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Estive em Lisboa e Lembrei de Você um Filme de José Barahona

Sérgio, um modesto funcionário da Companhia Industrial de Cataguases, Minas Gerais (Brasil), sofre uma reviravolta na sua vida: a sua mulher enlouquece, ele perde o emprego e a custódia do filho.
Decide emigrar para Lisboa, a conselho dos amigos, em busca de oportunidades de trabalho para recompor a sua vida. Ao chegar, Sérgio é confrontado com a dura realidade da imigração; o dia-a-dia e o contraste cultural vão revelar um lugar diferente daquele com que sonhara.
Este filme cujo argumento foi adaptado do romance homónimo do premiado escritor brasileiro Luiz Ruffato será exibido no dia 26 de Outubro às 22:00. A entrada no Mini-Auditório Salgado Zenha é livre. 

Introdução Histórica

Sérgio de Souza Sampaio (Paulo Azevedo) nasceu em Minas Gerais, quando, por força das circunstâncias, se vê sem emprego, sem a mulher e sem o filho, resolve dar uma volta à sua vida e emigrar para Portugal. É assim que chega a Lisboa, em busca de oportunidades de trabalho e cheio de esperança numa vida melhor. Mas o que ele vai encontrar é algo muito diferente do idealizado: os empregos escasseiam e as poucas vagas que sobram são mal remuneradas. Longe da família e do país que o viu nascer, vai ter de enfrentar a solidão, o desprezo e a estranheza de um povo muito diferente do seu.

Co-produção entre Brasil e Portugal, “Estive em Lisboa e Lembrei de Você” é a adaptação cinematográfica do romance homónimo de Luiz Ruffato. A realização e argumento fica a cargo de José Barahona (“Buenos Aires Hora Zero”, “O Manuscrito Perdido”), cineasta português radicado no Brasil.

SOBRE O REALIZADOR

Nasceu em Lisboa em 1969 e reside atualmente no Rio de Janeiro, Brasil. José Barahona realizou diversos documentários e curtas-metragens desde 1995, altura em que se formou em Lisboa na Escola Superior de Teatro e Cinema, tendo concretizado os seus estudos em Cuba e em Nova Iorque. Como realizador o seu trabalho transita num território híbrido em que documentário e ficção se misturam: os seus documentários têm, muitas vezes, dispositivos ficcionais, e as suas ficções uma relação muito estreita com o documental. Nesse sentido destacam-se o documentário longa-metragem O Manuscrito Perdido (2010), vencedor, entre outros, do Prémio TV Brasil de Melhor Longa-metragem na 15ª Mostra Internacional do Filme Etnográfico (RJ). Foi publicado um livro sobre o filme com a chancela Selo Tordesilhas, com prefácio de Nelson Pereira dos Santos e o documentário Milho (Prémio CineEco
em Movimento, CineEco, Seia, Portugal, 2009). Realizou também a curta-metragem
Pastoral (2004), conquistando os prémios de Melhor Curta-Metragem no Caminhos do Cinema Português (Coimbra, 2005) e a Menção Honrosa no Fantasporto (Porto, 2005).
Estive em Lisboa e Lembrei de Você é a sua primeira longa-metragem de ficção.

ENTREVISTA A JOSÉ BARAHONA

Foi após a leitura do livro de Luiz Rufatto que decidiste fazer o filme Estive em Lisboa e Lembrei de Você? O que mais te cativou e inspirou no livro?


Houve vários aspetos que me cativaram assim que li o livro. Primeiro o facto de o livro ser apresentado, na introdução, como um depoimento dado por Sérgio de Souza Sampaio, o protagonista, ao autor em Lisboa e de o livro ser dedicado a um amigo de Ruffato que lhe apresentou o Sérginho. Depois dessa nota introdutória, o que se segue é uma suposta transcrição da entrevista dada por Sérgio na
primeira pessoa. Isso dá ao relato um “selo” de verosimilhança. Mas … trata-se de um romance. Sérgio
é uma pessoa real? Não sei. Não importa. Ele é um personagem de um livro. Ora em cinema isso seria,
se fizéssemos uma transposição literal, aquilo que chamamos de “falso documentário”. Poderíamos imaginar uma entrevista feita por alguém, num plano clássico de depoimento de documentário em
que um ator representaria esse relato. Imaginei imediatamente que esse relato seria entrecortado com a reconstituição ficcional de algumas das cenas do livro criando assim um híbrido entre o “falso documentário” e a ficção. Talvez até mesmo encontrar alguém em Cataguases, cidade natal de Sérginho, que quisesse vir para Lisboa e usar a sua vinda, suas motivações e sonhos como âncora do filme. Isso não veio a acontecer pois a crise estava à porta em 2010/11, e o que acontecia era que os brasileiros que estavam em Lisboa começavam a pensar no seu regresso.

