Centro de Estudos Cinematográficos

Cinema, Activismo e Sociedade

A arte sem­pre foi uma arma polí­ti­ca de rei­vin­di­ca­ção, resis­tên­cia e pro­gres­so. Não é ao aca­so que as van­guar­das ide­o­ló­gi­cas da con­tem­po­ra­nei­da­de foram sem­pre acom­pa­nha­das de van­guar­das artís­ti­cas — e o cine­ma, des­de a sua insur­gên­cia, sem­pre fez par­te das mes­mas. Nes­te ciclo cele­bra-se não só o cine­ma, mas tam­bém os actos de resis­tên­cia e acti­vis­mo que tan­to pre­ci­sa­mos e mere­ce­mos nos dias de hoje.

2020/02/26
Demo­cra­cia em Ver­ti­gem, de Petra Cos­ta 2019 121min

2020/03/04
The Lazi­ness, de Yev­ge­niy Sivo­kon (1979), 7min
Mute, de Job, Joris and Mari­e­ke (2013), 4min
Isto não é um Fil­me, de Moj­ta­ba Mir­tah­masb e Jafar Panahi (2011), 75min

2020/03/11
Sinó­ni­mos, de Nadav Lapid (2019), 123m

Conferência “Direito e Cinema”

A pri­mei­ra Con­fe­rên­cia em Direi­to de Cine­ma e do Audi­o­vi­su­al, que acon­te­ce dias 21 e 22 de Mar­ço de 2020 em Espi­nho, está a menos de 24 horas de fechar a sua pri­mei­ra fase de regis­tos.

Com um assun­to em cons­tan­te evo­lu­ção, o Direi­to em Cine­ma e Audi­o­vi­su­al vai-se adap­tan­do con­ti­nu­a­men­te à evo­lu­ção legis­la­ti­va tec­no­ló­gi­ca e soci­al des­ta indús­tria.
Por isto mes­mo, é vital ter o conhe­ci­men­to mais atu­a­li­za­do à dis­po­si­ção, bem como um espa­ço para dis­cu­tir tais conhe­ci­men­tos.

Pen­sa­da para advo­ga­dos e assis­ten­tes jurí­di­cos, finan­ci­a­do­res públi­cos e pri­va­dos, pro­du­to­res e rea­li­za­do­res, a con­fe­rên­cia vai-se focar em tor­no des­tas mudan­ças cons­tan­tes atra­vés da aná­li­se das novas ten­dên­ci­as do Direi­to apli­ca­do ao Cine­ma e ao Audi­o­vi­su­al.

Des­ta for­ma supre a fal­ta de con­fe­rên­ci­as sobre este tema a nível Euro­peu, enquan­to simul­ta­ne­a­men­te incen­ti­va a cri­a­ção de liga­ções e dinâ­mi­cas entre pro­du­to­res, advo­ga­dos espe­ci­a­li­za­dos no Direi­to do Cine­ma e Audi­o­vi­su­al e outros agen­tes pre­sen­tes no even­to.

A pri­mei­ra Con­fe­rên­cia em Direi­to de Cine­ma e do Audi­o­vi­su­al, que acon­te­ce dias 21 e 22 de Mar­ço de 2020 em Espi­nho.

Com um assun­to em cons­tan­te evo­lu­ção, o Direi­to em Cine­ma e Audi­o­vi­su­al vai-se adap­tan­do con­ti­nu­a­men­te à evo­lu­ção legis­la­ti­va tec­no­ló­gi­ca e soci­al des­ta indús­tria. Por isto mes­mo, é vital ter o conhe­ci­men­to mais atu­a­li­za­do à dis­po­si­ção, bem como um espa­ço para dis­cu­tir tais conhe­ci­men­tos.

Pen­sa­da para advo­ga­dos e assis­ten­tes jurí­di­cos, finan­ci­a­do­res públi­cos e pri­va­dos, pro­du­to­res e rea­li­za­do­res, a con­fe­rên­cia vai-se focar em tor­no des­tas mudan­ças cons­tan­tes atra­vés da aná­li­se das novas ten­dên­ci­as do Direi­to apli­ca­do ao Cine­ma e ao Audi­o­vi­su­al.

Extensão Arquitecturas Film Festival

O Cen­tro de Estu­dos Cine­ma­to­grá­fi­cos apoia a Sec­ção Regi­o­nal Nor­te da Ordem dos Arqui­tec­tos, em par­ce­ria com o Arqui­tec­tu­ras Film Fes­ti­val, na pro­mo­ção de ses­sões de cine­ma gra­tui­tas sobre arqui­tec­tu­ra em 8 cida­des da região nor­te de Por­tu­gal. Em Coim­bra a ses­são rea­li­zar-se‑á no Mini-Audi­tó­rio Sal­ga­do Zenha, no dia 27 de Junho às 18:30.

Pessoanos comentam o “Filme do Desassossego”

Na pró­xi­ma quin­ta-fei­ra, 2 de Novem­bro, o Mini-Audi­tó­rio Sal­ga­do Zenha irá rece­ber a exi­bi­ção do “Fil­me do Desas­sos­se­go” de João Bote­lho. Este fil­me é base­a­do no livro homó­ni­mo da auto­ria dos hete­ró­ni­mos, de Fer­nan­do Pes­soa, Ber­nar­do Soa­res e Vicen­te Gue­des. O livro ina­ca­ba­do de Fer­nan­do Pes­soa tem conhe­ci­do vári­as edi­ções com­pi­la­das atra­vés da inter­pre­ta­ção de vári­os edi­to­res dos manus­cri­tos e dac­ti­los­cri­tos ori­gi­nais e das inten­ções escri­tas de orga­ni­za­ção de Fer­nan­do Pes­soa. Cada edi­ção é uma nova pers­pec­ti­va sobre esta obra, o que pode­rá acres­cen­tar o fil­me?

