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A Canção do Mar

No dia 21 de Dezem­bro às 22:00, inte­gra­do no Ciclo Fusões no Cine­ma, será pro­je­ta­do o fil­me: “A Can­ção do Mar” Uma ani­ma­ção em que o peque­no Ben sem­pre ouviu sua mãe con­tar his­tó­ri­as fan­tás­ti­cas. Mas, quan­do ela desa­pa­re­ce pou­co depois de dar à luz a Saoir­se, ele se tor­na amar­go e não tem paci­ên­cia com a cri­an­ça, cul­pan­do-a pela sua per­da. Alguns acon­te­ci­men­tos irão mos­trar que as his­tó­ri­as que ele ouvia podem ser reais e que sua irmã­zi­nha é a cha­ve para a sobre­vi­vên­cia de cri­a­tu­ras mági­cas que estão em peri­go.

É exibido no Mini-Auditório Salgado Zenha com Entrada Livre.

Des­de a trá­gi­ca mor­te da sua mãe que Ben e Saoir­se, de dez e seis anos, vivem num gran­de farol jun­to ao mar com o pai, um homem tris­te e amar­gu­ra­do. Um dia, Ben des­co­bre que a irmã é uma fada que se pode trans­for­mar em foca e depois retor­nar à con­di­ção huma­na. E quan­do ela toca uma flau­ta fei­ta de con­cha que per­ten­cia à pro­ge­ni­to­ra, con­se­gue liber­tar seres mági­cos pre­sos numa ter­rí­vel mal­di­ção. Ago­ra, para que todas as cri­a­tu­ras encan­ta­das pos­sam recu­pe­rar os seus pode­res e vol­tar a ser livres, os dois irmãos embar­cam numa aven­tu­ra onde terão de enfren­tar os seus medos mais pro­fun­dos…

Ins­pi­ra­do em vári­os mitos do fol­clo­re irlan­dês, “A Can­ção do Mar” con­ta com a rea­li­za­ção de Tomm Moo­re que, com este fil­me, se viu nome­a­do pela segun­da vez para o Óscar de Melhor Fil­me de Ani­ma­ção, depois de o ter sido com “The Secret of Kells” (2009), a sua estreia em cine­ma.
Trailer Oficial

FICHA TÉCNICA

  • Títu­lo ori­gi­nal : Song of the Sea
  • Géne­ro : ANIMAÇÃOFANTASIA
  • Ano : 2014
  • Realizador(es) : Tomm Moo­re
  • Elen­co : David Rawle, Bren­dan Gle­e­son, Lisa Han­ni­gan
  • País(es) : Irlan­da — Dina­mar­ca — Bél­gi­ca — Luxem­bur­go — Fran­ça
  • Dura­ção : 1h 33m

$9.99 de Tatia Rosenthal

No dia 19 de Dezem­bro às 22:00, serão pro­je­ta­do o fil­me, inte­gra­do no Ciclo Fusões no Cine­ma, “$9.99” Uma ani­ma­ção sobre um gru­po de pes­so­as que vive num apar­ta­men­to em Sid­ney em bus­ca um sen­ti­do para as suas vidas.

É exi­bi­do no Mini-Audi­tó­rio Sal­ga­do Zenha com Entra­da Livre.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dave Peck, um desem­pre­ga­do de 28 anos, cir­cu­la pelo pré­dio onde mora, cap­tu­ran­do frag­men­tos das vidas de seus estra­nhos vizi­nhos. Um anún­cio intri­gan­te que ofe­re­ce o sen­ti­do da vida muda seu modo de enca­rar as coi­sas.

$9.99”, que uti­li­za a téc­ni­ca de figu­ras de plas­ti­ci­na e mol­dá­veis, é um fil­me sobre o sen­ti­do da vida e baseia-se em con­tos do escri­tor isra­e­li­ta Etgar Keret.

