Além Variações, sexta é o dia da comunidade LGBTI+!

As exi­bi­ções com abor­da­gens às temá­ti­cas  LGBTI+, come­çam na quin­ta-fei­ra, dia 29 de novem­bro. Antó­nio Joa­quim Rodri­gues Ribei­ro é o pro­ta­go­nis­ta e dá pelo nome de Antó­nio Vari­a­ções. Um íco­ne da músi­ca por­tu­gue­sa e um dos pri­mei­ros por­tu­gue­ses a assu­mir-se como homos­se­xu­al, dei­xou mar­cas e abriu cami­nhos a vári­as gera­ções de artis­tas. Um fil­me bio­grá­fi­co que levou mais de 15 anos a estar de pé, pelo rea­li­za­dor João Maia. As per­gun­tas e res­pos­tas des­ta ses­são são mode­ra­das por San­dra Bet­ten­court.

Para além des­te já icó­ni­co fil­me, a Sele­ção Cami­nhos, sele­ção com­pe­ti­ti­va do fes­ti­val, trans­mi­te ain­da outros, na sex­ta-fei­ra, dia 30, no Tea­tro Aca­dé­mi­co Gil Vicen­te. Às 15:00, entra “Que­ro-te Tan­to!”, uma lon­ga fic­ção assi­na­da por Vicen­te Alves do Ó.

Ás 17:30 será exi­bi­da, em pri­mei­ro lugar, uma pro­du­ção de Tia­go Afon­so. “O Des­vio” con­ta a his­tó­ria de dois per­cur­sos pecu­li­a­res, cuja úni­ca seme­lhan­ça é pas­sar-se tudo ao mes­mo tem­po e num raio limi­ta­do. Um fil­me sem jul­ga­men­tos, onde o úni­co obje­ti­vo é con­tar duas his­tó­ri­as ao mes­mo tem­po e a úni­ca proi­bi­ção é serem fei­tas ana­lo­gi­as entre elas. Em segun­do lugar, a cur­ta-metra­gem “Casa de Vidro”, de Fili­pe Mar­tins, que mos­tra a vida de Car­los, um homem sem-abri­go e toxi­co­de­pen­den­te, que vive na cida­de do Por­to.

As duas últi­mas exi­bi­ções da tar­de são da auto­ria de Rui Simões e de Rui Gon­çal­ves Rufi­no. O pri­mei­ro assi­nou “Teus Olhos Cas­ta­nhos de Encan­tos Tama­nhos”, que con­ta a his­tó­ria de um sem-abri­go e o seu cami­nho. Aque­le aca­ba por ser uma pro­je­ção de todos nós e repre­sen­ta a nos­sa impo­tên­cia pri­mor­di­al. O segun­do, pro­du­ziu “Bela Vis­ta – Ilha Habi­ta­da”, que regis­ta a rea­bi­li­ta­ção da ilha da Bela Vis­ta, na cida­de do Por­to, entre os anos de 2015 e 2017. Um pro­ces­so regis­ta­do pelas memó­ri­as das dife­ren­tes gera­ções resi­den­tes, que reve­lam anos de difi­cul­da­de e lutas por melho­res con­di­ções de vida.

A ani­ma­ção de Ale­xan­dre Siquei­ra dá as boas-vin­das à ses­são das 21:45. “Pur­ple­boy” é Óscar, uma cri­an­ça que nas­ceu no jar­dim dos pais. Nin­guém sabe qual o seu sexo, mas ele sabe que quer ser um meni­no. Quan­do Óscar sai da ter­ra, des­co­bre que, afi­nal, tem um cor­po femi­ni­no. A ques­tão é, depois da dolo­ro­sa des­co­ber­ta, será que ele vai obter o reco­nhe­ci­men­to da iden­ti­da­de que dese­ja?

Artur Ser­ra Araú­jo leva ao fes­ti­val duas jovens que, sobre a bana­li­da­de do dis­cur­so e o absur­do das suas ações, flu­tu­am no mar, algu­res entre o ero­tis­mo e a vio­lên­cia. “Flu­tu­ar”, uma cur­ta fic­ção pas­sa­da numa noi­te de lua cheia.

A últi­ma exi­bi­ção da noi­te é da auto­ria de Vicen­te Alves do Ó. A lon­ga fic­ção “Gol­pe de Sol” con­ta a his­tó­ria de qua­tro ami­gos de lon­ga data que pas­sam um fim-de-sema­na numa casa de cam­po de um deles, na Cos­ta Alen­te­ja­na. Tudo está tran­qui­lo, até que David, um ami­go e aman­te dos qua­tro, com quem não fala­vam há 10 anos, tele­fo­na. De repen­te, a tran­qui­li­da­de aca­ba e a ten­são impe­ra, moti­va­da pelos segre­dos, ver­da­des escon­di­das e ques­tões que fica­ram sem res­pos­ta.

Na Sele­ção Ensai­os vão ser trans­mi­ti­dos, nos Cine­mas NOS, no Alma Shop­ping, às 17:30 de sex­ta-fei­ra, seis fil­mes. A ani­ma­ção de João Mon­tei­ro e Luís Vital, “Ode à Infân­cia”, con­ta a his­tó­ria de uma tími­da rapa­ri­ga que, numa visi­ta ao par­que com o seu pai pro­te­tor, conhe­ce uma outra mui­to ener­gé­ti­ca. Jun­tas vivem uma aven­tu­ra, des­co­brin­do algo que as muda­rá para sem­pre.Sen­tir-me, tam­bém ela uma ani­ma­ção, con­ta a his­tó­ria de um homem que fuma inqui­e­to, numa varan­da. Quan­do regres­sa ao inte­ri­or, uma mulher des­co­nhe­ci­da provoca‑o, dirigindo‑o para uma via­gem intros­pe­ti­va que, ape­sar da inse­gu­ran­ça, o enca­mi­nha para o seu ver­da­dei­ro eu.

Auro­ra é uma artis­ta cri­a­da por Car­lo­ta Flor. Oriun­da de uma peque­na vila no nor­te de Por­tu­gal, vive em Lis­boa, onde pro­cu­ra sin­grar nas artes per­for­ma­ti­vas e que­brar pre­con­cei­tos, atra­vés das suas cri­a­ções. E ain­da a cur­ta de Pedro Gama, “Homens que Inven­tam Mulhe­res”.

Os dois últi­mos docu­men­tá­ri­os da ses­são são assi­na­dos por Pie­tra Baral­di e André p. Ama­ral e por Aki­ra Kami­ki. Os dois pri­mei­ros con­tam a his­tó­ria de Den­nis, em Black – Retra­to de uma Meta­mor­fo­se. O fil­me mos­tra a pre­pa­ra­ção da per­so­na­gem para um espe­tá­cu­lo de Drag, a rela­ção dela com este uni­ver­so e a trans­for­ma­ção de Den­nis em Lexa Black. O segun­do, dire­tor da cur­ta fic­ção Infi­ni­to Enquan­to Dure”, con­ta a his­tó­ria de Danny e Sei­ji, que se apai­xo­nam numa fes­ta. No entan­to, Danny acre­di­ta que as dife­ren­ças entre eles podem ser mais for­tes que os seus sen­ti­men­tos.

Uma pro­gra­ma­ção exten­sa e diver­sa que mos­tra que nos Cami­nhos todos têm lugar.

 

Sai­ba mais na seguin­te liga­ção: Além Vari­a­ções, sex­ta é o dia da comu­ni­da­de LGBTI+!.

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