Ciclo de Cinema “Paisagens Culturais”

O Centro de Estudos Cinematográficos e o Museu Monográfico de Conimbriga apresentam como programação cultural no âmbito do Dia Internacional dos Museus, este ano sob a diretriz “Museus e Paisagens Culturais”, um Ciclo de Cinema.

Através da “Sétima Arte” procuram-se redescobrir outras paisagens, outras estórias, centradas na cidade de Coimbra. Desde a obra prima “Capas Negras”, onde a fadista Amália Rodrigues revelou o seu talento como atriz, passando também pelas lutas académicas dos anos 1969 em “Futebol de Causas”. “O Rasganço”, “Quinto Império” e “O Arquitecto e a Cidade Velha” são outras das obras que permitirão fazer uma viagem pelo tempo, percorrer momentos históricos, observar panoramas e iconografias diversas, retratadas pelo olhar peculiar de realizadores portugueses.

Entre os dias 17 e 21 de Maio, a partir das 21h30, no Auditório do Museu Monográfico de Conimbriga. A Entrada é Gratuita e limitada a 90 lugares.

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Como complemento a este ciclo de cinema há a possibilidade de se jantar no Restaurante do Museu Monográfico de Conimbriga. A reserva para jantar assegura automaticamente lugar na sala.

Ementa (10 € por pessoa com tudo incluído):
Dia 17: Caldo verde, Churrasquinho de porco preto, Panna-cotta.
Dia 18: Sopa de espinafres, Lombinho recheado com ameixas, Bolo de chocolate com gelado.
Dia 19: Sopa do mar, Salmão confitado, Bolo de ananás com gelado.
Dia 20: Sopa de legumes, Tibornada de bacalhau, Torta de laranja.
Dia 21: Duo de cenoura e couve-flor, Perú recheado com alheira, Tiramisú

Mais informação através do 239 941 177 / conimbriga@dgpc.pt

Convocatória de Plenário

Nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 17.º do Regulamento Interno, a Mesa do Plenário do Centro de Estudos Cinematográficos da Associação Académica de Coimbra (CEC/AAC) convoca todos os sócios ordinários para um Plenário a realizar-se no dia 23 de Maio de 2016, pelas 18h30, no Mini – Auditório de Salgado Zenha, com a seguinte ordem de trabalhos:

Ponto 1 – Marcação de Eleições e aprovação do Regulamento Eleitoral;
Ponto 2 – Outros Assuntos.

De acordo com o ponto 1 do artigo 18.º do Regulamento Interno, o Plenário funcionará à hora marcada com quórum de 50 %. Caso tal não aconteça, funcionará meia hora depois com qualquer número de presenças.

Coimbra, 2 de Maio de 2016

A Presidente da Mesa do Plenário do CEC/AAC
Catarina Pinheiro

Corpos gerentes 2015-2016

No passado dia 14 de Julho tomaram posse os novos corpos gerentes do Centro de Estudos Cinematográficos.

Direcção do Centro de Estudos Cinematográficos da AAC:
Presidente
Tiago José Miranda Santos – Sócio nº666

Vice-Presidente
André Filipe da Silva Cardoso – Sócio nº 778

Tesoureiro
Vítor Daniel Pires Ferreira – Sócio nº 415

Secretária
Débora Filomena Pires dos Santos – Sócia nº 738

Primeiro Vogal
João Rui Pais de Oliveira Agostinho – Sócio nº 753

Segundo Vogal
António Francisco Almeida Rocha Pita – Sócio nº 757

Terceiro Vogal
Rui Adriano Paiva de Brito Sousa – Sócio nº 622

Suplentes
1º – Ana Cristina Monteiro e Monteiro – Sócia nº 800

2º – Sérgio Miguel Martins Rebelo – Sócio nº 759

Mesa de Plenário do Centro de Estudos Cinematográficos da AAC

Presidente
Catarina Isabel Marques Pinheiro – Sócia nº 680

Vice-Presidente
Vasco Nuno Tiago Ferreira – Sócio nº 792

Secretária
Lia Daniela Carvalho Ferreira – Sócia nº 776

Suplente
Miguel Ferreira Bacalhau Monteiro Rodrigues – Sócio nº 797

Uma Guitarra Mágica

O CEC abre hoje uma nova rubrica nas suas críticas cinematográfica. Com o intuito de reatar os laços dos actuais com os antigos sócios activos, vamos semanalmente publicar as críticas publicadas ao longo dos mais de 65 anos de actividade ininterrupta. A abrir esta rubrica publicamos a crítica do sócio Bruno Dias, do filme “Uma Guitarra Mágica” de Woddy Allen, inserido no número 27 da Revista Apokalipse (2001).

