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SOBRE OLIVEIRA & BOTELHO

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Manoel de Oliveira tem sido considerado pelos seus pares como um dos grandes Mestres do cinema. Aos seus 73, como jeito de registo cinematográfico da dor, memoriza a sua casa, o abandono do material e a perda da estabilidade para um novo ponto de partida existencial. Apesar de parecer algo totalmente nefasto se olhado superficialmente, representou um marco na sua carreira, a influência da busca pelo real que pode ser ficcionado, a referência e amor pela arte de forma transversal (não são raras as referências a Agustina, por exemplo) expressa pela película. Continuar a lerSOBRE OLIVEIRA & BOTELHO

Bolsa Manoel de Oliveira

A EDP lançou a Bolsa Manoel de Oliveira, para homenagear a vida e obra do cineasta português, atribuindo uma bolsa de estudos, a estudantes de cinema ou artes audiovisuais, no valor de 50.000€, para ampliarem o seu talento.

A Bolsa EDP  Manoel de Oliveira é uma oportunidade única para os jovens cineastas portugueses apostarem na sua formação e investirem na área do cinema, produção, direção ou realização e, por isso, solicitamos a divulgação na vossa instituição de ensino.

As candidaturas estão abertas até ao dia 18 de julho de 2016 e destinam-se a todos alunos que estejam a frequentar licenciatura ou mestrado nas áreas do cinema ou artes audiovisuais.

Os candidatos devem apresentar um filme original, de ficção ou documental, com duração máxima de 6 minutos.

Desde já nos colocamos à vossa disposição para qualquer esclarecimento adicional através do email bolsaedpmo@edp.pt

A energia e a obra que o Mestre nos deixou como património serão de certeza uma fonte de inspiração para todos os estudantes da sétima arte que ambicionam um dia ver o seu trabalho reconhecido.

O regulamento pode ser consultado em: http://www.edp.pt/pt/aedp/EDPDocuments/REGULAMENTO_BolsaEDPManoelDeOliveira.pdf

Ciclo de Cinema “Paisagens Culturais”

O Centro de Estudos Cinematográficos e o Museu Monográfico de Conimbriga apresentam como programação cultural no âmbito do Dia Internacional dos Museus, este ano sob a diretriz “Museus e Paisagens Culturais”, um Ciclo de Cinema.

Através da “Sétima Arte” procuram-se redescobrir outras paisagens, outras estórias, centradas na cidade de Coimbra. Desde a obra prima “Capas Negras”, onde a fadista Amália Rodrigues revelou o seu talento como atriz, passando também pelas lutas académicas dos anos 1969 em “Futebol de Causas”. “O Rasganço”, “Quinto Império” e “O Arquitecto e a Cidade Velha” são outras das obras que permitirão fazer uma viagem pelo tempo, percorrer momentos históricos, observar panoramas e iconografias diversas, retratadas pelo olhar peculiar de realizadores portugueses.

Entre os dias 17 e 21 de Maio, a partir das 21h30, no Auditório do Museu Monográfico de Conimbriga. A Entrada é Gratuita e limitada a 90 lugares.

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Como complemento a este ciclo de cinema há a possibilidade de se jantar no Restaurante do Museu Monográfico de Conimbriga. A reserva para jantar assegura automaticamente lugar na sala.

Ementa (10 € por pessoa com tudo incluído):
Dia 17: Caldo verde, Churrasquinho de porco preto, Panna-cotta.
Dia 18: Sopa de espinafres, Lombinho recheado com ameixas, Bolo de chocolate com gelado.
Dia 19: Sopa do mar, Salmão confitado, Bolo de ananás com gelado.
Dia 20: Sopa de legumes, Tibornada de bacalhau, Torta de laranja.
Dia 21: Duo de cenoura e couve-flor, Perú recheado com alheira, Tiramisú

Mais informação através do 239 941 177 / conimbriga@dgpc.pt

“Do Livro ao Filme” — Ciclo de Cinema

Assim do livro ao filme não sinto que alguma coisa de fundamental se perdesse para a intenção com que o realizei – como sinto que alguma coisa de novo se criou para lá da arte da imagem em que se transfigura.
— Vergílio Ferreira

Podemos asseverar que o cinema também tem uma função de contar histórias, por muito que por vezes se incorra no erro de ficarmos presos a conceitos meramente técnicos e não estéticos. A adaptação de grandes obras da literatura a um argumento de obra cinematográfica sempre foi um dos objectivos dos nossos maiores realizadores. Apesar de Ingmar Bergman ter sempre afirmado que o Cinema e a Literatura não são convergentes e nada que ver, acreditamos que existem felizes casos que excepcionam esta falsa dicotomia. Caso clássico é o dos filmes do saudoso João César Monteiro, que não se tratando de adaptações, mostra-nos antes uma dança atrevida entre a escrita e a interpretação, fundindo-se e superando-se.

