Centro de Estudos Cinematográficos

Cinema Português: Uma História de Ousadia

Cele­bran­do a 22.ª Sema­na Cul­tu­ral e os 730 anos da Uni­ver­si­da­de de Coim­bra, o Cen­tro de Estu­dos Cine­ma­to­grá­fi­cos asso­cia à sua pro­gra­ma­ção anu­al um con­jun­to de cur­­tas-metra­­gens que demons­tram o ousa­do cres­ci­men­to artís­ti­co do cine­ma naci­o­nal, cri­an­do momen­tos de refle­xão e dis­cus­são em sala. A temá­ti­ca “Ousadia(s)” pau­ta­rá todas as ses­sões pro­gra­ma­das em Mar­ço, incluin­do pro­jec­ção de fil­mes naci­o­nais que mos­tram a resi­li­ên­cia de fazer cine­ma em Por­tu­gal.

A 30 de Mar­ço, como for­ma de súmu­la da acti­vi­da­de, irá ser rea­li­za­da uma mesa redon­da, onde pro­fis­si­o­nais na área do audi­o­vi­su­al e artís­ti­co fala­rão sobre as pos­si­bi­li­da­des de saí­das pro­fis­si­o­nais na área. Dedi­ca­da a todos os estu­dan­tes da Uni­ver­si­da­de de Coim­bra, a entra­da para estes e asso­ci­a­dos, será gra­tui­ta em toda a acti­vi­da­de.

Cele­bran­do a 22.ª Sema­na Cul­tu­ral e os 730 anos da Uni­ver­si­da­de de Coim­bra, o Cen­tro de Estu­dos Cine­ma­to­grá­fi­cos asso­cia à sua pro­gra­ma­ção anu­al um con­jun­to de cur­­tas-metra­­gens que demons­tram o ousa­do cres­ci­men­to artís­ti­co do cine­ma naci­o­nal, cri­an­do momen­tos de refle­xão e dis­cus­são em sala. A temá­ti­ca “Ousadia(s)” pau­ta­rá todas as ses­sões pro­gra­ma­das em Mar­ço, incluin­do pro­jec­ção de fil­mes naci­o­nais que mos­tram a resi­li­ên­cia de fazer cine­ma em Por­tu­gal.

O Barão de Edgar Pêra

No ano de 1943, duran­te a II Guer­ra Mun­di­al, a pro­du­to­ra ame­ri­ca­na Vale­rie Lew­ton che­gou a Por­tu­gal e casou-se com um actor por­tu­guês que lhe deu a conhe­cer o con­to “O Barão”, escri­to por Bran­qui­nho da Fon­se­ca. Vale­rie viu nele a his­tó­ria per­fei­ta para um fil­me de ter­ror, come­çan­do, em segre­do, as fil­ma­gens numa fábri­ca do Bar­rei­ro.

Quan­do a PIDE sou­be da exis­tên­cia do fil­me, man­dou des­truir os nega­ti­vos. A equi­pa téc­ni­ca foi repa­tri­a­da e os acto­res por­tu­gue­ses depor­ta­dos para o Tar­ra­fal, na ilha de San­ti­a­go, Cabo Ver­de, onde mor­re­ram tor­tu­ra­dos na “fri­gi­dei­ra”.

Em 2005, foram des­co­ber­tas duas bobi­nas e o guião do fil­me nos arqui­vos do cine­clu­be do Bar­rei­ro. Atra­vés delas o rea­li­za­dor Edgar Pêra deci­diu fazer o “rema­ke” do fil­me ori­gi­nal, con­tan­do a his­tó­ria de um barão tirâ­ni­co que ater­ro­ri­za a popu­la­ção das mon­ta­nhas do Bar­ro­so, no Nor­te de Por­tu­gal.

É exi­bi­do no Mini-Audi­tó­rio Sal­ga­do Zenha no pró­xi­mo dia 31 de Outu­bro à meia-noi­te . A entra­da é livre.

Palmarés Locarno 2017: menção honrosa nas longas e triunfo nas curtas para o cinema português

O Leo­par­do de Ouro foi para o docu­men­tá­rio “Mrs. Fang”, do chi­nês Wang Bing e Isa­bel­le Hup­pert rece­beu o pré­mio…