Uma Guitarra Mágica, 1999

Há filmes que parecem ter sido feitos para nos mostrar uma sequência, um plano, um rosto. “Sweet and Lowdown”, o último filme de Woody Allen estreado em Portugal é um desses filmes. Todo o filme, todas as acções vão desaguar na sequência em que Emmet (Sean Penn) parte a sua guitarra contra uma arvore. Um acto de desespero de alguém que acaba de tomar consciência que na vida certos momentos não se repetem.

Antes de analisar essa sequência, começo no entanto pelo principio. O filme inicia-se com os depoimentos de várias pessoas, entre elas o próprio Woody Allen, acerca de um dos guitarrista mais prodigiosos que a América conheceu. O problema está no facto de a maior parte do que se sabe dele serem apenas histórias não confirmadas, especialmente nos anos iniciais. Esses primeiros depoimentos acabam com a referência à primeira história que se conhece sobre Emmet. Nessa história ficam logo evidentes o seu talento e os principais traços de personalidade: irresponsável e egocêntrico. O filme cobre o período que vai desde esse episódio até ao seu apogeu artístico, pois nada se sabe sobre ele posteriormente.

Emmet intitula-se como o segundo melhor guitarrista do mundo depois do cigano francês Django. Ao longo de toda a sua vida ele vai alimentar uma veneração por esse homem ao ponto de desmaiar sempre que o vê. O que se conhece sobre ele baseia-se nas relações que manteve com duas mulheres: Hattie (Samantha Morton) e Blanche (Uma Thurman). Duas mulheres não poderiam ser mais diferentes. O que uma tem de humildade, a outra tem de extravagância. Se a última tudo questiona a primeira nada diz… até porque é muda. Emmet conhece Hattie num dia onde ele e um dos elementos da sua banda se dedicam a arranjar uma namorada. Quando eles veem  Hattie e a sua amiga não se entendem em quem fica com quem. Como resolver esse problema? Fácil. Atira-se uma moeda ao ar e está resolvido! Quando Emmet descobre que Hattie é muda fica incrédulo. Mal sabe ele a importância que ela irá ter na sua personalidade, vida e na sua arte.

A relação que se estabelece entre Emmet e Hattie é baseada no domínio dele e na passividade dela. Emmet descobre o carro dos seus sonhos mas o seu empresário considera-o demasiado caro. Resposta de Emmet: Hattie pode deixar de comer sobremesa. Pouco depois de se conhecerem Hattie e Emmet tem sexo. A ânsia dela é tanta que facilmente se adivinha que aquela está a ser a sua primeira vez. Isto ajuda-nos a perceber o modo como ela se entrega a Emmet. A sua paixão e inocência  é magnificamente expressa no ar de satisfação com que ela troca um pneu. Isto enquanto o namorado descansa na relva e sarcasticamente lhe lembra ter dito que a viagem não iria ser um passeio. A relação idílica deles acaba abruptamente com a fuga dele a meio da noite.


