Fusões no Cinema encerra com ciclo dedicado à Animação

Após a 23ª edi­ção dos Cami­nhos do Cine­ma Por­tu­guês, con­ti­nua a pro­gra­ma­ção do Ciclo Fusões no Cine­ma. Entre os dias 12 e 21 de dezem­bro, no Mini-Audi­tó­rio Sal­ga­do Zenha, há um total de sete fil­mes em exi­bi­ção.

A reto­mar iní­cio no dia 12 de dezem­bro, temos “Pron­to Era Assim”, de Joa­na Noguei­ra e Patrí­cia Rodri­gues, e “Per­se­po­lis” de Mar­ja­ne Satra­pi e Vin­cent Paron­naud, uma cur­ta e uma lon­ga metra­gem de ani­ma­ção, res­pe­ti­va­men­te. O pri­mei­ro é um fil­me de ani­ma­ção com carác­ter docu­men­tal, em modo de entre­vis­ta e onde, de for­ma des­con­traí­da, os pro­ta­go­nis­tas con­tam epi­só­di­os da sua vida: como foi cres­cer, namo­rar, casar, tra­ba­lhar e até emi­grar, num tem­po em que a manei­ra de viver era dife­ren­te. Já a ani­ma­ção fran­ce­sa “Per­se­po­lis” con­ta a his­tó­ria de uma jovem ira­ni­a­na que sonha em ser viden­te, acom­pa­nhan­do de per­to a que­da do Xá e do seu regi­me bru­tal. No entan­to, ela aca­ba por se revol­tar con­tra as impo­si­ções fun­da­men­ta­lis­tas dos rebel­des, espe­ci­al­men­te con­tra as mulhe­res.

Jas­mi­ne” esta­rá em exi­bi­ção no dia 14 de dezem­bro. Ven­ce­dor do César de Melhor Cur­ta-Metra­gem de Ani­ma­ção, Alain Ughet­to rea­li­zou a ani­ma­ção “Jas­mi­ne” em 2013, fil­me que aca­bou indi­ca­do ao Pré­mio do Cine­ma Euro­peu de Melhor Ani­ma­ção.

No dia 15 de novem­bro, será a vez de “A Pai­xão de Van Gogh”, de Doro­ta Kabi­e­la e Hugh Wel­ch­man, um “bio­pic” sobre o famo­so pin­tor Vin­cent Van Gogh, apre­sen­tan­do-se como a pri­mei­ra lon­ga metra­gem “com­ple­ta­men­te pin­ta­da do mun­do”.

$9.99” da isra­e­li­ta Tatia Rosenthal será exi­bi­do a 19 de dezem­bro. Este fil­me con­ta a his­tó­ria de um desem­pre­ga­do de 28 anos enquan­to cir­cu­la pelo pré­dio onde mora, cap­tu­ran­do frag­men­tos das vidas dos seus estra­nhos vizi­nhos. A abrir esta ses­são, será exi­bi­da a cur­ta-metra­gem “Chhaya” de Deban­jan Nandy, que traz até nós a his­tó­ria de um ido­so que vive com a memó­ria da sua espo­sa como a sua pró­pria som­bra.

Por fim, no dia 21 de dezem­bro, pro­je­ta-se “A Can­ção do Mar” de Tomm Moo­re, uma ani­ma­ção base­a­da em vári­os mitos do fol­clo­re irlan­dês.

As exi­bi­ções come­çam às 22 horas no Mini-Audi­tó­rio Sal­ga­do Zenha e são de entra­da livre.

O con­teú­do Fusões no Cine­ma encer­ra com ciclo dedi­ca­do à Ani­ma­ção apa­re­ce pri­mei­ro em Cami­nhos Film Fes­ti­val.