Mostrar cinema tem sido sempre o escopo do Centro de Estudos Cinematográficos da Associação Académica de Coimbra, mas acima de tudo trata-se de mostrar e divulgar cultura. Sendo Coimbra um espaço de partilha de informação, de crescimento individual de toda a índole, acreditamos que essa evolução tornar-se-ia lacunosa sem cultura cinematográfica. Cinema é estímulo; e deve manter-se vivo mesmo depois de ser visionado, tendo que “ser falado” como diz João Bérnard da Costa. Não achamos que a obra cinematográfica substitua, de todo, a literária – concordando aqui neste ponto com Bergman -, mas poderá ser um franco estímulo ao curioso, quando uma boa adaptação se trate. É impossível, no nosso ver, assistir a filmes como o ‘Ma Nuit Chez Maud’ sem sentir uma necessidade premente de ir às bibliotecas ler Pascal. O cinema é também este bicho que fica dentro do espectador, que o leva a conhecer em si uma sensibilidade cultural que por vezes lhe era desconhecida. Criticar o artista cinematográfico que se inspira em livros, é o mesmo que criticar o escritor que se inspira em obras cinematográficas ou na própria natureza. O artista consome o envolvente e isso inclui todas as outras manifestações artísticas.

Cartaz Ciclo de Cinema Do Livro ao Filme

Neste ciclo, queremos mostrar cinema que só foi possível graças à existência de uma grande peça literária como inspiração. Iniciamos o nosso percurso com a obra ‘A Princesa de Clèves’ (1678) de Madama La Fayette que inspirou dois grandes realizadores: Manoel de Oliveira, que em 1999 nos mostrou ‘A Carta’ e Cristophe Honoré que em 208 realiza ‘A Bela Junie’. Há aqui uma dupla inspiração que merece ser assistida e discutida, carregados de tensão emocional típicas da linguagem do século XVII, mas rectificada ao mundo contemporâneo da 7ª arte. Em nenhum dos filmes se trata de uma vulgar adaptação da obra escrita (como vários filmes de Hollywood habituaram o cinéfilo), o espectador não irá assistir a um filme histórico, antes a uma total convergência entre a linguagem clássica, que é sempre actual, sendo o cinema o modo desta se expressar.

Passando para o Irão, encontramos a obra do premiado Abbas Kiarostami com o seu ‘Shirin’ (2008) que vem desmentir a existência da dicotomia cinema e literatura. Na verdade, Kiarostami apresenta-nos uma adaptação de poema persa do século XII, mas recusando a história adaptada apreendendo-se antes com o impacto desta. Há um rasgo de catarse no cinema que Kiarostami agarra com a câmara pelas caras das variadas mulheres iranianas e que nega assim tanto o poema como o filme, centrando-se naquele que os capta.

Falar de cultura cinematográfica sem referência a F. W. Murnau é como discutir literatura sem uma breve referência que seja a Goethe. E é essa necessidade que é conseguida saciar com ‘Fausto’ (1926), onde Murnau nos mostra o melhor dos inícios do cinema com o melhor da adaptação da obra ao argumento, em que o Homem desafia Deus, em que o cinema continua a mostrar que irá perdurar.

Se falamos de clássicos, encerramos o ciclo com uma quinta sessão dedicada à cultura norte-americana. Em ‘Boneca de Luxo’, Blake Edwards mostra-nos a obra inspirada no livro de Truman Capote de título homónimo. Edwards marca não só o cinema como gerações de amantes por todo o mundo. Premente é mostrar exemplos em que aquele que leu o livro, consegue ser surpreendido mesmo assim com o desenrolar do argumento adoptado.

Quinta, 3 de Março:
A Bela Junie de Cristophe Honoré, 97′ (2008)

Quinta, 10 de Março:
Carta de Manoel de Oliveira, 107′ (1999).

Quinta, 17 de Março:
Shirin de Abbas Kiarostami, 92′ (2008)

Quinta, 24 de Março:
Fausto de F.W. Murnau, 126′ (1926)

Quinta, 31 de Março:
Boneca de Luxo de Blake Edwards, 115′ (1961)

Concurso Take Manoel de Oliveira

O Centro de Estudos Cinematográficos associa-se ao Concurso “Take Manoel de Oliveira” organizado pela Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual (APECV). Este concurso visa “expandir os conceitos associados à expressão plástica, sensibilizando, por um lado, os professores a respeito da inclusão do cinema nas suas estratégias de exploração dos conteúdos programáticos e, por outro, os alunos para a obra deste cinesta.”

O Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) disponibilizou os fimes “O Estranho Caso de Angélica”, “Um Filme Falado”, “Singularidades de Uma Rapariga Loira” e “Cristóvão Colombo, O Enigma” do realizador Manoel de Oliveira. Os filmes já se encontram no Centro de Estudos Cinematográficos.

Os professores participantes no X Concurso de Expressão Plástica “Take Manoel de Oliveira” podem requisitar os filmes. Devem preencher a ficha de requisição (disponível no regulamento) dos filmes. Cada escola poderá ficar com os filmes durante cinco dias úteis.

Os professores participantes poderão entrar em contacto via email (cec@academica.pt), telefone (239 410 408) ou deslocar-se ao CEC/AAC durante todos os dias úteis das 18 às 20.

Regulamento: APECV – Regulamento Concurso Take Manoel de Oliveira