Depois o facto de eu, e muitos portugueses, sempre convivermos com pessoas com histórias de vida semelhantes: a imigração de pessoas menos qualificadas que trabalham em Lisboa e noutras cidades de Portugal em restaurantes, bares, cafés, na construção civil, etc. Mas eu tinha muita curiosidade de saber como era a vida deles antes de chegarem a Lisboa. Disso eu pouco sabia. Se por um lado houve muitos brasileiros que vieram para Lisboa já com trabalho assegurado como publicitários, arquitetos ou outras profissões, inclusive no audiovisual, estas pessoas mais humildes sonhavam com um Portugal e uma Lisboa onde poderiam construir uma vida melhor. Isso intrigava-me desde há muito. Foi preciso começar a trabalhar no Brasil e a conhecer mais de perto a sua realidade para perceber que a miséria no Brasil é muito mais profunda e desumana que em Portugal. Quando estamos em Portugal temos tendência a pensar que as coisas estão muito mal, que a vida é muito difícil economicamente, que é o pior país do mundo. Não é. Mesmo com a crise em Portugal, e mesmo com todos os progressos alcançados pelas políticas sociais dos últimos governos no Brasil, infelizmente a miséria no Brasil é infinitamente superior à existente em Portugal. O grau de pobreza, de escravidão, de fome e de exploração do homem pelo homem, as desigualdades e o abismo social entre ricos e pobres é muito maior!
E finalmente eu quis fazer deste livro um filme porque ele é de certa forma um espelho de mim próprio. Dadas todas as distâncias que referi anteriormente, eu estava nesse momento a chegar ao Brasil

como imigrante por causa da crise portuguesa e por causa da paralisia total na produção de cinema que se deu nessa época. Essa deslocação, o estar fora do meu lugar é algo com que me identificava.
Eu poderia descobrir o passado do protagonista no Brasil, e retratar o estranhamento dele na cidade onde vivi quase toda a minha vida.

Dizes que ao chegar a Lisboa a personagem se debateu com uma realidade diferente daquela que sonhara. Com que Lisboa sonhava ele?

Não sei bem… não sei bem com o que sonhamos quando partimos do nosso lugar para um lugar que não o nosso. Há um mito de Lisboa, “a magnífica” no imaginário brasileiro. O lugar onde tudo começou, as origens, a arquitetura dos velhos prédios lisboetas que se parece com as cidades coloniais no Brasil. A Europa, em geral, como um lugar mais tranquilo, pacifico. Para os indígenas o começo do fim.
O que chega ao Brasil não é a decadência social, económica e política que está a acontecer em Portugal. Isso é uma coisa que acontece muito. O “quintal do vizinho é sempre melhor que o meu”. É preciso
viver num determinado lugar para percebermos os problemas que aí existem. Mas para os brasileiros e portugueses, em geral, acho que existe a sensação que, por causa da língua e das relações históricas,
será mais fácil encontrar o nosso lugar ao fazer essa troca de país. Os brasileiros, por terem sempre recebido e até sido invadidos pelos portugueses, por terem graus de parentesco familiar (quase todos
os brasileiros têm alguma ascendência portuguesa próxima), pensam que serão bem recebidos em Portugal. De alguma forma Portugal para os brasileiros é um lugar onde também podem pertencer. O que muitas vezes não é tão simples assim. Além disso quando se vai para fora do nosso país perdemos as nossas referências. E falo no plural, por mim, pelo Sérgio e pelos muitos imigrantes que encontrei e
entrevistei na pesquisa para este e outros filmes. Os amigos, a família e a cultura ficam para trás. Não é fácil… Nunca é muito fácil. E há toda uma série de problemas que podem acontecer… No fundo todos procuramos uma vida melhor. Poder trabalhar e sustentar as nossas famílias. Esse é o ponto central daquilo que se procura, um sonho de uma vida melhor, num novo lugar onde se possa pertencer.