$9.99 — Trailer

Ficha técnica 

Títu­lo $9.99 (Ori­gi­nal)
Ano pro­du­ção 2008
Diri­gi­do por Tatia Rosenthal
Estreia
2010
Dura­ção 78 minu­tos
País de Ori­gem  Aus­trá­lia
GÉNERO
Ani­ma­ção Dra­ma

Loving Vincent

No dia 15 de Dezem­bro às 22:00, inte­gra­do no Ciclo Fusões no Cine­ma, será pro­je­ta­do o fil­me; “Loving Vin­cent”  a pri­mei­ra ani­ma­ção sobre Vin­cent Van Gogh intei­ra­men­te fei­ta com pin­tu­ras a óleo. A rea­li­za­do­ra Doro­ta Kobi­e­la e o rea­li­za­dor Hugh Wel­ch­man deci­di­ram fazer uma lon­ga pes­qui­sa sobre o pin­tor holan­dês Vin­cent Wil­lem van Gogh e trans­for­mar as car­tasqua­dros e depoi­men­tos sobre o artis­ta numa ani­ma­ção.

É exi­bi­do no Mini-Audi­tó­rio Sal­ga­do Zenha com Entra­da Livre.

Loving Vincent‘: Animação sobre Van Gogh, feita inteiramente com pinturas a óleo

A curi­o­sa his­tó­ria da mor­te do pin­tor holan­dês Vin­cent Van Gogh (que tipo de pes­soa se sui­ci­da alve­jan­do-se no estô­ma­go, e cami­nhan­do para a cida­de após o fazer?) é inves­ti­ga­da pelo filho do car­tei­ro – numa pri­mei­ra fase, de manei­ra relu­tan­te – que cos­tu­ma­va lidar com a cor­res­pon­dên­cia do pin­tor, no fil­me Loving Vin­cent.

Com cer­te­za, nun­ca o públi­co, por mais ver­sa­do que seja na indús­tria da ani­ma­ção, ou do cine­ma no geral, viu algo sequer seme­lhan­te a Loving Vin­cent, que está a ser pro­mo­vi­do como o pri­mei­ro fil­me intei­ra­men­te pin­ta­do à mão na his­tó­ria do cine­ma. É um fil­me ani­ma­do, mas isso não é des­cri­ção sufi­ci­en­te: para con­tar a his­tó­ria por detrás da mor­te do pin­tor em 1890, os rea­li­za­do­res Doro­ta Kobi­e­la e Hugh Wel­ch­man (que mar­ca­ram pre­sen­ça na antes­treia do fil­me, ontem, nos cine­mas UCI do El Cor­te Inglés) reu­ni­ram um elen­co, encon­tra­ram guar­da-rou­pa e cená­ri­os apro­pri­a­dos à épo­ca, e gra­va­ram o fil­me. E depois o ver­da­dei­ro tra­ba­lho come­çou.

Ao todo 150 artis­tas de todo o mun­do dedi­ca­rem-se, duran­te dois anos, à cri­a­ção de mais de 62450 telas-fra­me, que resul­ta­ram em 95 minu­tos de fil­me. A lógi­ca da obra é repro­du­zir o esti­lo de Van Gogh e reflec­tir sobre a sua vida e as cir­cuns­tân­ci­as con­tro­ver­sas da sua mor­te. O pro­jec­to foi caro, e foi finan­ci­a­do pelos fãs atra­vés de pla­ta­for­mas na Inter­net.

É de relem­brar ain­da que no tão aguar­da­do fil­me de ani­ma­ção entra­ram alguns acto­res para inter­pre­ta­rem pes­so­as pró­xi­mas do pin­tor: Helen McCrorySaoir­se Ronan e Aidan Tur­ner. Já a direc­ção de foto­gra­fia ficou a car­go deTris­tan Oli­ver, o mes­mo deFan­tas­tic Mr. FoxChic­ken Runou Para­Nor­man, eLukasz Zal que assu­miu a direc­ção de foto­gra­fia do osca­ri­za­doIda, do rea­li­za­dorPawel Pawli­kows­ki. Outro nome a ter em con­ta é Clint Man­sell que compôs a ban­da sono­ra do fil­me e que já fez o mes­mo tra­ba­lho paraBlack Swan,Requi­em for a Dre­am ouThe Wres­tler.