Montagem de Som e Imagem com Tomás Baltazar

No pró­xi­mo fim de sema­na, res­pe­ti­va­men­te nos dias 9 e 10 de dezem­bro, tem iní­cio a for­ma­ção para mais um módu­lo da 7ª edi­ção do cur­so de cine­ma — “Cine­ma­lo­gia”, nes­te caso o Módu­lo de Mon­ta­gem de Som e Ima­gem, a decor­rer no Depar­ta­men­to de Enge­nha­ria Infor­má­ti­ca da Uni­ver­si­da­de de Coim­bra. Com vis­ta a pre­pa­ra­ção para a mon­ta­gem de lon­gas e cur­tas metra­gens, serão abor­da­dos vári­os con­cei­tos fun­da­men­tais, des­de a pers­pe­ti­va his­tó­ri­ca de refe­rên­ci­as e evo­ca­ções na his­tó­ria da mon­ta­gem ao rac­cord — noção da con­ti­nui­da­de no espa­ço e no tem­po -, à defi­ni­ção de estru­tu­ra nar­ra­ti­va, e ain­da das dife­ren­tes com­po­nen­tes sono­ras.

O con­teú­do Mon­ta­gem de Som e Ima­gem com Tomás Bal­ta­zar apa­re­ce pri­mei­ro em Cami­nhos Film Fes­ti­val.

Os Vencedores da 23ª edição dos Caminhos do Cinema Português

Nes­te últi­mo dia de fes­ti­val pode­mos con­tar com uma últi­ma ses­são da Sele­ção Cami­nhos e dos Cami­nhos Mun­di­ais, e com a tão aguar­da­da ceri­mó­nia de entre­ga dos pré­mi­os aos fil­mes ven­ce­do­res. Pelas 15 horas, no TAGV, pude­mos assis­tir ao dra­ma musi­cal “A Fábri­ca de Nada” de Pedro Pinho, fil­me ven­ce­dor de pré­mi­os nos fes­ti­vais de

O con­teú­do Os Ven­ce­do­res da 23ª edi­ção dos Cami­nhos do Cine­ma Por­tu­guês apa­re­ce pri­mei­ro em Cami­nhos Film Fes­ti­val.

Ensaio sobre a Cegueira de Fernando Meirelles

Uma iné­di­ta e inex­pli­cá­vel epi­de­mia de ceguei­ra atin­ge uma cida­de. Cha­ma­da de “ceguei­ra bran­ca”, já que as pes­so­as atin­gi­das ape­nas pas­sam a ver uma super­fí­cie lei­to­sa, a doen­ça sur­ge ini­ci­al­men­te em um homem no trân­si­to e, pou­co a pou­co, se…

Pessoanos comentam o “Filme do Desassossego”

Na pró­xi­ma quin­ta-fei­ra, 2 de Novem­bro, o Mini-Audi­tó­rio Sal­ga­do Zenha irá rece­ber a exi­bi­ção do “Fil­me do Desas­sos­se­go” de João Bote­lho. Este fil­me é base­a­do no livro homó­ni­mo da auto­ria dos hete­ró­ni­mos, de Fer­nan­do Pes­soa, Ber­nar­do Soa­res e Vicen­te Gue­des. O livro ina­ca­ba­do de Fer­nan­do Pes­soa tem conhe­ci­do vári­as edi­ções com­pi­la­das atra­vés da inter­pre­ta­ção de vári­os edi­to­res dos manus­cri­tos e dac­ti­los­cri­tos ori­gi­nais e das inten­ções escri­tas de orga­ni­za­ção de Fer­nan­do Pes­soa. Cada edi­ção é uma nova pers­pec­ti­va sobre esta obra, o que pode­rá acres­cen­tar o fil­me?

Para res­pon­der a esta per­gun­ta con­ta­mos com a pre­sen­ça de três peri­tos na obra de Fer­nan­do Pes­soa; Antó­nio Apo­li­ná­rio Lou­ren­ço, Bru­no Fon­tes e Manu­el Por­te­la.