Procuraste pessoas que tinham histórias semelhantes às descritas no livro. Como foi essa pesquisa?
Na verdade eu fiz o caminho inverso que o Luiz Ruffato fez. Ele deve ter encontrado essas pessoas e transformou-as em personagens do seu livro. Ou juntou histórias e construiu as personagens a partir
de várias pessoas com vidas semelhantes. Eu procurei pessoas que tivessem histórias de vida parecidas com as que Ruffato descreve e transformei-as em personagens do filme. Na verdade, eu não queria que isso fosse notório no filme, mas isso vem um pouco da minha experiência no documentário.
A única diferença é que em cena, muitas vezes, essas pessoas que representam elas próprias em vez de falar para mim, fora do quadro, falam para o Sérgio. Por isso também ele é um espelho de mim
próprio. Por vezes, eu ficava com o lugar do Paulo Azevedo, o actor que interpreta o Sérgio, e ficava perto dele e perguntava coisas, ou segredava ao seu ouvido as perguntas que ele poderia fazer. Enfim,
o filme é muito híbrido porque mistura muitas técnicas do documentário e da ficção, encenando o documentário como sempre fiz nos meus outros filmes. Não é muito importante o processo. Importa que o resultado final é um trabalho conjunto para o qual todos contribuíram. Não tem nada a ver com uma aproximação à realidade. A realidade de um filme é o filme quando é visto.


Começaste a tua procura em Cataguases, no entanto não encontraste ninguém que tivesse partido.
Qual foi o passo seguinte?

Encontrar o ator perfeito para encarnar o Sérgio: o Paulo Azevedo.

No início pensaste em fazer um documentário sobre o livro. O que te levou a mudar de ideia?


No início, pensei que iria usar mais a linguagem do que habitualmente chamamos documentário. No entanto, fui abandonando a ideia a meio do processo. Mas apenas aparentemente, como disse antes.
O filme parece ficção, mas tem muito de documental. Há um momento em que os filmes se libertam dos seus autores. Pelo menos, isso acontece comigo e aconteceu-me neste filme. O filme toma vida própria, como se pedisse para ser feito de uma determinada maneira, com uma determinada linguagem que já não somos nós que controlamos. Apenas vamos atrás do filme e do que e
demanda. Não sei explicar… é como se criasse a sua própria dinâmica da qual já não se pode escapar. Isso é bom, porque significa que estás a trabalhar em algo consistente, algo que tomou um rumo muito determinado no qual as escolhas do realizador são de forma a seguir um rumo traçado. É o filme, são as imagens e os sons que ao serem manipulados na filmagem e na montagem tomam forma que para o meu olhar só poderia ser aquela.

Trata-se de uma história bastante atual. A ida dos pobres para a Europa. Que paralelismo fazes com a recente questão dos refugiados?


Os refugiados, mais do que uma vida melhor, procuram a sobrevivência. É um caso ainda mais extremo. Uma guerra é algo sem explicação e justificação. No entanto, sei agora que muitas pessoas no Brasil vivem em lugares de “quase-guerra”, que é o que acontece nas favelas controladas pelo tráfico no Rio de Janeiro, por exemplo. Quando o tráfico proíbe as pessoas de sair de casa num determinado dia, quando as pessoas não vão trabalhar num outro dia por causa dos tiroteios entre as várias fações rivais, isso é viver debaixo de uma guerra. Conheço pessoas que vivem essa situação.
Então pode não ser tão diferente assim. E nós devíamos ter essa consciência ao receber os brasileiros em Portugal. Todos os países deveriam estar de braços abertos uns para os outros em situações de catástrofe como a que se passa agora na Síria e com a chegada de milhares de pessoas à Europa São vergonhosas as barreiras que se criam! Mas é uma realidade. O que existe em comum é que, ao chegarem e ao serem acolhidos (o que nem sempre acontece), eles vão passar pelas mesmas dificuldades que todos os outros imigrantes passam. Estes movimentos de pessoas entre países (o Brasil recebeu muitos portugueses por causa da crise em Portugal) devem ensinar-nos algo que já deveríamos ter aprendido, mas que muitas pessoas parecem ainda não saber: que o mundo é um só lugar, e que os homens traçam linhas imaginárias a que chamam fronteiras. Devemos aprender a ser tolerantes, a receber quem precisa de ajuda. Mas isto parece um discurso tão básico e tão óbvio que por esta altura não deveria necessitar de ser feito.

