti­los e cata­lo­ga­ções para refle­tir sobre aspe­tos da con­jun­tu­ra recen­te da nos­sa soci­e­da­de e eco­no­mia era um dos fil­mes mais aguar­da­dos do fes­ti­val, como se ave­ri­guou pelo públi­co com­pu­nha a pla­teia e que, ape­sar das bai­xas tem­pe­ra­tu­ras daque­la tar­de géli­da de domin­go e de o fil­me ter pas­sa­do recen­te­men­te no cir­cui­to comer­ci­al, não quis per­der a opor­tu­ni­da­de de (re)ver esta que é uma das obras mais mar­can­tes de pro­du­ção por­tu­gue­sa dos tem­pos mais recen­tes. Depois, às 19.45h, foi no Mini­au­di­tó­rio Sal­ga­do Zenha que decor­reu a últi­ma ses­são de cine­ma des­ta edi­ção do fes­ti­val, nes­te caso dos Cami­nhos Mun­di­ais, com­pos­ta por qua­tro fil­mes de dife­ren­tes lati­tu­des. 
Esta­vam, então, assim con­cluí­das as ses­sões de cine­ma des­te ano. Os dife­ren­tes júris ter­mi­na­vam as suas ava­li­a­ções e fazi­am as neces­sá­ri­as reu­niões de deli­be­ra­ção para darem os seus vere­di­tos finais sobre os fil­mes a con­cur­so. Entre­tan­to, a sala prin­ci­pal do TAGV com­pu­nha-se para rece­ber os rea­li­za­do­res, ato­res, pro­du­to­res, ele­men­tos do júri, etc., na Gala de Encer­ra­men­to do Fes­ti­val e Entre­ga dos Pré­mi­os, que teve iní­cio às 22.00h. 
Con­tan­do com a apre­sen­ta­ção agra­dá­vel e com­pe­ten­te de Gon­ça­lo Melo Ribei­ro e de Tere­sa Roxo e com a atu­a­ção da Big Band Rags da Tuna Aca­dé­mi­ca da Uni­ver­si­da­de de Coim­bra, foi entre­gue, na Sele­ção Ensai­os, o Pré­mio de Melhor Ensaio Naci­o­nal a 78.4 FM, de Tia­go Amo­rim, pela ​ “for­ma inte­li­gen­te de con­tar uma his­tó­ria de amor e de per­da, de sonho e de suces­so”, e o de Melhor Ensaio Inter­na­ci­o­nal Fnac a Wai­ting Time, de Cla­ra Stern, da Film Aca­demy Vien­na, “pela per­ti­nên­cia do tema abor­da­do”. Foram ain­da atri­buí­das duas Men­ções Hon­ro­sas, para os fil­mes ​Art of Moving, de Lili­a­na Mari­nho de Sou­sa (Ensaio Naci­o­nal) e Pla­ce to Be, de Ido Chen e Ilan Bar, da Minshar Scho­ol of Art, Isra­el (Ensaio Inter­na­ci­o­nal).

O Pré­mio do Júri de Impren­sa CISION foi atri­buí­do a Antó­nio Um Dois Três, de Leo­nar­do Mou­ra­ma­teus, pela ​ “arqui­te­tu­ra nar­ra­ti­va ori­gi­nal; a rela­ção orgâ­ni­ca entre per­so­na­gens e nar­ra­ti­va; e o fac­to de o fil­me não seguir um mode­lo ou refe­rên­cia óbvi­os”.

Mar­co Mar­tins, por sua vez, ganhou o Pré­mio Don Qui­jo­te /​Júri IFSS /​FICC, com o seu São Jor­ge, ​ “pelo modo artís­ti­co de mos­trar o pro­ble­ma soci­al euro­peu”. 

Na Sele­ção Cami­nhos, o Pré­mio Reve­la­ção foi para Mau­ro Soa­res, ​ “pela inten­si­da­de da per­so­na­gem” a que deu vida no fil­me ​ Antó­nio Um Dois Três.