Podes ver aqui o trai­ler ofi­ci­al do fil­me:

Ficha Técnica

Data de lan­ça­men­to: 30 de novem­bro de 2017 (1h 35min)
Dire­ção: Doro­ta Kobi­e­la, Hugh Wel­ch­man
Elen­co: Dou­glas Booth, Chris O’Dowd, Saoir­se Ronan
Géne­ro: Ani­ma­ção, Dra­ma, Bio­gra­fia
Naci­o­na­li­da­de: Rei­no Uni­do, Poló­nia
Orça­men­to: 5 000 000€

JASMINE

No dia 14 de Dezem­bro às 22:00, inte­gra­do no Ciclo Fusões no Cine­ma, será pro­je­ta­do o fil­me; “Jas­mi­ne” Base­a­do em rela­tos pes­so­ais, o fil­me con­ta uma impro­vá­vel his­tó­ria de amor e revo­lu­ção. O ani­ma­dor e docu­men­ta­ris­ta Alain recon­ta a sua his­tó­ria com a ira­ni­a­na Jas­mi­ne, que mudou a sua vida para sem­pre.

É exibido no Mini-Auditório Salgado Zenha com Entrada Livre.

Ven­ce­dor do César de Melhor Cur­ta-Metra­gem de Ani­ma­ção, Alain Ughet­to rea­li­zou a ani­ma­ção ​Jas­mine” em 2013, fil­me que aca­bou indi­ca­do ao Pré­mio do Cine­ma Euro­peu de Melhor Ani­ma­ção.

Ficha Técnica

Data de lan­ça­men­to: 2013 (1h 10min)
Direc­ção: Alain Ughet­to
Elen­co: Jean-Pier­re Dar­rous­sin, Fan­za­neh Ram­zi
Géne­ro: Ani­ma­ção
Naci­o­na­li­da­de: Fran­ce­sa

JASMINE de Alain Ughetto

 

Ensaio sobre a Cegueira de Fernando Meirelles

Uma iné­di­ta e inex­pli­cá­vel epi­de­mia de ceguei­ra atin­ge uma cida­de. Cha­ma­da de “ceguei­ra bran­ca”, já que as pes­so­as atin­gi­das ape­nas pas­sam a ver uma super­fí­cie lei­to­sa, a doen­ça sur­ge ini­ci­al­men­te em um homem no trân­si­to e, pou­co a pou­co, se espa­lha pelo país. À medi­da que os afe­ta­dos são colo­ca­dos em qua­ren­te­na e os ser­vi­ços ofe­re­ci­dos pelo Esta­do come­çam a falhar as pes­so­as pas­sam a lutar por suas neces­si­da­des bási­cas, expon­do seus ins­tin­tos pri­má­ri­os. Nes­ta situ­a­ção a úni­ca pes­soa que ain­da con­se­gue enxer­gar é a mulher de um médi­co (Juli­an­ne Moo­re), que jun­ta­men­te com um gru­po de inter­nos ten­ta encon­trar a huma­ni­da­de per­di­da.

É exi­bi­do no Mini-Audi­tó­rio Sal­ga­do Zenha no pró­xi­mo dia 9 de Novem­bro às 22:00. A entra­da é livre.

Introdução Histórica

Fil­ma­do em Toron­to (Cana­dá), São Pau­lo e Osas­co (Bra­sil) e Mon­te­vi­déu no Uru­guai, des­de o prin­ci­pio o dire­tor optou por não focar em que país a his­tó­ria se pas­sa, esta foi uma das exi­gên­ci­as do autor do livro José Sara­ma­go (prê­mio Nobel de lite­ra­tu­ra) ao rotei­ris­ta Don McKel­lar (do fil­me Vio­li­no ver­me­lho) que adap­tou o tex­to.