Infelizmente, a intolerância religiosa e cultural, o preconceito e a xenofobia ainda existem neste nosso
mundo. Acho que isso é bem patente neste filme. Eu pude vivenciar isso em Portugal com amigos e familiares brasileiros. Era também sobre isso que queria falar. Se nos virmos nesse espelho que é o
cinema, se nos rirmos de nós próprios, talvez na próxima oportunidade em que nos defrontemos com determinadas situações se possa agir de maneira diferente. Muitas vezes o preconceito é inconsciente, está enraizado. E uma coisa é brincar com as diferenças culturais com um sorriso nos lábios, outra é a
descriminação feita de uma forma mais violenta.
Estes problemas já deviam estar ultrapassados no Séc. XXI. Temos questões mais importantes para resolver, como a fome, a miséria, a pobreza, a guerra e um planeta à beira de uma catástrofe ambiental!

EQUIPA

Realização e Argumento – JOSÉ BARAHONA

Fotografia – DANIEL COSTA NEVES

Som – PEDRO SÁ EARP

Montagem – JOSÉ BARAHONA e PATRÍCIA SARAMAGO

Edição de som e misturas – TIAGO MATOS

Música – FELIPE AYRES

Produção – CAROLINA DIAS (Refinaria Filmes – Brasil)

Co-Produção – FERNANDO VENDRELL (David & Golias – Portugal) e MÔNICA BOTELHO (Mutuca Filmes – Brasil)

2º Ciclo de Cinema de Terror Internacional “Temores”

Foi no ano de 2013 que pela primeira vez experimentámos o conceito de ‘Temores’, que levou o espectador a uma viagem tenebrosa pelo cinema de terror internacional. O cinema hoje, maxime a apresentação de obras cinematográficas contemporâneas, tem sido pautado pela desistência paulatina de espectadores e da sua correspondente deslocação às salas de exibição. Hoje vemos muitas vezes salas de projecção com poucos ou nenhuns elementos na audiência. Isso deve-se ao facto de que, presentemente, muitas serem as obras que remetem o seu público à indiferença, a um género de sonolência cinematográfica e inerte. O cinema exibido na maioria das salas hoje em dia acaba por respeitar determinados parâmetros pré-definidos por valores, acreditamos nós, desadequados à sociedade de hoje. O espectador procura algo inovador, que lhe traga sentimentos novos, que desperte em si um desencadear de emoções concatenadas no seu íntimo, através de uma espécie de catarse, neste caso através do medo ou terror. Será, por isso, o terror a linha orientadora da programação deste nosso ciclo, visto já ter sido testado na primeira edição do ‘Temores’, cujo resultado final foi mais que satisfatório. O objectivo é inequívoco: ter um fio condutor profícuo a trazer o espectador às exibições, ao mesmo tempo que o instruímos com uma realidade distinta daquela que está habituado nas salas comerciais. Assim, fizemos uma selecção de cinema de índole nacional e internacional dentro da temática terror, fazendo com que o espectador tenha uma noção do cinema numa perspectiva bem mais ampla e não exclusivamente americana-comercial, reportando-nos ao mesmo tempo a uma temática não destinada a pretensos nichos. As obras programadas foram alvo de excelentes críticas e comentários do público, tendo participado nos mais prestigiados festivais de cinema, ficando assim lançado o repto de qualidade da programação cinematográfica definida em projecto.

Tendo noção que este ciclo será, de alguma forma, itinerante, realizará as suas sessões tanto no Polo II da Universidade de Coimbra, como no Polo III. Esta itinerância é fundamental para levar associações culturais como a nossa, refém de condicionalismo geográficos, a toda a comunidade estudantil. Tentámos equilibrar aquilo que definimos como essencial mostrar, com a noção da sensibilidade artística existente e proeminente nesses polos de estudo. Desta feita, conseguiremos também levar estudantes de outros polos ou institutos a estas zonas académicas tão pouco explorada no plano das actividades culturais
fora do âmbito do que ali se leciona. Apesar de não esquecermos que o escopo da maioria dos estudantes seja a sua formação académica, reiteramos a necessidade constante de o aproximar às mais variadas experiências artísticas. Sendo o cinema uma ‘arte nova’, dentro da história geral da arte, tornar-se-á mais acessível para aqueles que pretendem a colocar as noções de estética e beleza (isto de uma forma superficial ao comum cinéfilo) à luz de conceitos revistos da arte e do cinema. ‘Temores II’, será então a possibilidade de todos assistirem a uma mostra internacional de cinema de horror, distinta desde logo pela sua programação.

