Tiago Afonso e a arte de realizar sem imaginação

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Tia­go Afon­so deu iní­cio à Mas­ter­ses­si­on de quar­ta na Sala do Car­vão, na Casa das Cal­dei­ras  com o tema “O Meu Cine­ma”. O atu­al docen­te da Uni­ver­si­da­de Lusó­fo­na do Por­to rea­li­za sobre­tu­do fil­mes de teor docu­men­tal, como fil­mes de inter­ven­ção e refle­xão polí­ti­ca, mas tam­bém obras de cariz auto­bi­o­grá­fi­co e expe­ri­men­tal. O rea­li­za­dor, não só exi­biu alguns tre­chos dos seus fil­mes, como tam­bém refle­tiu sobre os mes­mos. Falou sobre as suas pró­pri­as obras e cri­ou uma pon­te entre o seu pro­ces­so de cri­a­ção e, aqui­lo que é fei­to no cine­ma português.

Citan­do “As Por­tas da Per­ce­ção” de Aldous Hux­ley, o cine­as­ta falou sobre a aber­tu­ra da per­ce­ção huma­na e sobre a sua con­si­de­ra­da “defi­ci­ên­cia”. Tia­go Afon­so, ao con­trá­rio do res­to das pes­so­as, quan­do pen­sa em algu­ma coi­sa não con­se­gue asso­ci­ar uma ima­gem no seu cére­bro ou seja, não é capaz de visu­a­li­zar men­tal­men­te. Este anta­go­nis­mo entre ima­gi­na­ção e cri­a­ção levou com que, segun­do o rea­li­za­dor, o seu pro­ces­so de fazer cine­ma seja dis­tin­to de todos os outros: “tudo o que pre­pa­ro é para destruir”.

Sai­ba mais na seguin­te liga­ção: Tia­go Afon­so e a arte de rea­li­zar sem ima­gi­na­ção.