Para res­pon­der a esta per­gun­ta con­ta­mos com a pre­sen­ça de três peri­tos na obra de Fer­nan­do Pes­soa; Antó­nio Apo­li­ná­rio Lou­ren­ço, Bru­no Fon­tes e Manu­el Por­te­la.

Antó­nio Apo­li­ná­rio Lou­ren­ço

Antó­nio Apo­li­ná­rio Lou­ren­ço é pro­fes­sor de lite­ra­tu­ra na Uni­ver­si­da­de de Coim­bra, onde coor­de­na a sec­ção de Estu­dos Espa­nhóis. Inte­gra a Comis­são Exe­cu­ti­va do Cen­tro de Lite­ra­tu­ra Por­tu­gue­sa da mes­ma uni­ver­si­da­de. É autor ou edi­tor de vári­os livros publi­ca­dos em Por­tu­gal, Espa­nha e Bra­sil, entre os quais uma His­tó­ria da Lite­ra­tu­ra Espa­nho­la (1994, em cola­bo­ra­ção com Eloí­sa Álva­rez), uma His­to­ria de la Lite­ra­tu­ra Por­tu­gue­sa (2000, coe­di­tor, com José Luis Gavi­la­nes), Iden­ti­da­de e alte­ri­da­de em Fer­nan­do Pes­soa e Anto­nio Macha­do (1995; com edi­ção espa­nho­la de 1997), Eça de Quei­rós e o Natu­ra­lis­mo na Penín­su­la Ibé­ri­ca (2005), Estu­dos de lite­ra­tu­ra com­pa­ra­da luso-espa­nho­la (2005), Fer­nan­do Pes­soa (2009), Guia de lei­tu­ra. Men­sa­gem de Fer­nan­do Pes­soa (2011), Lite­ra­tu­ra, Espa­ço, Car­to­gra­fi­as (2011, coe­di­tor, com Osval­do Manu­el Sil­ves­tre), Pode­res y Auto­ri­da­des en el Siglo de Oro: Rea­li­dad y Repre­sen­ta­ción (2012, coe­di­tor com Jesús M. Usu­ná­riz), O Sécu­lo do Roman­ce. Rea­lis­mo e Natu­ra­lis­mo na Fic­ção Oito­cen­tis­ta (2013, coe­di­tor com Maria Hele­na San­ta­na e Maria João Simões) e O Moder­nis­mo (2015, em cola­bo­ra­ção com Car­los Reis). A sua edi­ção comen­ta­da da Men­sa­gem de Fer­nan­do Pes­soa foi lan­ça­da no Bra­sil em 2015, na cole­ção de clás­si­cos da Ate­liê Edi­to­ri­al.

Bru­no Fon­tes

Bru­no Fon­tes licen­ci­ou-se em Estu­dos Por­tu­gue­ses e Lusó­fo­nos na Facul­da­de de Letras da Uni­ver­si­da­de de Coim­bra, e con­cluiu, na mes­ma ins­ti­tui­ção, o Mes­tra­do em Estu­dos Artís­ti­cos, na área de estu­dos fíl­mi­cos. Tem desen­vol­vi­do ati­vi­da­des em con­jun­to com diver­sas asso­ci­a­ções cul­tu­rais em Coim­bra, no Por­to e na Figuei­ra da Foz. As suas áre­as de inte­res­se cen­tram-se no diá­lo­go do cine­ma com as outras artes, das quais se des­ta­cam a lite­ra­tu­ra e a músi­ca, e na aná­li­se da arte e da cul­tu­ra de mas­sas na soci­e­da­de con­tem­po­râ­nea. Está nes­te momen­to a fre­quen­tar o Pro­gra­ma de Dou­to­ra­men­to em Mate­ri­a­li­da­des da Lite­ra­tu­ra na Uni­ver­si­da­de de Coim­bra. 

Manu­el Por­te­la

Manu­el Por­te­la é pro­fes­sor da Facul­da­de de Letras da Uni­ver­si­da­de de Coim­bra, onde diri­ge o Pro­gra­ma de Dou­to­ra­men­to em Mate­ri­a­li­da­des da Lite­ra­tu­ra (Pro­gra­ma de Dou­to­ra­men­to FCT). É mem­bro do Cen­tro de Lite­ra­tu­ra Por­tu­gue­sa da Uni­ver­si­da­de de Coim­bra, sen­do o inves­ti­ga­dor res­pon­sá­vel pelo Arqui­vo LdoD (https://ldod.uc.pt/), um arqui­vo digi­tal dedi­ca­do ao Livro do Desas­sos­se­go, a publi­car em 2017. O seu últi­mo­li­vro inti­tu­la-se Scrip­ting Rea­ding Moti­ons: The Codex and the Com­pu­ter as Self-Refle­xi­ve Machi­nes (MIT Press, 2013).

Antigo Cinema Europa, em Lisboa, abre no Dia Mundial do Livro como espaço cultural

Câma­ra adqui­riu o rés-do-chão do edi­fí­cio e transformou‑o numa bibli­o­te­ca e sala poli­va­len­te. Publi­ca­do em Anti­go Cine­ma Euro­pa, em Lis­boa,…