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PROGRAMAÇÃO

TAXIDERMIA– 2006 – 91’
Este filme acompanha três gerações de homens de uma mesma família húngara. Três seres aparte, cada um deles com uma estranha relação com o seu próprio corpo. Vendel Morosgoványi é um militar de baixa patente que exterioriza as suas necessidades sexuais da melhor (e mais original) forma que pode, vivendo numa ansiedade obsessiva na quinta do
seu superior. O seu filho, Kálmán Balatony rendeu a sua compulsão por comida em concursos internacionais. Do seu casamento com Gizi Aczél, também ela uma campeã de comida, nasce Lajos, um escanzelado taxidermista, condenado a cuidar o seu pai imóvel e dos seus três gatos.

LES YEUX SANS VISAGE – 1960 – 88’
Nos arredores de Paris, Dr. Génessier é um cirurgião brilhante e famoso que se sente tremendamente  responsável pelo terrível acidente de carro onde a sua filha, Christiane, saiu desfigurada. Ajudado pela sua assistente, Louise, o cirurgião rapta jovens mulheres para remover-lhes o rosto e enxertar na cabeça da sua amada filha, que usa uma mascara moldada à cara onde a única forma de comunicar é através dos olhos que praticamente não piscam. As jovens mulheres acabam por morrer, não obstante do falhar do seu projecto. No entanto, Dr. Génessier está longe de cruzar os braços, custe as vidas que custar.

Kimyô na sâkasu – 2005 – 108’
“Kimyô na Sâkasu” (“Estranho Circo”) é um filme perturbador, doentio, bizarro, mas também absolutamente original de Shion Sono. As atuações, a direção e a fotografia são magníficas e o roteiro ousado é imprevisível, tem muitos pontos de viragem no seu argumento, sendo por vezes inconclusivo. O diretor de escola abusa sexualmente de sua filha, Mitsuko, após esta o ter surpreendido a fazer sexo com sua mãe. Sayuri, a mãe, por sua vez, testemunha o abuso e passa a sentir ciúmes de sua filha. O protagonista agora passa a ter relações com ambas, enquanto a família se vai deteriorando pelo incesto, suicídio e homicídio.

Ti piace Hitchcock? – 2005 – 93’
Numa visita ao videoclube de seu bairro, Giulio ouve uma conversa entre duas mulheres, Sasha e Federica. Aparentemente, elas conversam sobre o filme Pacto Sinistro (1951), de Alfred Hitchcock. Giulio não se percebe que as duas se seduzem e trocam números de telefone. Ao chegar em casa, ele descobre que Sasha mora num apartamento do outro lado da
rua e testemunha uma discussão entre esta e a sua mãe. No dia seguinte, a mãe de Sasha é encontrada morta. Giulio acredita ter descoberto uma conspiração e inicia uma investigação que irá deixá-lo à beira da loucura.

CARRIE – 1976 – 98’
Carrie é um filme norte-americano de terror, lançado em 1976 e dirigido por Brian De Palma. É baseado no romance homónimo de Stephen King. Carry White uma jovem que não faz amigos em virtude de morar em quase total isolamento com a sua mãe, que é uma pregadora religiosa que se torna cada vez mais tresloucada. Carrie sempre foi menosprezada
pelos seus colegas, sem dar a oportunidade a ninguém de saber os poderes paranormais que a jovem possui e muito menos de sua capacidade vingança quando fica repleta de ódio.

Akmareul boatda – 2010 – 141’
Numa noite de neve, a sua mais recente vítima é a atraente Ju-Yeon, filha de um chefe da polícia reformado e noiva de Soo-hyun, um agente especial de elite. Sedento de vingança, Soo-hyun decide perseguir o assassino mesmo que ao fazê-lo se torne também ele um monstro. E quando finalmente o consegue apanhar, entregá-lo às autoridades é a última coisa que lhe passa pela cabeça. A linha entre o bem e o mal desvanece-se neste diabólico e maquiavélico jogo do gato e do rato.

PEE MAK – 2013 – 115’
A teia do argumento gira em torno do casal amoroso e apaixonado, Mak e Nak, que sempre  fizeram de tudo para estarem um ao lado do outro enfrentado quaisquer obstáculos de forma surpreendente. Mak é muito ingénuo e cândido, dando origem ao filme a momentos cómicos, principalmente quanto à sua percepção do mundo paranormal. Já Nak é uma
mulher linda e com um ar misterioso, reservando com o seu rosto todos os segredos.

