25 anos, cinema português para todos.

O Fes­ti­val Cami­nhos do Cine­ma Por­tu­guês regres­sa de 22 a 30 de novem­bro, tra­zen­do o melhor cine­ma naci­o­nal con­tem­po­râ­neo a Coim­bra. Esta edi­ção tem como prin­ci­pais novi­da­des a atri­bui­ção do pré­mio Ethos, atri­buí­do a Isa­bel Ruth e a pro­mo­ção da Sec­ção “Outros Olha­res” a cate­go­ria com­pe­ti­ti­va. 

O cami­nho come­ça a 22 de novem­bro às 21h45, depois de vári­as ante­câ­ma­ras, num momen­to espe­ci­al e úni­co: Ver­des Anos. Este será um momen­to de cele­bra­ção da obra cine­ma­to­grá­fi­ca de Isa­bel Ruth entre­la­çan­do o pas­sa­do e pre­sen­te, num núme­ro artís­ti­co, que reú­ne a tra­di­ção coim­brã com a irre­ve­rên­cia con­tem­po­râ­nea, colo­can­do no mes­mo pal­co a melo­dia da gui­tar­ra de coim­bra com os rit­mos elec­tró­ni­cos do DJ Ste­re­os­sau­ro. 

É de cine­ma que se fazem estes Cami­nhos e não pode­ria ser sem este que se inau­gu­ram as três sec­ções com­pe­ti­ti­vas: Les Extra­or­di­nai­res Mésa­ven­tu­res de la Jeu­ne Fil­le de Pier­re – 20’, de Gabri­el Abran­tes (Sel. Cami­nhos), Pro­jec­ção – 10’, de René Alan (Outros Olha­res) e Sele­ção Ensai­os com: Em Caso de Fogo – 23’, de Tomás Pau­la Mar­ques, e Chop­per – 09’, de Gior­gos Kap­sa­na­kis (Sel. Ensai­os). Será exi­bi­do ain­da, pela pri­mei­ra vez, Hori­zon­te Arti­fi­ci­al – 09’, pro­du­zi­do ao lon­go da 9.ª edi­ção do cur­so de cine­ma Cine­ma­lo­gia. 

Além das Sec­ções Com­pe­ti­ti­vas, há espa­ço para Cine­ma Mun­di­al e uma ses­são espe­ci­al o ‘Tur­no da Noi­te’. De modo com­ple­men­tar serão rea­li­za­das três expo­si­ções; “Cami­nhos em Car­taz”, que pro­mo­ve a pro­gra­ma­ção da Selec­ção Cami­nhos na FLUC e colo­ca os Pós­te­res do seus fil­mes a lutar pelo Pré­mio de Melhor Car­taz; no TAGV esta­rão paten­tes duas expo­si­ções: a expo­si­ção “Ethos”, em home­na­gem à céle­bre Isa­bel Ruth, na Sala Bran­ca, e, no bar do Tea­tro, “25 anos, 25 ilus­tra­do­res” que olha­ram para vári­os títu­los mar­can­tes do Cine­ma Por­tu­guês atri­buin­do-lhes uma nova rou­pa­gem, um outro olhar e sobre­tu­do uma home­na­gem aos pro­ta­go­nis­tas da arte cine­ma­to­grá­fi­ca naci­o­nal.

O cine­ma naci­o­nal mos­tra-se de den­tro para fora, da expe­ri­ên­cia par­ti­cu­lar para a colec­ti­va, apre­sen­tan­do para o exte­ri­or aqui­lo que cons­ti­tui a memó­ria. A ques­tão de memó­ria (e das suas vári­as cama­das) é‑nos expos­ta este ano do pon­to de vis­ta lite­ral (como em For­dlan­dia Malai­se de Susa­na de Sou­sa Dias na área do docu­men­tá­rio ou Vari­a­ções de João Maia na área da fic­ção), sim­bó­li­co e suges­ti­vo (auto­bi­o­gra­fi­ca­men­te por Car­los Con­cei­ção em Ser­pen­tá­rio) ou cru­zan­do inclu­si­va­men­te essas duas vias, como bri­lhan­te­men­te o faz Pedro Cos­ta em Vita­li­na Vare­la.

Des­ta­que ain­da para Tris­te­za e Ale­gria na Vida das Gira­fas de Tia­go Gue­des, onde o ima­gi­ná­rio (infan­til mas madu­ro) é mate­ri­a­li­za­do em tela por um inte­li­gen­te humor, abor­dan­do temá­ti­cas de mere­ci­da seri­e­da­de (do luto a difi­cul­da­des finan­cei­ras).

Nas suas “bodas de pra­ta” os cami­nhos apre­sen­tam 87 horas e 26 minu­tos de pro­gra­ma­ção em 177 obras selec­ci­o­na­das de um uni­ver­so de 739 (24% acei­ta­ção). A cine­ma­to­gra­fia naci­o­nal mos­tra-se mais uma vez dinâ­mi­ca  ten­do-se apli­ca­do à selec­ção 317 fil­mes, estan­do selec­ci­o­na­dos 114 (36% acei­ta­ção) nas 3 Sec­ções Com­pe­ti­ti­vas, que se irão divi­dir entre o Tea­tro Aca­dé­mi­co de Gil Vicen­te, o Mini-Audi­tó­rio Sal­ga­do Zenha e os Cine­mas NOS do Alma Shop­ping. 

Venha conhe­cer o melhor de todo o cine­ma por­tu­guês.

 

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