Antó­nio Apo­li­ná­rio Lou­ren­ço

Antó­nio Apo­li­ná­rio Lou­ren­ço é pro­fes­sor de lite­ra­tu­ra na Uni­ver­si­da­de de Coim­bra, onde coor­de­na a sec­ção de Estu­dos Espa­nhóis. Inte­gra a Comis­são Exe­cu­ti­va do Cen­tro de Lite­ra­tu­ra Por­tu­gue­sa da mes­ma uni­ver­si­da­de. É autor ou edi­tor de vári­os livros publi­ca­dos em Por­tu­gal, Espa­nha e Bra­sil, entre os quais uma His­tó­ria da Lite­ra­tu­ra Espa­nho­la (1994, em cola­bo­ra­ção com Eloí­sa Álva­rez), uma His­to­ria de la Lite­ra­tu­ra Por­tu­gue­sa (2000, coe­di­tor, com José Luis Gavi­la­nes), Iden­ti­da­de e alte­ri­da­de em Fer­nan­do Pes­soa e Anto­nio Macha­do (1995; com edi­ção espa­nho­la de 1997), Eça de Quei­rós e o Natu­ra­lis­mo na Penín­su­la Ibé­ri­ca (2005), Estu­dos de lite­ra­tu­ra com­pa­ra­da luso-espa­nho­la (2005), Fer­nan­do Pes­soa (2009), Guia de lei­tu­ra. Men­sa­gem de Fer­nan­do Pes­soa (2011), Lite­ra­tu­ra, Espa­ço, Car­to­gra­fi­as (2011, coe­di­tor, com Osval­do Manu­el Sil­ves­tre), Pode­res y Auto­ri­da­des en el Siglo de Oro: Rea­li­dad y Repre­sen­ta­ción (2012, coe­di­tor com Jesús M. Usu­ná­riz), O Sécu­lo do Roman­ce. Rea­lis­mo e Natu­ra­lis­mo na Fic­ção Oito­cen­tis­ta (2013, coe­di­tor com Maria Hele­na San­ta­na e Maria João Simões) e O Moder­nis­mo (2015, em cola­bo­ra­ção com Car­los Reis). A sua edi­ção comen­ta­da da Men­sa­gem de Fer­nan­do Pes­soa foi lan­ça­da no Bra­sil em 2015, na cole­ção de clás­si­cos da Ate­liê Edi­to­ri­al.

Bru­no Fon­tes

Bru­no Fon­tes licen­ci­ou-se em Estu­dos Por­tu­gue­ses e Lusó­fo­nos na Facul­da­de de Letras da Uni­ver­si­da­de de Coim­bra, e con­cluiu, na mes­ma ins­ti­tui­ção, o Mes­tra­do em Estu­dos Artís­ti­cos, na área de estu­dos fíl­mi­cos. Tem desen­vol­vi­do ati­vi­da­des em con­jun­to com diver­sas asso­ci­a­ções cul­tu­rais em Coim­bra, no Por­to e na Figuei­ra da Foz. As suas áre­as de inte­res­se cen­tram-se no diá­lo­go do cine­ma com as outras artes, das quais se des­ta­cam a lite­ra­tu­ra e a músi­ca, e na aná­li­se da arte e da cul­tu­ra de mas­sas na soci­e­da­de con­tem­po­râ­nea. Está nes­te momen­to a fre­quen­tar o Pro­gra­ma de Dou­to­ra­men­to em Mate­ri­a­li­da­des da Lite­ra­tu­ra na Uni­ver­si­da­de de Coim­bra. 

Manu­el Por­te­la

Manu­el Por­te­la é pro­fes­sor da Facul­da­de de Letras da Uni­ver­si­da­de de Coim­bra, onde diri­ge o Pro­gra­ma de Dou­to­ra­men­to em Mate­ri­a­li­da­des da Lite­ra­tu­ra (Pro­gra­ma de Dou­to­ra­men­to FCT). É mem­bro do Cen­tro de Lite­ra­tu­ra Por­tu­gue­sa da Uni­ver­si­da­de de Coim­bra, sen­do o inves­ti­ga­dor res­pon­sá­vel pelo Arqui­vo LdoD (https://ldod.uc.pt/), um arqui­vo digi­tal dedi­ca­do ao Livro do Desas­sos­se­go, a publi­car em 2017. O seu últi­mo­li­vro inti­tu­la-se Scrip­ting Rea­ding Moti­ons: The Codex and the Com­pu­ter as Self-Refle­xi­ve Machi­nes (MIT Press, 2013).

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