LOS OJOS DE JULIA – 2010 – 118’ 
Júlia, uma mulher que sofre de uma doença degenerativa nos olhos. Esta encontra a sua irmã gémea Sara, que se encontrava cega devido ao mesmo problema de saúde, enforcada na cave da sua casa. Apesar de tudo apontar para que se trate de suicídio, Júlia decide investigar o que lhe parece intuitivamente ter sido um homicídio, penetrando num mundo
obscuro que parece esconder uma misteriosa presença. À medida que Júlia começa a desvendar a terrível verdade acerca da morte da irmã, a sua visão vai-se deteriorando, até que uma série de mortes e desaparecimentos inexplicáveis se cruzam no seu caminho…

MARIA – 2014 – 23’
Quando a mulher morre durante o parto, Arsénio recorre a um ritual nefasto com a esperança de ter a filha que não chegou a conhecer.

DÉDALO – 2014 – 10’25’’
Dentro do Cargueiro/Refinaria Espacial DÉDALO, Siena tenta sobreviver a uma infestação de criaturas diabólicas. Uma curta-metragem com aspiração e inspiração de ficção cientifica e terror.

O BARÃO – 2011 – 105′
A história de um vampiro marialva que aterrorizava os habitantes duma região montanhosa. O Barão é um camaleão emocional. Tanto se apresenta dócil, ou irascível, um homem-javali, “uma pura besta”. Vive um amor aprisionado, dentro e fora de si. Um amor inatingível. Um ideal corrompido. Idalina, criada aristocrata paira pelo castelo…

Focus Group da série 4play

Qual é a tua opinião sobre a ficção portuguesa?! Estás saturado?? Queres ver coisas novas??! Então convidamos-te a vir assistir ao episódio piloto da 4Play. Queremos dar voz ao nosso público, queremos a tua opinião!

4Play é um jogo que Bruno, João e Lourenço criaram. Tem regras que obrigam à entreajuda para que todos se dêem bem. Carolina vive com eles essa aventura em que transformaram as suas vidas.

Noitadas em festa, regadas por bebida, uma boa dose de sexo fácil e descartável é aquilo em que se transformou o dia-a-dia dos quatro.

Não tem que enganar! Esta é a vida que vale a pena viver. Melhor?, só se lhe juntarem a FAMA. Por isso decidiram viver as suas vidas ao máximo e daí retirarem assunto para a série que vai mostrar a sua vida “Tal Como Ela É”.

FOCUS GROUP
A primeira parte do focus group irá consistir na visualização dos dois episódios já feitos da 4Play. Cada um com 24 min.

O objectivo da Frame Productions é perceber como é vista esta série pelos espectadores, perceber os aspectos bons da série, os que deveríamos mudar e saber qual a apreciação geral da mesma.

Manteremos o vosso nome em anonimato, querendo apenas conseguir uma amostragem qualitativa da série.

INSCRIÇÃO
Devido ao limite de lugares, precisamos que preenchas esta ficha de inscrição para garantires o teu. Não te esqueças de partilhar com os teus amigos, conhecidos e familiares!

Dia 9 de Abril, às 19h, no Mini-Auditório Salgado Zenha

O Centro de Estudos Cinematográficos irá exibir o filme “Paula Rego — Telling Tales” de Jake Auerbach, às 18:30 horas de 16 de Fevereiro de 2012 no Mini-Auditório Salgado Zenha. A exibição está integrada na exposição “My Choice”, obras da coleção British Council e selecionadas por Paula Rego, que se encontra exposta na Casa das Caldeiras da Universidade de Coimbra desde 20 de Novembro.

A entrada é livre.

Aviso de Obras

O Centro de Estudos Cinematográficos da Associação Académica de Coimbra (CEC/AAC), vem por este meio informar que em virtude de se estar a proceder obras no Mini-Auditório Salgado Zenha, o mesmo se encontra indisponível durante as primeiras duas semanas de Janeiro de 2012.
O Mini-Auditório tem-se revelado um espaço de formação e de apresentações, não estando na sua forma original projectado para actividades além da exibição cinematográfica e pequenas palestras. As introduções tecnológicas vieram revolucionar a formação desde a construção do mini-auditório, deixando tanto a formação como as palestras ou conferências de imprensa cada vez mais dependentes de conteúdos multimédia. É urgente adaptar o espaço e tornar-lo mais versátil.

Acreditamos que estas pequenas reformulações irão agilizar o mini-auditório de meios que não dispõe actualmente e serão muito bem acolhidas por todos os utilizadores regulares do espaço.