Jurados da XXV Edição

O Fes­ti­val Cami­nhos do Cine­ma Por­tu­guês cele­bra, este ano, as sua bodas de pra­ta. Des­de 1988, este é um fes­ti­val gene­ra­lis­ta, aber­to à exi­bi­ção e pre­mi­a­ção de todas as cor­ren­tes cine­ma­to­grá­fi­cas naci­o­nais. Assim, de 22 a 30 de novem­bro, vai-se cele­brar, em Coim­bra, o melhor cine­ma por­tu­guês com ses­sões para todos os públi­cos.

As novi­da­des da 25.ª edi­ção pas­sam por uma nova sec­ção com­pe­ti­ti­va – “Outros Olha­res” -, valo­ri­zan­do a fil­mo­gra­fia de cará­ter ensaís­ti­co e expe­ri­men­tal, cujas pro­du­ções não se cin­gem ao argu­men­to, mas valo­ri­zam o domí­nio sen­so­ri­al, esti­mu­la­do pelo con­jun­to da ima­gem e som. 

A com­pe­ti­ção aca­dé­mi­ca da “Sele­ção Ensai­os” vol­ta a per­mi­tir o olhar com­pa­ra­ti­vo entre as aca­de­mi­as naci­o­nais e inter­na­ci­o­nais. Nela encon­tra­re­mos as mais recen­tes pro­du­ções naci­o­nais, dis­pu­tan­do-se entre os pré­mi­os téc­ni­co-artís­ti­cos e os pré­mi­os ofi­ci­ais, o pré­mio do Públi­co “Cha­ma Ama­re­la”. 

Ganhar um pré­mio nes­tes Cami­nhos pro­va a rele­vân­cia de um fil­me, des­ta­can­do-se pelo seu cará­ter artís­ti­co, téc­ni­co, ino­va­dor ou da pro­xi­mi­da­de com os públi­cos. A deci­são com­pe­te a cin­co equi­pas de júri: Cami­nhos, Ensai­os, Outros Olha­res, Júri da Fede­ra­ção Inter­na­ci­o­nal de Cine­clu­bes, ‘Impren­sa CISION’ e ao Públi­co. 

O Júri da Sele­ção Cami­nhos tem a seu car­go 15 pré­mi­os téc­ni­co-artís­ti­cos e 6 pré­mi­os ofi­ci­ais, defi­nin­do-se quem serão os prin­ci­pais pro­ta­go­nis­tas das dife­ren­tes ver­ten­tes des­te ano de Cine­ma Por­tu­guês. Assim, esta equi­pa é cons­ti­tuí­da pelo encenador/dramaturgo João Tel­mo, pelo car­to­o­nis­ta e cro­nis­ta Hugo Van Der Ding e pelas atri­zes Car­la Vas­con­ce­los e Lucin­da Lou­rei­ro, com pro­vas dadas na área do cine­ma e uma vas­ta expe­ri­ên­cia pro­fis­si­o­nal.

O Júri da Sele­ção Ensai­os, cons­ti­tuí­do por Cata­ri­na Neves Ric­ci e Tia­go Afon­so, rea­li­za­do­res, e Pedro Ribei­ro, mon­ta­dor de cine­ma,  atri­bui­rá,  a pro­du­ções aca­dé­mi­cas ou téc­ni­cas e pro­fis­si­o­nais, os pré­mi­os de Melhor Ensaio Naci­o­nal e Inter­na­ci­o­nal. Per­mi­ti­rão, des­te modo, tra­çar linhas com­pa­ra­ti­vas sobre o futu­ro do cine­ma naci­o­nal e do res­to do mun­do.

A deci­dir a atri­bui­ção do pri­mei­ro pré­mio de Melhor Fil­me da Sele­ção “Outros Olha­res”, nes­ta edi­ção pro­mo­vi­da a ter­cei­ra cate­go­ria com­pe­ti­ti­va, esta­rão Antó­nio Pedro Pita e Cris­ti­na Jani­cas, pro­fes­so­res,  e Rita Alcai­re, antro­pó­lo­ga e docu­men­ta­ris­ta. 

Do Júri “Fede­ra­ção Inter­na­ci­o­nal de Cine­clu­bes” (FICC) fazem par­te Bru­no Fon­tes, Sarah Adam e Toni Cua­dras i Mora­tó, res­pon­sá­veis pela atri­bui­ção do pré­mio Don Qui­jo­te. Bru­no Fon­tes é dou­to­ran­do em Mate­ri­a­li­da­des da Lite­ra­tu­ra e mes­tre em Estu­dos Fíl­mi­cos, Sarah Adam, ale­mã, é mes­tre em His­tó­ria e Lite­ra­tu­ra, dire­to­ra do fes­ti­val doku­men­tART 2018, em Neu­bran­den­burg, co-fun­da­do­ra do Arab Film­club e  mem­bro do gru­po artís­ti­co “A Wall is a Scre­en”. Toni Cua­dras i Mora­tó, cata­lão, é mem­bro do Cine­club Ate­ney Igua­la­da de Bar­ce­lo­na. São can­di­da­tos os fil­mes da Sele­ção “Cami­nhos” ausen­tes de diá­lo­go, fala­dos, ou com legen­das em inglês ou fran­cês.

O Júri “Impren­sa Cisi­on” atri­bui um pré­mio com o mes­mo nome, que visa pro­mo­ver o fil­me ven­ce­dor jun­to da impren­sa, reco­nhe­cen­do méri­to ao cine­ma por­tu­guês. O pai­nel de jura­das é cons­ti­tuí­do pelas jor­na­lis­tas Sara Afon­so, que man­tém a sua liga­ção à séti­ma arte na revis­ta Metró­po­lis, Claú­dia Sobral, do jor­nal I, e Fili­pa Quei­roz, da revis­ta conim­bri­cen­se Coo­lec­ti­va.

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