A his­tó­ria come­ça quan­do ocor­re uma epi­de­mia de ceguei­ra na cida­de, de for­ma inex­pli­cá­vel não se sabe quan­to tem­po irá durar e de onde vêm, afe­tan­do a visão das pes­so­as, que come­çam a ver ape­nas man­chas bran­cas, por isso à doen­ça come­ça a ser cha­ma­da de “ceguei­ra bran­ca”.

O pri­mei­ro infec­ta­do (Yusu­ke Ise­va) aca­ba por per­der a visão enquan­to con­duz no trân­si­to caó­ti­co da cida­de, sem som­bra de dúvi­da fil­mar numa rua movi­men­ta­da do cen­tro de São Pau­lo, paran­do um car­ro em horá­rio de rush deve ter sido um gran­de desa­fio para Fer­nan­do Mei­rel­les que con­se­gue uma ten­são inte­res­san­te ao colo­car o “cego” andan­do pelo meio dos car­ros.

Logo a epi­de­mia vai se espa­lhan­do por todo o país, come­çan­do pelas pes­so­as que tive­ram con­ta­to com este pri­mei­ro per­so­na­gem.

Con­for­me vão sen­do con­ta­gi­a­dos pela mis­te­ri­o­sa epi­de­mia, o gover­no decre­ta que devem ser afas­ta­dos do con­ví­vio da soci­e­da­de e colo­ca­dos sobre qua­ren­te­na numa espé­cie de hos­pi­tal para que não afe­tem o res­tan­te da popu­la­ção.

Como a espo­sa do médi­co não é afe­ta­da pela doen­ça, ela fin­ge estar cega para ir jun­to com seu mari­do, com o intui­to de poder cui­dar da sua saú­de e uma vez iso­la­dos ela se sujei­ta a tra­tar dele como se fos­se uma cri­an­ça.

O foco do fil­me não esta em mos­trar a cau­sa da doen­ça ou sua cura, mas sim o des­mo­ro­nar com­ple­to da soci­e­da­de que, per­de tudo aqui­lo que con­si­de­ra civi­li­za­do.

No fil­me as pes­so­as doen­tes come­çam a lutar pelas suas neces­si­da­des mais bási­cas, expon­do os seus ins­tin­tos pri­mi­ti­vos e resul­tan­do num colap­so da soci­e­da­de, con­for­me vai aumen­tan­do o núme­ro de pes­so­as cegas len­ta­men­te o ser­vi­ço do Esta­do come­ça a falhar.

A dire­ção de foto­gra­fia faz um tra­ba­lho impe­cá­vel, abu­san­do às vezes dos tons cla­ros na tela como se o espec­ta­dor esti­ves­se sofren­do da “ceguei­ra bran­ca”, só o sim­ples fato de ver a região do minho­cão em São Pau­lo toda devas­ta­da, cober­ta de lixo, fezes, papéis, como se o mun­do tives­se para­do a bei­ra de um caos e nenhum ser huma­no sobre­vi­vi­do, vale a pena ser vis­to.

Após algum tem­po essa mes­ma sujei­ra pode ser nota­da no hos­pi­tal, com a fal­ta de higi­e­ne, aten­di­men­to médi­co e comi­da, neces­si­da­des bási­cas de qual­quer ser huma­no, a his­tó­ria vai fican­do mais ten­sa ao mos­trar a cru­el­da­de que o ser huma­no con­se­gue impor aos demais em situ­a­ções cri­ti­cas.

Curi­o­si­da­de: O autor José Sara­ma­go foi con­vi­da­do para assis­tir ao lan­ça­men­to do fil­me, mas por não se encon­trar em bom esta­do de saú­de, os médi­cos reco­men­da­ram que não via­jas­se, assim Fer­nan­do Mei­rel­les foi até sua casa em Lis­boa para lhe apre­sen­tar o fil­me.

ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA01

Prémios

FESTIVAL DE CANNES
Indi­ca­ção: Pal­ma de Ouro – Fer­nan­do Mei­rel­les