Rela­ti­va­men­te aos pré­mi­os téc­ni­cos, o de Melhor Comu­ni­ca­ção IVITY Brand Corp foi atri­buí­do a ​Tudo o que ima­gi­no, de Leo­nor Noi­vo, o de Melhor Ban­da Sono­ra a João Lucas, pelo seu tra­ba­lho em A Gru­ta de Darwin, de Joa­na Tos­te. O galar­dão de Melhor Argu­men­to Adap­ta­do foi entre­gue a O Dia em que as Car­tas Para­ram, de Cláu­dia Cle­men­te, e o de Melhor Argu­men­to Ori­gi­nal foi para Tudo o que Ima­gi­no, de André Simões e Leo­nor Noi­vo, ten­do ain­da sido atri­buí­da uma Men­ção Hon­ro­sa ao fil­me ​Sur­pre­sa, de Pau­lo Patrí­cio. O pré­mio de Melhor Som foi entre­gue a Arman­da de Car­va­lho, Antó­nio de Sou­sa Dias, João Ganho e Tia­go Matos pelo seu tra­ba­lho em Luz Obs­cu­ra, de Susa­na Sou­sa Dias. A Melhor Mon­ta­gem foi para Hele­na Inver­no em Notas de Cam­po, de Cata­ri­na Bote­lho. Os pré­mi­os de Melhor Carac­te­ri­za­ção, Melhor Rea­li­za­ção, Melhor Guar­da-Rou­pa e Melhor Foto­gra­fia, foram entre­gues res­pe­ti­va­men­te a Már­cia Lou­ren­ço, em ​Coe­lho Mau, de Car­los Con­cei­ção; Sebas­tião Sal­ga­do, em Já Pas­sou; Susa­na Abreu e Tici­a­na Pas­sos, em ​His­tó­ri­as de Ali­ce, de Oswal­do Cal­dei­ra; e João Ribei­ro (AIP), em ​Rosas de Erme­ra, de Luís Fili­pe Rocha. Já a Melhor Dire­ção de Arte foi para João C. Mar­tins (JONI), em ​His­tó­ri­as de Ali­ce, de Oswal­do Cal­dei­ra, ​ “pela rique­za e rigor que con­fe­re con­tex­to e cre­di­bi­li­da­de à his­tó­ria”. Nas cate­go­ri­as de inter­pre­ta­ção, Joa­na Pais de Bri­to foi galar­do­a­da com o Pré­mio de Melhor Atriz Secun­dá­ria em ​A Mãe é que Sabe, de Nuno Rocha, José Rapo­so o de Melhor Ator Secun­dá­rio pelo seu papel em São Jor­ge, de Mar­co Mar­tins, Ana Bus­torff o de Melhor Atriz por O Dia em Que as Car­tas Para­ram, e Nuno Lopes foi o Melhor Ator pelo fil­me São Jor­ge, de Mar­co Mar­tins.

Os Pré­mi­os Ofi­ci­ais da Sele­ção Cami­nhos foram entre­gues a Quem é Bár­ba­ra Vir­gí­nia?, de Luí­sa Sequei­ra (Melhor Docu­men­tá­rio Uni­ver­si­da­de de Coim­bra); ​Últi­ma Cha­ma­da, de Sara Bar­bas (Melhor Ani­ma­ção Fru­ti­bair­ra­da); ​Humo­res Arti­fi­ci­ais, de Gabri­el Abran­tes (Melhor Cur­ta Turis­mo do Cen­tro); ​Antó­nio Um Dois Três, de Leo­nar­do Mou­ra­ma­teus (Melhor Lon­ga-metra­gem); e ​Água Mole, de Ale­xan­dra Rami­res e Lau­ra Gon­çal­ves (Gran­de Pré­mio do Fes­ti­val Por­tu­gal Sou Eu). Foram ain­da atri­buí­das Men­ções Hon­ro­sas a Vou-me Des­pe­dir do Rio, de Pedro Cruz (Melhor Docu­men­tá­rio), a Coup de Grâ­ce, de Salo­mé Lamas (Melhor Cur­ta) e a A Toca­do­ra, de Joa­na Ima­gi­ná­rio (Melhor Ani­ma­ção). Quan­to ao Pré­mio do Públi­co Cha­ma Ama­re­la, foi atri­buí­do ao fil­me ​Cora­ção Negro, de Rosa Cou­ti­nho Cabral.

Foi boni­ta a fes­ta do cine­ma por­tu­guês. Para o ano está pro­me­ti­do que have­rá mais.  

Bru­no Fon­tes

2017

+ em: Cró­ni­ca do Fes­ti­val – VII