Centro de Estudos Cinematográficos
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SOBRE OLIVEIRA & BOTELHO

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Mano­el de Oli­vei­ra tem sido con­si­de­ra­do pelos seus pares como um dos gran­des Mes­tres do cine­ma. Aos seus 73, como jei­to de regis­to cine­ma­to­grá­fi­co da dor, memo­ri­za a sua casa, o aban­do­no do mate­ri­al e a per­da da esta­bi­li­da­de para um novo pon­to de par­ti­da exis­ten­ci­al. Ape­sar de pare­cer algo total­men­te nefas­to se olha­do super­fi­ci­al­men­te, repre­sen­tou um mar­co na sua car­rei­ra, a influên­cia da bus­ca pelo real que pode ser fic­ci­o­na­do, a refe­rên­cia e amor pela arte de for­ma trans­ver­sal (não são raras as refe­rên­ci­as a Agus­ti­na, por exem­plo) expres­sa pela película.

Mano­el de Oli­vei­ra tem sido con­si­de­ra­do pelos seus pares como um dos gran­des Mes­tres do cine­ma. Aos seus 73, como jei­to de regis­to cine­ma­to­grá­fi­co da dor, memo­ri­za a sua casa, o aban­do­no do mate­ri­al e a


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Mano­el de Oli­vei­ra tem sido con­si­de­ra­do pelos seus pares como um dos gran­des Mes­tres do cine­ma. Aos seus 73, como jei­to de regis­to cine­ma­to­grá­fi­co da dor, memo­ri­za a sua casa, o aban­do­no do mate­ri­al e a per­da da esta­bi­li­da­de para um novo pon­to de par­ti­da exis­ten­ci­al. Ape­sar de pare­cer algo total­men­te nefas­to se olha­do super­fi­ci­al­men­te, repre­sen­tou um mar­co na sua car­rei­ra, a influên­cia da bus­ca pelo real que pode ser fic­ci­o­na­do, a refe­rên­cia e amor pela arte de for­ma trans­ver­sal (não são raras as refe­rên­ci­as a Agus­ti­na, por exem­plo) expres­sa pela película.

https://youtu.be/ntpqJuCgdTo

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“Visi­ta ou Memó­ri­as e Con­fis­sões”, obra que por dese­jo do pró­prio Mes­tre só esta­ria dis­po­ní­vel depois da sua mor­te, é ago­ra mos­tra­da publi­ca­men­te na XXII Edi­ção do Fes­ti­val Cami­nhos do Cine­ma Por­tu­guês. Man­ten­do os dese­jos de Oli­vei­ra, o fil­me será pas­sa­do em pelí­cu­la, sen­do a opor­tu­ni­da­de do espec­ta­dor de ver a obra pro­du­zi­da em vida e divul­ga­da em mor­te. Tal como num fil­me a fita une o iní­cio e o fim, esta é a obra que une o sur­gir e o desa­pa­re­cer de Mano­el de Oli­vei­ra. Mas um ausen­tar-se do mun­do mera­men­te físi­co, pois no ima­gi­ná­rio colec­ti­vo cine­ma­to­grá­fi­co o Mes­tre será para sem­pre uma refe­rên­cia viva. 
Na ses­são da noi­te com “O Cine­ma, Mano­el de Oli­vei­ra e Eu” João Bote­lho assu­me-se indi­rec­ta­men­te como des­cen­den­te artís­ti­co (e de algu­ma for­ma qua­se espi­ri­tu­al) do Mes­tre. Uma ode ao pró­prio Oli­vei­ra, como que de uma pin­tu­ra de filho para pai se tra­tas­se. É a for­ma de Bote­lho recu­sar o luto do seu pai cine­ma­to­grá­fi­co, assu­min­do a con­ti­nu­a­ção da sua vida em obra repu­di­an­do a catar­se depres­si­va mas sen­do melan­có­li­co. Como um géne­ro de tela a dois, entre mor­to e vivo, este fil­me une as idei­as de Oli­vei­ra (com par­tes argu­men­ta­ti­vas des­te) com a nar­ra­ção e con­cei­tos de Bote­lho. No fun­do, é um fil­me de Bote­lho fei­to com o seu mes­tre míti­co com o objec­ti­vo de supe­rar a noção de vida e de mor­te e pre­en­chen­do assim a lacu­na dei­xa­da pelo pas­sa­men­to de Oliveira.

https://youtu.be/JZyHO-elhW8

“O Cine­ma, Mano­el de Oli­vei­ra e Eu” é um docu­men­tá­rio, um docu­men­to his­tó­ri­co regis­ta­do em fil­me e uma pro­va de amor. E citan­do o rea­li­za­dor: “vou-me atre­ver a fil­mar uma his­tó­ria iné­di­ta que Mano­el de Oli­vei­ra dei­xou e nun­ca con­se­guiu rea­li­zar, para rom­per as refle­xões e os exem­plos do seu tra­ba­lho ímpar, como apren­diz humil­de da sua sabe­do­ria e como agra­de­ci­men­to a tudo o que ele me ensinou.”. 
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Acon­se­lha­mos todos a irem ao TAGV hoje, dia 25 de Novem­bro, para um dia de cine­ma sobre a memó­ria e sobre o Ago­ra que é eterno.

Um até já,

João Pais,
Selec­ção Caminhos 

— Ori­gi­nal­men­te publi­ca­do em http://j.mp/2fMjt3Z

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