Música em destaque na Seleção Ensaios

Intei­ra­men­te dedi­ca­da à músi­ca, a ses­são da Sele­ção Ensai­os do dia 24 con­tou com os fil­mes “Rise”, cur­ta-metra­gem de Cata­ri­na Belo e “Um punk cha­ma­do Ribas”, de Pau­lo Antu­nes. A exi­bi­ção nos Cine­mas NOS do Alma Shop­ping cati­vou os espe­ta­do­res ao con­tar a his­tó­ria de dois artis­tas de ori­gens dife­ren­tes, mas igual­men­te apai­xo­na­dos pelos seus tra­ba­lhos.

O pri­mei­ro docu­men­tá­rio con­ta a his­tó­ria de Rise Kago­na, músi­co zim­babwen­se fun­da­dor da ban­da Bhun­du Boys. A rea­li­za­do­ra, que este­ve pre­sen­te na ses­são, defi­niu a per­so­na­gem como “inte­res­san­te, curi­o­sa e mui­to espe­ci­al”.  Evi­den­ci­an­do a cons­tan­te pre­sen­ça da músi­ca na vida do artis­ta, a obra exi­be o suces­so nos anos 80 e 90, as polé­mi­cas res­pon­sá­veis pela sepa­ra­ção do gru­po e encer­ra com ima­gens actu­ais da car­rei­ra solo.

Foi segui­do da lon­ga, “Um punk cha­ma­do Ribas”, que cap­ta a essên­cia de João Ribas, sím­bo­lo da cena punk em Por­tu­gal. Moti­va­do pela afi­ni­da­de com o géne­ro musi­cal, Pau­lo Antu­nes dedi­cou-se duran­te qua­se qua­tro anos e docu­men­tou a gran­de­za do músi­co fale­ci­do em 2014. O fil­me enfa­ti­za o impac­to soci­al do movi­men­to até os dias de hoje, além de um lado sen­sí­vel de Ribas que sur­pre­en­deu o rea­li­za­dor, tam­bém pre­sen­te para escla­re­ci­men­tos acer­ca da obra.

Des­ta­cou o com­pro­me­ti­men­to do artis­ta com a gera­ção seguin­te a par­tir da fun­da­ção de uma ban­da com cri­an­ças: “acho que é o lega­do dele, o ensi­na­men­to da músi­ca aos mais novos” e rei­te­rou a sua influên­cia não só no punk, mas em toda a músi­ca por­tu­gue­sa. A reu­nião de regis­tos VHS e das foto­gra­fi­as cedi­das por fami­li­a­res e ami­gos cha­mou a aten­ção de uma espe­ta­do­ra, que sali­en­tou, ao fim da ses­são, a impor­tân­cia da recu­pe­ra­ção do acu­mu­la­do de memó­ri­as. 

Ana­lú Bai­lo­sa

 

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