Blanche é a mulher que se segue. A diferença entre esta e a anterior começa logo por ser ela quem vai ter com ele. Ela é uma escritora que persegue uma boa história. Emmet conta-lhe que a sua anterior namorada não era suficiente para ele. Pouco tempo depois Emmet decide repentinamente casar com ela. Esta nova relação é tempestiva. Blanche tem uma personalidade muito forte e ideias precisas acerca do que quer. Blanche interessa-se por tudo aquilo que sai da normalidade. É por isso que ela se sente curiosa pela genialidade de Emmet. Porem quando ela conhece Al Torrio (Anthony LaPaglia), um homem ligado  à máfia que lhe fala da morte e do assassinato como algo de natural. Blanche fica imediatamente interessada nele. Ao notar isso ele avança. Blanche começa assim uma relação dupla. Um amigo de Emmet avisa-o desse caso, ele recusa aceitar esse facto pois não quer por em causa a sua masculinidade. Só que a duvida fica e ele começa a perseguir a sua mulher. Quando a mulher vai ao cinema, ele segue-a. No cinema ela encontra-se com o amante. Enquanto estes  estão a ver o filme, ele entra no carro e vai para o banco traseiro. Depois do filme os amantes vão dar uma volta. Durante esse passeio Emmet tem tempo de ouvir a mulher dizer que ele não é o melhor amante pois está sempre a pensar na música. Quando eles param numa bomba de gasolina inicia-se um dos melhores momento do filme. Acerca desse episódio da vida de Emmet existem várias versões. Woody Allen filma cada uma delas. O que é fascinante é que em cada uma delas existem sempre os mesmos acontecimentos, mas com uma ordem diferente. É assim que temos tiros, acidentes de carro… e como se constroem os boatos a partir de alguma verdade. Brilhante!

Depois desse incidente Emmet abandona a sua mulher. Na sua solidão decide voltar a ver Hattie. Começa por lhe dizer que não se importava que ela viesse com ele numa digressão a New York. Só que ela escreve-lhe num papel algo que lhe destrói os sonhos. Ela tem filhos.

Emmet despede-se dela e continua a sua vida. Ou seja continua a tocar guitarra, ter namoradas  a quem fazia questão de levar a ver comboios e disparar contra ratazanas numa lixeira.

É exactamente com uma dessas mulheres que ele está a ver um comboio passar. Ela não percebe a piada daquilo e está sempre a pedir para se ir embora. Isso desencadeia nele uma reacção de rejeição. Ele manda-a embora e é então que ele vai partir a sua guitarra na árvore.

Porque? É nessa altura que Emmet realiza que deixou ir embora a mulher da sua vida. Aquela que o compreendia. Perdeu tudo isso devido ao seu narcisismo. Emmet começa a chorar agarrado a essa árvore. Já não há nada a fazer. A não ser dedicar-se à sua paixão: a guitarra.

Woody Allen comenta que o melhor da sua obra é feito nessa altura e felizmente foi gravado. Foi ao ouvir essas gravações que ele se tornou fã incondicional de Emmet. É com elas que finalmente Emmet atinge o nível de Django. Blanche dizia-lhe sempre que se ele deixasse os seus sentimentos inspirarem a sua música ela seria ainda melhor. Ele no entanto evitava fazê-lo. Emmet considerava que só a sua música era importante, tudo o resto era inferior tal como ele dizia às mulheres, inclusive estas. É Hattie que vem alterar a sua posição. É ela que vai abrir o seu coração. É ela a responsável pela maturidade que Emmet adquire e lhe permite realizar o melhor da sua obra.

3ª Edição do Brevemente

O Centro de Estudos Cinematográficos e a Secção de Televisão da AAC organizam o Concurso Universitário de Design e Multimédia – Brevemente — com o intuito de:
— Estimular a criatividade nas comunidades dos países de língua oficial Portuguesa
— Descobrir novos valores no design e multimédia no meio académico;
— Estimular a exibição pública de trabalhos realizados por estudantes.

Além destes objectivos, a edição de 2013 do concurso Brevemente tem como pano de fundo o tema da XV edição da Semana Cultural da Universidade de Coimbra: “Ser de Água”. O trabalho que melhor reflectir este tema será distinguido com o “Prémio Semana Cultural da Universidade de Coimbra”.

Eis o programa para a cerimónia de entrega de prémios:

24 de Abril, 16:00, Museu da Ciência

— Apresentação da 3ª Edição

— Apresentação de Adriano Esteves (Burocratik):
    Brand Engineer. Um percurso atípico no design.

— Apresentação de José Bártolo (Escola Superior de Artes e Design):
    Geração Z. Um olhar sobre o jovem design português.

— Cerimónia de Entrega de Prémios

— Exibição dos Trabalhos Vencedores.

23:00,  Aqui Base Tango

— After-party do Concurso no bar Aqui Base Tango  com projecção dos trabalhos vencedores e actuação do DJ Le Magnifique Masu.